1. Spirit Fanfics >
  2. Accidental Love (Catradora) >
  3. Garota nova

História Accidental Love (Catradora) - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - Garota nova


Fanfic / Fanfiction Accidental Love (Catradora) - Capítulo 11 - Garota nova

O Best Friend Squad Catra, estavam lanchando no jardim do campus naquela tranquila tarde de quarta feira. 

- Miojo de cebola é bom - disse Glimmer, enquanto abria uma pequena garrafa de refrigerante.  

- O de frango é o melhor - Bow tinha honra em suas palavras. Dizia aquilo sem nenhuma vergonha e com muito orgulho. 

- Curto o caseiro - disse Adora, dando de ombros. 

- O quê que é miojo? - os três amigos olharam para Catra com estranheza. - Porque estão olhando pra mim? 

- Você parece ter vindo de outro planeta Catra... –  Bow falou pouco antes de abocanhar o pastel que segurava. 

- Disso ninguém pode discordar. – Ironizou Adora. 

Os três amigos pararam de prestar atenção em Catra e focaram a atenção em outro ponto um pouco distante de onde estavam. Catra estranhou aquilo e logo dirigiu o olhar para onde os outros três olhavam, e lá vinha a garota nova. Lonnie tinha longas tranças, sua pele  brilhava perante o sol, os olhos verdes pareciam duas esmeraldas brilhantes, isso tudo sem falar que o físico dela se igualava ao de Adora . Aquela garota era pura beleza e magia. 

- Nossa... – disse Adora quase num suspiro, e Catra à olhou indignada com o cenho franzido. Lonnie se aproximava do grupinho de amigos, parecia estar buscando informações. 

- Oi loirinha – se dirigiu a Adora. 

"Loirinha?", pensou Catra. 

- Você pode me ajudar? Eu sou nova aqui na faculdade, e estou meio perdida – deu um sorriso tímido para a loira. 

- Mas é claro que posso! – disse de imediato e Catra se revoltou silenciosamente com a empolgação da loira. – Eu sou Adora, esse é meu amigo Bow, essa de cabelos cor de rosa é Glimmer... e essa que está me olhando como se fosse me matar, e com a boca toda melada de chocolate é Catra. 

- Oi - Glimmer falou.

- Eai, beleza? - cumprimentou Bow. 

Catra apenas ficou olhando para a garota de cara feia, e não falou nada. 

- Oi, é um prazer conhecer todos vocês – A bela garota deu um aceno simpático para os três que estavam atrás de Adora. 

- Então vamos – Adora logo se pôs a lado da garota, com certa empolgação para ajudá-la.  

- POIS EU TAMBÉM VOU! – Catra se levantou vermelha de raiva e toda lambuzada de chocolate. 

- Olha, você não precisa se incomodar - disse Lonnie docemente. 

- Tu cala a boca, não fala comigo! 

- Catra! – Adora repreendeu a amiga. 

- Fiz algo de errado?  – perguntou Lonnie com a sobrancelha erguida. 

- Não querida, você não fez nada de errado. Catra não está muito bem hoje, ela tá meio ranzinza – deu um sorriso amarelo para a garota. 

- Mais do que o normal, você quis dizer, né Adora? – Bow logo falou, para não perder a piada e Glimmer riu. 

- Vamos logo – Adora estava doida para terminar logo isso. 

Catra caminhava ao lado das outras duas garotas de cara fechada. Lonnie estava estranhando aquilo tudo, já que era bem nítido que Catra e Adora não tinha nada. Lonnie olhou novamente para Catra, e bufou ao ver que a garota agora olhava para ela com uma careta bem feia e proposital. Adora estava alheia a toda aquela situação, mal percebia o clima estranho entre as três. 

- Então Adora... - Começou Lonnie, apenas para quebrar o gelo. - Você, mora aqui nessa cidade a muito tempo? 

- Eu nasci aqui - respondeu simpaticamente. - E você? Por que veio para a cidade? 

- Vou cursar enfermagem esse semestre aqui na faculdade. E como todos dizem que eu sou bonita, eu acabei me inscrevendo no concurso de miss que vai rolar daqui a alguns meses - Catra bufou. - Espero ser selecionada. 

- Eu TAMBÉM vou participar do concurso – disse uma Catra pomposa para não se sair por baixo. - Sabe como é né? Eu sou toda natural, sou bonita pra caramba. 

- Estou vendo - Lonnie olhou para Catra com superioridade e desdém. 

- Vamos acalmar os ânimos! - disse Adora quando finalmente notou o clima ruim entre as outras duas garotas. – Todas somos garotas bonitas. 

- Claro Adora -  Lonnie falou amavelmente. - Inclusive, você é muito gata, - deu uma analisada no corpo da loira. - também se inscreveu no concurso? - ignorou a existência de Catra.

- Não curto muito esses eventos. Nunca foi minha praia. 

- Que pena - Fez uma falsa expressão de donzela triste. - Seria legal ter alguém como você no concurso. Você tem alguém? 

- Perguntou a fã de macho... – Catra falou bem baixinho, mas deu para as outras duas garotas ouvirem. Adora apenas decidiu fingir que Catra não tinha dito nada e responder a garota educadamente. 

- Se está se referindo a um relacionamento amoroso, não. Não tenho ninguém no momento. Estou esperando pela pessoa certa – olhou de soslaio para Catra, mas logo se lembrou que a garota estava fazendo ela passar vergonha e parou de olhar para ela. 

- Interessante... – Lonnie tinha um sorriso sem vergonha na cara. - Posso tocar no seus bíceps? Você é tão forte Adora. Se você treina ou faz algo do gênero, pode me dar umas dicas? 

- No momento eu apenas faço caminhadas pela manha. Não estou mais pegando no pesado, já que a faculdade tá esta tomando o meu tempo. 

- Vou te acompanhar nas caminhadas então. 

- Ofereciiidaaaa... - Lonnie olhou feio para Catra, e decidiu se calar. 

As garotas andaram por todos os lugares existentes na faculdade em silencio depois da breve conversa que tiveram. Catra e Lonnie ficaram incomodadas uma com a outra durante todo o percurso, e Adora estava muito sem graça de estar no meio de uma possível futura rivalidade. Terminou que tudo aquilo foi uma experiência desagradável para a loira.

- Tchau Lonnie - se despediu da garota logo no fim da Tarde.

- Ate mais, Adora – deu acenos  para a loira. - E até mais... Catra - O desprezo pela garota de olhos bicolores estava ainda mais aparente, e até mesmo os outros estudantes que passavam por perto das três notavam aquilo.

- Puta. Ain, até logo Adora. De você eu cobro baratinho...

Depois que Lonnie se virou para ir ate seu quarto, Catra começou a fazer vários gestos obscenos com as mãos e a xingar e falar mal da garota para si mesma. Adora que estava ao lado da garota, observava cada expressão e gesto que a garota fazia com uma cara feia de repreensão. Catra parou que estava fazendo para devolver os olhares da loira. 

- O que é Adora? Não tô de charme pra você não. – começou a cutucar a unha de nervosismo. Sabia que tomaria uma bronca. - E eu não fiz nada de errado!

- Você sabe que se comportou mal hoje, não sabe? Catra, você não pode ficar tendo esse tipo de comportamento com as pessoas por nada! Isso é irritante - falou entredentes. 

- Como assim por nada? Aquela garota estava dando em cima de você descaradamente! – Catra sabia que estava certa, e não deixaria Adora se iludir com a "amizade" de uma qualquer, muito menos a Lonnie se sair como santinha. 

- Isso é coisa da sua cabeça, ela só estava sendo simpática – respondeu rigidamente enquanto caminhavam para o dormitório. 

- Não estava não. Você precisava ver as olhadas que ela te dava. Ela ficava avaliando o seu corpo quando você não estava olhando, Adora - disse com raiva e indignação ao lembrar – te tratou como se você fosse um pedaço de carne! Deixa de ser lerda Adora... 

- Espera um instante, - Adora franziu o cenho - onde você entra nisso? E se ela estivesse mesmo? Qual o problema? – doeu em Adora dizer aquilo, mas era verdade. Ela e Catra não tinham nada, então a morena não tinha o direito de cobrar nada. 

- Mas...

- Não tem "mas" Catra, vê se para de tratar qualquer garota que se aproxima de mim mal, somos só amigas, você não tem que ficar com esse seu ciúme besta – Adora virou a cara com raiva. Seu rosto estava corado e suas bochechas pareciam maiores do que o normal.  

- Ok – falou de cabeça  baixa, apenas aceitando que tinha perdido a discussão. - Faz o que quiser, eu não ligo, e não vou mais e te incomodar. Se fode aí então, otária. 

Adora observou Catra se afastar um pouco, e sabia que tinha pegado pesado com a morena. Afinal de contas, Catra era apenas uma garota inocente querendo proteger a amiga. Adora ficou muito inquieta parada naquele lugar, não era certo falar aquilo para a pessoa que ela gostava.

- Catra, espera... - se arrependeu totalmente das duras palavras.
Catra olhou de soslaio, e andou mais rápido para se afastar da loira. Era nítido que ela estava com raiva. 

- Droga... CATRAAAAAA - correu até a morena e agarrou o braço dela quando já estavam nas escadas, que levavam até os quartos. 

- SAI CARALHOOOOOOO - gritou com raiva, tentando se desvencilhar da loira. Os outros estudantes, que mais pareciam não ter nada para fazer, observavam o embate. 

- Vim pedir perdão - disse Adora com humildade enquanto colocava a mão no peito. - Fui muito dura com você. 

- Num quelo - Catra estava emburrada. Puxou o braço cruzando ele ao outro na altura dos seios, fazendo cara de choro.

- Você quer sim que eu sei. Desculpa tá bom meu bebê? Quem é a minha gatinha manhosa, barraqueira e ciumenta? 

- sou eu - disse quase que num sussurro.

- Tá de mal? Princesa do meu coração. 

- Sim... - Catra continuava de braços cruzados e biquinho no rosto. - Vai tomar no cu...

- Quer dinheiro? 

- Não. 

- Quer um macho? 

- Eu não gosto de macho! - disse com raiva e encarou Adora profundamente - Sua idiota.

- Hum... - Adora tentou disfarçar o interesse dela naquela fala de Catra - Quer que eu compre lanche pra você? 

- E precisa perguntar? – virou a cara. 

- Me perdoa, serio - Adora abraçou a pequena morena emburrada com cara de choro que estava parada na sua frente. - Eu te amo Catra, e prometo nunca mais surtar com você por causa de outras garotas. Mas você tem que entender que nem todas me querem, e que pode ser apenas amizade. 

- Promete mesmo? E Admita que eu tenho razão. Diga!  - A loira depositou um beijo na testa da morena, e logo respondeu:

- Prometo. E você tem toda a razão. 

- Você ainda vai comprar meu lanche? - Adora revirou os olhos e sorriu com a fala da morena. 

 Catra e Adora já estavam completamente de bem uma com a outra no dia seguinte. Adora estudava para um teste que teria no dia seguinte, e Catra estava atoa como em todas as tardes. Todos se perguntavam como ela conseguia tirar boas notas daquela maneira.

" Ela faz algum tipo de ritual ou é a mestra da cola" - diziam os amigos. 

"Sou porra louca, mas também sou dedicada!" - Catra respondia descaradamente a quem quer que perguntasse. 

A garota estava andando pelos corredores, à procura de Scorpia e Entrapta. Quando alguém familiar chamou sua atenção. 

- Ei, psiu...

- Psiu nada! - Parou ao lado do homem que estava chamando. Os dois que o acompanhavam davam risadinhas. 

- Oi bebe, essa sua boca ai só fala ou beija também? – Julian estava ali. Catra não se lembrou quem era de imediato, porquê na primeira vez que se viram, estavam no escuro da boate da cidade. Mas logo quando se lembrou, resolveu dar o troco que não conseguiu dar naquela noite. - Ainda quero terminar a nossa noite. 

- Fala, beija... - Catra se aproximou de Julian, tentando "seduzi-lo" para mantê-lo parado naquele mesmo lugar, e escarrou o máximo que pôde - e cospe! - a garota cuspiu no rosto dele com gosto. Ele logo se contorceu de raiva, ameaçando ataca-la. 

- Sua... infeliz! - limpou o rosto na manga da jaqueta de marca que usava. Se aproximou mais da garota, acompanhando dos dois "capangas". 

- Se chegar perto de mim de novo, eu boto minha guerreira brilhante de três metros pra acabar com a sua raça! - Peitou o rapaz com raiva, dessa vez ela tacaria fogo nele se fosse preciso. Ela sabia muito bem que Adora metia medo nele. 

- Dessa vez eu vou revidar, tenha certeza. Não estou nem aí que a Adora é uma garota, se ela me bater eu bato nela de volta! – sorriu maldosamente. 

- Catra? O que está acontecendo? – perguntou Glimmer ao se aproximar da amiga. Junto a ela apareceram Mermista e Sea. 

- Catra, esse cara está te incomodando? – Sea perguntou, se colocando em defesa da amiga. 

- A gente devia dar uma boa lição nele. Odeio ele... – falou Mermista com tedio na voz. Observadores paravam o que estavam fazendo para assistir a briga. 

- Achava que você se garantia, morena, não sabia que precisava de amiguinhos para isso – Os quatro amigos sentiram nojo do rapaz. Era quase impossível nascer alguém mais escroto que ele no mundo. - Pois você já está avisada! 

- Se você encostar nela eu juro que te mato! - sem que percebessem, Micah se aproximava da confusão. 

- Nunca me senti tão orgulhosa de não gostar de homem. – disse Mermista. 

- E eu sou o quê? – Sea olhou indignado para a namorada.

- Meu pai vai dar um jeito em vocês, podem ter certeza! 

- Ei, ei, ei, ei... – Micah foi ignorado pelo grupo que discutia. - EEEEEEEEIIIIIIIIIIII!!! - todos olharam para o diretor. – O que pensam que estão fazendo?

- Esse imbecil aqui! – começou Catra. – Ele fica de gracinha pra cima de mim, e provavelmente de outras garotas. Ele tá precisando de uma surra pra virar gente. 

- Uma castração talvez... - Mermista sorriu. 

- É isso mesmo pai! – Glimmer se colocou ao lado da amiga para apoia-la. – Esse tipo não deveria estudar aqui! – Uma pequena multidão estava ao redor dos seis para observar.  

- Vocês quatro, na minha sala, agora! – disse o homem barbudo entredentes. 

Catra antes de seguir o diretor, que já estava de costas, fez gestos com a boca para Julian. " Seu filho da puta, eu vou te pegar na porrada, me aguarde. E se chegar perto da minha loira, eu arranco seu ovo esquerdo." 

Os quatro seguiram Micah para a diretoria. Não era possível que aquele imbecil saísse em pune das coisas ruins que fazia na escola. Micah estava com um peso na garganta, e decidiu contar a filha e aos amigos o que estava acontecendo.

- Então quer dizer que o pai daquele arrom... digo, Julian – Glimmer fez uma careta ao pronunciar o nome. – está obrigando o senhor a aceitar esse idiota aqui? 

- É isso mesmo, e pior que eu não posso fazer nada a respeito. Ele tem o apoio do prefeito. Ambos são corruptos, e ameaçaram fechar a faculdade se não aceitássemos aquele cara. Não tive escolha a não ser aceitar ele aqui. 

- Mas eles podem fechar? 

- Pior que sim. O prefeito daqui faz o que quer - Micah parecia triste. - Temos algumas dividas aqui na faculdade, e ele tá usando isso como desculpa pra me ameaçar. O Julian tá estudando aqui de graça! Nem ao menos tentou ganhar uma bolsa como uma pessoa descente. 

- Complicado – Mermista pareceu preocupada ao falar. Sea estava muito confuso ao lado dela. 

- Bosta...

- Catra, eu já falei que não aceitarei esse tipo de palavreado aqui na minha sala. 

- Foi mal aí tio – Micah bufou ao ouvir as desculpas da morena. - Sempre esqueço que não pode xingar nessa porra.

- Estão avisados. Tentem ficar longe do Julian pra não atrair confusão. Isso é briga de cachorro grande

- E se ele voltar a mexer comigo? O que eu faço? 

- Desde que você não o deixe em coma ou morto, está tudo certo. 

O grupo saiu da sala do diretor e cada um foi para um canto. 

Por incrível que pareça, Catra ainda não tinha se acostumado 100% a ter aquela vida normal. Ela passou anos vivendo da fama, sem ter ninguém além de Entrapta ou Scorpia para apoia-la realmente. Ela sempre achou estranho a proximidade com os fãs e as turnês que fazia. 

Lá estava Catra, andando pelos jardins que ficavam logo abaixo de seu quarto com Adora, quando foi arrancada de seus pensamentos. 

- Ei, Catra! - chamou Kyle.

- Aff, eu não tenho um minuto de paz? - se virou bruscamente para ver quem a chamava. 

- Vimos a confusão com o Julian na cantina e viemos até aqui. Percebemos que você tem nos evitado - disse Rogelio. 

- Eu não tenho nenhum motivo para evitar vocês. Por que vocês ficam me seguindo? Querem autografo? Não sou mais dessa vida não minha gente. 

- Espera... o quê? - os garotos estranharam e ficaram confusos. - Viemos cobrar o que você nos deve. 

- Você disse que nos daria dinheiro por trabalhar no seu lugar no jardim - Rogelio parecia estar um tanto envergonhado de estar naquela situação. O garoto era extremamente tímido, e não gostava muito de falar. 

- V-você só pagou a metade. - completou Kyle. 

- Vocês saíram lá da casa de vocês pra vir me cobrar só 100? 

- Na verdade, nós estudamos e moramos aqui... - falou o garoto loiro com um pouco de vergonha. - E estamos precisando do dinheiro.

- Ah... - ficou confusa, já que raramente via eles por lá. - Vai lá no meu quarto e pede pra Adora, ela deve estar fazendo faxina lá no quarto. Fala pra ela que o meu dinheiro tá na gaveta de calcinhas, - os garotos ruborizaram - tenho certeza de que ela não vai reclamar. 

- Ér... Qual é o número do quarto? 

- 14. Aquela janela ali ó - Apontou para uma janela lilás, que ficava acima de um canteiro de flores. 

- Bom, então estamos...

- Oi Catra... - Lonnie saiu se algum lugar misterioso daquele jardim, assustando as três pobres almas desavisadas que estavam ali. 

- Que susto garota! - colocou a mão no peito. Kyle e Rogelio fizeram o mesmo. - Ontem você fez questão de aparecer como se estivesse em um desfile de moda, e hoje você me aparece como um espirito maligno das plantas... Tá compactuada com a Perfuma? 

- Quem? 

- Argh! Esquece... O que você quer? 

- Quero te perguntar da Adora... - Coçou a nuca sem graça - e do concurso. 

- Pode falar - Kyle e Rogelio pareciam invisíveis ali, diante da conversa das duas. 

- Queria saber se a Adora está livre hoje. 

- Não está! - Lonnie olhou desconfiada para Catra. - Não me olha assim não. Ela tá ocupada porquê os próximos 5 meses vai ser de provas. Ela estuda medicina, sabe como é né? - Lonnie pareceu se convencer, e Catra sorriu diabolicamente. 

- Er... eu fui selecionada para o concurso... E você? - mudou de assunto ao perceber que a morena não gostou nada de ouvir o nome da amiga sair de sua boca. 

- Não sei ainda, mas pode ter certeza de que ainda hoje receberei uma resposta - disse confiante. 

- Er... O-oi, eu s-sou K-K-K-Kyle e esse é R-Rogelio - Kyle estava mais nervoso que o normal por estar falando com duas garotas bonitas ao mesmo tempo. Catra podia até não se arrumar como Lonnie, mas não deixava de ser encantadora.

- Oi, sou Lonnie - sorriu. 

- Fiquem conversando aí, eu não tenho nada pra fazer e estou com fome. Tchau!

Os três ficaram olhando Catra se afastar por um curto período de tempo. 

- Essa garota se acha uma celebridade. - finalizou Lonnie. 

.

Adora estava sentada em sua escrivaninha estudando para o teste que teria no dia seguinte. Afinal, se ela queria se tornar uma grande médica, necessitaria de muita dedicação para aquilo. Procurou seus marcadores e canetas de cores diferentes, que sempre deixava em seu estojo, mas percebeu que haviam sumido. Sabia que Catra tinha envolvimento naquilo, e logo foi procurar nas coisas da colega. E nada. 

Estranhou não ter achado nada. Talvez Catra tivesse pegado e levado para outro lugar. 

- Ótimo – disse, suspirando logo em seguida.

Adora voltou a fazer suas anotações com o material que não tinha levado um chá de sumiço da Catra. Só Deus sabe quando veria a morena novamente. O jeito era trabalhar com o que tinha em mãos. 

Depois de ter se passado algum tempo, Catra entrou no quarto. Trazia um copo de café grande que era novidades parra Adora. Colocou na mesa, ao lado do braço da loira e foi pegar uma roupa para se trocar. Adora estranhou a bebida de imediato e pegou para dar uma olhada. Nada garantia a ela que Catra não tivesse aprontado alguma. 

- Onde você arrumou esse café Catra? – perguntou olhando do copo para a amiga. Adora nunca tinha bebido um café com chantilly e granulados coloridos antes. – Que estranho. Quem me garante que você não zoou ele? 

Catra revirou os olhos, pegou o copo da mão da loira, e deu um pequeno gole no café na frente dela, apenas para mostrar que não tinha nada de errado. 

- É um macchiato Adora. Eu tomava muito isso quando morava em Hollywood – devolveu o copo para a loira. – bebe, tá quente. 

- Você morava em Hollywood? Que legal. 

- Abriram uma cafeteria aqui na cantina – mudou de assunto. - Parece que a cantina da tia Lurdes não é o suficiente para nós. Parece que nós não podemos viver apenas de doces, sanduiches e bolos. Dá pra acreditar? 

- Sim Catra. Dá pra acreditar – Adora deu uma bebericada no café para experimentar, e se deliciou com o sabor. – A gente não pode viver comendo apenas isso Catra. Precisamos de mais nutrientes. 

- Nutriente o caralho. 

- É por isso que você tá toda anêmica Catra. Tem que se alimentar direito. 

- Tá reclamando de quê Adora? Você come as mesmas coisas que eu. 

- Eu como as mesmas coisas que você, quando estou com você. Quando não estou, eu como coisas diferentes. 

- Me senti traída agora... Por falar em traição, a sem vergonha da Lonnie perguntou de você - Adora deu uma leve corada. 

- Er... E você disse o que? 

- A coisa certa a se dizer, apenas - sorriu. 

- Kyle e Rogelio vieram aqui atrás de dinheiro. 

- Eu sei, eu que mandei. Pelo menos eles saem do meu pé - Adora nesse mesmo momento se lembrou que ia reclamar com Catra pelo sumiço das canetas coloridas. 

- Bom, mas mudando de assunto... Onde estão as minhas canetas? 

- No seu estojo? 

- Por que você me respondeu dessa maneira? Não tem certeza do que diz Catra? – Adora deu um longo gole no café sem tirar os olhos de Catra enquanto fazia. A morena engoliu em seco. 

- Eu não sei, Adora. 

- Percebi que alguns objetos estão sumindo daqui do quarto Catra. Principalmente os meus! 

- Olha, Adora, eu até gosto de correr perigo, mas, eu também tenho amor a vida sabe? Eu não pegaria nada seu se soubesse que morreria logo em seguida. Você acha que eu sou o que? 

- Então não foi você? Deve ter sido eu por um acaso... – disse com ironia. 

- Deve mesmo. Do jeito que você é idiota e lerda... – parou de falar ao ver que Adora a olhava de forma ameaçadora.

- Então Catra, como vamos resolver isso? 

- E eu que sei? 

- Sim Catra, é claro que é você quem sabe! 

- Adora, eu já disse que não tenho nada a ver com isso. Que porra! Eu pego e coloco no lugar, sempre foi assim. E não me olhe com deboche não, eu estou dizendo  a verdade. 

- Ok, vou fingir que acredito. 

- Burra do caralho – Catra subiu na cama em uma tentativa falha de ficar mais alta que Adora. - Eu posso até ser bandida, mas não esse tipo de bandida que você está insinuando. Sua merdinha! 

- Eu ainda vou meter a mão na sua boca – ameaçou. - Me xingue de novo vá! 

- Vem, mete aqui! – começou a pular, fazendo a cama ranger. - Sua piranha, quero ver se você mete com força! 

- Quero ver se você aguenta! 

- Meninas? – Perfuma bateu na porta, e como ela estava entreaberta, entrou no cômodo constrangida pois ouviu a parte em que as garotas diziam “Vem, mete aqui!”, "Quero ver se você mete com força", e “ Quero ver se você aguenta”. Como ex-namorada de Adora, Perfuma poderia dizer com toda a certeza que Catra não aguentaria. 

- Oi Perfuma. Pode entrar – Adora encarnou o seu eu receptivo. 

- Desculpa interromper o que quer que vocês estivessem fazendo – Perfuma estava corada, e quando Adora e Catra entenderam o porquê da garota estar daquela maneira perante a elas, logo trataram de ruborizar também. 

- Você não estava interrompendo nada Perfuma – Catra falou com a sua voz rouca em desespero. 

- Sim, nada. Não era nada disso. 

- Nada. 

- Já entendi meninas. Bom... Catra, essa carta chegou pra você a alguns minutos. Eu estava pegando a correspondência das meninas e trouxe a sua. Tem algum problema nisso? 

- Não, eu agradeço muito por isso Perfuma, foi muito amável da sua parte – sorriu como um ser humano normal. Até mesmo a perfuma estranhou. 

“Catra? É você?” pensou Adora. "Quando essa pirralha quer ela é educada", revirou os olhos. 

- De nada querida – Perfuma saiu.
Catra se sentou na cama com as pernas cruzadas e Adora logo se sentou ao seu lado para ver a carta cor de creme que Catra tinha recebido. 

- Que carta bonitinha. Do que se trata? Catra se sentou em sua cama e Adora se levantou da cadeira, ainda com o copo de café na mão, e se sentou ao lado da amiga. 

- Vamos ver – Catra abriu de qualquer jeito. – Hum... hum... hum... - fazia esse barulho enquanto lia. 

- E então? 

- Eu tô dentro. 

- Dentro do quê? 

- Fui selecionada pro concurso. 

- O que diz na carta exatamente? - nem mesmo Adora acreditava que Catra fosse entrar. 

- Aqui diz: "Cara senhorita Catherine Coopper Meow..." 

- Eu não sabia que o seu ultimo nome era Meow - Adora abriu um sorrisinho demoníaco. - Que interessante Catherine...

- Pois agora que sabe, você está correndo risco de vida. Se a Glitter souber disso e usar contra mim, pode ter certeza de que eu vou acabar com a sua raça. 

- Selvagem! 

- Sou mesmo. Agora continuando: "Venho aqui informar, que a senhorita foi escolhida entre mais de 100 garotas para participar do nosso concurso anual de Miss. Nossa cidade agradece humildemente por sua participação."

- Só isso? 

- Tu queria mais? Pelo menos eu entrei. Sou gostosa amor. 

- Disso eu não tenho dúvidas.


Notas Finais


Sobre o concurso: Não reclamem não k7. O hot vai brotar daqui. E eu sei que vocês querem uma [email protected]#ria.

Sobre o Julian: Eu coloquei ele na faculdade pq eu quero que as meninas acabem com ele. Ele aprontou com a Catra antes e saiu como se nada tivesse acontecido. E tenham certeza que ele vai se foder bonitinho na mão de Adora.

Eu sempre imagino os personagens das fanfics como personagens de The Sims ou Gta. As brigas são muito interessantes.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...