História Acampamento Rising Sun - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Horror, Suspense, Terror, Universo Alternativo
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Palavras 2.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente!

Vou postar capítulos novos todo final de semana!
Espero que gostem! ♥

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Acampamento Rising Sun - Capítulo 2 - Capítulo II

Capítulo 02

A medida que o ônibus do acampamento abandonava os prédios imensos, a paisagem da estrada modificava-se e belas montanhas faziam parte do caminho. Quase todos os passageiros dormiam, menos Derek, que era monitor, e os perturbados James e Anna. Ela havia despertado há poucos minutos. Coçou os olhos preguiçosamente e olhou para o rapaz que dormia ao seu lado. O aparelho iPod de Lucas ainda tocava música e ela tomou a liberdade de chegar mais perto dele para saber o que ouvia, mas não conseguiu identificar a música. Virou o rosto para o outro lado e viu o homem alto outra vez. Era bonito com sua barba fechada e cabelos escuros graciosamente despenteados.

Perguntou-se se ainda faltava muito tempo para chegarem ao seu destino final. O relógio marcava três e quinze da tarde. Pegou o celular e abriu o aplicativo de mapa, mas não funcionou devido à falta de sinal naquela área. Suspirando, guardou o aparelho e se lembrou de Derek avisando sobre não ter eletrônicos no acampamento.

“Tudo bem”, pensou.

— Preciso fumar. — Lucas disse de repente e se levantou, assustando Anna.

— Você não vai fumar aqui dentro. — Ela levantou uma sobrancelha.

— Claro que não. — Ele coçou a nuca, acanhado. — Vou perguntar se vamos fazer alguma parada antes de chegar.

Atravessando o corredor do ônibus em movimento, Lucas chegou até a penúltima fileira, onde Derek sentava, usando fone de ouvido e olhava distraidamente pela janela.

— Oi. — Falou, sentando-se na poltrona ao lado. — Vamos fazer alguma parada?

— Hum? — O loiro tirou o fone de ouvido e fez uma expressão confusa, olhando em seu relógio de pulso. — Não. Estamos chegando, eu acho.

— É que eu preciso fumar.

— Fuma no banheiro mesmo. — Ele apontou para a porta fechada ao lado do banco de trás, em que Harley sentava. — Não é como se eu fosse te dar uma advertência ou algo do tipo por isso.

— Acho que fumar no banheiro não é muito certo. — Lucas coçou a testa.

Derek revirou os olhos e bufou.

— Quem se importa? — Deu de ombros. —Você pode falar com o motorista, se quiser. Mas eu não fui avisado sobre nenhuma parada. — Completou, colocando o fone de ouvido novamente.

Lucas voltou para o seu lugar, ao lado de Anna, e se sentia um pouco aflito. O vício em cigarros era uma das poucas coisas que o faziam ficar um tanto ranzinza quando a abstinência batia. A garota percebeu que ele estava um pouco nervoso e tentou distraí-lo:

— Nossa cara, se acalma. – Ela disse, contendo uma risada.

— Já estamos há horas dentro desse ônibus e eles não vão fazer uma parada sequer. Que merda. – Ele reclamou, evitando olhar para a garota.

— Tudo bem. O que acha de tentarmos conversar para tornar esse caminho menos tortuoso para nós dois? – Anna sugeriu porque também estava entediada naquele ponto da viagem.

— Ah, é uma boa! – Lucas disse simpático virando-se para ela.

Anna pensou por um minuto e fez a pergunta mais básica de todas:

— Onde você mora?

— Pasadena.

— Eu também moro na Califórnia! Sou de San Diego.

— San Diego é bem melhor que Pasadena. – respondeu, rindo.

— É uma cidade maior, mas não é tão agradável assim. Tem gente demais em todos os lugares.

James escutou a conversa dos dois do outro lado e resolveu participar daquilo. Se ele estava ali para espairecer, é preciso começar de algum jeito. Aproximou-se, sentando na poltrona atrás de Lucas e Anna.

— Eu também moro em Pasadena. – Lucas e Anna escutaram a voz do rapaz. Anna pensou que era uma voz bonita. Grave e um tanto arrastada.

— Legal! Não pensei que fosse encontrar ninguém de lá por aqui. – disse Lucas. Eu moro perto do estádio Rose Bowl. E você?

— Logo depois do Centro na frente de uma loja de quadrinhos. — Ele alisou sua barba escura. — Trabalho em duas escolas. Sou professor.

— Você não parece ser professor. – Anna levantou uma sobrancelha e sorriu.

— É o que a maioria diz. Alguns pensam que sou um ditador dentro de sala de aula. – James respondeu com um tímido sorriso surgindo em seu rosto.

— Eu trabalho na Caltech. Não sou professor, mas convivo com eles o tempo todo. – Lucas comentou.

— Você se encaixa perfeitamente no perfil de pessoas que trabalham num instituto de educação, mas ele não. – Anna sorriu. — Antes que eu me esqueça, qual é o seu nome? – perguntou para James.

— James. James Hopper. – Estendeu a mão para ela.

— Eu sou Anna. – Ela retribuiu o gesto.

— Lucas.

— E então, por que vocês estão aqui? – Anna perguntou.

— Um amigo meu veio no ano passado e disse que é um bom lugar para conhecer pessoas novas e esquecer o mundo exterior. – respondeu Lucas, dando de ombros.

— E você? – Anna disse olhando para James.

Ele não sabia exatamente o que responder. Estava ali porque o seu melhor amigo percebeu o seu estado de quase depressão e o aconselhou a sair do apartamento escuro, que cheirava a nicotina, álcool e maconha, para tentar ser uma pessoa normal depois de tudo o que aconteceu. Foi mais por insistência de Will. Era isso ou acompanhar o motoqueiro numa de suas viagens com o clube de motociclistas Hell’s Angels. E ele sabia que Will fazia o que fosse preciso para tirar as pessoas de casa.

— Problemas demais, dias insuportáveis e falta de solução para todas essas merdas. Eu preciso esquecer algumas coisas. – Tentou ser o mais sincero possível. — E qual é o seu motivo, Anna?

— Estou fugindo de uma possível situação de estresse.

— Como assim? – Lucas semicerrou seus pequenos olhos castanhos e perguntou, curioso.

— Sabe quando a sua família resolve se unir depois de sabe lá Deus quanto tempo?

— Realmente, é um ótimo motivo. – James riu.

— Acho isso muito inútil. — Lucas comentou. — Por que as pessoas adoram insistir no erro? Se as pessoas se afastaram, é porque algo aconteceu, concordam?

James e Anna assentiram.

— Resumindo, eu vim para cá para evitar constrangimentos desnecessários. – ela prendeu uma mecha de seu cabelo loiro atrás da orelha.

— Eu teria feito o mesmo. – James sorriu, passando uma sensação de conforto para Anna.

Sem que eles pudessem se dar conta, o ônibus parou e todos olharam atentos para a frente.

— Me diz que nós já chegamos. – Ansioso, Lucas disse num tom baixo.

— É o que parece. – James se levantou e, se inclinando para o lado, tentou ver alguma coisa pela janela.

O motorista abriu a porta e aos poucos os outros passageiros foram acordando. James e Anna olharam-se como tivessem tido a mesma ideia: sair primeiro. Lucas os seguiu e logo os três estavam fora do coletivo. Anna esticou os braços e Lucas já procurava pelo isqueiro e o maço de cigarros nos bolsos. Ele acendeu um cigarro e James disse:

— Será que você pode me dar um? Os meus estão na mala.

— Claro! – Ofereceu o maço e o isqueiro.

— Obrigado.

Anna observou os dois rapazes e depois voltou a sua atenção para as pessoas que desciam do ônibus. Homens e mulheres de todos os tipos. Jovens que talvez também estivessem passando por situações difíceis com a família, no trabalho ou relacionamentos. O monitor Derek desceu do ônibus.

— Vamos abrir o bagageiro. Peguem as suas bagagens e nos encontraremos lá dentro. Darei o tempo que precisarem. – Ele disse indo, em direção ao bagageiro.

Anna, James, Lucas e Rob esperaram um pouco mais atrás. Quando o cigarro de Lucas acabou, ele foi o primeiro a pegar as suas coisas e esperou por Anna e James. Andavam em passos lentos e preguiçosos quando passaram pelo portão que tinha uma enorme placa de madeira rústica com o nome do acampamento entalhado nela.

— Eu deveria estar mais animada. Essa viagem me custou uma boa grana. – Disse Anna, chutando uma pedra pequena.

— Desde que eu não precise participar de joguinhos ridículos como correr dentro de sacos, está tudo ótimo. – Comentou James, roubando um sorriso de Anna.

— Eu quero ver os alojamentos. – Rob falou pela primeira vez com seus colegas de equipe.

— Pelo que eu li no folder, os alojamentos são separados por sexo e temos um banheiro por quarto. Só quero ver se no meio de tanta mulher tiver alguma que gasta uma hora enchendo a cara de maquiagem pra se enfiar no meio do mato. – Anna resmungou, fazendo os garotos sorrirem.

— Inclusive, eu sou Rob. – O rapaz magro e pálido, com cabelo castanho despenteado se apresentou para os três jovens.

— Sou Anna — Ela respondeu e em seguida apontou para os outros dois homens, apresentando-os também. —, ele é o Lucas e aquele ali é o James.

— Pessoal! — Mais à frente, Derek gritou enquanto soprava um apito, chamando a atenção de todos. — Vocês devem estar com fome, então o que acham de fazermos o coffee break antes de conhecermos os alojamentos?

— Ah, não. — Harley reclamou e, se aproximando das outras pessoas, largou sua mochila no chão. — Minhas bolsas estão pesadas, eu prefiro guardar antes.

— Verdade. — Mia concordou. — Eu também prefiro guardar antes.

James e Rob deram de ombros e Lucas não respondeu nada por estar afastado, fumando mais um cigarro.

— Beleza, vamos aos alojamentos então.

Ao entrar no alojamento, Mia sentiu uma enorme sensação de nostalgia: tudo era parecidíssimo como os alojamentos dos acampamentos de quando ela era adolescente. Os beliches encostados nas paredes, os baús antigos — um para cada pessoa — para guardar os objetos pessoais, o grande armário coletivo na lateral do quarto para roupas e uniformes, o banheiro comprido com vários chuveiros e as cabines com divisórias para os vasos sanitários.

— Cheiro de infância. — Harley coçou o nariz e espirrou. Em seguida, correu até um dos beliches e se pendurou na escada, já subindo. — Eu fico na cama de cima!

Mia e Anna gargalharam e cada uma foi em direção à um beliche, deixando suas malas em cima dos colchões.

 

— Cheiro de infância. — Harley coçou o nariz e espirrou. Em seguida, correu até um dos beliches e se pendurou na escada, já subindo. — Eu fico na cama de cima!

Mia e Anna gargalharam e cada uma foi em direção à um beliche, deixando suas malas em cima dos colchões.

Ao saírem da área dos alojamentos, viram um corredor aberto em dois caminhos, um ia para a frente do local, onde ficavam as cabanas da administração, e o outro ia para os fundos, em direção a três cabanas de tamanhos diferentes.

— Ali devem ser os banheiros, refeitórios, enfermaria e cozinha, de acordo com esse mapa. — Mia comentou, lendo o encarte do acampamento. — Esse acampamento é enorme!

— Onde você arranjou isso? — Anna perguntou, se referindo ao encarte. — O que diz de bom aí?

— Peguei logo na entrada. Diz também que a área de lazer tem um monte de coisa, inclusive piscinas e um pátio com churrasqueira. — Mia fez uma expressão de nojo. — Espero que não façam churrasco quando eu estiver por perto.

Após o lanche, os jovens da equipe vermelha tiveram algum tempo para conhecer o acampamento e o lago já estava em primeiro lugar como o local favorito deles. Embaixo da sombra das árvores e com a umidade do lago dando uma refrescada no clima quente, Anna, Harley, Mia, Lucas, Rob e James conversavam.

— Tenho uma notícia ruim e uma boa para vocês. — Derek se aproximou. — Qual vocês querem primeiro?

— A boa. — Harley foi a primeira a responder.

Todos concordaram.

— Então vou começar com a notícia ruim. — Ele sorriu e deu uma piscadinha, fazendo a garota bufar. — Os ônibus com as outras equipes não chegaram ainda.

— Por quê? — Rob franziu a testa, preocupado.

— Não sei direito. — Respondeu, sincero. — Parece que aconteceu um acidente numa das pontes que passamos. Pelo que falaram, não foi nada grave, mas a polícia travou a ponte e ninguém consegue atravessar.

— Nossa! — Mia exclamou. — E qual a notícia boa?

— A boa notícia é que vocês estão liberados para fazer o que quiser por hoje. — Ele deitou de costas no chão, apoiando a cabeça em cima de seus braços cruzados. — E a melhor parte é que eu tô incluído nessa.

— Mas isso não é bom! — James protestou, um pouco irritado. — Eu paguei muito caro nesse acampamento para participar de atividades legais. Se fosse para ficar fazendo nada ao ar livre, eu iria ao parque, que é grátis.

— Sinto muito. — Derek se sentou novamente e olhou para James. — Não é minha culpa.

— Quem topa jogar vôlei? — Lucas sugeriu, animado. — Vi que tem uma rede ali.

— Ah, não. — Anna falou enquanto tirava foto de um pássaro num das árvores. — Vou ficar por aqui, não quero jogar vôlei.

— Eu também não estou afim. — Mia disse.

— Desculpa, cara. — Rob sorriu. — Não vai rolar.

— Então deem sugestões melhores! — Lucas respondeu, revirando os olhos. — Pelo menos eu tentei.

— Eu acho que deveríamos voltar e pedir o dinheiro de volta. — James falou, mal humorado.

— Não! — Anna gritou. — Tudo menos voltar para a cidade.

— Vocês gostam de festas? — Ignorando o assunto, Derek perguntou.

Todos ficaram confusos com a pergunta repentina.

— Eu não deveria falar isso, mas estava planejado acontecer uma festa surpresa de recepção às equipes hoje à noite. — O loiro explicou. — Provavelmente eles vão adiar para amanhã, mas nós podemos fazer hoje mesmo. Vocês chegaram no tempo certo, problema dos outros que não estão aqui.

— Vai ter álcool? — James perguntou, sorrindo. — Se tiver, eu topo.

— Que tipo de festa não tem álcool? — Derek franziu a testa e bufou, impaciente. — Sim, vai ter álcool, mas não muito. E música, mas só música boa: eu que vou escolher.

Harley e Mia riram. Rob e Lucas deram de ombros, James seguiu Derek para ajudá-lo na preparação da festa e Anna se afastou do grupo, indo fotografar a natureza. Derek andou em direção às cabanas da administração do acampamento com James atrás de si que andava mais devagar para apreciar a paisagem local. Derek entrou na cabana e James o esperou do lado de fora parado e com as mãos nos bolsos.

— James! — Derek gritou o nome do rapaz. — Entre aqui, por favor.

James entrou na sala da administração que se não fosse pelo local no qual está localizada, parecia-se com um escritório comum. Eles carregaram duas caixas acústicas e um aparelho de som para o gramado e depois, com a ajuda de dois homens da cozinha, uma grande mesa foi colocada no local para os petiscos e bebidas.

Lucas apareceu e montou todo o equipamento de som sozinho e buscou pelos outros colegas porque Derek disse que eles poderiam fazer uma playlist compartilhada usando os celulares e iPods de todos que estavam no acampamento. Duas senhoras da cozinha organizaram a mesa da comida e James trouxe três coolers, além de um garrafão de plástico com ponche vermelho. Lucas e outros dois empregados da cozinha penduraram luminárias nos galhos das árvores e logo tudo estava feito. Derek, James e Lucas foram tomar um banho e pediram que os funcionários cuidassem de tudo para que nenhum animal selvagem fosse atraído pela comida.

Mesmo tendo apenas a equipe vermelha para comemorar, tudo apontava que seria uma ótima festa.



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