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História Accidental Love (Catradora) - Capítulo 27


Escrita por: EvelinGeller

Capítulo 27 - Na roça da Glimmer


Fanfic / Fanfiction Accidental Love (Catradora) - Capítulo 27 - Na roça da Glimmer

- Catra - Adora apareceu na porta do quarto.

- Hum?

Era de manhã cedo, e Catra estava sentada ao lado de Melog no sofá, ambas estavam cobertas por um cobertor quentinho, assistindo a uma série quando Adora tinha vindo falar com a morena. A garota de olhos bicolores parou de prestar atenção na televisão e fitou a namorada que estava com uma mochila que não usava e uma roupinha de frio confortável, pronta para sair.

Catra não tinha conseguido dormir depois do que aconteceu com Julian na noite anterior. Suas redes sociais fervilhavam de pessoas comentando sobre o que ela tinha postado, e os canais de fofoca na tv não paravam de falar sobre aquilo, isso porquê ainda era de manhã. Todos tentavam entender exatamente o que a Magicat queria. Qual era a relação dela com o Julian, e principalmente onde foi que ela tinha tirado aquela foto.

- O que você está fazendo Adora? Aonde você vai? – perguntou curiosa e preocupada. Teve certeza que a namorada largaria ela por causa da panela que ela explodiu naquela semana enquanto tentava cozinhar um miojo.

- Vou passar o final de semana na casa da Glimmer – coçou a nuca sem saber exatamente o que fazer, e Catra reparou na mão machucada da namorada. A loira tinha batido muito em Julian e em seus amigos na noite anterior, tanto que suas mãos estavam vermelhas e levemente feridas.

Catra e Glimmer estavam brigadas fazia algum tempo, e acabava que a loira era quem tinha que ficar no meio do fogo cruzado das duas. Bow não contava muito porquê Catra não estava com tanta raiva dele.

- Ah... – Catra não ia segurar a namorada em casa, mas também não queria ficar sozinha lá. Foi a vez de Adora reparar que Catra estava com o rosto vermelho e inchadinho, e com grande marca roxa no braço.

- Quer ir comigo? – a morena ficou surpresa a proposta da namorada. Adora não queria deixar Catra ficar sozinha em casa, na verdade ela ficou se preparando para convencê-la a ir junto o tempo todo.

- Eu... Não sei Adora. O que vai ter lá? – perguntou como quem não queria nada. Mas estava interessada.

- Todo mundo vai – Adora se animou com a possibilidade de convencer a namorada voltar a ser amiga da garota de cabelos cor de rosa. – É que vai ser aniversário da Frosta, prima da Glimmer. Então todos combinaram de passar o final de semana lá. E antes que você diga que não vai... Vai ter bolo, refrigerante, sorvete, pula-pula, tudo o que você gosta – Adora deu um sorriso ladino, sabia que aquilo era o suficiente para tirar a namorada de casa.

- Hum... - Catra estudou a loira por um curto período de tempo. – Não sei não Adora, eu posso comprar essas coisas se eu quiser – disse isso apenas para fazer charme.

- Eu vou estar lá. Vai ficar aqui sozinha? – fez chantagem emocional com a namorada. Sabia das manhas da morena.

- Eu não vou estar sozinha. Eu vou estar com a Melog, com a senha do meu Wi-Fi e com a minha Netflix!

- A Netflix é minha, e Melog vai ficar com a dona Razz. Vai pegar as suas coisas. Quero que você, Glimmer e Bow se resolvam de uma vez. Não aguento mais ter que ficar no meio dessa briga de vocês. Quero poder ficar com a minha namorada e meu amigos um pouco, todos juntos – Adora desabafou e Catra bufou.

- Tá bom... – a morena disse se levantando do sofá. – vou arrumar as minhas coisas...

- Apenas troque de roupa Catra, já arrumei as suas coisas. Não estava muito afim de demorar muito porquê você não sabe onde coloca as suas próprias coisas! Sem falar que a gente pode ir presa né? Pois bem... tô pronta pra fugir! – Adora bradou, era sempre ela que se ferrava naquela casa.

- Quando que tu fez isso que eu não vi? – perguntou com uma das sobrancelhas erguidas.

- Enquanto você assistia esse desenho que tu tá vendo aí...

- Tão rápido assim?

- São apenas três dias Catra... Não precisamos de muitas coisas, apenas de roupas de frio e roupas de dormir. É só isso. Pior que eu nem sei se a dona Ângela vai estar lá – começou a falar mais para si mesma do que para Catra.

- A gente deveria comprar algo pra aniversariante antes, não? A Glimmer sabe que eu tô indo pra lá?

- Sim, eu avisei. E sim vamos comprar algo antes... Não acho justo chegar em uma festa sem nada nas mãos. Ainda mais na festa de aniversário de uma adolescente, ainda mais a Frosta – Adora se lembrou de como a baixinha parecia uma cópia revoltada da Glimmer.

- Tudo bem Adora – Catra falou mais para a namorada parar de falar do que para realmente concordar com ela, em seguida foi até o quarto e se trocou para que elas saíssem da casa.

As duas garotas pegaram Melog que protestava com todas as suas forças e colocaram a gata em sua caixa de transporte. Entregaram a gatinha para a senhora Razz, que a recebeu com muito carinho em sua casa.

- Meeeeeeeoooow – ( essa velha doida não!) – Melog miava com todas as suas forças. – Meeeeeeeoooow!!!

- Calma garota. A vovó vai cuidar muito bem de você – pegou a caixa de transporte da gata. – Podem ficar tranquilas, vou cuidar dessa garotinha assustada – Catra e Adora agradeceram pegaram o carro e saíram.

As duas foram até o shopping que tinha na cidade, e chagando lá elas se separam para explorar. Cada uma foi até uma loja para comprar o que queria. A morena foi primeiro em uma loja de eletrônicos e comprou fones de ouvido com orelhas de gatinho. Pensou que talvez Frosta fosse gostar, mesmo não à conhecendo. Adora tinha lhe dito o básico sobre a garota no caminho.

Caminhou um pouco enquanto observava as lojas e acabou que foi entrando em todas para ver o que tinha nas prateleiras. Comprou vários doces, blusas da moda, e canetas coloridas para a garota, e morangos cobertos com chocolate para ela e Adora comerem na estrada.

Enquanto estava distraída olhando alguns ursinho de pelúcia coloridos, Catra acidentalmente se esbarrou em um menino que parecia ter 10 anos de idade. Ele estava olhando alguns carros movidos a controle remoto, e não gostou nadinha de alguém ter se batido nele. Achou aquilo uma audácia.

- Desculpa – Catra disse, lançando um sorriso simpático para o menino. – Foi sem querer. Você está bem?

Quando viu que o menino parecia bem, e que pareceu não se importar, voltou a fazer o que estava fazendo antes, e não se importou muito com o fato do garoto começar a apertar as mãos de tanto ódio que estava sentindo.

- Eae tia! Qual foi? – ficou revoltado pela mulher morena ter se esbarrado nele.

- O que? – Catra se virou distraída, com o ursinho azul com um belo laço lilás que tinha escolhido para Frosta nas mãos.

- Tá surda mano? Tá loucona? – perguntou de maneira mais agressiva, e Catra franziu o cenho.

- Tá falando com quem moleque? – olhou para o garoto de olhos cerrados. Estava chocada com toda aquela ousadia, não esperava ouvir aquilo de uma criança.

- Com você mesmo tia... Qual foi das ideais mano? Cê tá loca? – Catra levou um tempo para raciocinar, e se esforçou para entender o que o garoto estava falando.

- Vai aprender a falar pivete, sai fora! – se virou, dando as costas para o garoto. – Vai pra escola.

- Vagabunda! – o garoto estava vermelho de raiva. Catra teve a leve impressão de que o pirralho voaria nela.

- Como é que é? Eu quero que tu me xingue – Catra ainda daria na cara dele. - Vai seu analfabetinho. Xinga aí vai.

- Pau no cu.

- Como é? Me xinga vai! – Catra começou a se aproximar de maneira ameaçadora.

- Pau no cu! Você é uma pau no cu.

- Pau no cu é o seu pai seu merdi...

- Aí meu deus, Catra! – Adora ficou desesperada quando passou pela frente da loja e viu que a namorada estava discutindo com uma criança. – O que você está fazendo? Perdeu a noção?

- Como assim o que eu estou fazendo? – ficou indignada. – Esse menino que começou a briga. Esse melequento que tá me xingando.

- Mentira sua velha maldita! Piranha sem lago! Puta sem cabaré, imunda...

- Eu tenho idade pra ser sua mãe moleque, me respeita pedacinho de... - Adora impediu Catra de xingar o menino. E Catra também não tinha idade para ser a mãe dele, no máximo irmã mais velha.

As pessoas por perto que compravam coisas para os seus filhos paravam para olhar a pequena confusão que tinha se formado ali. Estavam todos chocados com a briga de um garoto e uma adulta, era uma cena muito peculiar. Adora estava constrangida com a situação, e o menino continuava a resmungar alguns palavrões como se a loira não estivesse ali.

Catra e Adora se afastaram do garoto revoltado e foram até o caixa para pagar o urso que Catra tinha escolhido. E depois elas começaram a caminhar sem rumo pelo shopping.

- Catra... Será que dá para parar com isso? Você sempre arruma briga com pessoas aleatórias em lugares nada a ver, e sempre tem pessoas olhando... Catra você comprou todas essas coisinhas pra Frosta? – deu uma boa olhada no que Catra carregava. - Muito legal da sua parte.

Catra estranhou Adora ter parado tão rápido de reclamar, mas ela é que não ia lembrar a loira que ela estava lhe dando uma lição.

- Nem tudo o que eu comprei é pra ela Adora. Essa caixa de chocolates é Para nós degustarmos na estrada – mostrou a vistosa caixa de morangos com chocolate para a namorada.

- Isso não é afrodisíaco? A gente tá indo pra casa dos outros, você se lembra?

- Eu não comprei pensando nisso Adora – Catra corou, ela não sabia que aquilo era afrodisíaco. Só queria comer morangos cobertos com chocolate junto à Adora.

Adora percebeu que Catra não estava mentindo, e sorriu um pouco. O que Catra tinha de safada e sem noção ela tinha de fofa e inocente.

- Ok Catra – pegou algumas das sacolas que a menor carregava. – Vem, vamos logo terminar de comprar as coisas, depois vamos para o carro. Quero comer os morangos.

- Vamos só comer um hambúrguer e um refrigerante antes? Tô com fome Adora. Eu ia comprar tudo e te procurar em seguida pra... Comermos algo juntas.

- Droga! – Adora bateu na própria testa. – Esqueci que você não tinha comido nada hoje. E você não vai comer nada gorduroso a essa hora da manhã Catra. São... – olhou às horas no celular. – Hum... já vai dar meio dia. É melhor almoçarmos. O que acha?

- Por mim tudo bem.

- Vem vamos só até o estacionamento pra enfiar todas essas sacolas no porta malas.

- Ok.

- Tá concordando com tudo o que eu sugiro por que?

- Ué? – Adora tentou detectar algum sinal de doença na namorada, mas ela estava parecendo normal.

- Tá vamos logo - disse por fim, e as duas foram até o estacionamento fazer o que Adora tinha sugerido e depois voltaram para o estabelecimento.

Catra e Adora entraram em um pequeno restaurante que tinha perto da entrada do shopping e almoçaram. Depois entraram no carro e seguiram viagem até a fazenda da família da Glimmer.

Catra estava se sentindo mal por ter que reencontrar os amigos naquela situação. Não se sentia mais amiga dos outros dois depois do que aconteceu. Perdeu totalmente a confiança e se sentia estranha com isso. Mas ela também não queria ficar brigada com ninguém e afetar a vida da namorada com isso.

- Então Adora – tentou afastar os pensamentos pensando outra coisa. – E o teste de DNA?

- Que teste?

- Já esqueceu né? O teste da Shadow.

- Ah tá... Vai ficar pronto amanhã. Mas como é final de semana vai estar tudo fechado. Então segunda, quando, e se voltarmos para casa... eu passo lá e pego – Catra olhou para Adora de olhos cerrados.

- Como assim “se” voltarmos? Até parece que eu vou morar na casa da vagabunda da Glimmer. Maldição! Você vai ver só se eu ainda não vou te meter o tapa.

- Por falar nisso, estamos chegando. Daqui a dez minutinhos nós estaremos lá.

- Affe.

- Catra, tenta se comportar. Por favorzinho?

- Tá bom... O que você comprou?

- Comprei marshmallows e uns tênis que a Frosta disse que estava querendo.

- Como você...

Catra parou de falar quando viu ao longe, por entre árvores acinzentadas por conta da pouca neve que caia, uma grande mansão cor lilás, que era extremamente gritante no meio da triste paisagem de início de inverno. Adora entrou na propriedade e estacionou o carro ao lado de outros três carros que estavam ali. Logo elas reconheceram o velho carro de Sea, o outros não sabiam dizer à quem pertenciam.

Glimmer e Bow logo apareceram a porta da grande que ficava no meio do mato. O garoto parecia um pouco amedrontado, como se não soubesse o que fazer diante daquela situação. Quase tinha morrido da última vez que falou com Catra por ter entregado ela para Adora. Glimmer estava de queixo erguido, com certeza seu orgulho estava falando mais alto naquele momento. Ela e Catra eram orgulhosas, e Adora sabia muito bem que daria trabalho para fazer com que elas se resolvessem de uma vez. As coisas aconteceriam lentamente.

- Oi Catra – Glimmer cumprimentou um pouco fria e sem graça. Nunca se esqueceria que Catra por pouco não deu uma paulada nela e em Bow.

- Glimmer - Catra também estava de mal de Glimmer.

As duas garotas se encararam de cara fechada. Tinham dado um cumprimento frio uma a outra, e o ar ficou um pouco mais gélido do que o normal, Adora e Bow tinham certeza de que não era por causa do tempo.

- Oi gente, eu também estou aqui – Adora ficou ofendida por ter sido ignorada.

- Ok... – Bow estava nervoso. – Meninas vamos entrar?

Elas pegaram o que compraram no shopping de dentro do carro e seguiram para dentro da casa. É claro que Catra não pôde deixar de olhar ao redor, e perceber que Glimmer morava em uma roça de princesa. A casa era bonita por dentro, Catra tinha que admitir, mas ela estranhamente se sentia como se estivesse na faculdade. Tudo era em tons de rosa, lilás e roxo, e os móveis eram brancos com detalhes dourados.

Passaram pela a sala que Catra notou parecer bem de casa de bonecas de tanto colorido que tinha, afinal era a casa da Glimmer. E assim seguiram por uns corredores, até que alguém apareceu de repente na frente do pequeno grupo.

- Catra, o que aconteceu com a sua cara? – Mermista perguntou, dando um leve susto na morena e nos outros. - Vai falar que isso foi alguma selvageria com a loira aí? - fez um sinal com a cabeça indicando Adora.

- Nossas selvagerias não chegam nesse nível Mermista - Adora disse cruzando os braços.

- O que? A minha... – Catra não soube o que dizer.

Catra se virou e se olhou em um espelho que tinha ali do lado. A casa de Glimmer ficava mais estranha a cada passo que a morena dava. Observou bem como o seu rosto estava no espelho que só servia para enfeite. Ela não tinha notado que seu rosto tinha ficado um pouco inchado, e tão pouco se importou muito.

– Eu não sei – foi tudo o que conseguiu dizer.

- O que aconteceu com vocês? – Perfuma também apareceu, logo atrás da amiga de trança e cabelo azul escuro, e olhou para as mãos de Adora, que estavam machucadas. – Se meteram em alguma briga?

- Briga? Vocês brigaram? - Mermista analisou as duas. - Faz muito mais sentindo agora. Você bateu na Catra no meio da selvageria?

- Argh! Não! Não foi nada disso! - Adora estava ruborizada. - Nós não fizemos nenhuma selvageria, e também não brigamos.

- Era só vocês darem um "Oi"... - Catra falou baixinho.

- Que coisa estranha... Ah, entendi – Bow se lembrou do que Magicat tinha postado em suas redes sociais, com certeza Adora e Catra tinham se metido em uma briga com Julian. Sem dúvidas.

- O que você entendeu? Me conta agora! – Mermista pediu em desespero, seu espírito de fofoqueira gritava para saber o que tinha acontecido.

- O quê? Não, sai fora – Bow tentou se afastar de Mermista que começou a persegui-lo como um cão feroz atrás de um pedaço de carne.

Bow tentava fugir de Mermista mas não conseguia, o jeito foi correr e pedir socorro. Glimmer e as outras garotas reviraram os olhos, e então a baixinha decidiu interferir.

- Deixa ele amiga – Glimmer pediu, parecendo cansada. Estava óbvio que não era a primeira vez que aquilo acontecia naquele dia.

- Hum, defendendo o namoradinho – Frosta finalmente apareceu. Catra até tinha se esquecido de que Glimmer e Bow ainda fingiam serem namorados.

- Eeeeee lá vem encrenca, vamos Perfuma – Mermista e Perfuma saíram de perto de Frosta.

Era uma garota baixinha, da mesma altura que Glimmer. Tinha os cabelos azuis num tom claro, e eram curtos na altura dos ombros. Tinha olhos profundos e castanhos, e também parecia ser bem séria. A garota realmente gostava de azul, assim como Adora tinha falado para Catra mais cedo.

- Quem é essa ai? – disse apontando para Catra com desprezo. – Glimmer eu tinha dito que não queria nenhum estranho na minha festa de aniversário. Quem mandou você chamar gente que eu não conheço?

- Para com isso – Glimmer disse entredentes para a prima. – Conhece a partir de agora. Essa é a...

- Eu não vou parar nada. Você fica convidando essa gentalha estranha pra minha festa e quer que eu fique quieta? – Catra ficou extremamente ofendida com o que a garota de cabelos azuis falou.

- Ela não é gentalha, é a minha namorada Frosta – Adora saiu em defesa da morena.

- Deu pra pegar moradoras de rua agora? – olhou para Catra de cima a baixo, incrédula com o que tinha acabado de ouvir – Você deveria ter trazido o seu irmão, isso sim! Ele é um pedaço de mal caminho, assim como você né... – analisou Adora.

- Frosta! Cala a boca! – Glimmer disse, já ficando vermelha.

- Grossa! Pois fique sabendo que você não está convidada para a minha festa – Frosta sorriu como se tivesse ganhado a discussão.

- A casa é minha, e por sorte a minha mãe viajou, ou seja, eu que mando aqui. E agora você vai calar a sua boquinha e vai pro seu quarto! Agora! – a menor de cabelos azuis olhou para a prima com um pouco de raiva e saiu, se dando por vencida.

- Foi mal pelo o que aconteceu – disse para Catra e Adora. – Ela anda muito rebelde.

- Tudo bem Glimmer – Adora deu um sorriso sincero. Catra estava sem graça com a situação, então não falou nada.

- Sigam-me – as garotas seguiram Bow.

Elas entraram em um grande quarto cor de rosa, que obviamente era o de Glimmer. Ali sentados no chão estavam Sea, Mermista, Flora e Perfuma.

O quarto tinha uma enorme cama redonda no centro, várias almofadas espalhadas pelo chão e uma pequena fonte ali no canto. Catra nunca tinha parado para pensar no quanto Glimmer era rica.

- Oi Catra – Flora disse de maneira animada, e Adora olhou para a namorada de olhos cerrados.

- Aaaah... Oi Flora – a morena corou de vergonha e medo da loira que estava ao seu lado.

- Eai Catra.

- Falaê Sea.

- Onde estão Spinne e Netossa? – Adora ignorou Catra, que lhe entregava uma das sacolas.

- Elas só vão vir amanhã de manhã – Mermista deu de ombros.

Catra, de raiva praticamente jogou as sacolas em cima de Adora para que a loira segurasse de uma vez. As garotas colocaram as coisas em um canto e se vestiram com roupas mais confortáveis para se sentirem mais a vontade com os amigos. Catra obviamente vestiu uma camisa leve de mangas longas para esconder o braço, mas ela estava com calor pois o ar-condicionado estava ligado no quarto de Glimmer, mas ela não queria que ninguém visse seu machucado.

Todos começaram a conversar animados no quarto, e Flora se sentou ao lado de Catra para elas colocarem o papo em dia. Ambas começaram a falar sobre cortes de cabelo, roupas e sobre o concurso. Adora ficou conversando com Bow e Glimmer, enquanto Perfuma rezava para as árvores em frente a janela e Sea se pegava com a Mermista.

- Gado demais - Catra olhou com um pouco de nojo para Mermista e Sea que estavam quase de comendo em cima da cama de Glimmer. - Usem camisinha!

- Que nojo! Saiam da minha cama seus parasitas! - Glimmer foi até os dois e começou a bater neles com uma almofada. Acabou que foi expulsa da própria cama e foi se sentar novamente com os amigos com cara de derrotada.

- Meu cabelo está desbotando – Flora falou para Catra, se aproximando da morena e lhe dando uma mecha de cabelo para que ela sentisse a textura.

- Tu vai querer pintar de que cor agora?

- Tô pensando em pintar ele inteiro de rosa – disse Flora.

Adora apenas estava fingindo prestar atenção nas bobagens que Bow e Glimmer falavam, estava focada demais na conversa de Flora e Catra.

Depois daquele dia em que Catra usou Flora para fazer ciúmes a loira não estava nem um pouco contente com aquilo. Catra sempre fazia birra por causa da Lonnie, então a loira também podia sentir um pouco de ciúmes.

- Ah, mas você é tão loirinha, isso não estragaria o seu cabelo?

“Loirinha?” Adora pensou indignada. “Loirinha? É sério que essa traidora se referiu a outra garota como loirinha?”

- Você acha? – Flora começou a mexer nas mechas cor de rosa do cabelo, se imaginando com ele inteiro rosa.

- Olha, eu não sei. Acho que você tem que ver um bom profissional e cuidar muito dele depois de pintar. Conheço um bom daqui da cidade, se você quiser eu posso te passar o contato dele depois.

- É... Depois tu me passa. Você também pinta? Percebi que tem mechas mais claras no seu cabelo - Flora tocou nas mechinhas mais claras que Catra tinha no cabelo.

- É... – Catra olhou para Adora e notou que a namorada estava vermelha de ciúmes. Conhecia bem a loira para entender o que Adora sentia. – Não... Sempre foi desse jeito.

“Credo, que garota ridícula. Tá com ciúmes de mim com a Flora? Loira idiota, depois de tudo o que a gente passou juntas ela ainda me vem com essa. Quando ela fala com a Lonnie eu não fico de cu doce... Só um pouco. Mas ainda assim isso não justifica o que essa jumenta tá sentindo agora.” Catra pensou e olhou de forma penetrante para Adora. E a loira percebeu que a morena estava lhe xingando internamente.

“Abusada!” Adora devolveu o olhar como se desafiasse a namorada.

“Idiota”

“Ridícula, perturbada”

As duas se encaravam profundamente enquanto se xingavam telepaticamente. Passado um tempo, elas se cansaram e viraram a cara uma para a outra e voltaram para as suas conversas. A tarde foi passando, e quando já eram quatro da tarde eles decidiram que queriam comer milho.

- Que coisa aleatória – disse Glimmer com desprazer. – Quem é que vai na plantação catar o milho?

- A Catra vai – Adora disse, sem nem ao menos perguntar para a namorada se ela queria. Viu aquele trabalho como forma de puni-la por conversar com outra garota e usar a palavra “loirinha”.

- Como assim “A Catra vai”? Vai você. E que história é essa de milho? Estamos no inverno!

- Essa neve é passageira Catra! E nossa fazenda é preparada para essas situações - disse Glimmer.

- Ok então... Vai Catra, Glimmer e Bow. Alguém discorda de mim? – Mermista perguntou para os presentes.

Apenas Bow, Catra e Glimmer discordaram.

Acabou que os três vestiram casacos quentes sem nenhum entusiasmo, colocaram gorros nas cabeças e calçaram botas, e assim saíram para a pequena plantação que não ficava muito longe da casa. Entraram em uma grande estufa especial que tinha algumas lonas especiais por cima e começaram a arrancar o milho em um silêncio desconfortável.

- Então... – Bow procurava algum assunto para sair daquela situação. Queria pedir desculpas para Catra, mas não sabia por onde começar.

- Como é que se arranca esse troço? – Catra tinha percebido as intenções do garoto. Apontou para o pé de milho ao seu lado. – Não tô conseguindo arrancar esse troço. Me ensina Bow - começou a torcer o milho de qualquer jeito.

- Ah... Ok! – ele se animou um pouco e foi ajudar a morena. Falou sobre os milhos, a história do milho, como ele amava milho e como foi a primeira vez que ele comeu milho.

Catra estava achando aquela conversa para lá de chata e tediosa, mas fingia interessante porquê sabia que talvez aquela bobagem toda fosse importante para ele.

A garota começou a se concentrar apenas no seu trabalho, e acabou que se afastou um pouco e não percebeu que os outros dois tinham sumido. Quando percebeu que tinha enchido o seu cesto, Catra se levantou satisfeita olhando para o próprio trabalho.

- Gente olha o tanto que eu... - começou a olhar em volta. - Gente?

Como na visão de Catra ela não tinha nada o que fazer, "estava perdida, com fome, com frio, abandonada, precisando de um salvamento urgente ao invés de pedir socorro", ela resolveu ligar pra Adora.

- Alô? - a loira atendeu a ligação da namorada.

- Oi Mozão.

- O que você quer?

- Adora me perdi.

- O que? Como assim? – Adora estava com raiva de Catra. E por isso queria que a morena se danasse. - Não tô com paciência pras suas piadinhas agora...

- Eu me perdi – Catra estava chorosa do outro lado da linha, o que fez com que a loira ficasse levemente preocupada.

- Onde Catra, você sabe me dizer?

- No mato.

- Que mato? – perguntou um pouco sem paciência, sabendo que se arrependeria amargamente se fosse sério.

- No mato, no meio dele – Catra não estava colaborando.

- Argh! Fala direito onde você está! Que droga, é sempre essa palhaçada.

- Eu estou perto de milhos, milhos, milhos e mais milhos.

- Se vira! – disse por fim, já sabendo que Catra estava de palhaçada.

- Oush. Vai me salvar não?

- Bow e Glimmer estão por aí, peça ajuda pra eles!

- Tá nervosinha só porquê eu tava conversando com a Flora é... Filha da puta desligou na minha cara.

Catra guardou o celular e ficou dando voltas no meio do milharal, procurando por Bow e Glimmer sem nenhum sucesso. Sentiu uma imensa vontade de tacar fogo na plantação, mas não tinha isqueiro.

- Catra! – ouviu alguém chamado pelo seu nome.

- Sou eu! SOU EU!!! AQUI ESTOU – começou a dar pulinhos no meio dos milhos com as mãos levantadas para que os amigos conseguissem vê-la, sem nenhum sucesso.

Bow e Glimmer conseguiram se guiar pela voz da morena e foram até a garota para se juntar a ela.

- Tu se afastou por que desgraça? – Glimmer estava louca para meter a mão na cara de Catra. Tinha certeza de que a morena tinha se afastado de propósito.

- Vocês que sumiram seus delinquentes – bradou, mandando o dedo do meio em seguida, como sinal de revolta e protesto por se sentir abandonada.

- Sabe onde você deveria enfiar esse seu dedo? - Glimmer olhou para Catra de olhos cerrados.

- Onde Glitter? No seu... - Catra não teve tempo de completar a frase pois Glimmer se jogou em cima dela e as duas rolaram em meio a terra e a pouca neve que conseguia entrar pelas lonas.

Glimmer agarrou a mão de Catra antes que a morena passasse a unha em sua cara, mas acabou ganhando uma mordida da mesma. Bow estava tentando

- Segura ela Bow! Eu vou pegar uma corda.

- Mesmo se eu quisesse segurar ela, eu não conseguiria. Ela morde e arranha - ele disse choroso, se lembrando de como sofreu para desgrudar as duas garotas. Catra piscou o olhinho para Glimmer, indicando que ela seria a próxima.

- Vamos entrar logo. Antes que morramos congelados por sua culpa – Glimmer olhou feio para Catra. E começou a se limpar da terra que tinha grudado em seu casaco.

- Como é? Minha culpa? Qual foi hein garota? Tu tá achando o que? – Catra e Glimmer começaram a se aproximar uma da outra de maneira ameaçadora novamente, e Bow logo se pôs no meio delas para apartar. – Bow, vamos pegar a Glimmer e usar ela como lenha ora uma fogueira.

- Ah sua maldita...

- Sua porca imunda...

- Ok meninas... Vamos entrar. Sem briga ok? Ok... Catra peraê – Glimmer e Carra começaram a chutar a perna uma da outra e depois se atacaram com folhas de milho que estavam no chão.

Depois que se cansaram de brigar, os três caminharam em silêncio para dentro da mansão e foram para a cozinha.

Descascaram os milhos na base do ódio porquê era um trabalho cansativo, e Catra mais atrapalhava do que ajudava.

Serviram a mesa com pão, bolo e milho cozido. Adora tinha ajudado do preparo com a morena no seu pé. Sem falar que Glimmer ficava trocando farpas com Catra o tempo inteiro e Bow não parava de choramingar enquanto descascava a droga do milho.

- Nossa, esse milho está bom – disse Mermista, e os outros concordaram.

Se sentaram a mesa para comer quando ficou pronto. Flora desceu e pegou m pouco para ela e Frosta comerem juntas no quarto, já que a de cabelos azuis ainda estava de birra por causa do que tinha acontecido mais cedo.

- Oxe! Claro que tá, eu que catei.

- Hum – Adora resmungou. Estava sentada ao lado da morena na mesa.

- Tá de mal amor? – Catra perguntou bem baixinho, apenas para Adora ouvir.

- O que você acha?

- Tá assim só por que eu falei que a Flora era loirinha? Adora, que isso? Não estou te reconhecendo.

- Você acha certo chamar outra loira de loirinha só porquê ela é loira?

- Não amor. Me perdoa - fingiu estar arrependida.

- Quero um pedido de perdão decente Catra!

- Vamos lá no banheiro então. Eu te dou o seu pedido de perdão descente – Catra sorriu de maneira safada para a loira. – Eu te como enquanto você estiver dormindo então - falou pertinho do pescoço da loira, fazendo-a se arrepiar.

- O quê? Não não não...

- Tão cochichando o que aí? – Perfuma perguntou. – Vocês sabem que isso pode trazer energias negativas para o ambiente não é mesmo?

- Cochichar? – Mermista estranhou.

- Isso mesmo. Estamos em um lugar abençoado por cores e árvores. O certo seria compartilhar o que está dizendo aos companheiros, já que somos todos um só...

- Conversa de gente doida – todos concordaram com Sea. - Não acho que isso seja uma boa aventura.

- Como se as coisas que você falasse fossem normais não é mesmo Sea?

- Que nada, ela só quer saber da conversa delas. A Perfuma se faz de santa mas é tão fofoqueira como todo mundo – Glimmer falou e lançou um sorriso para a amiga logo em seguida. Perfuma corou com a fala da garota e deu uma mordida em seu milho.

- Frosta e Flora não vão comer com a gente por que? – Bow perguntou para Glimmer.

- Porque a mini terrorista não quer. Misericórdia parece que eu só tenho parente complicado. Flora como irmã mais velha da Frosta tem sempre que ficar dando apoio moral quando aquela garota inventa de fazer birra. É sempre assim – Glimmer bufou. – Adora faz cafézinho lá pra nós.

- Por que eu? – a loira estava com muita raiva para ter que se lembrar como se fazia café.

- Porque você é a filha de um chefe de cozinha, que é dono de um restaurante e também porquê você sabe cozinhar? – Bow disse.

- Tá bom... Merda.

- Eu ouvi isso. Adora, você está transbordante de energias negativas. Isso é ciúmes da Catra? – todos olharam de Catra para Adora. A morena engoliu em seco e a loira ficou vermelha.

- IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIHH – todos fizeram esse barulho em coro.

- Não – Adora respondeu friamente.- Seus animais! – foi para a cozinha, saindo da vista dos amigos.

- Hummmmmmmmm – todos fizeram esse barulho em coro novamente.

- Parece que foi ontem que elas caíram da janela – Sea se lembrou desse fato com nostalgia.

- Bons tempos – Glimmer reforçou o que o amigo disse. Tinha se esquecido por hora de que estava com raiva de Catra, afinal a hora da refeição era sagrada, e estava cansada demais para brigar. Brigaria no outro dia – Os barracos delas eram muito bons de assistir. Agora elas só sabem ficar se agarrando que nem coelhas.

Catra comia o milho em silêncio, vai que a Adora surtava e jogava uma panela na sua cara. Afinal de contas eles estavam falando delas.

Adora fez o café, todos comeram e depois assistiram a um filme da sala antes de dormir. O dia tinha sido cheio para alguns deles que não fizeram nada.

Catra e Adora se ajeitaram para dormir como sempre faziam. Mas dormir “de mal” com Adora não era algo que agradava a Catra, nem um pouco. A loira estava deitada de costas para garota, e a morena estava deitada de barriga para cima, quando decidiu puxar assunto para ver no que ia dar.

- Bebê, tá com raiva? Não foi por mal. Ela é só a minha amiga. Eu não queria que você ficasse assim - passou o dedo pelas costas de Adora.

- Eu sei.

- Então por que você deu aquele show todo? – Catra franziu o cenho.

- É que eu tô sensível Catra. É só isso.

- Ah eu acho que entendi.

As duas ficaram em silêncio por alguns minutos. Já era madrugada quando Catra tinha perguntado aquilo. Adora tinha ficado com raiva de algo tão bobo que Catra até sentiu vontade de dar um soco na loira.

- Amor. Pega água pra mim? – sussurrou para a namorada quando viu que Adora ainda não estava dormindo. Queria aproveitar aquela trégua para perturbar.

- A casa não é minha não caralho – Adora sussurrou de volta para a namorada, e se virou apenas para e olhar feio para a morena que estava deitada ao seu lado.

- Anda logo merda – Catra fez uma careta para Adora, que fez com que a loira percebesse que se ela não fosse não ia conseguir dormir.

- Caralho! Tsk! – se levantou de má vontade e estranhou Catra também ter se levantando. Se a morena tinha pedido para ela ir buscar a água não tinha porquê ir atrás.

As duas desceram as escadas e foram até a cozinha. Adora abriu a geladeira com um pouco de receio e Catra se encostou no balcão para observar a namorada.

- Amor tem coisa aqui que não tem nem lá em casa – Adora tinha esquecido de fazer compras com todas as confusões que aconteceram.

- Mas não é nosso porra.

- Cala a boca caralho

- Cala a boca filha da puta!

- Porra...

- Pega logo a porra da água caralho – Catra começou a gesticular gestos obscenos para ficar mais fácil de Adora entender.

- Tá. Para com isso! – discutiam aos sussurros.

Adora pegou a uma garrafa de água na geladeira e um copo. Entregou para a namorada e esperou enquanto morena ficava enrolando.

- Porra... Tu não tá na sua casa não porra! – Catra começou a se engasgar com a água de vontade de rir da cara de desespero de Adora. – Caralho! Para de rir, ri baixo porra, ri baixo.

- Cala a boca – tentou regular a respiração e voltou a beber a água.

- Porra! Tu fica... – as duas começaram a rir, e Catra acabou derramando a água que bebia no chão.

Adora procurou um pano para elas enxugarem o chão, e subirem de uma vez para dormirem. Mas Catra parecia uma criança que entra na casa dos outros e quer mexer em tudo.

- Vem Catra, vamos subir... – a morena tinha visto um grande pote de jujubas, e não queria sair sem comer algum - Para de mexer nos doces dos outros porra!

- É só um – Catra fez um biquinho

- Caralho! Não é teu! – Adora teve que lutar para conseguir não fazer barulho enquanto Catra à tirava do sério. Ao ver que a loira impediria ela de comer, Catra pegou alguns doces e enfiou na boca com tudo, sem mais nem menos. - Larga isso! NÃO É TEU!!!

- Aí xua indiota! – disse com a boca cheia.

- Caralho! – Adora estava pistola com Catra. Pegou alguns doces e também enfiou na boca com raiva e ambas subiram.

As duas voltaram para o quarto na ponta dos pés. Sea Roncava alto enquanto Mermista parecia cochilar tranquila ao seu lado. Glimmer cantava musicas infantis enquanto dormia e Bow babava de boca aberta enquanto estava em um sonho que parecia estra bom.

- Alguém acordou? Será que alguém acordou? – Adora perguntou um pouco desesperada tentando enxergar no escuro.

- Você fez um barulho do caralho, deita aí porra!

- Você que fez barulho Catra, e cala a boca.

- Maldita.

Adora se deitou com cuidado para não fazer barulho enquanto Catra ficou parada na porta do quarto. A morena não sabia o que fazer exatamente, e apenas esperava ordens de Adora.

- Vem de conchinha, vem – Catra se aproximou da namorada e acabou se desequilibrando e quase caindo. – Affe, anda logo, vem de conchinha – Adora levantava o cobertor para a namorada entrar e se juntar a ela.

- Oh porra. Aí, calma, tô tento um derrame – estava se deitando na frente de Adora.

- Não, não, você em mim. Você em mim. VOCÊ EM MIM!!!

- Então vira merda – Catra se sentou sem saber o que fazer.

- Não, vai pra trás, vai.

- Tks! – Catra foi para trás da loira e encaixou o corpo no da maior.

- Aí que delícia – as duas sorriram.



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