História ACADEMIA SHIELD: Renegados - Capítulo 12


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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Os Vingadores (The Avengers), Quarteto Fantástico, X-Men
Personagens Bobbi Morse, Grant Ward, Jemma Simmons, Lance Hunter, Leo Fitz, Melinda May, Phillip Coulson, Skye
Tags Ação, Agents Of Shield, Avengers, Drama, Fitzsimmons, Hydra, Marvel, Quarteto Fantastico, Romance, Sci-fi, Shield, Vingadores, X-men
Visualizações 30
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Jemma e Fitz treinam na Sala Especial de Treinamento. Mas as coisas não saem conforme o planejado.

Capítulo 12 - Ação e Reação


- Ok, vamos de novo! – exclamou Jemma, animada.

Daisy espalmou uma mão para frente, na direção da amiga.

- Jemma, vamos com calma!

- Está falando isso só porque te derrubei uma vez?

Um sorriso cínico estampou o rosto da inumana enquanto ela buscava controlar sua respiração ofegante.

- Eu te derrubei duas! Mas não é por isso que estou pedindo calma.

Simmons bufou.

- Você terá uma longa tarde de exaustivo treino com Fitz.

- E daí? – Jemma encolheu os ombros.

- E daí que precisa guardar um pouco de energia para quando ele chegar. Já treinamos o suficiente. Se continuarmos, mais tarde, o cansaço vai atrapalhar seu rendimento.

Daisy estava coberta de razão. Mas, ao mesmo tempo, Jemma queria ter a certeza de que estava pronta para desafiar Fitz em um embate físico. E, talvez por conta de seu perfeccionismo, não acreditava que estava suficientemente apta para isso.

Alongando o pescoço, Daisy aproximou-se da bioquímica.

- As coisas com o Fitz... Estão difíceis, não é? – indagou, meio hesitante, não querendo amofinar sua amiga com aquele tópico desagradável.

Jemma, que fitava um ponto qualquer no tablado da sala especial de treinamento, deixando-se perder em digressões, tornou a olhar para Daisy.

- Ele segue sendo um desafio – disse, em meio a suspiro.

A outra assentiu e, então, um sorriso sorrateiro curvou seus lábios.

- E como andam as coisas com Will?

A bioquímica revirou os olhos, mas também estava sorrindo.

- Vamos nos ver hoje, à tarde. Depois do treinamento.

- Hmmm... – a outra devolveu, maliciosa – em um lugar mais reservado?

- Na verdade, não. É um lugar bem público. O lago do campus.

Jemma ainda não queria ficar tão a sós com Will. Por isso, combinava de encontrá-lo no lago do campus. Ela era do tipo precavida e queria ter a certeza de que poderia confiar nele.

- De qualquer forma, irá encontrar com ele para aliviar a tensão do treinamento com Fitz, certo? O que pode começar no lago do campus pode terminar em algum lugar mais particular, não? Ainda mais se você aparecer diante dele com esse modelito arrasador.

A bioquímica usava regata e legging pretas, adequadas para o treinamento, e tinha o cabelo preso em um rabo de cavalo desajeitado. Não muito diferente de sua amiga.

- Daisy...

Então a inumana virou-se de costas para Jemma, levando os braços ao redor de si mesma e, de um modo bastante caricato, fazendo sons constrangedores, simulou estar atracada com alguém, o beijando de maneira particularmente lasciva.

- Daisy, pare! – Jemma a repreendeu.

- Ou seu namorado é imaginário ou a pessoa que estava com você já foi embora e te deixou se agarrando sozinha.

Um timbre familiar em um carregado sotaque escocês adentrou os ouvidos das duas amigas. Ambas se viraram, já sabendo com quem iriam se deparar.

Fitz encontrava-se parado ali, as mãos enterradas nos bolsos, observando a cena com parcimônia. Estava devidamente trajado para o treinamento. Era até mesmo estranho vê-lo desprovido de roupas sociais, usando camiseta branca, calça esportiva e tênis.

- A-há! - exclamou Daisy, em um tom divertido – você tem senso de humor – continuou, atrevida, dando um soco de leve no braço de Fitz.

Ele olhou para o ponto que ela havia acertado com certo desprezo, então suspirou e consultou seu relógio de pulso.

- Já entendi e já estou indo embora – a inumana falou sem se deixar abalar com a apatia do engenheiro – tchau, Jemma. A gente se vê... Bom encontro mais tarde.

- Obrigada, Daisy – Simmons respondeu, amofinada com os comentários de sua amiga e observando-a desaparecer pela porta, então tornou o olhar na direção de Fitz que a encarava de maneira altiva e arrogante, agora com os braços cruzados.

- Quatro horas – disse ele.

- Eu sei. Tem algumas coisas que eu quero deixar claras antes de começarmos. Primeiramente, embora seja de Ciências e Tecnologia, eu sei lutar modestamente bem. Tive algum treinamento não apenas com Daisy, mas com Melinda May.

O nome da lendária operativa não pareceu causar nenhuma reação em Fitz, a julgar pela sua expressão que permaneceu inalterada. Mas o engenheiro não era tão simples de se ler a ponto de denunciar em seu semblante o que sentia ou pensava.

- Mais uma coisa: me irrita que, por ser mulher, me tratem como uma donzela frágil em apuros. Quero que me trate de igual para igual e não se contenha ao lutar com...

Ela nem teve tempo de registar o que acontecera. Em um momento, estava em pé, falando com Fitz, explanando seus termos. No outro, estava no chão, os olhos arregalados devido ao choque.

- O que pensa que está fazendo?

Quando ela teve tempo de digerir o que havia ocorrido, compreendeu que, com um rápido movimento, Fitz havia lhe passado uma rasteira, arremessando-a ao chão.

Fitz esticou os braços para frente e, com as palmas das mãos viradas para fora, entrelaçou os dedos e os empurrou para frente até estalarem. Então, girou sutilmente o pescoço, alongando os músculos.

- Se você treinou com Melinda May, eu treinei com Natasha Romanoff – revelou, saboreando a expressão de surpresa no rosto de sua oponente – você fica falando e falando... Menos conversa e mais ação.

- Você nem me deu tempo para me preparar... – ela objetou, ao mesmo tempo em que se sentava sobre o tablado apoiando-se nos cotovelos.

- Você não acabou de dizer que quer que eu te trate de igual para igual, sem distinção de gênero? Então...

Ela levantou-se de um salto, recompondo-se.

- Ok, mas sem ser traiçoeiro – disse, irritada.

- Não fui traiçoeiro. Não foi um golpe pelas costas.

- Você venceu! – exclamou ela, jogando as mãos para o alto – sem mais discussões. Não é por isso que estamos aqui.

Sem perda de tempo, ela avançou para frente, tencionando atacá-lo, tentando atingir seu ombro com o punho. Ele foi rápido em se esquivar de seu primeiro golpe, mas não do segundo, quando ela executou um perfeito chute lateral, o acertando com o calcanhar diretamente em seu peito, terminando por derrubá-lo. Ele deu um breve gemido de dor, mas ergueu-se rapidamente do chão. Estrategicamente, cercou Jemma com ambos os braços, envolvendo-a por trás e a imobilizando por um instante, mas ela conseguiu livrar um dos braços e atingiu violentamente seu abdômen com o cotovelo. Ele se desequilibrou, indo para trás e caindo novamente, enquanto ela se posicionava em cima dele, prendendo seus pulsos com força sobre a cabeça.

- Entendeu porque eu sou Alfa? – disse ela com um ar vitorioso.

Fitz a encarou por um instante, não conseguindo evitar ser momentaneamente abduzido por aquele sorriso triunfante estampado em seu rosto. Então, quando finalmente voltou a si, a empurrou para o lado. Mas foi, de certa forma, gentil, não usando de muita força ao fazê-lo.

Recobrando o ritmo natural de sua respiração, ele permaneceu sentado no tablado, de costas para ela, curvado para frente. Jemma, ainda tentando processar o que havia acabado de ocorrer, o fitou intensamente naquela pose de derrota. Sua confusão logo se dissipou, cedendo espaço a um semblante altivo e presunçoso.

- Eu já entendi. Não sabe lidar com um fracasso, assim como não sabe lidar com a rejeição.

Aquela sentença, expressa de maneira tão fria por ela, fez com que uma onda de cólera atravessasse todo o seu ser. Ele conteve um súbito acesso de fúria.

- Não sabe encarar isso de maneira profissional...

- Não sabe do que está falando! – ele gritou, ainda de costas para ela.

Aos poucos, ele foi se levantando do chão. Assim como ela que ficou esperando por um novo ataque que não veio.

- Já chega por hoje – disse, passando por ela e esbarrando levemente em seu ombro ao fazê-lo.

- Temos um horário agendado até às cinco da tarde – gritou ao ver que ele tencionava abandonar a sala.

- Já chega, Simmons! O que mais você quer? Isso foi o suficiente – tornou ele com impaciência.

- Não foi! Está agindo de maneira infantil. Nós nem começamos... Não treinamos nem por cinco minutos!

De modo inesperado, ele virou-se novamente e caminhou na direção dela. Seu semblante estava denso, tempestuoso. A bioquímica acreditou que ele tinha a intenção de intimidá-la, portanto cruzou os braços em frente ao corpo em um visível gesto de defesa enquanto ele se aproximava e esperou até que ele ficasse bem diante de si antes de tornar a falar.

- Você não pode simplesmente abandonar o treino porque eu te derrubei. Admita que não sabe lidar com uma simples derrota! Odeia quando alguém apresenta um resultado melhor do que o seu no que quer que seja. Tenta derrubar alguém a todo custo quando percebe que a pessoa tem capacidade de superá-lo.

- Já disse e repito: tirou todas as conclusões erradas possíveis – seu tom se elevou ao dela. Fez uma pausa, então deu uma risada sem humor – mas não me admira ao saber quem é a sua fonte. Em um exercício para traçar um perfil psicológico durante uma aula de Comunicações, você seria reprovada.

- Está errado. Não recorri apenas a uma fonte. Eu te conheço... – afirmou, engolindo em seco e olhando de modo penetrante nos olhos dele – Conheço um lado seu.

Fitz revirou os olhos.

- Lá vem...

- Você querendo ou não...

- Isso é bobagem...

- Não pode negar que conheço...

- Ah, claro que conhece...

- Por mais que você não admita...

Ambos falavam ao mesmo tempo, tentando fazer com que suas vozes se sobrepusessem uma à outra.

- E você acha possível traçar o perfil psicológico de uma pessoa apenas pelo que conhece dela na cama? – proferiu, sem pensar, o semblante firme e impassível, os olhos fixos nos dela.

Um esmagador, vil e constrangedor silêncio se abateu sobre eles, durante o qual não ousaram quebrar seu contato visual.

- Não era disso que eu estava falando – ela finalmente abriu a boca para objetar – Muito me admira que seja só disso que você se lembre.

- Como se você não quisesse apenas esquecer...

- Eu me lembro do que você disse naquela noite – ela o interrompeu – Me lembro de muitas coisas.

- Apenas do que é conveniente. Sua memória é seletiva – o ressentimento era tão claro em sua voz que era quase palpável.

- Você distorceu o que eu disse. Você que, convenientemente, chegou à conclusão errada. Eu não tenho culpa do seu complexo de rejeição. Por isso, por mais que você negue e fique contrariado, eu me lembro do que me disse. Suas palavras, gestos, ações são mais do que suficientes para traçar seu perfil psicológico.

- Você nunca para de falar? – tornou ele, enfiando as mãos nos bolsos, revirando os olhos, como para disfarçar o súbito desconforto que o acometeu decorrente daquela conversa.

- Está me mandando calar a boca?

- Eu não disse isso! Veja, você está distorcendo minhas palavras.

- Não! Foi de maneira indireta, mas está me mandando calar a boca. Com que direito me manda calar a boca? Acha mesmo que pode me calar?

Sem pensar muito a respeito e querendo desesperadamente pôr um fim àquele assunto, Fitz a puxou para seus braços e a surpreendeu com um beijo. Ainda mais inesperado do que o golpe com o qual ele a derrubou no início de seu treinamento naquele dia. Ela mal teve tempo de assimilar o momento, mas se viu amolecer brevemente em seus braços, retribuindo seu gesto de maneira contida. Odiou-se por seus lábios serem receptivos aos dele. Contudo, o instante pouco durou. Voltando a si, ela cortou o beijo, o empurrando e se desvencilhando de seus braços.

Fitz a encarou parecendo tão estupefato quanto ela, como se não pudesse acreditar em seu próprio gesto. Emudeceu por um instante.

- Você não parava de falar... Achei que fosse a única maneira...

Jemma não quis mais ouvir. Segurou seus ombros e, com o joelho, atingiu seu estômago, entre as costelas. Ele foi para trás, perdendo o ar, curvando-se para frente e caindo de joelhos no chão, com uma mão no estômago, sentindo uma dor lancinante percorrendo todo o seu corpo.

- Agora, sim, o treinamento acabou! – disse, antes de abandonar a sala especial de treinamento, deixando Fitz para trás.


Notas Finais


Whoa! Jemma tenta administrar sua confusão no próximo capítulo ;)


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