História Accidental - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O, Sehun
Tags Bottom!kyungsoo, Hanahaki, Sesoo, Top!sehun
Visualizações 172
Palavras 2.944
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Sentimental


Fanfic / Fanfiction Accidental - Capítulo 1 - Sentimental


— Aah... mais forte. - ter o corpo de SeHun sobre o meu era infinitamente gratificante.

Sentir seu cheiro era inebriante e o seu toque, reconfortante.


Eu não poupava força ao arranhar suas costas, assim como ele não poupava minhas pernas e quadris de seus apertos firmes.

Adorava gemer o seu nome e ouvir o meu saindo de sua boca, como se fosse uma melodia ritmada das nossas vozes que se misturavam aos outros sons do quarto.

Se eu conseguisse me calar e pudesse me concentrar o suficiente, conseguiria ouvir o barulho do ventilador de teto que tentava amenizar a temperatura do cômodo e dos corpos, ou talvez eu pudesse ouvir o tic tac do relógio que indicava mais uma madrugada em claro e horas perdidas nos braços um do outro.

Mas só se eu conseguisse me calar. 


Talvez eu não quisesse.

Talvez eu gostasse de mostrar a ele como me tinha ou eu gostava de atiçar aquela parte que o fazia gemer tanto quanto eu.


Pode ser que eu gostasse de observar os vergões na sua pele clara depois ou a marca roxa na minha própria.


— Gosta quando te dou algo para se lembrar de mim depois? - perguntava entre uma marca e outra.

— Tem medo que eu me esqueça de você? - eu oscilava entre falar e ofegar.

— Sei que não vai.



Quando o silêncio chegava era possível ouvir tudo o que antes não pude e os sons da rua me chamavam a atenção enquanto o outro se vestia pra partir mais um vez.

Eu me contentava com um cigarro na varanda, me permitindo um ar fresco por todo o corpo.

As luzes da cidade iluminavam as ruas e os postes e faróis, brilhavam em pontos distantes nas estradas e rodovias.

O cigarro deixava a boca seca, mas oque nublava a minha mente de verdade, se aproximou por trás o tirando da minha mão e dando uma tragada antes de devolver.

— Eu ligo depois.

— Sei que liga. - respondi ainda olhando os pontos iluminados.

— Não devia ficar nu onde qualquer um pode ver você.

— Ciúmes? - respondi com um mínimo sorriso e ouvi sua risada baixa.

— Até.


Depois, somente os passos se afastando e a porta abrindo e fechando rapidamente.

E por algum motivo, ter que observar o seu carro deixando o prédio, começava a me incomodar mais do que deveria.

Voltar ao quarto e notar que estava sozinho mais uma vez, por incrível que pareça, doía.


Abandonei o cigarro quando uma tosse forte e um incômodo na garganta não cessaram durante minutos que pareceram eternidade.


Talvez eu devesse parar de fumar.



A tosse não queria parar. Até tentei deixar o cigarro de lado por um tempo, mas ela era muito insistente.

Achei que talvez pudesse ser a minha mania de nudez em local aberto. E se fosse uma pneumonia ou algo do gênero?


Caso aquilo durasse mais tempo, eu iria procurar um médico.



Ele apareceu quase duas semanas depois, usando jeans e sobretudo. Não que fizesse alguma diferença oque ele estava usando, já que ficaria sem nada mesmo, mas é que aquele dia ele parecia absurdamente lindo.

— Vamos ao que realmente interessa. - foi tudo o que disse após cinco minutos de uma falsa hospitalidade de minha parte.

E também de uma falsa importância da dele.


Não levou muito tempo até que suas roupas estivessem ao chão e o seu corpo sobre o meu na cama espaçosa.

Afinal era isso oque interessava e foi pra isso que ele foi até ali. Era assim desde o começo.


Então porque me incomodava?



— Precisa de alguma ajuda? - ouvi sua voz do outro lado da porta e apenas disse que não.

O incômodo no peito e na garganta voltaram com tudo aquele dia, bem pior que em todos os outros.

Me apoiei na pia do banheiro e tossi com vigor, sem conseguir interromper aquilo nem ao menos pra respirar.

Meu olhos arderam e SeHun começou a bater à porta insistindo em me oferecer ajuda. Bela maneira de acabar uma noite de sexo.

— KyungSoo, você precisa ir ao médico? Pode ser alguma coisa com o seu pulmão.


E era. Com certeza era.


A prova disso era a pétala azul pintada com respingos vermelhos, que me encarava dentro da pia de louça branca.




E eu o mandei embora, porque aquela era a prova que eu precisava pra saber que a única coisa que não deveria ter acontecido, foi justamente o que aconteceu.

Eu amava Oh SeHun e não era correspondido.

E eu morreria por isso.



Os primeiros dias que se seguiram foram os menos dolorosos, dependendo do ponto de vista.

As pétalas que saíam de mim, me incomodavam. Elas vinham com fúria.

O que realmente doía era a realidade batendo na minha cara e gritando nos meus ouvidos que eu morreria justamente por amor. Logo o que deveria me manter vivo.


Eu o evitei por dias, sem saber o que fazer além de tentar arrumar uma solução para oque acontecia comigo.

Eu conhecia a Hanahaki, apesar de sempre acreditar que não passava de uma lenda, história pra boi dormir


Foi quando visitei o médico e ele me deu a opção que seria a salvação da minha vida, literalmente.

Viveria em partes, mas morreria por outro lado.


Era simples, me livrar das flores dentro de mim, mas perder todo o sentimento e a capacidade de sentir.

Nunca mais amar ninguém e SeHun seria apenas uma lembrança distante de alguém que um dia não me correspondeu.

Eu ainda tinha tempo antes de as flores tomarem conta de tudo.


Uma vida onde nunca mais amaria nada e nem ninguém era o mesmo que apenas existir, então não, eu não faria aquela operação.


Para alguns isso seria estupidez e nunca mais ter que lidar com sentimentos seria uma dádiva, mas eu sempre gostei de me apaixonar, de sentir no peito aquela sensação de euforia, me fazia sentir vivo.

Qual a diferença da morte, para a existência sem nada sentir?


Eu não queria ser apenas um corpo em movimento que apenas se mantém existindo, eu queria viver e para viver, eu precisava sentir.



— Me evitou por bastante tempo. 


"Poderia evitar mais" foi oque eu quis responder a ele.


— Estive ocupado. - foi oque realmente respondi.


Eu iria morrer por amar a ele, não mudaria em nada se o evitasse.

Se fosse para descer ao inferno, que aproveitasse a viagem de ida.



— Está se sentindo bem? - perguntou durante uma crise de tosse.

Não

 Estou.


O cigarro era para despistar o real motivo da tosse.


— Você deveria abandonar oque te faz mal, isso pode acabar matando você.

— Você não faz idéia. - sussurrei sorrindo.


Odiava a forma que ele parecia se encaixar tão bem naquela cama e parecer ter sido feito pra estar ali. Provavelmente eu só achava isso por estar amando.

Essa era a parte ruim de amar, não enxergar com clareza.


— Ainda não foi embora? - perguntei o olhando de soslaio.

— Está me expulsando?

— Desde quando você fica?

— Desde quando fuma dentro do quarto? 

— E você se importa?

— Touché.



— O que está fazendo? - perguntei sentindo o corpo fraco e fechei os olhos me agarrando à grade de proteção da varanda.

— Me despedindo. - sussurrou na minha orelha.

— Não, está me excitando.

— Nunca ouviu falar em sexo de despedida? - puxou meu lóbulo entre os dentes e eu cedi aos toques.



— Eu ligo depois.

— Sei que liga.



Terceira semana e as pétalas saíam aos montes, diferente de antes que só saía uma ou duas, passaram a sair por cinco ou mais.

Todas azuis, pintadas de vermelho.


Pensei se deveria fazer uma lista de coisas para cumprir rapidamente antes de morrer, talvez devesse tatuar uma rosa azul no peito só para fazer um clichê e gastar dinheiro indo pro caixão dias depois.

Eu me perguntava se aquilo era o mesmo de cometer algum tipo de suicídio, afinal de contas eu sabia que me levaria à morte, mas deixava acontecer mesmo assim.


Uma das coisas que decidi fazer antes de morrer foi uma colagem de fotos só pra relembrar como era minha vida antes de me afundar em problemas de adultos.

Fiz isso num dia frio e chuvoso, porque era clichê e eu queria um pouco daquilo e também porque não dava pra fazer outras coisas com aquele tempo.

Coloquei um casaco e fiquei de samba canção mesmo, sentado no tapete da sala e organizando fotos um tanto constrangedoras.

Até a campainha tocar e eu abrir a porta para SeHun.


— Ainda é dia. 

— Quer que eu saia?

— Já está aqui.


Não podia mentir para mim mesmo, fiquei surpreso com sua aparição, mas também me senti estupidamente alegre com a tal euforia no peito.


— O que estava fazendo?

— Olhando umas fotos. - me sentei novamente no tapete e SeHun se sentou no sofá após tirar os sapatos na entrada.


Ele se manteve calado por um tempo e eu o olhei encontrando sua cabeça jogada para trás e seus olhos fechados.

Voltei a encarar as fotos e organizar uma de cada vez por ordem de idade.

Fotos com uns amigos de faculdade, fotos com a família, fotos de algumas viagens.

Estava tudo bem, até a tosse vir.

Cobri a boca com a mão que estava coberta pelo casaco grande demais e tossi mesmo que tentasse segurar. Quando pareceu dar uma trégua e eu afastei a mão, pude ver o sangue sujar o tecido e a característica coceira na garganta.

Olhei rapidamente pra SeHun e ele não me olhava, então aproveitei para levantar e correr até o banheiro, sentindo a dor aguda na garganta a cada tosse.


Tossi pelo oque pareceu uma eternidade e sujei a pia e parte dos azulejos com os respingos vermelhos.

Foi quando senti algo querendo sair da minha boca e levei a mão até sua ponta, sentindo pela primeira vez, a haste da flor.

Tentei puxar com cuidado, tentando não vomitar com toda a ânsia e sentindo sufocar um pouco. Não foi tão difícil pois cada vez que forçava a flor para fora, pétalas se desprendiam me fazendo engoli-las e tornava mais fácil a saída.

Quando enfim consegui, olhei a rosa azul parcialmente destruída e com sangue cobrindo oque ainda tinha restado dela.

Afinal, rosas tem espinhos.

E eu, estava ficando sem tempo.



— Por que trocou o casaco? - a pergunta me pegou desprevenido quando voltei pra sala.


Não esperava que SeHun fosse reparar em alguma coisa que se tratasse de mim.


— Molhou, sem querer. - ele me olhou brevemente e assentiu.

Estava sentado no chão, olhando as fotos na mesa de centro e me juntei a ele.

— Quem é? - perguntou olhando uma foto minha com um cara mais alto do meu lado em um balanço de um parquinho.

Eu peguei a foto e sorri.

— Yeol. Era um amigo.

Eu adorava o sorriso grande que ele tinha naquela foto, com a cabeça jogada pra trás e os olhos espremidos.

Deixei a foto separada para guardar comigo.

— Era? O que houve com ele?

— Não foi correspondido.



A cada investida mais forte e profunda em mim, era um revirar de olhos que eu dava.

Me agarrei aos cabelos de SeHun e continuei subindo e descendo em si, com a cabeça jogada para trás e sentindo seus beijos pelo meu peito.


A cada tapa na minha coxa ou bunda, era um gemido mais alto cortando minha garganta e me fazendo morder os lábios em seguida.

SeHun sabia como fazer minha mente ir longe e minha consciência me abandonar, restando apenas as sensações físicas que me acometiam sempre que estava com ele.


Sabia como me deixar simplesmente refém e dependente dele.



E de novo a tosse.

Fui para o banheiro com a desculpa de precisar de um banho, mas não deixei que me acompanhasse.

Outra flor.


Porém, SeHun não era surdo. Ele ouvia minha tosse e ele notou que tinha ficado mais frequente com o passar do tempo.


— Já vou indo. - foi oque me disse quando saí do banho.

— Pensei que já tivesse ido.

Ele me encarou sorrindo de lado, aquele tipo de sorriso pequeno que me deu quando eu o conheci.

Eu adorava aquele sorriso.


— Eu ligo depois.

— É, eu sei...



Eu trocava os lençóis pra me deitar quando ele voltou.


Abri a porta me surpreendendo com seu olhar suave que nunca mostrava.


— Posso passar a noite?


Ele também nunca passou a noite.



Eu o deixei tomar banho e joguei suas roupas na lavadora. Ele dormiu nu e eu o observei por um tempo em silêncio.


— Vai ficar me observando a noite inteira? - ele disse ainda de olhos fechados e eu sorri.

— Por que está aqui?

— Não gosta da minha presença?

— Está aqui pela minha?

— Vai me contar oque está acontecendo?

— Por que acha que tem algo acontecendo?

— Desde quando se tornou tão esquivo, KyungSoo?

— Está falando de si mesmo, SeHun?

— Touché. De novo.



Na primeira oportunidade eu fui para a cozinha e preparei um café.


Sentia que observar SeHun e sentir o seu cheiro fazia com que eu o amasse ainda mais e acelerasse o processo.


O problema de amar SeHun é que eu nem ao menos sabia o porquê o amava. Não era como se ele não tivesse nenhuma qualidade, mas apenas... Não sei como cheguei a isso.


— Eu atrapalhei o seu sono? - ouvi a voz atrás de mim.

— Que sono? Ainda é cedo e eu gosto de observar as luzes da cidade.

Ele se achegou atrás de mim na varanda onde eu tomava o meu café e beijou o meu pescoço.

— São três da manhã.

— E daí? Já ficamos transando até as cinco.

Ele deu uma risadinha mínima e concordou.

— Está vestido.

— Inverno.

— Volta pra cama.

— Por que?

— Não quero dormir sozinho.

— Já faz isso todo dia.

— Mas não quero fazer hoje.

— Por que veio?

— Você faz muitas perguntas.

— Você nunca as responde.

— Touché. Você é bom nisso.


Sorri e me virei de frente para ele, ainda segurando minha xícara que agora tinha café frio.

— Voc-


Uma dor aguda seguida de uma falta de ar repentina me atingiram e eu comecei a tossir deixando a xícara cair no chão e quebrar.

Corri para o banheiro e não tive tempo de fechar a porta, apenas me debruçando sobre a privada e tossindo em desespero, cuspindo sangue e pétalas. Às vezes botões inteiros de rosa azul.

Não consegui parar, me sentia até mesmo fraco.

Minhas roupas estavam com sangue e minhas mãos que usei para tentar tirar mais rapidamente as pétalas e botões que engasgavam na garganta.


Não sei por quanto tempo eu fiquei debruçado sobre a privada, mas quando parei de tossir eu chorava e tremia no chão do banheiro, sentindo as mãos de SeHun me erguerem, me ajudando a me livrar das roupas e entrar no banho, onde me ajudou a me limpar e me levou ao quarto.

Ele voltou ao banheiro, creio que para limpar a bagunça e depois apareceu, vestido em uma cueca que era obviamente minha.

Me encarando de forma acusatória e esfregando o rosto, antes de se pronunciar pela primeira vez desde que o deixei na varanda.

— Sou eu? - perguntou baixo e eu apenas assenti. — Quando ia me contar?

— Eu não ia. Que diferença iria fazer te contar ou não?

Ele respirou fundo e passou as mãos pelos cabelos.

— Já faz quanto tempo?

— Semanas. Está evoluindo bem rápido.


Eu mantinha o olhar baixo, encarando minhas mãos que estavam no meu colo. Vestido apenas uma camisa larga e grande e me sentei na cama.


— E pra quando é a cirurgia? - quando eu fiquei em silêncio foi a resposta que ele precisou. — Não pode fazer isso.

— Já está decidido.

Ele se sentou rápido à minha frente na cama e segurou meu rosto com as duas mãos, me obrigando a olhar para ele.

— Não vou te deixar morrer por minha culpa.

— Não me obrigou a te amar, SeHun. A culpa não é de ninguém.

Afastei suas mãos e me levantei da cama, ficando de costas para si.

— Tem que fazer essa operação!!

— Eu não vou!! - me virei e o encarei. — Não haja como se importasse para você.

— Eu me importo com você!!

— Não o suficiente pra me amar!!

Só notei que chorava quando o primeiro soluço veio, quando fui abraçado por ele e retribuí.



Dormi agarrado à suas roupas e tendo seu corpo servindo de cobertor, onde pude me aconchegar pelo resto da noite.


— Queria poder amar você e impedir que fosse.

— Queria nunca ter te amado. - dei de ombros.

— Touché.

— Queria ter sido mais que sexo.

— Nunca foi só isso.

— Não acredito em você.

— Não preciso que acredite.

— Então porque está dizendo isso?

— Porque é a verdade.

— Xeque mate. - respirei fundo e o encarei. — Uma última vez.



De todas as vezes, aquela foi a mais calma. Não desviamos os olhares e só fechamos os olhos quando era insuportável de os manter abertos.

Os beijos foram mais calmos e os toques, mais suaves.


Eu queria gravar os últimos detalhes dele e tentar lembrar deles quando o ar me faltasse nos pulmões.

Desde os olhos pequenos, à forma que franzia as sobrancelhas. Queria me lembrar do gosto dos lábios e do som da voz.

Queria me lembrar de todas as sensações.



Queria me lembrar de quem foi Oh SeHun para mim e quem eu mesmo fui quando estava com ele.



— Suas roupas estão secas. Vista e vai embora.

— Eu n-

— Por favor. Não te quero aqui.


Ele entendeu perfeitamente oque quis dizer e se levantou.

Não queria que estivesse por perto quando acontecesse.


Eu apenas fiquei sentado na cama, encarando o nada e sentindo o cheiro dos lençóis sujos de nós.


Escutei seus passos pela casa e logo em seguida ele voltou ao quarto, se sentando de frente para mim e me beijando lentamente.


— Me desculpe. - sussurrou.

— Eu nunca culpei.

— Eu vou sentir sua falta.

— Para o seu azar, não vai me esquecer nem tão cedo.

— Então é pra minha sorte. - encarei seu sorriso e os seus olhos, sentindo que poderia desabar novamente.

— Vai embora.


Ele me deu um último beijo antes de se levantar e andar em direção à porta, onde parou.


— Eu ligo depois.

— Não, você nunca liga. 

Mesmo de costas eu podia saber que estava sorrindo.


— Touché, KyungSoo.

— Xeque mate, SeHun.



E pela última vez eu pude ouvir seus passos deixando a casa, mas sem a promessa muda de que voltaria para me ver.

 


Notas Finais


Não, não vai ter extra.
Sim, o KyungSoo morreu.

Não, aqui não teve possibilidade de o SeHun cultivar em duas/três semanas o mesmo que o KyungSoo cultivava há pouco mais de um ano.

Pois não, nem sempre dá certo e nem sempre é correspondido da mesma maneira.

Sim, adoro um drama.
E é a primeira vez que mato o KyungSoo.

Espero que tenham gostado de qualquer forma e deixo aqui uma pergunta para reflexão e caso queiram, deixe as respostas nos comentários.

Caso tivesse hanahaki, você faria a cirurgia?

Xoxo
*3*


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