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História Academia Black - Interativa. - Capítulo 25


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Notas do Autor


Finalmente acabou!

Capítulo 25 - 21: Castiel Reed. Final.


New Orleans, 1720

 

— Margareth, força! 

— Ahhhhhh! — Margareth gritava intensamente.

Gritos esses causados pela dores do parto.

— Vou precisar de mais toalhas e água quente. — diz Jenett a Hope e Angelina.

— Vamos Margo, já estou vendo a cabeça. — dissera Helena atrás de sua mãe que cuidava do parto.

— AHHHH! — Margareth gritou mais uma vez. — Tá doendo!

— Eu sei... Eu tive três filhos e dois deles foram seguidos. — Janete tentava acalmar Margareth. — ainda não inventaram nada para amenizar a dor, então você terá que aguentar.

— Castiel, se você está me ouvindo... Eu preciso de você! — diz Margareth chorando de dor, não dor física, mas sim, emocional.

Jenett olhou para a filha, foi uma troca de olhar rápida, mas cheia de significados e saberes. A cerca de cinco meses, a família Rustoff faziam-se presente na academia Black, onde dez dos quinze bruxos que eram do seu clã, habitavam ali. Ao pedido do Kruservo, Jenett ensinava algumas coisas, como ela já fazia antes. Assim como Helena que tomou as responsabilidades da Margareth.

— Aqui! — Hope e Angelina voltaram. Angelina segurava as toalhas e Hope com mais água quente.

— Margareth, pra isso acabar rápido... Preciso de sua ajuda. — Jenett pegou as toalhas e se apoiou na frente da Margareth. — Respire e empurre. Vai doer, mas é a dor mais linda que você irá sentir em sua vida.

Margareth apenas assentiu e começou a colocar força e a empurrar.

— Empurre a barriga dela. — falou Jenett para a filha.

— Vamos Margo! — Hope segurou uma das mãos da Margareth e Angelina a outra.

— Você sabe que onde o Castiel esta, ele não pode vim. — disse Helena.

— CALADA! — gritou Margareth.

— Tá vindo! — disse Jenett. — Coloque mais força, Margareth.

Margareth sentia cada osso do seu corpo doer, pareciam que estavam sendo quebrados um a um. Ela queria que aquela dor passasse, queria que aquele maldito nascimento acabasse e que aquela criança saísse de dentro de si. E ela não entendeu o que aconteceu ou porque aconteceu. Mas, flashes de momentos em que viveu com o Castiel, começaram a aparecer diante de seus olhos como se eles fossem reais, como se ela os tivesse revivendo aquele momento.

E aquilo foi o suficiente para ela esquecer da dor física e da sua dor emocional. Enquanto Jenett mandava ela empurrar a criança, enquanto Hope e Angelina tentavam acalma-la e Helena preparava os panos para receber a criança, Margareth revivia a sua noite de amor com o Castiel. Talvez fosse a noite em que aquele bebê foi gerado.

— É uma menina. — disse Jenett trazendo Margareth de volta a sua dolorosa realidade.

Tudo que estava diante de seus olhos desapareceram, fazendo-a enxergar os rostos da Jenett e das outras. Choro estrondou em seus ouvidos a acordando do transe por completo. Ela olhou para o lado e viu Helena banhando a criança na água morna, olhou para o outro lado e viu sangue. O choro da criança ainda ecoava em seus ouvidos, como facas. Helena virou-se para Margareth com a bebê em seus braços e a levou para Margareth.

— Ela é linda. — disse Helena ao lhe entregar a bebê.

Com cuidado, Margareth pegou a bebê em seus braços. Os olhos da pequena criatura que havia acabado de chegar ao mundo eram verdes, a mesma não chorava mais, parecia ter reconhecido sua mãe. Aquela olhos a encaravam, Margareth sorriu para a pequena coisa em seus braços.

— Como irá se chamar? — perguntou Hope e antes que ela pudesse responder Kruservo adentrou o quarto apressadamente.

— Desculpa! — diz ele. — Ouvimos os choros e aqui estamos nós.

— É uma menina. — disse Margareth brincando com a pequena mãozinha da filha. — Ele deveria está aqui.

— Margareth, pare de culpar o Castiel pela ausência. — diz Helena. — Pelo que sabemos...

— Calada! Você e sua família não sabe de nada. vocês nem fazem parte dessa família! Não sabem pelo que eu passei, não sabe o que aconteceu! — Margareth não percebeu, mas o seu ódio estava transmitido para a sua filha, tanto que a pequena começou a chorar.

— Margo, não fale assim com ela. — disse Philip. — Todos nós sabemos pelo que você passou. Estávamos aqui, esqueceu? E todos nós pensamos a mesma coisa, você não pode ter esse julgamento em relação ao Castiel. Nós sabemos pelo que ele passou, mas e você? Sabe pelo que ele está passando?

— Não me der sermões! — Margareth olhou com ódio para o irmão. — Principalmente de você que é um monstro! Que não consegue controlar a própria raiva e os extintos. Você tem um monstro dentro de casa, pai. Um monstro!

— Do que ela está falando? — perguntou Angelina.

— Eu sei. — diz Kruservo. — Todos nós somos.

— Não, ele é mais.

— Quem é você para ser juíza do seu irmão? Quando você era pequena, você quase matou o Philip. — todos os irmãos olharam para Margareth.

— Vamos. — Jenett e Helena saíram e consigo, levaram o bebê.

— Margareth, todos nós aqui somos monstros. Por isso existe esse lugar, a academia para ensina-los a controlar os poderes. — Kruservo respirou fundo. — Você tinha seis anos e o Philip dez. Ele sempre cuidou de todos vocês, mas de você em especial... Ele era seu protetor. Uma vez você não queria comer, então ele tirou o seu prato... Você o ergueu para cima, ele não conseguia respirar. Você o arremessou longe, tão longe que a maioria dos ossos do corpo dele foi quebrado. Sua mãe resolveu tirar seus poderes e só devolver, quando você tivesse entendimento. O que eu quero dizer é que, todos nós somos monstros. Mas o que ativa a nossa monstruosidade, são nossas emoções. Você era pequena, ficou com raiva do Philip e revidou usando magia. Claro, você era pequena, o Philip está adulto... Há uma grande diferença de entendimento. O que eu quero dizer é que, você sentiu raiva e o Philip está sentindo tristeza.

— Você não deveria passar por isso sozinho. — diz Hope indo até o irmão. — Estamos aqui.

— Eu já perdi o controle uma vez. — diz Angelina. — Várias na verdade. Foi duas semanas depois que a mamãe morreu.

— Todos nós. — diz Kruservo. — Por isso, Margareth. Não aponte o dedo na cara do seu irmão e diga que ele é um monstro, porque todos nós somos... Incluindo você.

— Desculpa. — disse Margareth olhando diretamente para o Philip.

— Tudo bem. — Philip sorriu.

Philip saiu do quarto deixando Kruservo e suas irmãs conversando. Logo, ele estava no andar depois onde Jenett e Helena, cuidavam da pequena recém nascida. Jenett preparava algo que se assemelhava a leite, enquanto Helena balançava a criança a acalmando, mas ela continuava a chorar.

— Deixe-me ver. — diz Philip indo até Helena e pegando a menina.

— Obrigada. — mas aquilo não adiantou muito a criança começou a chorar duas vezes mais.

— Dei-me ela aqui. — Jenett pegou a criança nós braços e finalmente ela parou. — Como Margareth está?

— Bem. — respondeu Philip vendo Jenett passar o líquido na boca da criança. — Quero pedir desculpas pela Margareth.

— Tudo bem. — diz Helena. — Mas ela está certa. Eu não sei de nada e nem faço parte dessa família.

— Ela não quis dizer isso. — falou Philip.

— Todos já estão instalados e estão se sentindo bem aqui. — disse Helena.

— O que você quer dizer com isso?

— Ela vai embora. — respondeu Jenett.

— O que? Por que?

— Eu já vinha percebendo isso e a Margareth, só abriu meus olhos. — disse Helena.

— A gente vai com você, Helena. — falou Dan e Ban apenas confirmou.

— Nossa mãe vai ficar, a muito a se fazer aqui. — diz Ban.

— Se precisarem, sabe onde estaremos. — completou Helena.

— Não!

Milard abriu um portal por onde Helena, Ban e Dan passaram. Philip não demorou muito e logo estava no quarto da Margareth outra vez.

— Satisfeita? — perguntou ele furioso.

— O que?

— Helena, Ban e Dan foram embora. — diz Philip.

— O que? — Hope e Margareth saíram do quarto.

— E a minha filha?

— Jenett está lá embaixo com ela. — respondeu Philip.

— Eu vou lá. — Kruservo também saiu do quarto.

— Ela foi embora por sua causa. — diz Philip.

— Por minha causa? Eu não fiz nada!

— Fez! Desde que ela colocou os pés nesse lugar, você a odiou com todas suas forças... Ela e os irmãos dela. Quando o Castiel chegou aqui, nós o acolhemos, perdemos o nosso irmão para salva-lo. Será que você não consegue fazer o mesmo?

— E olha o que aconteceu? Foi tudo em vão!

— Tudo que vocês viveram foi em vão? Essa criança foi em vão? Você fala que eu sou o monstro, mas na verdade você é o monstro aqui.

— Eu estou lhe protegendo! Não quero que aconteça com você o mesmo que aconteceu comigo.

— Eu não sou você e a Helena não é o Castiel. — Philip sentou-se ao lado da irmã. — Castiel te amava muito.

— Você não sabe.

— Sim, eu sei. Afinal, eu melhorei graças a ele. Ele falava tanto em você, como você fazia bem para ele, que eu tinha inveja disso. Pensei que nunca encontraria alguém, aí a Helena apareceu e foi amor à primeira vista... Se é que isso que isso existe.

— Você não entende.

— Você que não entende. Castiel não teve escolha, o que aconteceu com ele não foi o nossos pais nos chamando para dentro em noite de lua cheia... O que chamou ele, não tem comparações boas para de fazer. — Philip esticou a mão para a Margareth mas ele recuou. — Ele fez isso como um sacrifício. Lembra a história do Ceifador que a mamãe nós contávamos? Não é uma história, é real. Ele é o "capanga" de Lúcifer, e quando ele quer algo e não consegue... O Ceifador vem e resolve tudo. E elimina quem está perto. Ele fez isso para nos proteger de qualquer coisa que viesse buscá-lo caso ele se recusasse ir, principalmente para proteger você. Seria bom se você compreendesse isso.

Nada Margareth disse, apenas ficou ali vendo Philip se levantar e ir em direção a porta. A mesma virou o rosto quando ele passou pela porta, ninguém ali sabia a dor que ela estava sentindo. Ninguém sabia como ela se sentia em relação a nada, ela apenas queria o Castiel ali consigo.

Após um longo mês, nada na vida da Margareth havia melhorado. Mesmo com a chegada da sua filha. Suas irmãs e principalmente o Philip, não estava tendo uma boa relação com Margareth por ela ter conseguido afastar todo mundo de sua vida. Margareth estava se sentindo cada vez mais sozinha, mas ela se mantinha firme e toda noite ia para cima do telhado, na tentativa e na esperança de que Castiel aparecesse ali. Mas, naquelas inúmeras vezes e naquele insistindo mês, ele não veio.

Margareth não aguentava mais e não aguentava o que aquela criança lhe representava. E afinal, o que aquela pequena criança se tornaria? Ela era um anjo ou um demônio? Era uma mistura de que? Já não bastava as diversas espécies mistas que existia, ainda haveria mais uma? Margareth não tinha escolha, ela precisava resolver aquilo.

— Milard! — Margareth adentrou uma das salas de aula e lá estava ele.

— Senhorita, Margareth... Posso lhe ajudar? Algum problema com a Charlotte?

— Não, está tudo bem. — Margareth sorriu. — Eu apenas preciso de um favor. Que você encontre uma pessoa para mim e passe um recado.

— Claro. — diz Milard indo até uma mesa e buscando um papel e Caneta. — Quem seria?

— Ela é uma feiticeira, preciso falar. — disse Margareth.

— O que devo falar a ela?

— Que tenho algo a dar para ela. — Margareth. — Que me encontre.

— Certo! — logo as palavras tomar vida no papel com o recado e o nome da feiticeira.

Ao joga-lo para o ar, o papel transformou-se em uma chama e logo desapareceu.

— Obrigada. — Margareth sorriu.

A mesma saiu da sala e foi apressadamente para o seu quarto. A pequena Charlotte dormia profundamente no berço que Ban e Dan haviam lhe preparado. Ela era tão linda e tão pequena, era a cara do Castiel e isso não tinha como negar. Margareth pegou a pequena nós braços, ela ainda dormia, aquele era o momento perfeito.

— Kugona, kugona tulo labwino komanso lakuya. Monga kuti simulinso mdziko lino lapansi! — então o coraçãozinho da Charlotte parou. — Eu sinto muito. — com os olhos cheios de lágrimas Margareth deu um beijo na testa da filha. — Socorro! — gritou ela. — SOCORRO!

— O que aconteceu? — Kruservo foi o primeiro que apareceu no quarto.

— A Charlotte, ela não está respirando e nem consigo ouvir o coração. — de toda aquela encenação a única coisa verdadeira era as lágrimas que jorrava dos olhos da Margareth.

— O que está havendo? — Jenett apareceu e logo em seguida todos os outros da Academia.

— Você disse que ela estava bem. — falou Milard.

— E estava. Quando eu subi, ela não estava mais respirando. — Margareth estava abraçada com o pai.

— Margareth, eu sinto muito. — disse Jenett.

— Não... Não! — Hope e Angelina vieram até Margareth enquanto a mesma chorava bastante.

— Ela morreu? — perguntou Philip.

— Você não vê?! — murmurou Margareth.

— Não é momento para brigas. — disse Milard.

— Temos que enterrá-la. — falou Hope.

— Podemos enterrá-la junto com a mamãe?

— Você quer ir até Prússia? — perguntou Angelina. — Você sabe que é época de neve.

— Vamos para Prússia. — diz Kruservo.

— Tudo bem. — diz Milard. — Todos se prepararem.

Kruservo assentiu e saiu juntamente com os outros. Enquanto Hope, Angelina e Jenett ficar com Margareth no quarto. A Margareth ainda estava em lágrimas, parecia que sua filha realmente estiva morta e não dormindo. Alguns minutos depois, todos entraram, além da família Black, havia mais cerca de 20 pessoas. Pessoas essas que faziam parte da Academia, eram alunos.

— Está pronta? — perguntou Milard.

— Ninguém nunca está pronta para enterrar os filhos. — disse Margareth olhando para o pai que a cerca de 2 anos atrás enterrava o que havia sobrado do filho.

— Vamos. — diz Kruservo olhando para o Milard fazendo sinal para que ele pudesse abrir um portal para a Prússia.


( * * * * * )


Margareth e seus irmãos estavam em frente ao túmulo da sua mãe. O túmulo era no meio da floresta, como dito pela Angelina a neve caia por toda parte. Margareth ainda continuava seu teatro de chorar sobre o pequeno caixão de sua filha. O gelo estava começando a petrificar suas lágrimas, eles não podiam ficar lá por mais tempo.

— Margo, precisamos ir. — disse seu pai.

— Preciso de mais tempo. — falou ela.

— Precisamos voltar. — disse Kruservo.

— Margareth, aqui... — Milard tirou uma pequena pecinha mecânica do bolso e entregou para ela. — Quando você quiser voltar, é só me chamar que eu venho lhe buscar, tá?

— Obrigada. — Margareth o abraçou.

— Vamos. — Milard abriu o portal e todos passaram.

Margareth percebeu que estava sozinha, aos poucos os flocos de neve foram parando de cair. O seu não estava mais escuro neve, o sol estava abrindo. Os pássaros começavam a cantar, Margareth abriu o pequeno caixão e um choro a fez chorar de verdade.

— Oi filha. — Margareth abraçou a filha. — Me desculpa tá. Eu não queria fazer isso. Mas, seu pai se foi e não deixou nenhuma instrução... Talvez nem ele soubesse que isso fosse possível, um anjo ter filho com um humano. Eu não sei o que você é, ou o que você pode causar... Não sei se você vai correr perigo. Mas tem alguém que vai saber como cuidar de você.

Margareth segurando a filha em seus braços começou a andar para longe daquele mausoléu. Não precisou muito para encontrar quem ela queria.

— Da próxima vez, me manda a localização. — disse Lauren.

— Serve uma bússola? — brincou Margareth abraçando a amiga.

— Eu odeio neve.

— Foi você?

— Fazer a neve parar é fácil, difícil é saber onde você se esconde. — falou Lauren.

— Estamos morando em Nova Orleans... Fizemos morada lá. — explicou Margareth. — Depois passe lá.

— Talvez... Não prometo nada. — disse Lauren. — No momento, não posso ficar fixa... Ainda procuram por mim “a baba”. Não posso descansar até todos morrerem.

— É por isso que a chamei aqui. — Margareth mostrou a face da linda menina. — Minha amiga de envolveu com um homem errado, e desde romance nasceu essa garotinha.

— E você quer que eu a entregue ao Asmodeus?

— Vocês não têm uma bruxa mãe ou algo do tipo?

— Tem a Lilith, mas não é bom mexer com ela. — Lauren pensou até que um nome veio a sua mente. — Gryla.

— Gryla? Ela pode ajudar? É fácil falar com ela?

— Eu não diria ajudar... Não tem uma palavra específica. E sim, é fácil falar com ela. Difícil é pegar de volta o que lhe dou entregue.

— Quem é essa tal de Gryla? — perguntou Margareth.

— Gryla nasceu e cresceu durante a Idade das Trevas. Ela se casou com um bruxo que mais tarde a abandonou algum tempo depois que seu único filho nasceu. — Margareth viu um pode semelhança entre ela e a Gryla. — Durante uma fome, Gryla e outra bruxa de seu clã fizeram um pacto para comer seus próprios filhos para sobreviver. Eles cozinharam e devoraram o filho de Gryla primeiro, seu único filho, e depois a outra bruxa quebrou o pacto. Devastada, Gryla passou os últimos mil anos tentando substituir seu filho perdido. Ela está procurando crianças, principalmente crianças perdidas e abandonadas para adicionar à sua "família"; eles são conhecidos como os Yule Lads, pelas travessuras que causam em todo o inverno.

— Entregue essa criança a ela! — disse Margareth descida.

— Gryla vai levar a criança para o inferno. — protestou

“Talvez assim, ela fique mais porto do pai.” Pensou Margareth.

— Entregue a essa Gryla. — entregou a criança a Lauren. — Tenho que ir.

— Até mais, Margareth! — disse Lauren vendo Margareth se distanciar. — Diga a sua amiga, que essa criança vai ficar bem.

— Obrigada, Lauren... Você não tem ideia do favor que está fazendo.

— Claro que sei. — Lauren olhou para a criança em seus braços. — Oi lindinha... — a feiticeira começou a brincar com a bebê. — Você não merece ficar com a Gryla. Eu sei bem para onde você vai, mas antes... — luzes enfeitiçadas começaram a sair das mãos da Lauren e cair sobre a babá Charlotte que acabou espirrando. — Quando você tiver certa idade, você irá atrás da sua verdadeira família e o sentimento que está nesse pequeno coração, será posto a nessa. E você viverá feliz com sua família.


Mystic Falls 1890


Margareth andava em passos mais que largos em direção a sua sala. A nova diretora da Academia Black não queira correr, mas era evidente sua presa. A segundos atrás, ela havia recebido um recado que foi transmitido por um pedaço de folha “Estou de volta e na sua sala. Com amor C. R.” Ela não sabia o que fazer ou o que falar, aos corredores para o andar de cima. Usando sua agilidade de vampira, logo ela estava em sua sala e lá não havia ninguém, ou foi o que ela imaginou.

— Margo? — aquela voz.

Margareth olhou para trás e o viu ali, viu Castiel Reed parado ao canto da parede lhe encarando. Ele continuava o mesmo de antes, olhos azuis como o oceano, agora gelado quanto. Cabelos negros, mais negros que a noite sem luar e pele mais clara que o céu.

— Castiel?

— Sentiu saudades, minha querida? — Castiel deu um passo a frente, porém Margareth se afastou fazendo ele parar.

— É você?

— E quem mais séria?

— Difícil saber. — Margareth deu um passo a frente e logo e quando estava finalmente a frente dele, ela lhe deu um tapa na cara do anjo caído.

— Por que isso?

— Você foi embora! Me deixou para trás! Um tapa é pouco perto do que eu queria fazer com você.

— Eu expliquei para você.

— Você deixou uma carta!

— Que pelo visto parece que você não leu. — disse Castiel com um sorrisinho irônico. — Margareth, eu estava literalmente no inferno! Estava sendo torturado pelo próprio Lúcifer em "pessoa". Fui torturado de todas as formas magináveis e imagináveis! Fui feito do brinquedinho. Os únicos momentos de paz que tive durante todos esses anos, foi quando ele se cansou de mim, por cerca de vinte minutos. Foi aí que eu te ouvi gritar, estava precisando de mim... foi quando eu descobri que você já estava grávida, que nossa filha estava nascendo. — as palavras do Castiel saiam mais doce que mel, e a calma em sua voz era tamanha. Já Margareth estava parada, o encarando. — Eu não podia fazer muita coisa, então fiz o que estava ao meu alcance. Entrei em uma mente, fiz você reviver nossos momentos para você esquecer da dor. Eu fiz tudo isso para te proteger, proteger todos do Pandemônio que seria na vida de vocês caso eu me recusasse ir. Passei por torturas físicas, psicológicas e outras coisas para proteger você e nossa filha e ingratidão é tudo que eu recebo de você? Posso pelo menos conhecer a nossa filha?

— Ela morreu. — disse Margareth.

— O que? — nem as torturas que Castiel sofreu no inferno foram tão dolorosa quanto aquela notícia.

— No primeiro mês após o nascimento. — respondeu Margareth.

— E-e onde estão Kruservo? Milard, Hope... Angelina...

— Todos morreram. — respondeu Margareth.

— Todos? Inclusive o Philip?

— Philip e sua esposa Helena foram os últimos a morrerem. — respondeu Margareth. — A uns setenta anos atrás. Foi aí que decidi mudar a academia Black para essa cidade.

Todas aquelas notícias fizeram alguma coisa dentro do Castiel mudar, o único resquício de esperança dele, foram arrancados pela morte daqueles que haviam se tornado sua família.

— Por que?

— O que?

— Por que Lúcifer queria você?

— Nenhum anjo em cima ou embaixo, conseguiu sentir o que eu senti... O que eu fiz. — disse Castiel. — Eu era importante.

— E ele deixou você sair?

— Eu fugi. Fugir foi fácil difícil é se esconder.

— Por isso você está aqui?

— Sim! Porque eu vi como isso se formou, sei qual era o intuito que o seu pai teve, o que ele queria que esse lugar fosse. — disse Castiel.

Antes que Margareth pudesse responder algo, a porta se abriu atrás do Castiel. Atrás dele apareceu Edward, seu novo namorado/marido. Atrás dele estavam duas garotas, uma ruiva de olhos azuis e a outra morena, cabelos longos e olhos escuros, linda aos olhos do Castiel.

— Essas garotas querem falar com você. — disse Edward.

— Senhor Reed, o Edward irá levar você ao seu quarto. — disse Margareth.

— Obrigado. — disse Castiel saindo.

As duas garotas entraram na sala e a porta foi fechada. Alguns segundos depois, Castiel voltou a sala da Margareth integrado por saber quem eram as tais jovens, não restringindo sua curiosidade a morena.

— Katharina... minha sobrinha e Marjorie Waldorf, sua amiga. — respondeu Margareth. — Katharina é filha do Philip e da Helena.

— Quantas coisas maravilhosas eu perdi.

— O nascimento da sua filha foi um deles. — Margareth cerrou o punho. — Eu quero você longe dela. Ela perdeu os pais recentemente e não o quero você brincando com ela, como você fez comigo!

— Eu não brinquei com você! Desculpa se eu me sacrifiquei para te ver sã e salva. Você e sua família! — Castiel levantou-se e saiu da sala da Margareth.



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