História Acasos do Destino - Capítulo 12


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Ana Paula Padrão, Masterchef Brasil, Pana, Paola Carosella
Visualizações 135
Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!!! Tudo bem com vocês?
Espero que sim!
Então, eu demorei um pouquinho, mas eu voltei com um capítulo bem grandinho pra compensar 😊

Vamos parar de enrolação. Falo com vocês lá nas notas finais, tenho alguns recadinhos.

Beijinhos e enjoy 😘💗

Capítulo 12 - Capítulo Doze


Fanfic / Fanfiction Acasos do Destino - Capítulo 12 - Capítulo Doze

POV Ana Paula

Uma semana havia se passado, desde a visita em que escolhemos o nome de Frederico.

Paola estava cada dia mais apegada ao menino, e por consequência, eu também.

Eu tinha medo disso, afinal, assim que Fred estivesse em condições adequadas, seria enviado ao orfanato.

Na terceira noite consecutiva de visitas ao pequeno, Sara resolveu nos alertar que o que temíamos, não tardaria a acontecer.

Naquela noite, após a conversa com a assistente social, Paola saíra do hospital arrasada. Via a tristeza estampada em seus olhos.

Chegamos em casa e ela se limitou a tomar banho, trocar-se e deitar-se, virando-se ao lado oposto ao meu na cama.

Pelo movimentar de sua silhueta, percebia que ela chorava. E àquilo partiu-me o coração.

Com as mãos atadas, sem ter o que poder fazer para ajudá-la, apenas abracei-lhe e ela se entregou ao choro. Não se fez de forte, tampouco tentou me afastar. Enlaçou meus dedos nos seus e me puxou contra seu corpo. Eu queria ter o poder de tirar-lhe toda a dor que sentia. Incapaz de tal feito, apenas permaneci ali, para que ela soubesse que passaríamos por qualquer situação juntas.

Depois daquele momento, Paola adormeceu em meus braços. E eu velei seu sono até entregar-me ao meu.

.

Era domingo e minha esposa e eu estávamos em casa. As gravações do programa estavam mais tranquilas. Alguns participantes já não se encontravam mais conosco e o estúdio ficava cada dia mais vazio.

Neste dia, gravamos pela manhã e Pato encerrou as atividades pouco depois do horário do almoço.

Como havíamos ido em um único carro, passei com Paola no Arturito para que ela verificasse o funcionamento do restaurante. Enquanto ela comandava a cozinha, eu ficava em seu escritório comandando as minhas empresas.

Chegamos em casa próximo das cinco horas da tarde, e aproveitamos para descansar um pouco. Tínhamos visita à Fred marcada para às oito da noite.

E assim, se dava o motivo de estar eu, sentada no sofá olhando um ponto fixo na estante à minha frente e refletindo sobre a recente ideia que tivera.

Minha cabeça andava cheia naqueles dias, eu pensava em milhões de coisas.

Eu me preocupava com o estado emocional de Paola com toda a situação que vinha acontecendo. Me preocupava com os assuntos das minhas empresas e das palestras que vinha organizando. Com os assuntos do MasterChef que me eram incumbidos. Com minha filha, que passava por seu período de provas e, em toda ligação diária, me pedia dicas e conselhos sobre determinados assuntos. Me preocupava com o pequeno Frederico, sozinho no hospital, prestes a ser mandado para um orfanato, novamente sozinho.

Eu pensava tanto, em tanta situações diferentes, que só me concentrava em não surtar para me manter forte para Paola, principalmente. Mas algo não deixava minha mente em paz. E eu resolveria isso hoje, sem mais delongas.

Sou tirada de meus pensamentos, quando sinto Paola passar a mão por meu braço exposto. Ela me olhava com a expressão intrigada e preocupada ao mesmo tempo.

Olhei para ela e sorri, passando minha mão por seu rosto.

- Tudo bem? Tá se sentindo bem? Perguntou baixo e carinhosa.

- Tudo bem, amor! Beijei-lhe a bochecha, próximo ao canto dos lábios. Tá pronta, podemos ir? Finalizei.

- Estou sim, vamos! Pôs-se de pé e esticou sua mão, ajudando-me a levantar.

Chegamos à garagem e Paola se prontificou a dirigir. Não me opus. Minha cabeça estava aérea para tal tarefa e minha coluna também pedia por socorro nos últimos dias.

O tráfego de São Paulo ajudou, e em trinta minutos chegamos ao hospital.

Nos identificamos, como de costume, na recepção e logo caminhávamos em direção à ala da maternidade.

Frederico já estava bem, mas ainda era mantido na incubadora, para evitar contrair qualquer infecção, haja visto que ele completara sete dias de vida, naquela semana.

Sara já nos aguardava encostada no balcão do setor, e assim que nos viu abriu um largo sorriso.

Nos cumprimentamos e seguimos até próximo de Fred.

- Oi meu amorzinho! Paola fora a primeira a se aproximar. O bebê se mexeu, mas permaneceu de olhos fechados. Tá cada dia maior e mais forte, olha isso! Ela continuava a conversar com ele, sorrindo e segurando em sua pequena mãozinha.

- Tá mesmo! Dei a volta na incubadora e repeti o gesto de minha esposa, segurando a mãozinha livre. Oi, pequeno. Iniciei um carinho.

Logo uma enfermeira veio e retirou Fred de dentro da caixa de vidro, disponibilizando a criança para segurarmos.

- Eu vou pegar primeiro! Me pronunciei e Paola me olhou com cara de cachorro pidão. Nem vem, Paola. Você sempre é a primeira. A enfermeira, uma senhora de aproximadamente cinquenta anos, sorrira enquanto ajeitava os fios ligados à Fred que já estava em meu colo.

- Você é uma chata. Paola pronunciou, arrancando desse vez, uma risada audível da senhora.

- Qualquer coisa me chamem. E se retirou, nos deixando a sós.

- E você ta sendo mais criança que ele. Apontei para o bebê em meu colo, segurando-o com um braço, passando a mão livre, em seu pequeno nariz. Né, meu amor. Sussurrei enquanto Paola se aproximou de nós, defronte à mim, envolvendo seus braços em torno do meu. Sua tia tá sendo muito dramática, né pequeno? Acariciei sua testa e ele sorrira, discretamente.

- Ele já tá reconhecendo a nossa voz. Paola disse com a voz embargada. Olhei pra ela e seus olhos se encontravam marejados.

- Já sim, meu amor. Sorrimos juntas. Toma, segura ele. Entreguei Frederico à ela, e me retirei.

Paola brincava com o bebê e sorria abobalhada.

Observei de longe a cena, e ali, tive a confirmação da confusão que rondava minha mente há dias.

Me aproximei de Sara que anotava algo em um bloco de notas.

- Podemos conversar? Perguntei, chamando a atenção da assistente social.

- Claro, Ana. Aconteceu algo?

- Sara, o que precisamos fazer para conseguir a guarda do Fred? Perguntei de uma vez. Sara me olhou profundamente, mas não havia surpresa me sua expressão. Pelo contrário, um grande sorriso formou-se em seus lábios.

- Bom. Iniciou, procurando algo em uma pilha de papéis ao seu lado. Primeiro, vocês precisam preencher esse pedido formal. Me estendeu um papel que continha o título “Pedido Judicial de Guarda de Menor”. Depois esse pedido é enviado ao juiz e as próximas medidas são tomadas.

- Certo. E... Pausei, tomando coragem para perguntar. Quanto tempo isso leva, Sara? E qual a probabilidade de conseguirmos levar o Fred para casa, assim que ele for liberado daqui do hospital?

- Ana, olha, eu não vou mentir pra você. Independente de qualquer pedido, o Frederico vai ser encaminhado para o orfanato. Minha expressão tornou-se frustrada. Triste na realidade. Vocês vão precisar passar por diversos processos até terem a guarda definitiva.

- Mas são processos rápidos, não são Sara? Pelo que sei, eles avaliam nossa capacidade emocional e financeira para deferir se somos ou não capazes de adotar a criança. Perguntei esperançosa. Eu conhecia algumas leis sobre a adoção, mas nada a fundo.

- Em casos comuns sim! Mas este é diferente. Fred foi encontrado, o caso dele foi passado para o departamento de polícia e isso torna tudo mais difícil.

- Mas porquê? Deveria ser mais fácil, não? Quer dizer, ele foi abandonado, precisa mais do que nunca de um lar e pessoas que lhe deem amor. Novamente interrompi a assistente social.

- Pela lógica seria assim, Ana! Mas não é. Suspirou e levantou-se ficando ao meu lado. Por ter sido abandonado, a polícia precisa fechar totalmente as pontas abertas do caso. A olhei confusa. Afinal, vocês não querem que amanhã ou depois, a mãe da criança apareça reivindicando direitos, certo? A fitei, incrédula. Como poderia, a pessoa que abandona um bebê com menos de dois dias de vida, reivindicar direitos sobre o pequeno. Acredite, eu mesma já vi acontecer. E além do mais, existe uma lista de espera de casais e pessoas solteiras interessadas em adoção. E bebês são a prioridade para muitas pessoas. Finalizou e eu me pus pensativa.

Toda a certeza que eu tinha sobre o assunto que envolvia a adoção esvaiu-se no fim daquela frase. Dúvidas me cercaram, e eu me perdi, refletindo sobre àquilo.

- No entanto... Sara reatou o assunto, me trazendo para a realidade. Sabemos como a justiça é no Brasil. E vocês, por serem pessoas publicamente conhecidas, talvez tenham mais chances.

- E seria justo? Questionei-a, olhando-a profundamente. Digo, seria justo com quem está anos na fila de espera?

- E seria justo quebrar esse vínculo que vocês criaram com ele, sem ao menos tentar? Sua resposta me acertou em cheio. Veja bem, Ana. Essa - apontou para si - já não é a Sara Torres, assistente social, quem lhe fala. E sim, a Sara amiga, que vem acompanhando um casal extremamente apaixonado e empenhado com o bem estar daquele pequeno. Apontou para onde Paola interagia com Fred. Nossos olhares se voltaram para os dois e ela prosseguiu com o pensamento. Seria justo não tentar ao menos, fazer com que aquela cena se torne a realidade de vocês.

Meus olhos marejaram ao ver Paola sorrir de alguma careta que Frederico fazia à ela.

- Eu já vi muita criança ser adotada e devolvida ao orfanato. Já vi muita criança encontrar uma família bem rápido e ser feliz junto aos novos pais. Já vi crianças deixando o orfanato por completarem a maioridade, sem nem ao menos ter tido a chance de saber o que é uma família. Meu olhar voltou ao seu rosto e ela me observava. Com uma expressão serena. Mas é a primeira vez que eu vejo um casal se ligar tão rápido e profundamente desse jeito, com um serzinho tão pequeno. Fora minha vez de sorrir. E voltar à observar Paola.

Sara tinha razão. Nossa ligação, minha e de Paola com o pequeno, fora praticamente instantânea no momento em que o vimos, logo após minha esposa o encontrá-lo.

Eu podia facilmente, imaginar nossa vida, com Frederico presente. Imaginava como Fran iria adorar ter um irmão, ainda mais um bebê. Já conseguia imaginar os surtos de Paola por cada fase do menino, e nossa vida novamente dividida entre trabalho, escola, rotina doméstica. Eu vivi isso com Paola e Francesca, mas quando entrei na vida delas, minha filha já tinha seus três anos. Não que fizesse diferença, pois fora lindo vê-la crescer e se descobrir e cada fase dela, era intenso para mim também. Como se fora sua mãe biológica. Mas Frederico iniciaria sua vida, comigo e Paola. Seria tão intenso quanto como fora com Francesca.

Por outro lado, pesava em mim o medo de entrar nisso com Paola e nos machucarmos. Céus, se a guarda não fosse concedida à nós, Paola surtaria. Eu também, mas minha esposa sofreria o dobro. Paola se apegou à Fred no minuto em que o segurou nos braços. E ela já tinha sofrido demais na vida para passar por mais um trauma.

- Acho que vocês deveriam pelo menos, tentar! Sara novamente me trouxe de volta à realidade. Me estendeu o papel que precisaríamos para dar entrada no pedido. Meio receosa, estiquei a mão e peguei o papel, colocando-o em minha bolsa. Não dando nenhuma resposta positiva ou negativa à assistente social.

- Obrigada!

Me despedi da morena e segui em direção à minha argentina. Ficamos mais um tempo juntas com Frederico, até que o desagradável momento da despedida, chegou.

E assim fizemos. Nos despedimos do pequeno e seguimos caminho para nossa casa.

.

A segunda feira amanheceu ensolarada. Do jeito que eu gostava e me deixava animada. Levantei cedo, primeiro que Paola até. Geralmente o contrário acontecia. Antes de sair da cama, observei minha mulher dormindo, linda e serena. Julguei desnecessário acordá-la tão cedo, levando em consideração que todos os dias da semana, ela dorme tão tarde. Então a deixei dormindo enquanto me arrumava.

Fiz minha higiene, tomei banho e me troquei. Antes de rumar em direção à cozinha, para preparar o desjejum, acordei Paola, que preguiçosamente, se arrastou até o banheiro.

Cheguei no cômodo e preparei tudo. Quinze minutos depois, minha esposa entrou na cozinha e nos sentamos juntas para tomar café.

Uma hora depois, Paola e eu nos despedimos em casa e cada uma seguiu seu caminho. Ela cuidaria dos compromissos dos restaurantes pela manhã e eu, das minhas empresas. Combinamos que nos encontraríamos na hora do almoço, no Arturito, e após seguiríamos para a Band, para a tarde de gravações.

Cheguei rapidamente na Tempo de Mulher e segui até meu escritório. Coloquei minha bolsa no sofá que continha ali, retirando apenas meu celular. Caminhei até minha mesa e sentei-me, ligando meu computador. Enquanto esperava o aparelho iniciar, meus pensamentos voltaram-se, novamente à minha esposa.

Durante todo o trajeto até a empresa, pensei em Paola, em seu estado emocional nos últimos dias, e no quão forte ela vinha se mostrando para não preocupar-me. Entretanto, sabia que seu silêncio, significava muito.

Paola era uma pessoa comunicativa e didática. Logo, seu silêncio indicava que algo estava errado.

Pensei também, no que poderia fazer para alegrá-la, ou pelo menos distraí-la.

Imersa em meus pensamentos, um pequeno susto me tomou, quando meu celular tocou alto sob a mesa de vidro. Sorri ao verificar o nome da chamada.

- Bom dia, minha princesa! Girei a cadeira e me virei para a janela, observando a movimentada São Paulo.

- Bom dia, mãe! Tudo bem?

- Tudo meu amor, e com você?

- Também, mãezinha! Respirou fundo e isso, não passou despercebido por mim.

- O que houve, Fran?

- ADIVINHA QUEM PASSOU EM TODAS AS PROVAS? Gritou eufórica, e eu precisei afastar o celular da orelha pra evitar uma surdez imediata.

- Meu Deus, Francesca! Você vai me deixar surda, filha. Voltei o aparelho ao ouvido.

- Desculpa, mãezinha! Pediu, rindo.

- Parabéns meu amor. Tô muito orgulhosa de você! Parabenizei-a, com o peito explodindo de amor e orgulho.

- Obrigada, mãe. Ela fez uma breve pausa, antes de mudar de assunto. Mãe, o que aconteceu com você ou minha mama na semana passada?

- Como? Não entendi sua pergunta, filha. Retruquei confusa. Eu realmente não tinha ideia do que ela estava falando.

- É que, semana passada, eu vi na internet uma notícia que você e a mamá foram parar num hospital, de madrugada. As manchetes foram diversas, mas nenhuma passou a informação concreta. Novamente uma pausa para puxar fôlego e eu me amaldiçoei novamente por ser uma pessoa pública. Eu tô pra perguntar isso há dias pra você, mas por conta da semana corrida na faculdade, acabou passando.

Pensei um pouco antes de responder minha filha. Até que finalmente o fiz.

- Tá tudo bem, filha. Sua mãe sentiu um mal estar e fomos até o hospital apenas pra nos certificar que tudo estava bem mesmo. Amenizei meu tom e descontrai. Não podemos nos dar ao luxo de ficar doentes nesse período de gravações. Seu tio Patrício nos mataria. Ri e ela não se deu por convencida.

- Você sabe que mentir pra filho é tão pecado quanto o contrário né? Disse séria e eu fui capaz de imaginar a cara fechada, típica de Carosella, que ela fazia. Não é? Foi firme de novo.

- É claro que eu sei, garota abusada. Dessa vez sua risadinha soou baixa.

- Agora é sério, mãe. Eu me preocupo, é só isso.

- Eu entendo, meu amor. Olha, se você já finalizou o período de provas, porque você não faz uma surpresa pra sua mãe e vem ficar uns dias com a gente?

- O Mat pode ir comigo? Perguntou rápido. As vezes, achava que Francesca esquecia que já tinha quase vinte anos.

- Claro que pode, Fran!

- Eu vou comprar as passagens e te aviso o dia que chegamos. Sorri com sua animação. Mãe... Não conta nada pra mamá tá? Eu quero fazer surpresa.

- Tá bem, meu amor! Agora me deixa trabalhar, ou quem vai ficar de recuperação sou eu. Ela gargalhou e eu sorri mais abertamente. Francesca nunca perdera o espírito de criança e eu amava isso. Vai me avisando tá bem? Te amo, princesa bailarina. Chamei-a pelo apelido de anos atrás. Tinha lhe dado, quando Fran inventou que queria fazer ballet. A ideia não fora pra frente, pela loirinha ser agitada como sua mãe argentina. Já sabíamos, mas não a desanimaríamos em relação a nada.

- Também te amo, mãezinha. Beijo. Se despediu e encerrou a ligação.

Vocês devem estar se perguntando, o motivo pelo qual eu não contei à Francesca sobre Frederico. E eu lhes explico.

Minha menina, apesar de já ter maturidade o suficiente pra entender o ocorrido, continuava sendo meu bebê. E contar à ela significava pôr em jogo tuas expectativas.

Ah, mas Ana é só contar até a parte que vocês encontraram o bebê, não precisa mencionar a possível adoção. Talvez fosse simples assim, mas ao saber do bebê, Fran nos faria levá-la para conhecê-lo. E se apegaria à ele, tanto quanto eu e Paola. Por isso, eu prefiro pecar pelo excesso do zelo ao ver minha filha se frustrar.

Já bastava ter de lidar com o emocional de Paola. Que aliás, nem sabe sobre a minha vontade. E eu ao menos sei, se ela partilha do mesmo desejo.

Quando tudo estiver conversado, encaminhado e praticamente certo, se é que isso ocorrerá, Fran será a primeira a saber sobre seu possível irmãozinho.

E então, com tudo esclarecido, me enfiei no trabalho. Resolvi algumas questões burocráticas da empresa e acabei me envolvendo em um texto, que me fora solicitado para o blog da Escola de Você.

Me concentrei tanto na escrita, que fui desperta pelo toque de notificação de meu celular. Peguei o aparelho e vi a mensagem da mulher que eu mais amava na vida. Algumas mensagens na verdade.

WhatsApp – Mamita ❤

- Querida, já terminei tudo aqui. Te espero no escritório, tá bem? 11:45✔

- Ana Paula Padrão, responda-me para que eu saiba que você não está enfurnada no trabalho. 12:00✔

- Ok, aguardo notícias suas! 12:10✔

- Está atrasada! 🙄 12:30✔

Chequei as horas e haviam se passado sete minutos desde sua última mensagem.

- Inferno de relógio! Parece o do MasterChef. Praguejei sozinha e comecei a desligar tudo. Antes de sair, apenas enviei uma mensagem à Paola, avisando que chegaria em quinze minutos. Alguém receberia algumas multas em casa.

.

Finalmente, depois de tudo organizado e pensado, o dia do desembarque de Francesca e Matias na capital paulista, chegara. Me prontifiquei a fazer o jantar e estava na cozinha, com Paola me ajudando. Eu mexia nas panelas e ela lavava algumas folhas para salada.

Ouvi a campainha tocar e já sabia de quem se tratava.

- Ué, quem será essa hora? Paola perguntou intrigada.

- Não faço ideia amor, mas vai atender pra saber né? Brinquei e ela levantou-se.

O que ouvi depois disso, fora os gritos das mulheres da minha vida, misturados e eufóricos.

Paola mal acreditava que nossa menina estava ali. Junto à Matias que fora muito bem recebido por minha esposa.

Entre brincadeiras e risadas, jantamos e tivemos momentos descontraídos, em família.

Após Fran e seu namorado se recolherem, eu e Paola ficamos na sala. Não por muito tempo.

Depois de saber que eu tinha uma parte da responsabilidade na vinda de nossa filha para casa, Paola me amou.

Me carregou até o quarto e fez amor comigo. Da forma intensa e carinhosa que era característico dela. Sem perder a sensualidade e prazer que o momento requeria.

Ao fim, nos deitamos juntas na cama. Exaustas. Satisfeitas. Felizes.

Paola me puxou para perto e eu me deitei em seu peito. De olhos fechados, iniciei um carinho em sua barriga e a senti suspirar.

Com nossas respirações reguladas, tomei coragem e fiz daquele, o momento ideal para falarmos sobre o assunto que me atormentava.

- Amor? Chamei-a.

- Sim, meu bem! Me respondeu, mas manteve-se de olhos fechados.

- Eu quero... Na verdade, eu preciso saber sua opinião sobre esse assunto também. Me afastei de seu corpo, me sentando e a olhando. Ela repetiu o movimento e se encostou na cabeceira da cama.

- O que houve, amor?

Toda a coragem que tinha juntado se foi. Desviei nossos olhares que estavam conectados, e olhei pra cima, na tentativa de segurar as lágrimas que se formavam.

- Ei, amor. Se aproximou e me abraçou. O que foi? Fala comigo, Ana. Você tá me assustando. Pedia preocupada e eu não conseguia dizer.

Puxei uma lufada de ar e falei, olhando em seus olhos.

- Vamos adotar o Frederico?


Notas Finais


Eitaa!!! Fortes emoções hein rs O que será que a Paola vai achar dessa ideia da Ana?

Então, vamos os recados.
É válido lembrar aqui que eu não sou mãe adotiva, nem advogada e menos ainda assistente social. Sendo assim, tudo que será relatado aqui, a partir desse momento, envolvendo adoção ou justiça, é proveniente de milhões de pesquisas e estudos. Mas talvez, algumas coisas sejam adaptadas pelo bem da nossa felicidade. Afinal a história é fictícia não é mesmo?
Relevem qualquer erro, tá bem?
E já adianto que o próximo capítulo já está sendo pensado e escrito. Ou seja, atualização brevemente, se a minha criatividade colaborar.

E outra coisa. Eu criei um twitter pra, sei lá, talvez ficar mais próxima de vocês. Quem quiser seguir, interagir, dar dicas ou sugestões o @ é _panarainha



Acho que é isso. Beijinho pra cada umx de vocês e até o próximo 😘💗


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