História Academia de Jovens Prodígio - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amigos, Amizade, Bullying, Ensino Medio, Escola, Internato, Romance
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Palavras 2.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi genteeee, dps d mt caninga das minhas amgs (únicas leitoras KKKKK) tá aí

Capítulo 11 - Cap 9


Camila's POV

Quando foi a minha vez já estava pensando somente "Mateus não, Mateus não" (Parece até Harry no chapéu seletor para não ir para a sonserina) porque não gosto nem um pouco daquele garoto escroto, insuportável e com masculinidade tóxica. Mas vamos lá, tem seis meninos, não é possível que eu vá justo com o único que eu não posso pegar -Tem meu irmão também, xo incesto- quando estava vendada sendo guiada para a dispensa pelas meninas as escutei rindo, estranho, mas deve ser só pela brincadeira mesmo.



Foi só a porta se fechar que fui puxada pela cintura, o garoto me prensou na parede e basicamente me atacou com seus lábios. É errado eu dizer que foi bom? 

Essa coisa de tacar a pessoa na parede é bem heterotop fanfic 10/10 mas quando aconteceu comigo eu entendi porque gostam tanto. Era como se ele pudesse enxergar, porque tinha muita certeza no que fazia. 

Aquele garoto não deixou um pedaço de meu corpo sem ser explorado, já estava me sentindo "a Santa" porque eu tava meio chocada com toda a safadeza então não tinha muita reação além de retribuir e beija lo. 


Decidi que era minha vez de o impressionar e desci minha mão por seu pijama, deu para perceber que é daqueles de elástico então coloquei minha mão para dentro e segurei seu membro, não dá para ver nada mas é grande, isso eu notei. Ele soltou um pequeno gemido baixo e rouco que de algum modo que mexeu com minha cabeça. Depois de um tempo fazendo movimentos para cima e para baixo massageando seu membro o escutei.

- Para, se não eu não seguro. - Na mesma hora um calafrio subiu por meu corpo. Mateus, puts. Eu posso não ter reconhecido seu corpo mas sua voz... Apenas retirei minha mão sem falar nada. Ficamos calados por algum tempo enquanto os dois recuperavam o fôlego.

- Sabe... Irmã de Felipe, até que você é boa nisso. - Ele tem que estar brincando comigo. Como ele sabe que sou eu?! 

- Mateus... - Pronunciei seu nome devagar balançando negativamente minha cabeça tirando a venda, ele já estava sem. Que rapazinho filho da puta.

- Eu notei que era você quando segurei em seu cabelo, logo quando começamos. - Se eu soubesse que era ele eu não teria feito nada disso que aposto que só aumentou o ego dele e muito menos deixado ele se aproveitar desse jeito. - Você é a única de cabelo curto daqui. Achei que você sabia que era eu também.

- Só descobri agora.

- Poxa. Achei que você sempre quisesse me pegar. - Deu de ombros.

- Você sabe que eu te detesto. 

- Olha... Não é por nada mas você não pareceu me detestar enquanto eu te beijava. - Minha cabeça diz "Que absurdo" mas meu subconsciente sabe que foi muito bom, isso não posso negar, também né, imagina quanta prática ele já tem. 

- Nem foi isso tudo... - Menti.

- Não precisa mentir, irmã de Felipe, eu sei que você gostou tanto quanto eu.

- Então você está se iludindo. - Agradeço meu talento para pensar racionalmente e habilidade para mentir.

- Estou? - Disse e me puxou para perto dele descendo uma mão para minha bunda e outra ficou em meu cabelo. Não tive nem tempo para raciocinar quando fui ver já estávamos nos beijando novamente, eu até me afastaria mas é bom, tão bom...


- Ei! Pode sair daí já! Já passou do tempo faz três minutos. - Meu irmão batia com força na porta e risadas eram escutadas do lado de fora. Ele vai me matar, ou matar ele, ou os dois.

- Vamos colocar a venda de novo e fingir que não trapaciamos. - O danado tava com um sorriso enorme. Enxirido. - E tira esse sorrisinho da cara! - Não é que eu me arrependi de ter beijado o garoto, duas vezes, mas ninguém precisa saber que fiz isso sabendo que era ele. Nem eu mesma acredito, antes se fosse ruim, mas não! Ele definitivamente está no meu top 3 e olha que eu já beijei bastante.

Saímos com a venda e as meninas estavam toda com umas carinhas de malícia na roda. Agora entendi aquela onda de antes.

- O que foi? - Me fiz de sonsa. Quem era? - Eu sei a resposta mas elas não sabem que eu sei então joguei o verde.

- Ah, Cami, a gente não pode contar. - Ju que era justo a que mais sabia do meu ódio teve a audácia de falar.




Júlia's POV*

Ae Cami soubesse que ela pegou Mateus surtaria, ou não, na verdade eu acho que ela não gostaria de pegar ele por ele ser ele, mas se fosse uma pessoa aleatória com aquele rosto ela pegaria com certeza. Mais tarde talvez eu fale com ela sobre isso. Se ela quiser muito saber vou ver se falo, pelo menos seria engraçado.

Me perdi tanto em meus pensamentos que quando fui dar conta já tinham até escolhido a próxima garota a jogar: Mia. Lá vai a rapariga. E o garoto que vai com ela é... Felipe! Estava todo atrapalhado andando com as mãos balançando na frente por alegar "Não preciso de ajuda". Tão lindo mas tão idiota... Do jeito que a Mia me odeia ela adoraria saber que esse é meu ponto fraco.


A gente não tem nada sério mas ficou mais vezes depois do dia arranjado por Cami e Mateus.
Uns três dias desse primeiro dia ele me perguntou no insta se eu tinha gostado e queria fb (flashback), como se precisasse perguntar. Aí ficamos no intervalo. 

Uma semana depois ficamos mais uma vez, esse foi depois da minha aula de dança, ele tinha acabado de sair do vestuário, tinha tomado banho após o treino aí a gente se encontrou, começou a andar até a biblioteca. Ele não parava de falar sobre o jogo dele e eu não queria saber, aí eu mandei ele calar a boca, ele lançou o típico "Vem calar" e eu beijei ele. 

A gente passou duas semanas bem de boa só na amizade, até que teve uma noite que a gente tava numa ligação no meio da madrugada e ele simplesmente lançou um "Ah, eu queria estar aí, já faz um tempo que a gente ficou né?" E como era de madrugada ninguém mais sabia nem o que tava falando, deu que ele veio para minha casa as três da manhã, a gente ficou logo de cara, depois fomos fazer uns vídeos cantando e dançando que eu ainda tenho. Então, teve um que a gente deu uma puxada para o funk, era ele dançando brega e eu jogando a bunda. Minha nossa senhora onde eu tava com a cabeça? Melhor nem comentar o que aconteceu depois disso.


Enfim, foram vários momentos. Que merda. Eu já deveria saber que ele não se privaria de nada por mim mas a gente não controla os sentimentos. Ele poderia ter tido um pouco mais de consideração, ele nunca nem me perguntou sobre como eu me sentiria com isso.

- Ju... Eu te avisei que não era para se apegar. - Cami notou minha expressão por mais que eu tentasse disfarçar.

- Eu não me apaguei. - Claro que é mentira. Não tô apaixonada por ele (eu acho) mas esperava... Sei lá, não deveria esperar nada.

- E essa cara aí?

- Tô só com sono. Acho que vou tentar dormir um pouco e volto. - Fui seca e saí em direção ao quarto de Ana.



É claro que estou triste, é claro que eu gosto dele. É assim que eu sou... Não dá para evitar. Como não tem bem o que fazer, só me sentei bem na beirada da cama e fiquei lá olhando para fora da janela. A Lua está muito bonita, as estrelas são fáceis de ver daqui, já que a única luz pela área é na escola. De depende apareceram várias nuvens, não tenho nada contra nuvens, mas elas me impediram de ver as estrelas que tanto me acalmam. Malditas nuvens... 

Sabe aquela coisa que dizem que quando a primeira lágrima cai não dá mais para controlar? Então, descobri que é verdade do pior modo.




Felipe's POV

Achei legal essa coisa de não saber com quem ficou. Emocionante, eu diria. Foi bom, seja lá quem essa mina for, ela é bem safada. Enfim, voltei para a roda e antes de podermos continuar minha irmã me puxou do grupo.

- Por que você fez isso? - Estava com seu tom de chateação e a previsão é de lição de moral.

- Isso o que? 

- Ficou com aquela menina. - Não revelou o nome, poxa.

- Ué, qual o problema?

- Você não tava ficando com a Júlia?

- A gente só ficou... Algumas vezes, três? Cinco? Por aí.... Depois da primeira. Mas, não é nada sério.

- Sério isso? Que merda, Felipe. Eu te disse para não iludir minhas amigas. - Ela me bateu.

- Eu não iludi ninguém, Camila. Sai do meu pé.

- Ah, é? Então fala com ela para ver como você realmente não fez nada de errado.

- Tá. Onde ela tá?

- Subiu as escadas. Deve estar em algum dos quartos.

- Ajudou muito... Vou lá ver. - Me despedi e fui em direção ao primeiro andar.




Bati na porta três vezes e a única coisa que eu escutei foi um "O que é?" Mesmo com a alta recepção abri a porta, ela está virada de costas para mim, de frente para a janela.

- Oi, Ju. 

- Oi. - Falou sem virar o rosto. Talvez ela não queria mesmo conversar...

- Err, eu... Minha irmã me disse para vir falar com você, tá tudo bem?

- Aí que saco. Eu já disse que eu tô só com sono. - É impressão minha ou ela tá com raiva? É de mim? Eu nem fiz nada para ela ficar com raiva. Ok, Felipe, vamos lá, ela é sua amiga. 

Dei alguns passos para dentro do quarto.

- Você tá bem mesmo? - Por mais que eu não seja essas coisas assim para lidar com sentimentos tentei soar bem como alguém que quer ajudar.

- Tô muito bem, não tá vendo minha animação? - Irônica, ótimo.

- Olha, eu tava tentando te ajudar mas você parece só estar tirando uma com a minha cara. - Garotas são complicadas. 

- Só o que me faltava. Sai daqui, Felipe. Eu só quero ficar sozinha.

- Não. Agora que eu cheguei você não pode me obrigar. - Então ela finalmente se virou e pude ver que seu rosto estava todo molhado e o contorno dos olhos e sobrancelhas vermelhos. 

Eu fiz isso? Merda, merda, merda. 

Fiquei sem saber o que falar então ela aproveitou a deixa, se levantou, veio até mim e saiu me arrastando para fora do quarto.

- Júlia! - Agora a porta está trancada, ótimo.




No caminho da volta a sala pensei nela, pode até ser que não estejamos em um relacionamento sério mas pela amizade que já temos eu deveria saber que ela é do tipo que se importa com essas coisas.

- E aí? Como foi? - Minha irmã foi direto para a escada me perguntar, isso só me fez sentir mais mal.

- Não tão bem assim. Ela não parece querer falar comigo.

- Lipe, vamos passo por passo. O que você disse exatamente? - Depois de contar a história parte por parte para ela sentados na escada recebi um tapão. - Você é tão estúpido! 

- Mas...

- Seguinte. Eu realmente acho que você já sabe, mas vou te lembrar: Júlia é minha melhor amiga, apesar do pouco tempo ela é a que mais me ajuda em minhas crises e me entende. Ela é uma menina incrível e merece consideração. Você, meu irmãozinho, é incrível também, eu te amo muito mesmo e por isso não posso te ver fazendo burrada. Se você não quer nada assim com ela, conversa, ela é muito compreensiva e vai entender. Mas você tem que ir com calma, ela provavelmente vai te dar uma patada antes de sequer te escutar, mas se você só... For sincero, com certeza dá certo. - Suspirei. Que menina sábia.

- O que eu faço sem você? - Ela deu de ombros e nos abraçamos. Ok, vamos tentar de novo.

Quando estava pronto para subir ela me impediu.

- O que foi agora? - Brinquei.

- Pelo que você me disse ela está magoada e provavelmente chateada, fala com ela quando a poeira já tiver abaixado.

- Hmm, ok. Você que sabe, sis.



Voltamos para minha surpresa Júlia voltou em pouco tempo. Seu rosto ainda parecia um pouco inchado, mas parece que ela está mais tranquila.

- Oi! - Tentei a cumprimentar mas levei um vácuo fudido quando ela passou direto por mim e foi direto falar com as amigas dela.




Ana's POV

Como em todas as festas chegou a hora da fofoca, meninos em um lado, as meninas no outro. As garotas estão no sofá quebrando o código do sigilo do jogo e contando para elas com quem cada uma tinha ido. Enquanto isso, vim beber um pouco de água. Comigo foi Dudu, Vitor e Mateus. Respectivamente: Meigo, envolvente e wow, quente. Posso até achar Dudu um bom garoto, mas não quero ter que abrir mão da minha liberdade por causa disso... Falando nele...

- E aí? Muita fofoca do lado de vocês?

- Sim. - Ri fraco. - Mas nada muito interessante.

- Uhum. Bom, eu até que ouvi umas histórias engraçadas, mas outras que... Bom, eu preferia não saber. - Senti a indireta quando ele olhou no fundo dos meus olhos bolado. - Enfim, vou voltar para lá.



É... Talvez eu devesse ter segurado, ele meio que sabe o que aconteceu e possivelmente com detalhes, isso não é assim muito legal, imagino.
De todo modo, isso não vai afetar minha noite, daqui a pouco ele supera.

- Alguém quer jogar war? - Foi a primeira coisa que escutei quando voltei para o colchão inflável na frente do sofá.

- Sei nem o que é isso... - Respondi sem interesse, essas coisas são um saco. Ainda mais conhecendo minha amiga como eu conheço vai ter é briga, aquela ali é super competitiva com essas coisas de jogo de estratégia. 

Das meninas só Maria aceitou, ela é bem de boa com isso, acho que só vai jogar para não deixar Ju sozinha nessa.

- Ah, eu preciso de mais gente. Vou para os meninos. 

- Não! Eles devem estar falando da gente. - Mia interferiu.

- E...? A gente tava deles até agora a pouco. - Argumentou. Justo.

- Mas Ju, assim as fofocas não vão fluir. 

- E eu com isso? Tu acha... - E saiu para o outro lado. Aiai, essas duas.




Felipe's POV

Os meninos tavam falando sobre como foi cada e outras vezes e tals. Só consegui pensar em uma pessoa... Como assim ela nem falou comigo? Bom, ela tá vindo para cá agora, deve significar alguma coisa.

- Alguém pra jogar war? - Estava com um olhar de "Vou dominar o mundo, se curvem a mim".

- Sei não... Dá última vez não deu certo. - Pedro parece já ter feito isso antes. É provável né, são irmãos, já devem ter jogado vários jogos.

- Pedrinho, Pedrinho. - Deu dois tapinhas em suas costas. - Vai ser um jogo calmo. Tem vaga para quatro jogadores. É muito bom o jogo, sério, vamos por favor. - Agora olhou para todos na mesa. Desviou de meus olhos rapidamente, isso foi de propósito que eu sei. - Só a Maria aceitou até agora.

- Eu tô dentro. - Vitor disse e ela sorriu para ele.

- Tá, tá... Eu vou. - Pedro concordou também.

- Quero ir. - Ok, eu não sei jogar, mas não importa. Ela me olhou de cima a baixo como quem faz com as minhas "amiguinhas", como chama. Tô me sentindo uma rapariga e não é no bom sentido. Ah, agora que eu vou mesmo.

- Eu até iria, mas isso demora e eu tô com sono. - Respondeu Guilherme.

- Não tem problema, Gui, já tem quatro pessoas. Eu, Maria, Vitor e Pedro. - Eu dei uma leve tossida para ela se ligar. - Ah, ele também. - Agora deu. - Cinco é mais que demais mas vamos. - Ela deu de ombros. - Na verdade tá lá em casa. Quem topa dar um rolê as quatro da manhã? - Antes que eu pudesse falar qualquer coisa o irmão dela já disse.

- Eu vou, nada de palhaçada, Jujuba. - Ela olhou para ele como se estivesse cortando a onda dela. É engraçado como suas expressões sempre mostram o que está pensando.



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