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História Academia Magister - Interativa - Capítulo 7


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Notas do Autor


É isso, tive uns problemas para postar esse capítulo né? Sabemos. Tardei uma? Duas semanas?
Caraca!
Como já disse, a partir desse mês é capítulo a cada 10 dias.

Bom proveito!

Capítulo 7 - Mostraremos a Eles


Fanfic / Fanfiction Academia Magister - Interativa - Capítulo 7 - Mostraremos a Eles

PoV Alison Worderland

Para Alison descobrir sua criatura foi uma surpresa inesperada e até um pouco reconfortante.

No início da aula Daewron parecia insistir em ficar ao seu lado na hora em que seu ovo revelasse sua criatura: “Quero que seja o primeiro a ver.”, disse sorrindo. Até mesmo fechou os olhos no momento que a explosão aconteceu revelando uma linda raposa de pelagem branca, preta e dourada.

— Uau! Ele é lindo — Disse o menino animado. — Já tem um nome?

— Rawkin. — Disse com certeza o maior, ele estava agachado com sua raposa acariciando seu pelo, a mesma parecia agitada e alegre por tal ato.

— Rawkin?

— É um nome bonito, não? — O grande sorriso de Daewron fez o cérebro de Alison parar e não conseguir dizer mais nada além de:

— Mu-muito bonito… o nome claro… — Ele ficou com vontade de matar Alex por ter rido naquele momento.

O seu amigo e companheiro de quarto estava de pernas cruzadas na grama junto com sua bela coruja de olhos estrelados em seu ombro direito. Ela parecia bem confortável e seus olhos iam se fechando no momento em que caía no sono.

— Agora é sua vez. — Disse Alex o incentivando a “chocar” sua criatura mágica.

— C-Como eu faço isso mesmo…?

— Concentra seu poder no ovo e… boom!

— Eu não gosto do “boom!”.

— Confia no “boom!”.

Alison desiste de vez, teria que fazer isso de qualquer forma. Fez como seus amigos haviam lhe explicado, fechou os olhos e se concentrou.

Naquela hora enquanto usava seu poder tão concentradamente não pode deixar de pensar em seu irmão. Talvez, ele não sabia, mas isso poderia ter influenciado nos seus resultados.

Na hora em que sua criatura saiu Daewron e Rawkin quase infartaram do coração, para dizer o mínimo. Do ovo de Alison um homem grande e já vestido saiu, um ser humano, seus cabelos eram vermelhos vívidos e seus olhos bicolores traziam um vermelho e um branco. O mais notável era que a criatura de Alison nada mais se assemelhava do que seu irmão em cores alternadas.

— Ed? — Sussurrou o loiro.

— Mas que merd… isso é possível? — Daewron se estabeleceu após o choque de ver Ed (Vulgo futuro cunhado) em pé, ao vivo e em cores alí. — Professor?

Sr. Maugier observava o Ed 2.0.

— É alguém que conheça, senhor Wonderland?

— É-É meu irmão…

— Isso faz sentido.

— Faz? — Disseram Alex e Daewron.

— Todas as criaturas representam algo significativo para seus invocadores… o irmão de Alison pode ser uma figura extremamente importante para que se materialize em forma de criatura.

— Ah, o que esse cara pode ter de tão importante? — O desprezo brincalhão de Daewron irritou um pouco Alison. Era do irmão dele que estava falando, não importava suas desavenças.

— Ed é a pessoa mais importante para mim, não fale dele como se não fosse nada.

Alison notou que seu tom assustou um pouco Daewron e que o mesmo havia ficado um pouco envergonhado, mas isso não fez com que mudasse seu posicionamento quanto a isso. Não aceitaria quem tratava com desdém o irmão que o salvou, criou e protegeu.

— Alison, não é isso que eu-

Mas ele não estava ouvindo, apenas se concentrou na aparência que seu irmão mostrava. Seu olho branco o lembrava aquele que estava por baixo de sua faixa no rosto. O quê tudo aquilo significava?

Só foi desviar sua atenção quando ouviu Blanche perguntar:

— Onde está a Cirilla?


PoV Cirilla de Aragon

Cirilla não conseguia imaginar uma razão plausível para o porquê de estar seguindo sua criatura tão cegamente, mesmo que não tivesse uma sensação boa sobre isso. O cão ou lobo, o que fosse, andava em ritmo acelerado e Cirilla se forçava para acompanhar. De vez em quando ele olhava para trás conferindo se não havia perdido sua dona antes de continuar a caminhada.

— Você não sabe falar eu suponho… — Começou a garota recuperando a fôlego. — Digo, você é um lobo mágico que saiu de um ovo, falar não seria a coisa mais esquisita que você saberia fazer, certo?

Como era de se esperar não recebeu nenhuma resposta do animal. Em vez disso ele apertou ainda mais o passo no momento em que deram a volta na quarta torre principal da academia.

Cirilla tava tão ocupada falando consigo mesma que nem percebeu o momento em que sua criatura se agachou atrás de uma moita.

— Assim pelo menos poderia me dizer o que quer me mostrar e… cacete.

A garota ficou estática no momento em que viu o ser sombrio na sua frente. O monstro, definitivamente um monstro, estava solto ao lado de uma jaula com coloração verde. Cirilla não sabia o que era, também não estava muito interessada em descobrir naquele momento.

O bicho não tinha íris, apenas as escleras completamente brancas. Sua postura era semelhante a de um animal feroz com sua pelagem que parecia névoa negra e suas garras não lhe passava confiança.

Buscando sua criatura que agora estava escondida seguiu seu exemplo e se foi com ele.

— O quê é isso? Por que me trouxe aqui? Cacete, o que é aquilo? — Muitas coisas ela queria falar mas continuou sussurrando baixinho para sua criatura até então sem nome.

Observando sem mover um músculo, Cirilla notou que a criatura estava farejando o ar, como se estivesse buscando algo. A menina quis repreender e xingar seu lobo de todos os nomes feios possíveis no momento em que o mesmo começou a rosnar baixinho.

— Não senhor, não comece. Se ficarmos quietinhos talvez ele nem nos note e-

Não foi muito tempo antes que seu lobo, da maneira mais corajosa e perigosamente burra, se jogasse na frente do ser da escuridão atraindo a atenção para si.

Droga! Seu… Aagh!”.

O ser focou sua atenção total no lobo, ambos rosnando e se encarando, de fato preparados para quem fizesse o primeiro movimento. Quando imaginaram que o lobo o atacaria, na verdade ele deu meia volta e correu velozmente para o caminho de onde haviam vindo a alguns minutos. O ser então começou o perseguir e Cirilla não viu outra alternativa que segui-los no passo mais rápido que podia.

Ambos os animais correram para o jardim principal da academia. Cirilla pode ver mais na frente seus amigos que saiam do castelo conversando junto de suas criaturas. Eles e a maioria dos alunos não haviam notado a aproximação perigosa, então se viu obrigada a gritar:

— GALERA! CUIDADO!

Foi quando o caos começou. Reparando nas criaturas sombrias se aproximando várias outras criaturas começaram a se mostrarem receosas ao pequeno monstro, que agora já focava em mais do que o lobo de Cirilla. Eles não ousavam se aproximar, o ser maligno então começou a olhar ao redor, parecia procurar alguém específico. Foi quando finalmente se fixou em dois alunos, Alison e Alex, dois usuários da Luz.

O rosnado da criatura fez com que ambas as criaturas, um homem de cabelos vermelhos e a Coruja Estrelada, se colocassem entre ambos para protegê-los.

— Alison! Alex! — Os gritos de seus amigos que não sabiam o que estava acontecendo ficaram mais fortes. Nisso Kora, a tigre branca de Helia, a águia ainda não nomeada de Amélia e Piolho, o beija-flor, se colocaram na defensiva para ajudá-los.

Ed 2.0 saiu com um arranhão profundo no braço e Piolho quase foi devorado outra vez, mas conseguiram manter a distância dos usuários até que os reforços, professores desesperados, chegassem.

Willian Parshton usava sua magia de luz para afastar a criatura enquanto um professor de escuridão trabalhava para conseguir prender a criatura com um feitiço de selamento. Quando ambos conseguiram o feito, tudo por um momento de acalmou… até que ele chegou.

Rhodoss chegou no puro ódio como se estivesse pronto para matar alguém.

— O que aconteceu aqui? — Ninguém soube responder, ele esperou que alguma alma sem medo dissesse algo.

Um garoto aleatório, usava roupas verdes sinalizando estar no segundo ano, falou:

— Foi ela, essa menina do primeiro ano, ela é uma usuario da escuridão. Foi ela que trouxe o monstro, eu vi.

— Você está maluco? — Helia que agora estava próximo de Kora falou possesso de raiva. — Cirilla nunca faria algo como isso, não acredite nisso avô! — O olhar de Rhodoss para Helia foi tão gélido que o mesmo se arrependeu do que havia dito. — Diretor, não acredite nisso.

— Princesa Cirilla de Aragon, venha comigo.

A menina não sabia direito o que havia acontecido, como havia se metido nisso? Ela lançou o olhar para sua criatura: “Muito obrigada”.


PoV Felicity Carrie

Felicity, Catalina e Thomas estavam reunidos com os outros alunos de sua sala. A princesa observou como Arthur, Blanche e Daewron ficaram receosos com tudo que aconteceu com a amiga, mesmo que Arthur continuasse com a expressão neutra. Ela sabia que não era assim realmente.

— O que vai acontecer com ela? — Steven perguntou debruçado em sua mesa.

— Expulsão? — Félix disse um pouco distraído até receber um tapa de Amélia. — Aii, o quê?

— Vira essa boca para lá!

— Não sei, conhecendo esse velho- Aii — Dessa vez foi Helia que recebeu o golpe.

— Mas de onde esse bicho veio? — Alex falou.

— Do quinto dos infernos.

— Blanche… — Repreendeu Alison.

Mais uma vez o silêncio reinou.

Felicity então se virou para seus melhores amigos. Catalina e Thomas eram príncipes orgulhosos que não sabiam socializar muito bem com as pessoas, por isso que não haviam feito muitas amizades com os outros além dos príncipes Helia, Amélia e Cirilla.

Por mais que tenha uma tensão atual por causa dos acontecimentos, Felicity decidiu fazer algo a respeito. Quando Cirilla chegasse e falasse para todos que tudo deu certo, a princesa iria de imediato fazer um convite a todos, oportunidade perfeita para formarem laços mais fortes.

A porta finalmente se abriu e Ciri entrou.

Todos foram correndo para descobrir o que havia acontecido:

— Eles vão te expulsar?

— Você foi punida?

— Preciso matar alguém?

— Gente relaxa, não me culparam por nada. Pelo menos não agora… irão fazer uma investigação. Aparentemente aquilo não devia estar na escola…

Conversa vai conversa vem, era hora de Felicity agir.


PoV Narrador

As coisas não saíram metodicamente como o planejado, mas isso não deixou com que os planos acabassem dando errado, na verdade foi perfeito.

— Sério, em que o diretor está pensando? Esses usuários de escuridão não deviam nem tem o direito de pisar nessa academia.

— Concordo, eles são uma praga com seus poderes. Ainda atacaram os usuários de Luz.

— Pura inveja.

— Eles deviam aprender que a raça deles não é bem-vinda aqui.

— Mostraremos isso para eles.


Notas Finais


Eu revisei apenas uma vez, então qualquer erro me avisem.


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