História Acasos do Amor - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Não podemos!


Frederico sorriu preso nos olhos dela.

FREDERICO- Não é paixão, é amor, Inês, eu te amo... Você é perfeita!!!

INÊS - Você vai ser feliz, Frederico e eu também... - ela disse dando a ele seus lábios para um beijo delicioso enquanto Maria sorria livre com o cavalo correndo e mostrando que ela era sua dona agora...

O amor, pode sim, nascer do acaso, mas nunca será por acaso...

Frederico tinha decidido tomar pé das coisas na fazenda de Inês e começar a fazer as mudanças na recuperação daquele solo e no replantio como tinha sido orientado pelo engenheiro agrônomo. Enquanto Maria cavalgava feliz no lindo animal que tinha ganhado de sua madrasta, Frederico e Inês estavam cavalgando pela fazenda dela e analisando todas as coisas que precisavam alterar para salvar o que desse e não permitir que a fazenda entrasse em falência.  

Aqueles dois quando falavam das fazendas ou da situação da queimada na fazenda de Inês pareciam pares porque entendiam exatamente o que precisavam na recuperação daquele espaço. Frederico entendia as frentes de trabalho que precisaria implementar ali assim como Inês entendia todas as mudanças que precisariam ser feitas na rotina da fazenda para a recuperação e o replantio se fosse possível do mesmo tipo de elemento natural que tinha sido feito ali, no caso, café.

Doía menos agora ver aquela imensidão de cinza e tons de marrom em sua fazenda porque ela estava com alguém que continuamente se mostrava ali para ajudá-la a superar aquilo tudo e transformar em verde de novo todos aqueles e quitares, o verde da natureza feliz que sua fazenda sempre tinha demonstrado.

Ela era uma fazendeira tão desejada e tão cobiçada quanto às terras dela que sempre tinham dado muito mais do que as terras de seus vizinhos em matéria de produção. Inês tinha criado junto com seu Engenheiro um sistema de irrigação próprio que fazia com que a água circulasse em toda a fazenda independente da chuva ou de qualquer outro recurso natural para manter as plantas irrigadas.

FREDERICO - Vamos conseguir resolver, mas eu prevejo que serão pelo menos seis meses até que tudo se normalize, talvez o solo precise de mais tempo e temos que arrancar todos os pés que estão secos na terra.

INÊS - Não vamos arrancar, não vamos, vai ser diferente!!!! Eles vão voltar, eu sei que vão! Temos apenas que dar tempo, bastante tempo a eles!

Ela sorriu piscando para o marido, era seu marido agora e assim que ele queria que ela o chamasse. Com todas as coisas que precisava pensar naquele momento, Inês se recordou de algo bastante complicado para perguntar a ele ali.  

INÊS - Eu sei que você pode não querer me contar, mas agora que estamos juntos, eu queria te fazer uma pergunta bastante íntima. - Os lindos olhos verdes eram atraentes estavam completamente entregues a ele naquela pergunta. Não queria ser indiscreta, mas precisava entender em que tipo de terreno ela estava entrando quando tocava naquele assunto com ele.

FREDERICO - Pergunte, eu não sou homem de meias palavras...- ele disse com calma a olhando, era linda, sua e seu amor para sempre. 

INÊS - Por que odeia tanto o médico? - ela sentiu o coração na boca ao dizer aquilo, mas tinha que entender e queria saber.

Frederico suspirou e olhou para o horizonte. Não ia começar um relacionamento com ela cheio de mentiras, ele sabia muito bem que as mentiras poderiam estragar qualquer casamento. Durante o tempo que tinha ficado casado com Cristina, ele sabia exatamente que mentira era algo destrutivo. Talvez não fosse a hora de contar toda aquela verdade para Inês, mas a pergunta dela dizia que não poderia recuar.

Ela era sua mulher agora e desejava saber a verdade sobre algo tão precioso. Tinha acabado de dar um cavalo a filha dele e aquilo indicavam que ela aceitava a menina de um jeito como ele nunca tinha pensado que seria. Se Inês ia amar sua filha daquele modo sendo para ela a mãe que Maria do Carmo não tinha mais, ele ia dizer a verdade, toda a verdade para que ela pudesse julgar por si mesma.

FREDERICO - Ele é o pai dela, o que dizem por aí é verdade, ele é o pai dele, minha mulher não me traiu, mas ela amava aquele maldito animal, por isso ela morreu, por culpa dele. - os olhos ficaram frios e ele sentiu uma pontada no coração. Aquelas lembranças destruíam ele em tudo e a dor era revivida.-  Quando me casei com Cristina, ela já estava grávida de Maria do Carmo e alimentava um amor por aquele maldito Diego Hernandez. Era amor de verdade o que ela sentia por ele, eu sabia disso desde o primeiro momento que ouvi Cristina pronunciar o nome dele dentro de nossa casa em nossa primeira briga. - ele suspirou vencido em cima de seu cavalo.-Eu devia ter entendido ali que nosso casamento não ia dar certo, mas eu amava tanto aquela mulher que não consegui pensar em nada. Queria minha filha e a minha mulher comigo! Só pensei nisso.  

Inês tocou o braço dele, os cavalos um dos lado do outro, os dois ali se olhando enquanto ela segurou a mão dele. Ela estava ali agora, ela ia ser o amor dele e tudo ficaria bem.

FREDERICO - Ele não voltou para ela, mas ela passou nosso casamento...- ele ia falar, mas Maria apareceu gritando toda feliz em seu cavalo e saltou de cima dele como jovem que era e veio correndo a eles com o animal ali preso a ela.

MARIA - Eu ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, Inês, amei meu cavalo!!!!- ela disse com um sorriso. 

Inês olhou para ele com amor, dizia em seus olhos que ele podia contar com ela e que as coisas iam ser melhores em breve!!! Era o seu momento com ele, com seu amor. Era o momento dele ser amado para sempre!!!!

INÊS - Que bom, minha princesa!!!!- ela sorriu e Maria agarrou o pai que a pegou e colocou no cavalo dele como ela adorava. 

FREDERICO - É uma dengosa, Inês, não dê confiança!- ele disse com a filha deitando a cabeça no peito dele toda dengosa mesmo.

Maria adorava aquele chamego com o pai e quando ficava assim agarradinho nele ficava mesmo mais dengosa do que ela costumava ser. A presença de Inês não fazia com que ela se sentisse enciumada pelo contrário estava amando ter aquela madrasta embora não tivesse nem um mês ainda na verdade nem uma semana.  

INÊS- Tudo bem, as princesas podem ser assim chameguentas... - ela disse amorosa.

Os dois riram e Maria olhou para Inês com amor sorrindo e dizendo toda feliz.

MARIA - Vai me dar um irmão? Você vai ter um filho com meu pai?- ela estava toda feliz, mas o rosto de Inês se fechou naquele momento.

 Frederico percebeu e Maria também que tinha alguma coisa errada tinha.Os dois ficaram meio silenciosos e Inês segurou as lágrimas no momento em que sentia que seu coração rasgava por aquela verdade que talvez ela não quisesse dizer a ele. Era o sonho de uma vida ter os filhos dividir com eles tudo aquilo que ela tinha construído mais a tanto tempo tentando essa graça não tinha sido dada.  

INÊS - Eu não posso ser mãe, seu pai e eu não teremos filhos...- ela suspirou e as lágrimas vieram e Maria ficou arrasada por perguntar.

MARIA - Me perdoe, Inês, eu não devia ter perguntado, eu não sabia, eu, eu...

INÊS - Está tudo bem, minha princesa, está tudo bem, você não tinha como saber...- suspirou com dor na alma. - Eu não sofro tanto mais, eu apenas aceito o que eu tenho que aceitar.

Frederico sofreu por que como ela estava triste ele também ficava imaginando que nunca poderia ter filhos que fossem dele. Ali naquele momento enquanto olhava para Inês, ela entendia o sofrimento dele porque Maria não era dele e com ela também não teria um bebê. Resultava a ele a única solução para aquele problema, adotar uma criança.  

FREDERICO - Tudo bem, filha, sabemos que você não fez por mal. - ele segurou a mão de Inês e os dois trocaram um beijo, ele a amava, aquele segredo não ia destruir nada. - Quando chegar a hora, adotaremos um lindo rapaz, ou mais uma dengosa, ou os dois se você quiser.- ele disse amoroso e os olhos dela brilharam.

INÊS - Você adotaria uma criança comigo, Frederico? Você me faria mãe?- ela disse amorosa com ele.

Frederico sorriu e tocou o rosto dela.

FREDERICO - Não existe nada no mundo que eu não fizesse por você, meu amor. Eu te dou o que pedir e o quiser.

E sobre os cavalos, os três se abraçaram e estavam ali acertando aquele compromisso de amor.



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