História Acampamento Cresthaven - Interativa - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acampamento, Amizade, Comedia, Interativa, Romance
Visualizações 31
Palavras 1.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, gente pomposa, tudo cor-de-rosa? Eu sou o autor da fic rs
Voltei trazendo mais um capítulo pra vocês, espero que gostem :)

Capítulo 4 - Fogos de artifício


Fanfic / Fanfiction Acampamento Cresthaven - Interativa - Capítulo 4 - Fogos de artifício

 Dois anos atrás, no finalzinho do verão, os veteranos do acampamento Cresthaven aliaram-se aos monitores para uma celebração especial em homenagem a tudo aquilo que graças ao mesmo foram capazes de experienciar.

 Subiram uma colina carregando fogos de artifícios nos braços e disseram ao restante que sentassem-se lá embaixo e admirassem e aproveitassem o show prestes a acontecer.

 Olivia abraçava as pernas, olhando para cima, ansiosa para assistir a primeira flor de fogo desabrochar no céu noturno estrelado. Ao invés disso, no entanto, avistou primeiro a face de Miles, em pé no topo do morrinho, através de alguns fios dourados que escorriam de seu cabelo longo, liso e loiro.

 Ele acenou. Ela retribuiu, prendendo suas madeixas atrás da orelha. Um sorriso tímido espalhou-se por seu rosto e Olivia sabia bem o porquê. Miles é atraente. Bastante, realmente atraente. Ao longo do tempo que passaram juntos, os dois foram se aproximando e, após não muito tempo, estavam chamando um ao outro de amigo. A garota não via problema em levar tal relacionamento para o próximo nível, entretanto. Se este sentimento era correspondido ou não ainda permanecia incerto, contudo, não demoraria muito até que a resposta fosse descoberta.

 A primeira rajada brilhante subiu no ar, provocando gritos de empolgação vindos de Niel e Jack, que se levantaram e abraçaram-se de lado. Então, ela estourou, fazendo com que os garotos pulassem, exclamando em uníssono.

 — Melhor. Verão. De todos!

 Os aplausos acompanharam a progressão do espetáculo de explosivos até que, após alguns minutos, ambos chegaram a um fim.

 As pessoas começaram, uma a uma, a deixar o local, rumadas de volta para seus respectivos dormitórios. Olivia olhou ao redor, buscando na multidão qualquer sinal de Aiden. Não encontrou nada. Pensando bem, ela o havia visto mais cedo, acompanhado de uma garota. Quem sabe os dois tivessem ido a um lugar mais reservado. Liv sorriu, animada com a possibilidade de seu primo estar beijando alguém. Esta marcaria sua primeira vez, afinal. Com certeza, cobraria a história completa em detalhes mais tarde.

 Sem ter a preocupação de encontrá-lo, portanto, a jovem ficou de pé, limpando seus jeans e preparando-se para ir embora. Porém, a voz de Miles, vinda detrás de suas costas a impediu e fez virar-se.

 — Estava te procurando. — O garoto disse, gerando uma pequena surpresa.

 — Mesmo? — Foi a única coisa que conseguiu responder, como se tivesse sido enfeitiçada. Seu cérebro, simplesmente, não conseguia formular uma frase mais elaborada. E Olivia odiava este fato.

 — Mesmo. — Ele estendeu a mão como se pedindo para que sua amiga a pegasse. — Tenho algo que gostaria de te mostrar.

 — Certo. — Ela assentiu com a cabeça, aceitando. Sorrindo, conduziu-a até um espaço recluso, localizado em meio as árvores de um bosque próximo a encosta. Um rio corria ao lado e a luz da Lua refletia em suas águas, fazendo-o brilhar, majestosamente. Havia um par de toras posicionado em frente a uma fogueira improvisada e, sobre um troncos de madeira, um saco de marshmallows aberto e comido pela metade.

 —  Ta-da! —  Miles gesticulou em direção a aquilo que pessoalmente fez questão de preparar enquanto todos os outros estavam distraídos pela comemoração acontecendo. —  O que acha?

 —  É... É como na cerimônia de boas-vindas.

 —  Sim. Foi intencional. —  O jovem sentou-se e pegou uma guloseima, dando tapinhas no assento ao lado como se dissesse para a loira juntar-se a ele.  —  Foi assim que nos conhecemos, se lembra?

 —  Como poderia esquecer? —  Ela o fez. —  Falem o que quiser, mas você sabe deixar uma impressão marcante nas pessoas, Davenport.

 —  Uma boa impressão, eu espero.

 —  Isso eu ainda estou decidindo. —  Riram, encarando a chama ardendo em sua frente. Então, Miles limpou a garganta, como se estivesse prestes a fazer um discurso. Olivia o encarou, levantando uma sobrancelha.

 —  O que está fazendo? —  Ele ignorou.

 — Meu nome é Miles Davenport, tenho dezoito anos e este, infelizmente, é meu último ano aqui no acampamento Cresthaven. Neste lugar cultivei memórias e forjei relacionamentos que pretendo levar para o resto de minha vida. Seja metafórica ou literalmente. O som dos pássaros cantando pela manhã, o cheiro das árvores durante o café com amigos, o calor das fogueiras aquecendo nossos corpos e as conversas e risadas sinceras aquecendo nossas almas, tudo aqui é extremamente especial para mim e o fato de que, provavelmente, não retornarei me parte o coração.

 —  Sinto muito. —  A garota confortou-o, posicionando uma mão gentil em seu ombro. Ele sorriu, olhando-a nos olhos.

 —  Mas saber que você ainda estará aqui me traz um certo alívio. Foi por isso que te convidei para cá esta noite. Você é a única pessoa na qual confio para tomar conta de tudo assim como me esforcei tanto para fazer durante minha estadia. Quero te oferecer agora este marshmallow literal para representar a minha tocha metafórica. Estou passando ela para você. Me prometa que vai cuidar bem desta que foi por tanto tempo minha segunda casa. Meu refúgio espiritual. Meu lugar seguro onde nada é impossível.

 Olivia tinha um nó na garganta. Não sabia qual era a maneira correta de responder a o que havia acabado de acontecer. Algo vindo de dentro, todavia, a dizia que aquele era o momento. O momento de realizar aquilo que seu coração desejava. 

 Apressadamente, ela selou a distância entre os dois com um beijo ansioso. Estava prestes a se afastar e, provavelmente, correr para o mais longe possível quando sentiu seu companheiro a retribuir, segurando seu rosto com uma das mãos. 

 Saída de dentro das águas do rio, uma borboleta de asas brilhantes voou até o casal, pousando no dedo indicador da mão da menina. Ela desvencilhou-se do ósculo para olhá-la e era diferente de qualquer coisa que jamais havia visto.

 — Ela é linda. — Comentou, maravilhada.

 — Eu concordo. — Retornando o olhar para Miles, percebeu que ele já estava a fitando e, na verdade, referia-se a ela e não ao inseto. Foi mágico.

 No ano seguinte, Olivia não retornou.

 Ela não sabe ao certo o porquê. Talvez por receio de que uma nova experiência arruinasse a memória perfeita.

 Este ano, no entanto, Aiden a convenceu a acompanhá-lo, e agora, cá está ela, mais uma vez, apresentado-se na cerimônia de boas-vindas.

 — Sei que o acampamento é especial não só para mim, mas para muitas pessoas e lamento que este seja o ano final, porém, se depender de mim, ele também será o melhor de todos. — Finaliza, expeditamente, olhando para baixo.

 — Gosto do jeito como você pensa. — Ricky elogia. — Proponho um brinde em nome a isto. Bem, não exatamente um brinde, já que não estamos bebendo e sim comendo marshmallows, mas um brinde... sólido...? Isso existe?

 — Apenas coma. — Barbra enfia o doce inteiro na boca, seguida pelos adolescentes e colegas de trabalho. — Tudo bem... — Começa, ainda terminando de mastigar. — Gary, você disse mais cedo que histórias de terror são essenciais, então, por que não nos mostra o que tem?

 — Certo. — Ele une as mãos animado, mudando o tom da própria voz. — Era uma noite escura de verão, como esta...

 As horas progridem conforme o grupo vai trocando experiências, piadas e canções no violão. Já é madrugada quando o fogo começa a morrer. Luna solta um bocejo, dando margem para Barbra sugerir:

 — Hoje foi um dia legal, porém, provavelmente devíamos ir para a cama agora. Amanhã vai ser ainda maior, logo, preparem-se para levantar cedo. — Alguns resmungam, mas ninguém realmente se opõe.

 Enquanto eles se despendem, Miles traça um caminho até Olivia que, percebendo, engole em seco.

 — Ei, estranha. Engraçado te encontrar aqui. A última vez parece ter sido uma eternidade atrás.

 — Oi... — Ela se recusa a fazer contato visual, segurando um braço com a mão oposta, desconfortavelmente. Um silêncio se instala entre os dois, tornando a situação ainda mais incômoda. — Me desculpa... — Reúne toda a coragem que consegue para externalizar.

 — Por que? — Ele levanta uma sobrancelha em confusão.

 — Eu... Eu quebrei a promessa. Não tomei conta de nada em sua ausência. Me desculpa.

 — Ah... Tudo bem. — Coça a nuca. — Não se preocupe com isso. Foi só uma desculpa para eu poder te beijar. — Admite em tom de humor. Olivia ri e cora.

 — Uau, de repente me sinto bem menos culpada.

 — É... Senti sua falta.

 — Eu também senti sua falta. — Sorriem, amistosos.

 — Liv! — Aiden chama, já um pouco distante. — Você vem?

 — Sim! Até mais, Miles.

 — Te vejo por aí.

 — Assim espero.

 

 Fon! Ricky soa uma buzina no espaço localizado entre as cabanas dos dormitórios masculino e feminino.

 — Bom dia, flores do dia! — Fala em um megafone. — O Sol está brilhando e está lindo aqui fora.

 — Deus ajuda quem cedo madruga. — Niel pega o objeto emprestado. Havia acordado meia hora antes e feito exercícios de alongamento, ciente de que o início das disputas era iminente. — Vamos lá, juntem-se a nós! O café está servido!

 Os campistas se arrasta, saindo de seus chalés, em sua maioria mal-humorados.

 A luminosidade excessiva machuca a visão de Gary e ele cobre os olhos com um dos braços.

 — Já não gosto de vocês.

 — Confia em mim, vai nos agradecer mais tarde. — Niel certifica, abraçando-o de lado e caminhando com o mesmo até um piquenique preparado pelos monitores.

 — Finalmente. — Barbra aponta para as diversas comidas espalhadas pela toalha quadriculada branca e vermelha estendida na grama verdinha. — Estão com fome? — Mal termina a frase e é atropelada pelo bando de adolescentes famintos que, praticamente, mergulham de cara nos pratos deliciosos. — Ótimo. Recuperem as energias, pois temos um dia agitado pela frente. Após a refeição, separaremos vocês em dois times e uma vez divididos... — Lança um olhar desafiador para Ricky. — É guerra declarada.


Notas Finais


É isto.
Opiniões? Críticas? Sugestões? Todas estas serão muito bem-vindas e apreciadas.
Espero que tenham gostado e continuem me acompanhando ao longo dessa emocionante aventura de verão.
Vejo vocês nos comentários e nos próximos capítulos? Tomara que a resposta seja positiva :)


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