História Acasalamento: Lua Cheia - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acasalamento, Humana, Lobisomem, Lobisomens, Perseguição
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Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 05 (Não Revisado)


Fanfic / Fanfiction Acasalamento: Lua Cheia - Capítulo 5 - Capítulo 05 (Não Revisado)

J A Y S A  S Y L V E R

  O que eu faço aqui?


    Conheci esse homem hoje de manhã e hoje a noite, estou aqui, arrumada, andando em direção ao nosso ponto de encontro. Nicolas mal me deixou ler meu livro. Talvez eu devesse sair correndo para minha casa e continuar a leitura?

 Por que ainda continuo a andar?

    Se eu der meia volta e ir embora, provavelmente nunca mais o verei e, se por acaso eu o vir, é só inventar uma desculpa como “foi mal, tinha um compromisso de última hora” ou “esqueci” o que vai aparentar que não sou fácil. Por que é que estou pensando em ser fácil ou não?

 Por que homens não valorizam nada que ganham fácil?

    O que é que isso me interessa. Eu conheci ele hoje! Não sei nada sobre ele. Talvez seja casado!

 Então por que me chamou para jantar?

    Faço uma leve careta pensando. Por que é que ele me chamou para jantar se for casado? Hum… AMANTE?! Ele está achando que eu sou o quê?!

    Espera! Por que eu estou pensando nisso. Provavelmente a gente nunca vai ter nada. Ele é tão, tão… lindo e eu sou tão… Ele não se interessaria por alguém como eu!

 Então por que me chamou para jantar?

    Ha! Assim não dá! Por que eu estou pensando nisso? Não teremos nada! É só um jantar.

  Um jantar com um cara lindo e gostoso que você fez questão de se arrumar…

    As vezes acho que eu mesma sou minha inimiga…

    Chego ao local em que eu me esbarrei com ele mais cedo. Instantemente a imagem de sua montanha entre as pernas me vem à cabeça.

 Se ele não que nada comigo, então por que…?

    Chega! Pensa no livro que você está lendo; Dominante! Pensa em como você imagina os protagonistas. O homem como um dominante forte, lindo como Andrew…

 POR QUE EU ESTOU COMPARANDO OS DOIS?!

— Oi… — Um grito sai da minha boca e, sem perceber, acabo pulando com o sussurro que ouvi atrás de minha orelha. Olho para trás e vejo, ninguém mais, ninguém menos que o… Andrew. — Desculpe se a assustei — Sorri.

    Terno preto, descontraído com um toque de formalidade. Paletó perto — com os botões aberto — mostrando uma camisa social branca com os primeiros botões aberto dando um ar descontraído e mais robusto. Um calça preta mais descontraída junto com um calçado cinza escuro com algumas partes em preto, dando um ar meio formal, meio descontraído.

    Em outras palavras, sua presença é marcante e até mesmo séria embora seja descontraída.

    Instantemente, sorriu amigavelmente após minha rápida análise enquanto balanço minha cabeça indicando que está tudo bem. Mas não arrisco a falar nada, pois tenho medo de ele notar que na minha mente, nada está bem.

    Vejo ele desviando o olhar para o resto de meu corpo, me fazendo lembrar de minha roupa; um vestido preto, meu sapatinho preto com um salto, não muito alto. Algumas pulseiras bijuteria no pulso. Cabelo cacheado, com umas três, finas tranças caídas no lado esquerdo.

 Será que estou bonita?

— Está linda. — Afirma ao voltar a olhar em meu rosto, e logo sinto minhas bochechas esquentarem, o que me faz desviar o olhar e sorrir tímida.

— Obrigado.

— Adorei o colar. — Por causa do livro de lobisomens que estou lendo, comprei um conjunto de colar e brinco com o formato de meia lua, os quais estou usando hoje. — Vamos?

    Olho para ele, vendo um certo brilho em seu olhar, junto de um sorriso. De forma tímida, confirmo. Ele dá meia volta e começa a caminhar até um lindo carro de rico que parece ser esportivo, pois é cinza, grande, que aparenta ser bem confortável. No entanto, o que me chama a atenção é as rodas vermelhas



 Será que ele é rico?

    Ele abre a porta e me olha, indicando que é para mim entrar. Sorrio e entro, sentindo o conforto do banco. Logo em seguida ele fecha a porta me deixando admirada com a beleza e conforto. Noto os vários botões que o carro tem, provavelmente para várias funções.

    Não demora muito e ele entra no carro, sentando ao meu lado e fecha a porta. Em seguida, ele coloca o cinto de segurança e logo eu o acompanho, colocando o cinto.

     Ele olha para mim e sorri, me fazendo sorrir junto, antes de perguntar:

— Para qual restaurante vamos?

— Paciência é uma virtude. — Pisca para mim, antes de ligar o carro, fazendo com que o delicioso ronco do motor chegue até mim — Mas fica calma. Você vai gostar.

    Em seguida ele dá partida no carro, me surpreendendo com a suavidade do carro ao andar pela rua. Olho para ele, vendo-o manejar com destreza cada função do carro, o que o deixa extremamente sexy, me dando arrepio.

 Acho que preciso parar de ler Dominante por um tempo para começar a ler mais Bíblia…

    Desvio o olhar para a rua, vendo as vários lanchonetes e estabelecimento ainda aberto. Logo o carro para em um sinal e bem em frente a uma lanchonete, onde vejo os populares do colégio saindo e olhando para esse carro que — obviamente — chama a atenção.

 Aí Deus!

— Quem está lá fora, pode ver quem está aqui dentro? — Pergunto olhando para ele, fazendo questão de virar bem a cabeça, dando a visão apenas do meu cabelo, atualmente cacheado, para eles. Como meu cabelo está bem mais arrumado que o normal, talvez eles não reconheçam, caso a resposta não me agrade muito.

— Não. — Um arrepio passa por meu corpo depois dessa resposta — O carro é blindado, mas qualquer um pode ver quem está aqui dentro. — Ele olha para mim — Por quê?

— Nada. — Respondo por impulso e logo sorriu forçado. — Apenas curiosidade.

    Ele me olha de forma analítico, mas logo desvia quando o sinal abre e novamente dá partida no carro. Olho para a janela e os vejo ainda olhando para cá. Tento me esconder de forma discreta, totalmente constrangida pelo rápido olhar dele em mim.

 Só falta ele pensar mal de mim ou me achar uma interesseira…

    Assim que o carro sai do campo de visão dos meus “colegas”, eu volto ao normal, mais aliviada. Depois de alguns semáforo, o carro vira em um estabelecimento de luxo, parando em frente a entrada. Andrew, sai do carro, e dá a volta no mesmo, indo até a minha porta, onde abre e estende a mão para mim.

    Sorrio e pego em sua mão, sentindo uma corrente elétrica percorrer meu corpo. Mas logo ignoro e, com a ajuda dele, saio do carro e ouço a porta ser fechada.

    De forma totalmente educado, ele entrelaça meu braço ao grande braço dele, me dando outro arrepio. Respiro fundo, ignorando esse arrepio e me person ser conduzida pelo tapete vermelho até o homem que pega a chave do carro e confirma nossa mesa.

    Terno, provavelmente caro, um carro lindo de luxo que é mais confortável que minha cama, um restaurante enorme com agendamento. De fato, ele é rico!

— Boa noite, senhor Dromontty. Meu nome é Elisa e irei atendê-lo esta noite. — Olho para a mulher, ao qual olha para o Andrew.

    Mas logo o incômodo me atinge com as palavras dela ou com a falta de determinadas palavras nela. Irei atendê-lo não é plural. Eu não estou aqui? E o certo não seria; Boa noite senhores?

    Incômodo maior sinto ao reparar o tão linda ela é, mesmo sobre a roupa de funcionária. Uma pele branca perfeita, cabelos loiros e olhos azuis. Corpo escultural e uma excelente compostura — ao qual é melhor que a minha.

— Perfeito. — Andrew confirma.

— Por aqui, senhor. — Logo ela nos encaminha até uma afastada mesa, no topo de cinco escadas com uma vista esplêndida para o jardim.

    Andrew, sendo um cavalheiro, caminho até uma cadeira, a puxando e olhando para mim. Sorriu amigavelmente, entendendo o que ele pretende de me sento na cadeira, recebendo o breve impulso para frente. Ele dá a volta na mesa e se senta de frente para mim.

— O que gostaria para o jantar, senhor? — Diz novamente, no singular.

    Me sinto desconfortável com a situação de eu ser invisível. Já sou acostumada a nunca me notarem, mas dessa vez, me sinto… pior. O fato de que eles não me conheçam, de alguma forma, me fez acreditar que pode ser diferente. Mas ainda sou invisível.

     Sinto um leve incômodo nos meus olhos e sei que minhas emoções querem sair. Desvio o olhar para o jardim, tentando parecer que não há nada de errado enquanto Andrew pede um vinho de, sei lá, que ano.

— Um instante, senhor. — Diz, novamente no singular, antes de se retirar.

    Novamente fico quieta, afinal… eu fujo da discussão. Se eu reclamar, sou mais pisoteada e sempre vou parar na enfermaria e, às vezes, no hospital. Ficar quieta é o melhor.

    É só tentar ignorar e aproveitar as chances. Ficar… mais invisível do que já é.

— Tudo bem, Jaysa? — Ouço a voz de Andrew, mas não olho para ele. Sei que se eu olhar, ele pode perceber algo.

— Tudo. — Digo fingindo olhar o jardim, mas na verdade quero fugir para o jardim, encontrar um cantinho em que ninguém me veja e chorar.

   Essas emoções estão mais forte. No colégio, todos são assim. Sou invisível até mesmo os coordenadores, diretores e professores. Mas aqui? Ninguém me conhece. Ninguém sabe o que eu passo. Me arrumei com intenção de tentar parecer normal. Coloquei um vestido que esconde minhas manchas e hematomas. Mas ainda sim, depois da atitude dessa mulher, me sinto ainda mais humilhada que o comum.

    Eu me esforcei para parecer ser normal, porém, de nada adiantou e isso é que dói.

Jaysa? — Só então noto que Andrew falava algo e eu não ouvia. Por educação, olho para ele, vendo seu olhar analítico em mim, mas precisamente em meus olhos — O que foi?

 Ótimo, agora ele vai achar que só estranha!

— Nada. — Novamente falo — Por quê?

— Não parece que foi nada. — Diz olhando analisando meu rosto — Diz para mim; o que foi?

— Seu vinho, senhor. — Aparece aquela mesma mulher, falando novamente no singular. — Posso servi-los?

    Olho para ela, após ela pronunciar a frase no plural.

— Sim, por favor. — Diz o Andrew e logo a mulher começa a colocar o vinho na minha taça, me fazendo ver o meu reflexo no conteúdo vermelho.

    Eu nunca havia tomado vinho em minha vida e, ao que parece, esse vinho é de qualidade. Sinto-me um pouco alegre por ela ter falado do plural e começado a me servir primeiro. Também me sinto curiosa sobre o sabor da bebida que nunca havia experimentado.

    Ao terminar de me servir, a ponta da garrafa bate contra a taça que vira o vidro para cima de mim, derramando o vinho em meu vestido e coxa. Instantaneamente me levanto com o susto, olhando para meu vestido. Seguindo meu ato, Andrew faz o mesmo.

— Me desculpe, senhorita! — Ela coloca rapidamente o vinho na mesa e, de forma desesperada, pega o guardanapo — Foi sem querer! Me desculpa!

    Olho em volta, o olhar se várias pessoas aqui. O limite foi esse, mas quem disse que tudo para mim vai até o limite? Senti meus olhos lacrimejarem quando vejo o sorriso de algumas mulheres desacompanhadas por um homem. Porém o pior foi avistar Brenda e Thaís, uma das amigas da namorada do Gabriel, rindo enquanto me olham.

    Eu sabia que não seguraria minhas lágrimas e sabia que se eu chorasse, amanhã eu seria ainda mais humilhada, afinal, duas das garotas mais populares estão aqui. Sem deixar que aquela mulher toque em mim para tentar me limpar, saio a afasto e sigo em direção a saída torcendo para que elas não tenham filmado e escutando a voz daquele homem atrás de mim.

    Saio do estacionamento, paro, tiro meus sapatos e me preparo para correr quando sinto pegarem em meu pulso, me impedindo de correr. Instantâneamente, gemo de dor por conta dele ter seguro firme bem em cima de um machucado, tampado pela manga comprida do vestido.

    Viro para trás e olho para ele que sobe seu aperto para meu braço e ergueu a manga do vestido, avistando os cortes que fiz com gilete em meu pulso, depois de Gabriel ter me batido em um beco na rua.

— O que é isso? — Pergunta surpreso analisando os cortes. Logo sinto uma lágrima cair de meus olhos.

— Nada! — Mesmo com a dor, puxo meu braço e começo a correr em direção a saída.

— Espera! — Escuto a voz dele, mas não obedeço. Corro até um táxi e entro, dando o endereço e querendo apenas chegar em casa, onde seu que ninguém irá me fazer mal.

    Com lágrimas nos olho para o estabelecimento, vendo ele parar de correr enquanto observa o corro do taxcista se distanciar. Volto a olhar para meu vestido, vendo o meu seio e barriga molhado. Ainda com curiosidade de saber como e o gosto do vinho, umedeço meu dedo no tecido e levo a boca.

     Sorrio ao sentir o gosto, assim como a vontade de querer provar mais. Tenho vontade de provar o líquido em uma taça, e não no dedo, que tira parte do sabor, ou substitui parte do sabor. Porém, essa é a única forma que tenho de provar algo novo, que nunca terei condições de pagar…



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