História Acasos do Amor - Capítulo 11


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Categorias A Madrasta
Tags Abraça-me, Cersar Evora, Tekil, Victoria Ruffo
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Palavras 1.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Uma família


MARIA- Papai, eu não sou menina... - disse num arranque de revelação para aquele pai que tinha o coração na boca ao terminar de ouvir a frase que ela estava proferindo.

Inês viu a expressão de Frederico ficar vermelha como a de um dinossauro.

FREDERICO- O que você disse, Maria do Carmo? O que você disse? Você não é mais menina?

O ar faltou e ele pensou que ia ter um troço quando ficou de pé olhando a filha ali em sua frente.

Talvez naquele momento Federico não tivesse prestado atenção no que sua filha tinha falado porque como o pai estava tão desesperado pensando "coisas" que simplesmente não se deu conta de que a menina estava apenas dizendo que já não era mais uma criança, era uma moça em breve se tornaria uma mulher, queria ter uma vida adulta como qualquer mulher na idade dela.

Mas o pai era um homem quadrado e que não tinha senso de realidade, portanto, tinha pensado exatamente o contrário do que era. A filha nunca contaria a ele uma coisa tão séria como aquela, como se tornar a mulher de alguém. Somente Frederico com toda a sua ingenuidade de pai achava que a filha contaria assim.

Inês ficou observando o comportamento dele que parecia que ia desmaiar de tão branco que estava quando a jovem terminou de falar, mas entendendo exatamente o que Maria queria dizer, ela completou a sentença que deveria ser dita pela jovem.

INÊS- Sua filha já é uma moça, está estudando daqui a pouco vai trabalhar. - disse doce e calma com ele. - Ela não é mais uma menina mesmo não, Frederico, você precisa prestar atenção ao fato de que o tempo passa e as coisas vão seguindo, não são como a gente gostaria, nem sempre são, mas seguem. O tempo não pode ser contido.

Maria ficou tão feliz e tão orgulhosa com Inês naquele momento defendendo seu ponto de vista e sendo como uma boa companheira naquela casa que seu coração se encheu de alegria. Finalmente ela ia ter mais companhia além do pai. Desde que sua mãe tinha morrido ela sentia muita falta das pessoas à sua volta.

MARIA- Eu quero dizer isso, pai, eu já não sou mais criança! Você não precisa ficar desse jeito que está pensando. Que eu e Carlos Manuel não vamos fazer amor agora não. Estamos pensando em outras coisas, ele apenas quer namorar comigo e que vamos sair juntos e queremos você feliz e que nos autorize a sermos felizes, estar perto. Papai, eu adoro ele, ele me faz tão feliz.

Frederico a olhou com o coração aos saltos.

FREDERICO- Maria, você quer matar o seu pai? É isso que você quer fazer, quer matar o seu velho pai dando uma notícia dessas desse jeito?

MARIA- Papai, você precisa deixar de ser quadrado não estou pensando em nada dessas coisas e você só está pensando nisso. Você precisa passar a confiar em mim porque senão não vai dar certo eu ficar namorando e você toda hora brigando comigo por causa de besteira, coisa que eu não vou estar nem pensando!- ela implicou com ele que se abanava quase desmaiando.- É você que como casou só pensa nisso.

Inês e Maria soltaram uma gargalhada. Inês o olhou e beijou o rosto dele, Frederico segurou a mão dela com cuidado, era tão delicada. Frederico olhou sua filha todo orgulhoso. Claro que não queria de jeito nenhum pensar que ela faia sexo algum da. Ele não queria nem imaginar que algum dia ela quisesse isso. Era um homem muito atrasado nesse sentido porque ele não queria que a filha se casasse de jeito nenhum com ninguém, era a sua princesinha.

MARIA- Você já fica sabendo, Inês, meu pai só acorda rindo se tiver safadeza, senão, é mal humor.- implicou e ele jogou uma almofada nela depois puxou Inês e deitou sua cabeça no peito dela, estava tão feliz.

Inês, Frederico e Maria começaram a rir daquelas coisas e do jeito como ele estava, mas o clima tinha ficado muito mais leve com a presença de Inês naquela casa porque tanto Maria quanto Frederico tinham passado os seus dias numa solidão que não tinha tamanho. 

O que nenhum dos dois tinha percebido ainda era que não eram só a eles que aquela felicidade tinha atingido, porque Inês também tinha estado sozinha todos aqueles anos e agora ela estava prestes a construir uma família com uma menina que precisava de uma mãe e um homem que precisava de uma mulher.

 Inês estava ali sentindo aquela vibração de ter companhia a noite que não fosse nos seus homens ou de seus empregados que um determinado momento  estariam com suas famílias e ela mais uma vez tinha suas solitárias noites.  Agora estava de novo reconstruindo sua vida e aquilo era apenas um acaso do amor, não tinha planejado aquela relação com Frederico e nem imaginava que as coisas seriam assim tão rápidas quanto estava sendo agora.

Depois de rir em um pouco mais das besteiras de Frederico os dois foram até o quarto e se despediram de Maria na porta do quarto dela. O pai a beijou e abençoou a filha .Inês fez o mesmo fazendo a menina se emocionar naquele momento e dar um abraço bem apertado.

Inês também ficou emocionada com aquelas situação e depois os dois entraram no quarto de Frederico e ela começou a rir do modo como tudo era decorado ali. Cabeças de cavalos, peles de animais, tudo do jeito rústico do modo dele. Até uma cobra empalhada, Frederico tinha no canto do quarto perto de uma mesinha.

Inês começou a rir e riu alto.

INÊS- Eu imaginava encontrar todo tipo de coisa no seu quarto, mas uma cobra, Frederico? Acho que isso vai denegrir a sua imagem quando todos souberem que você vive com uma cobra dentro do seu quarto e ainda mais. - Inês encarnou nele morrendo de rir assim que se sentou na cama. - Você é um homem tão viril, é um garanhão conhecido em toda nossa região.Como pode ter uma cobra presa no quarto?

Frederico começou a rir porque ela além de todas as coisas que ele amava ela ainda tinha o bom humor. Um bom humor não, um ótimo humor porque ela era capaz de fazer até ele nos momentos mais complicados começar a rir sem motivo algum. 

Aquela matemática era boa e simples de duas pessoas sendo felizes resultaria em muito mais sucesso em todas as coisas daquela casa das duas fazendas e na vida de Maria que era a pessoa mais importante de Frederico. 

Assim como as coisas estavam boas para eles também estavam para Maria que sorriu deitando em sua cama pensando em Carlos Manuel e mandando mensagens no seu celular, sorrindo lindamente para o amor que estava começando.

A presença de Inês naquela casa era o melhor que poderia acontecer e todos eles sabiam disso!

Depois se trocar, Frederico se deitou de cueca com seu amor ao seu lado em uma linda camisola preta que ela tinha levado para usar na casa dele, os dois começaram a rir e trocaram beijos intensos. Seriam só beijos naquele momento.

INÊS- Hoje não vamos fazer amor...- ela disse com os olhos amorosos, queria testar ele. Entender como seria aquela relação com ele.

FREDERICO- Eu sou seu marido...- ele sorriu a beijando na boca e abraçando ela.- Apenas me abraça bem forte, quero ter certeza que não é mentira que está aqui.

Inês subiu no corpo dele com cuidado, deitando sobre ele e abraçando seu amor assim....

FREDERICO-  Você quer me testar ou me castigar?-  ele disse rindo com ela ali naquela posição.

INÊS-  Que isso, Fred, o que acha? Que sou má?- riu e eles se beijaram de novo e depois ela adormeceu no peito dele, segura, cheia de amor e de cuidado que ela não tinha a tempos.

Frederico ainda alisou as costas dela por um tempo sentindo o corpo aceso, ela era perfeita, seu gosto, seu cheiro, seus cabelos, tudo nela era perfeito.  E quando os olhos dele fecharam, foi como se sonhasse de novo, o céu agora era quando estava de olhos abertos olhando os olhos de Inês...

MANHÃ...

Loreto estava sentado no meio da plantação queimada, seu rosto estava bem frio quando ele começou a pensar aquelas coisas. Nem podia imaginar que algum dia sentiria que de fato tornaria tudo realidade. Ele não tinha como vencer a guerra contra Frederico e agora estava claro que ele e sua patroa estavam tendo um romance e isso o deixava furioso.

Tinha sido a pessoa de confiança dela durante todos aqueles anos e da noite para o dia ele deixaria de ser porque Frederico metido como era e mandão como todos os peões comentavam por ali, de certo que tomaria conta da Fazenda de Inês e faria tudo também do jeito dele.

Mas Loreto não ia permitir isso! Aquele homem não tomaria seu lugar. O lugar que tinha sido dele todo sempre, o lugar no trabalho e na cama de Inês como ele tinha sonhado ter todos aqueles anos. Iria lutar para conquistar aquela mulher para ele do jeito que sempre tinha desejado.

E com um esqueiro na mão ele apenas acendeu e apagou algumas vezes...

LORETO- Se ela não for minha, eu taco fogo em tudo que resta dela e dele. Taco fogo até nele...

Entre as árvores secas uma mulher ouvia atentamente as declarações dele.

NA CIDADE....

Diego estava abraçado a Raquela e sorriu, os dois estavam juntos a algum tempo. Não eram de demonstrar publicamente. Ele a tinha conhecido na capital e os dois se envolveram. Raquela nunca tinha contado a ele que conhecia toda aquela gente do povoado. Alisava o peito dele e esperava para ouvir o que ele ia dizer a ela na cama.

DIEGO- Eu vou buscar a minha filha, é tudo que posso fazer para da descanso a memória Cristina...- ele suspirou e sentiu uma pontada no coração, estava morta a única mulher que ele tinha amado na vida.

RAQUELA- Vamos conseguir, amor, vamos pegar a menina, eu prometo! Vamos acabar com aquele assassino!!!

Diego sentiu o coração aos saltos, a coisa ia pegar fogo...



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