1. Spirit Fanfics >
  2. Acampamento Lakewood >
  3. Viagem de Acampamento. (Parte 1)

História Acampamento Lakewood - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, olá! Eu aqui novamente, como vai?

Mais um capítulo, só vamo.

Capítulo 6 - Viagem de Acampamento. (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction Acampamento Lakewood - Capítulo 6 - Viagem de Acampamento. (Parte 1)

Acordo.

W: AH! - levanto rapidamente

O que houve? Eu apaguei? Estou no chalé? Tá tudo normal, mas ainda tá chovendo lá fora, será que ele...

W: Rafael...

Levanto o mais rápido que pude e o procurei em todo lugar, na cama, no banheiro, atrás da casa onde ele costuma fumar ás vezes escondido. 

Nada. Me pergunto onde ele poderia estar.

Saindo pelo acampamento, via vários campistas amontoados num lugar parecendo falar sobre alguma coisa. Decido ir até lá.

W: Oi - cutuco alguém - o que tá acontecendo?

G: Walter? É tú memo?

W: Giuliana? Cadê a Lohana?

L: Aqui! - ela sai da multidão - tem muita gente num só lugar. Ele foi levado pra enfermaria, parece que bateu a cabeça, ou algo assim.

W: ELE FOI ATINGINDO POR UM RAIO, ORAS!

L&G: ... - ambas tapavam a boca

W: Eu tenho que vê-lo, agora.

G: Quer que vamos com você?

W: Sim, por favor.

Entrando no local, pedi à recepção para procurar por Rafael. Depois de uma longa conversa sobre a situação delicada dele, só poderíamos ficar por alguns minutos, já que ele precisava descansar.

Indo até o quarto, abro lentamente a porta, adentrando e vendo-o deitado na cama, com uma faixa na cabeça e um braço quebrado.

G: Pelo que a enfermeira disse, ele foi achado quase morto encima da montanha, onde vocês estavam. Alguém chamado Shane tava fazendo uma caminhada pelo local quando viu a situação. Por sorte, o peso do seu corpo fez pressão suficiente para o coração dele voltar a bater, mesmo que por pouco tempo.

L: Se tú não tivesse desmaiado, ele taria morto agora.

W: ...

G: Eu sei que é muito pra absorver, mas pelo menos ele tá vivo.

W: Tem alguma previsão... - pego sua mão - de quando ele vai acordar?

L: Ninguém sabe, cara. Pode levar semanas, mêses, ou...

Rafael começava a se mexer na cama, como se estivesse tendo um sonho ruim, puxando sua mão bruscamente. Alguns gemidos eram ouvidos de sua boca, mas nada mais. Para minha surpresa, seus olhos se abrem lentamente.

L: ... agora...

R: Onde eu tô?

W: Numa cama da Infermaria do Acampamento. Como se sente?

R: Como se Thor tivesse batido na minha cabeça com seu martelo. Aliás, quem é você?

W: Como assim? Sou eu, seu melhor amigo. Viemos pra cá juntos no ônibus.

R: Foi mau, cara. Não lembro de ninguém me acompanhando naquele ônibus - ele olha para as duas - Giuliana e Lohana? O que tá acontecendo?

L: Mano, cê foi atingido por um raio, caiu da montanha e quebrou o braço.

R: Isso eu lembro mais ou menos, só não lembro - vira o olhar para mim - de você, Walter.

Aquelas palavras foram como facas cravadas nas minhas costas, meu melhor amigo, meu irmão praticamente, não me reconhecia mais. O que isso quer dizer? Nunca mais iremos fazer aquelas viagens juntos? Rir á toa de coisas banais? Conversar sobre caras que víamos na rua?

W: Qual é, cara. Eu sei que você me conhece, só ten-

Sou interrompido por uma enfermeira que entra na sala rapidamente.

E: Seu tempo acabou, devem de retirar.

G: Até, Rafa. Melhoras.

L: Tchau, cara.

R: Até!

W: Eu...

R: ...

W: Já vou... - saio do quarto

Isso é um desastre. Vários dias já haviam se passado, mas ele ainda não lembrava de mim. Toda vez que eu acordo, olho pro lado e vejo sua cama vazia, deve ser porque não durmo tão cedo quanto antes, pois fico passando noites em claro pensando no que poderia ter feito para evitar aquilo.

Os dias se passaram tranquilamente, nenhuma chuva prevista até agora. Fiquei mais próximo de Lohana nesse meio tempo, enquanto Giuliana apenas conversa normalmente. Já Rafael, parece que tem algo faltando nele, sempre que o chamo, ele age diferente comigo, não mais como um completo estranho, claro, mas como um mero companheiro. Sinto falta do meu amigo.

Agora ele e Shane estão próximos, bem próximos. Ele até dormiu na cabana dele esses dias, junto com aquele tal de Bull no qual o mesmo falava toda hora. Tento me adaptar a esse novo jeito dele, mesmo querendo dizer toda a verdade sobre como realmente me sinto...

R: Walter?

W: Hu? O que?

R: Acorda, cara. Eu perguntei se topa ir.

W: Ir aonde?

R: Na viagem de trem. Vamos de carro até a estação. Shane ganhou um convite do primo dele pra visitar um parque de diversões perto de lá e disse que podia convidar alguém.

W: M-mas, por que eu?

R: As garotas vão fazer uma festa do pijama hoje, e não tenho tanta intimidade com aquele Bruno, muito menos o homofóbico do Juan.

W: Você lembra disso?

R: Sim, quase tudo - ele senta na cama

Ele estava em pé esse tempo todo, perto de mim ainda, como no lago... como não percebi isso antes?

R: Lembro que tava chovendo, fui na lanchonete, comprei salgados, dei alguns pra eles e dei um soco na cara daquele guaxinim. Já que o Leão não fez nada, subi aquela montanha, sentei numa ponta. Depois tudo ficou claro, e acordei numa cama. Mas... tinha algo segurando minha mão...

W: Não deve ter sido nada. Enfim, que horas vai ser?

R: Agora.

W: Agora? Tipo, agora, agora?

R: Sim, e estamos atrasados. Vamos de trem, se apresse que estou esperando.

W: Certo.


Rafael


Depois de uma longa contada de quantas folhas tinha numa árvore, Walter finalmente abriu a porta, e ele estava... bonitinho?

R: Finalmente saíu.

W: Vamos logo.

R: Vamos - " Isso não me é estranho..."

Chegando na cabana, vejo um gorila bem atraente sentado atrás de uma camioneta.

S: Estão prontos?

R: Yep.

W: Obrigado pelo convite.

S: De nada. Rafa, o Bull vai dirigir e a Harley vai sentar no banco com o Thomas. Tudo bem se ficarmos aqui atrás?

R: Tô de boas. E você, Walter?

W: Nah, tudo bem - "Ok, talvez seja legal ficar atrás"


Walter


Foi uma péssima ideia ter ficado atrás. Balancava tanto que meu celular quase caiu pra fora três vezes durante a viagem. Rafael e Shane estavam encostados na janela, observando as árvores passando do lado. Tudo estava perfeitamente calmo, até passarmos numa lombada de terra e Shane acidentalmente cair no colo do Rafa.

R: Calma aí, Shane. Não sei se estou pronto pra isso ainda.

S: Muito engraçado, Rafael. Não foi o que disse daquele vez no meu quarto.

W: Eh.... o que?

R: Ah, nada não. Seu primata atrevido

S: Ursinho de pelúcia

Seus olhos encontraram os dele, parecia hipnotizado pelo jeito daquele comedor de bananas. Mesmo com todo aquele chacoalhar, nenhum tirava os olhos do outro, até o motorista chamar.

B: SE VOCÊS VÃO SE PEGAR, MELHOR FAZEREM ISSO NA MATA!

W: Ele parece bravo.

S: Não, na verdade. Só não quer que a gente suje a caminhonete, se você me entende.

R: Hehe, é. Alguém pode acabar descascando a banana, sem querer.

S: Jura?

R: Brincadeira sadia, lembra?

S: Tá bom, dessa vez passa.

W: Vocês dois... - suspiro

R: Tudo bem?

W: Tudo, aliás, já tô vendo a estação.

Logo a frente podia ver vários trens parados, alguns saindo fumaça e outros já haviam partido. Descemos da caminhonete e seguimos até a estação.

Haviam várias pessoas no lugar, passar pela multidão até nosso vagão não foi nada fácil, um empurra aqui, outro empurra lá, até finalmente sentarmos nos nossos assentos e seguir viagem.

Passamos por diversos lugares, um mais interessante que o outro. Enquanto isso, Shane e Rafael estavam tirando um pequeno cochilo no banco. Rafael na janela e Shane... agarrado no seu braço.



Essa vai ser a pior viagem da minha vida...



Notas Finais


Quando dá vontade eu escrevo, nem sempre é bom, mas tento. Próximo capítulo espero que seja melhor.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...