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História Ace of Gold - Capítulo 81


Escrita por:


Notas do Autor


Yoooo!

Demorei um pouco, mas vortei! =3

Espero que gostem do capítulo!

Boa Leitura! =3

Capítulo 81 - 3T - Uma Noite no Salão... Mal-Assombrado!


Fanfic / Fanfiction Ace of Gold - Capítulo 81 - 3T - Uma Noite no Salão... Mal-Assombrado!

– Tudo bem, então vamos, não é? – falou Myah. – Não temos nada o que fazer aqui-

Antes que pudesse completar sua fala, todas as luzes se apagam.

– Mas o que- – bradou Fudou.

– Myah!

Os três gritaram, e os três tatearam a mão no escuro à procura da loira.

– Hey! Se acalmem! Eu tô bem! – ela então acende a lanterna do seu celular, revelando os três segurando seu braço direito. – Já podem me soltar, rapazes.

Encabulados, os três a soltam.

– Myah-san! – ouviu-se uma voz ao longe, junto de uma luz.

– Kyousuke! – falou a loira.

– Que bom que estão bem. – falou o menor, ao se aproximar. – Eu estava voltando do banheiro quando tudo apagou.

– Será que são os Nômades? – perguntou Goenji, preocupado.

– Não fala bobagem, Artilheirinho! – zombou Fudou. – Ele lugar está protegido.

– Deve ser só uma queda de energia. – falou Myah. – Vamos voltar para o ginásio onde vamos dormir. Com certeza todos vão se reunir lá.

Myah caminha na frente com a luz da lanterna de seu celular, enquanto os demais a seguem. Em poucos instantes eles chegam até o ginásio e notando que realmente todos se reuniam ali. Os quatro adultos estavam no centro, aparentemente apaziguando os ânimos.

– Fiquem calmos, pessoal. – falou o Kidou adulto. – Foi apenas uma queda de energia. Fiquem aqui e esperem.

– M-M-M-Mas e s-s-s-se aparecer um fa-fa-fantasma?! – perguntou Kabeyama, apavorado.

– Não começa com isso de novo, Kabeyama. – falou Someoka, cruzando os braços.

– Esperem... – começou Aoi, assustada. – Eu ouvi uma história sobre um fantasma que assombra o ginásio de esportes todo o dia 27, e as luzes se apagam às dez horas da noite, em ponto! Que dia é hoje?

– Hoje é dia 27. – falou Nishiki, começando a se assustar.

– E são dez e cinco da noite! – dessa vez foi Shinsuke, apavorado.

Ao longe, um som estridente de algo caindo ecoou por todo o ginásio, arrancando gritos de algumas pessoas. Kabeyama abraçou Tsunami apavorado, quase sufocando o Rei dos Mares.

– FANTASMA!! – gritou ele.

– Deve ter caído alguma coisa. – falou Endou adulto. – Eu vou lá olhar. Vocês fiquem aqui.

Disse isso, e então o mais velho se retirou. Mas assim que adentrou a escuridão, um grito ecoou de sua garganta, causando pânico geral. Os que possuíam lanternas de celulares correram em direção ao grito, mas encontraram apenas o tênis de seu treinador.

– O Treinador Endou sumiu... – falou Kirino, surpreso.

– Achei que esse lugar estava seguro! – bradou Isane.

– E está! – vociferou o Fudou adulto.

– Mas parece que não tão seguro quanto pensamos... – comentou Fubuki.

– Precisamos fazer alguma coisa! Salvar o Treinador Endou! – falou Tenma, determinado.

– E encarar esse fantasma?! Não, obrigado! – falou Kariya, ao cruzar os braços.

– De qualquer forma, não podemos deixar o Endou desse jeito. – comentou Haym.

– Ahhhh! – gritou o jovem Endou. – Será que o fantasma vai vir atrás de mim também??!!

– Claro que não, Endou-kun. – respondeu Hiroto, sorrindo.

– Droga... A bateria do meu celular está quase acabando... – comentou Myah. – De qualquer maneira precisamos de lanternas.

– Com certeza tem lanternas no depósito, mas fica do outro lado do ginásio. – falou Shindou.

– Tudo bem, eu vou lá buscar. – falou a loira.

– De jeito nenhum que você vai sozinha. – bradou o Fudou adulto.

– Tudo bem então, eu vou com os meus guarda-costas, satisfeito? – ironizou, sorridente.

– Aatchim! – espirrou Amagi. – Está ficando frio aqui, não é?

– Os exaustores estão abertos, é só fechar. – comentou Tsurugi.

– Haym, Tenma, Shindou, Nishiki e Someoka vão fechar os exaustores. – falou o jovem Kidou. – Endou, Kazemaru, Hiroto, Taiyou e Fey procurem por Endou na ala leste, Shinsuke, Toramaru, Fubuki, Tsunami e Kirino na ala oeste. Myah, Goenji, Fudou, Tsurugi e eu vamos buscar por lanternas. Os demais esperem aqui.

Dividido, os grupos seguiram para direções opostas, enquanto os demais ficaram na quadra. Haruna fez bico com os lábios, devido ao fato de seu irmão tê-la excluído do grupo de buscas. A assistente olha para os lados antes de seguir um caminho específico.

***

Endou POV ON

Hiroto tinha a lanterna de seu celular acesa enquanto nos guiava pelo corredor, enquanto Fey tinha uma lanterna especial acoplada em seu cinto e iluminava nossa retaguarda. Eu olhava para todos os lados, completamente apavorado, ainda mais depois do sumiço do meu eu adulto.

– Para de tremer, Endou. Ninguém está atrás de você. – Kazemaru tentou me acalmar.

– Falar é fácil! Não foi você quem sumiu! – respondi, apavorado.

– Tenho certeza de que deve haver uma explicação plausível para o sumiço do Endou adulto. – falou Hiroto.

– Concordo. – começou Taiyou. – Afinal, fantasmas não existem.

– Mas não deixa de ser muito estranho... – comentou Fey, enquanto tocava o queixo com o dedo indicador.

Como se já não bastasse o medo, um barulho forte de algo batendo ecoou alguns metros à frente, me fazendo soltar um grito alto e me agarrar ao Hiroto, que estava na minha frente. Ele me olhou surpreso, antes de apontar a luz na direção do barulho.

– Foi só a porta... – falou Taiyou.

– É... mas ela foi aberta como? – perguntou Hiroto.

– FOI UM FANTASMA!! – gritei.

– Para de bobagem, Endou! – bradou Kazemaru, ao tirar o celular das mãos de Hiroto e caminhar até a porta. – Não existem fantas-

Kazemaru empalideceu no segundo seguinte que olhou para o interior da sala.

– O-O-O q-q-que foi, Ka-Ka-Kazemaru?! – perguntei, completamente apavorado.

Hiroto resolveu seguir o azulado, e também ficou boquiaberto com o que viu. Se não correram até agora, é porque não havia fantasma, então resolvi ir ver também, assim como Taiyou e Fey. Meus olhos se arregalaram por completo e senti os pelos dos meus braços eriçarem. Na parede ao fundo da sala estava escrito a seguinte frase em vermelho:

“OS MAIS VELHOS SERÃO OS PRIMEIROS!”

Hiroto pegou novamente o celular e se aproximou, tocando as palavras da parede com os dedos.

– Está fresco...

– I-I-Isso é sangue, é?? – perguntei, apavorado.

– Não... – falou ele, ao cheirar os dedos. – É tinta...

– Acho que devemos voltar e contar isso ao pessoal. – falou Fey.

– Concordo. – falou Hiroto, antes de voltar até nós.

***

Haym POV ON

Subimos alguns lances de escadas até chegarmos no andar dos exaustores. Aqui tinha um pouco de claridade devido as janelas de vidro que tinham nas paredes, permitindo que a luz da lua adentrasse o lugar.

– Onde fica a caixa de comando? – perguntou Someoka.

– Se eu não me engano fica na sala de energia, no final do corredor. – começou Shindou.

Seguimos pelo corredor até a tal sala, e assim que entramos, Nishiki e Someoka passaram a analisar o painel, até encontrarem algo.

– Aqui, exaustores. – falou Nishiki.

Someoka experimenta puxar a alavanca, mas nada acontece.

– Droga, é elétrico, e não hidráulico. – praguejou ele.

– Então precisamos fechar de forma manual. – falou Shindou.

– Manual? – perguntou Tenma, confuso.

– Que teremos que subir até os exautores e puxar a alavanca manual. – respondeu o Takuto.

– Mas pelo o que vi, os exaustores estão a mais de dois metros de altura. – falou Nishiki.

– É fácil resolver. – enfim falei. – Basta que alguém suba nos ombros de outro.

– E quem vai fazer isso? – perguntou Tenma.

– Deixa que eu faço, acho que consigo. – falou Someoka.

– E deixa que eu subo. Acho que sou o mais leve. – concluí.

Voltamos ao corredor e olhamos para cima. Realmente, tinha mais de dois metros. Olhei rente ao corredor, calculando a largura em dois metros também. À direita estava a grade de proteção, e vários metros abaixo estavam as arquibancadas e mais abaixo a quadra de vôlei. Lá embaixo estava um total breu, com exceção de apenas um facho de luz da lanterna de algum celular.

– Tem certeza de que vai fazer isso, Haym? – perguntou Someoka, com seriedade. Voltei a olhá-lo, depois de sua fala.

– Por que diz isso?

– Você deve ter reparado na altura em que estamos. – começou ele. – Se cair daqui é morte certa.

– Será que não é o caso de apenas voltarmos? – perguntou Tenma, preocupado.

– Não se preocupem, eu consigo. – falei, sorrindo de forma meiga e confiante.

Someoka aceitou minha confiança e fez um apoio com as mãos. Coloquei meu pé direito ali, peguei impulso e subi em seus ombros, apoiando minhas mãos na parede, estiquei o braço e fechei um exaustor.

– Fácil! – falei, satisfeito. – Vamos para o próximo.

Fomos fechando um por um, até chegarmos ao final do corredor.

– Esse é o último. – falei, ao esticar meu braço para fechá-lo.

Pela visão periférica eu vi uma luz, e tal luz assustou os demais.

– Ahhh! – gritou Tenma.

– O que foi?! – o grito assustou ao Someoka também.

Com o susto, Someoka se moveu e acabei perdendo o equilíbrio. Saltei de suas costas com um mortal e pousei de joelhos no chão.

– Aii! – gemi, e coloquei minha mão em meu braço esquerdo.

– Haym! Foi mal, eu me assustei! – falou Someoka, correndo até mim, preocupado. – Se machucou?

– Acho que raspei meu braço na grade da janela... – comentei. – Mas por que se assustaram tanto?

– É que apareceu uma luz estranha e... – começou Tenma.

– Haym-kun!

Olhei para trás, reconhecendo aquela voz. Levantei-me do chão no instante em que ela surgiu. Meus olhos se arregalaram um pouco.

– Otonashi-chan? – perguntei, surpreso. – O que está fazendo aqui?

– É que eu pensei em ajudar, e os segui. – começou ela, meio constrangida. – Aí eu ouvi gritos e pensei que estivessem em apuros...

– Estamos bem, não se preocupe. – falou Nishiki, sorridente.

– Hã? – ela notou que eu estava segurando o braço. – Está sangrando!

– Eh? – olhei para minha mão, vendo o sangue escorrer por ela. – Ah, não é nada...

– Precisa de um curativo! Vem, eu posso fazer um! – falou ela, prontamente.

– Tem uma enfermaria no andar de baixo, três portas depois dos vestiários. – começou Shindou. – A porta é sempre aberta, vocês podem ir lá.

– Enquanto isso nós vamos seguir as buscas pelo Endou. – falou Someoka.

– Tudo bem. Obrigado, pessoal. – agradeci, com um pequeno sorriso.

***

Tsurugi POV ON

Myah-san seguia com seu celular iluminando o corredor em frente, e eu seguia logo atrás dos demais, com o meu. Ela seguia as instruções que dei sobre a localização do depósito.

– É por aqui, Kyousuke? – perguntou.

– Sim. – comecei. – O depósito fica no corredor em frente.

– Talvez tenha mais coisas úteis, além das lanternas... – comentou a loira. Ela então entreolha para trás, sobre os ombros. – E vocês três, pra quê todo esse silêncio?

– Estou preocupado com o sumiço do Endou... – falou Kidou, colocando o dedo indicador sobre os lábios.

– Com certeza ele está bem. – falou a loira.

– Como pode ter tanta certeza? – perguntou Fudou.

– Porque fantasmas não existem. – ela sorriu, em deboche.

– Hunf. – bufou ele.

Depois de alguns segundos de caminhada, chegamos em frente à porta do deposito e entramos. No exato instante, a luz da lanterna de Myah-san apagou.

– A bateria do meu celular já era... – comentou, ao guardar o celular no bolso.

– Tsurugi, ilumine a sala, por favor. – pediu Goenji.

– Sim, Goenji-san.

Passei por eles e passei a iluminar o lugar. Seguimos por um corredor de armários até chegarmos numa caixa cheia de lanternas. Cada um pegou uma, em seguida pegamos uma bolsa e colocamos mais algumas dentro. No processo, a loira encontrou uma lanterna acoplada em uma faixa de cabeça, sendo que ela optou por pegar esta e deixar as mãos livres. Procuramos, mas não encontramos mais nada de útil, então resolvemos sair. Mas antes, notei Myah-san pegando algo: um taco de beisebol.

– O que vai fazer com isso? – perguntou Fudou.

– Só pra garantir. – comentou ela, ao manejar o taco para os lados. – Pode ser útil.

Mas antes que pudéssemos sair, a porta bateu com força e nos fechou. Fudou correu até a porta e tentou abri-la, mas em vão.

– Estamos trancados! – bradou ele, furioso.

– Como é possível uma porta se trancar apenas por fechá-la? – perguntou Goenji.

– Bem... em filmes de terror, fantasmas trancam portas... – comentei, só por comentar.

– Mas isso não é um filme de terror, é vida real. – falou Myah. – Algum engraçadinho deve ter nos trancado aqui...

Após sua fala, Myah sentou-se no chão, apoiando as costas em uma das paredes. Ela fechou os olhos e suspirou, parecia cansada. Olhei para eles, e os três a observavam, com um fascínio digno de admiração. Era mais do que óbvia a paixão que os três sentiam por ela, e não pareciam mais querer esconder esse fato. Bem, eu não os culpo... Afinal a Myah-san... é belíssima...

– Kyousuke, como anda o Yuuichi-kun? – perguntou ela.

Me surpreendi com sua pergunta repentina, mas tratei de responder, enquanto me aproximava e me sentava ao seu lado.

– Falei com ele pelo celular mais cedo. – comecei. – A cirurgia se provou um sucesso, e as sessões de fisioterapia andam avançando.

– Que bom... fico feliz... – ela sorriu, mirando os olhos para o chão. – Quando penso que a culpa foi minha...

– Não diga isso! – falei de imediato, até assustando-a. Segurei em sua mão com força, encarando-a. – Não foi sua culpa. Foi um acidente. Além do mais, ele está melhorando.

Ela voltou a sorrir em minha direção, algo que fez meu rosto pálido corar. Desviei meu olhar de forma rápida, para evitar o constrangimento.

– Obrigada, Kyousuke. – agradeceu ela, sorrindo. – Tenho certeza de que logo o Yuuichi-kun vai estar correndo no campo de futebol com você, igual quando crianças. – voltei a olhá-la, no exato instante em que ela mira seus olhos para algum ponto do teto. – Me alegra que seus pais permitam aos dois o prazer desse esporte tão maravilhoso...

Fiquei mudo por alguns segundos, depois que ouvi suas palavras.

– Myah-san... O que houve quando você revelou diante de todos que era você quem jogava futebol? – ousei perguntar.

– Fala do primeiro jogo do Torneio Torre do Futebol? – apenas assenti. Goenji-san e os demais se aproximaram e sentaram em frente a ela. – Ele brigou comigo, lógico... E queria me deixar de castigo por um mês, trancada dentro de casa. – ela deu um sorriso triste. – Mas não sei porque... a mamãe não deixou.

– Sua mãe? – perguntou Goenji, surpreso.

– É... Ela ficou bem furiosa com o fato do papai querer me aplicar esse castigo... – começou Myah. – Ela apenas me mandou subir para o meu quarto, e que depois iríamos conversar. Eu pude ouvir os dois brigando, até que meu pai se rendeu à bravura de minha mãe. Ela tem um gene forte.

– Igual a você. – Kidou-san afirmou, com um sorriso.

– Talvez... – Myah riu baixo.

– E o que ela te disse? A sua mãe? – perguntou Fudou-san, também curioso.

– Ela só disse que sentia muito orgulho de mim, mas não deu mais nenhuma explicação. – concluiu a loira.

De repente um barulho na porta. Parecia que alguém estava batendo com força nela, seguido de um ruído que parecia sair de algum filme de terror.

– Mas que diabos é isso?! – perguntou Fudou.

– É o que vamos descobrir!

Bradou Myah, ao segurar firme o taco de beisebol e correr em direção a porta, golpeando a maçaneta com toda a força. Notei em seu corpo uma aura poderosa, como se ela intensificasse sua força muscular. E de fato o fez, já que seu golpe foi capaz de arrancar a maçaneta e fazer a porta se abrir. Ela seguiu pelo corredor e a seguimos correndo, notando logo que ela havia parado. Parecia espreitar pelo perigo.

– Quem será que estava batendo? – perguntou Goenji-san.

– Não sei... – Myah-san falou, ao se virar para nós. – Mas se qualquer forma-

– Myah! – gritamos todos, ao ver alguém atrás dela.

Myah cerrou o cenho e golpeou com tudo com o bastão. Estava meio escuro, então não vimos direito o que aconteceu, mas pudemos ouvir um barulho, e quando apontamos as lanternas, a coisa havia sumido.

– Um fantasma de verdade? – perguntei, confuso.

– Não, era bem sólido. Eu senti que bati em alguma coisa... – comentou Myah-san, com seriedade.

E então mais um barulho, vindo do corredor ao lado.

– Veio dali! – falou Myah-san, e então seguiu o barulho.

Fomos atrás da loira, e percebemos algo no chão. Ou alguém. Era coberto por uma manta branca, mas era possível ver um pé surgindo debaixo do tecido.

– Vamos ver quem é o engraçadinho que está brincando conosco. – falou Myah, e então puxou a manta.

Nossos olhos se arregalaram de total surpresa.

***

Haym POV ON

Ao chegarmos na enfermaria, me sentei num banco enquanto Otonashi-chan procurava por curativos. Fiquei observando-a com os olhos bem abertos, espantado com sua energia. Sua rapidez ao procurar nas prateleiras me deixava até tonto. Assim que pegou tudo, veio até mim e sentou ao meu lado, começando a limpar a ferida e depois a pôs o curativo.

– Parece meio fundo, mas acho que logo vai melhorar. – ela falou.

– Não se preocupe, meu corpo se cura rápido. – respondi, sorridente. – Já fui atropelado, lembra?

– Não gosto muito de me lembrar disso... – comentou.

– Hm? Ei, já disse pra não fazer essa cara. – falei, e então ela me olhou. – Prefiro mil vezes você sorrindo, Otonashi-chan!

Eu esbanjei um sorriso dócil, e quanto abri os olhos, ela me olhava arregalada e com as bochechas vermelhas, logo voltando sua atenção no curativo.

– Pronto. Acho que deve resolver. – falou ela.

– Obrigado, Otonashi-chan. – agradeci, e me levantei do banco. – Acho melhor voltarmos, todos devem estar preocupados.

 – Sim! – respondeu ela, sorridente.

Seguimos o caminho de volta e rapidamente chegamos na quadra de vôlei. Notamos que os demais já haviam chegado, e o grupo de Endou-kun contava aos demais sobre uma frase que viram pintada em uma das salas.

– ELES VÃO VIR NOS PEGAR!!!! – gritou o goleiro, apavorado.

– Para de escândalo, Endou! – Someoka-kun o repreendeu. – Nada vai nos pegar.

Uma luz veio de longe, e Endou-kun gritou de novo, junto de Kabeyama e Kariya.

– FANTASMA!!!

– Não há fantasma algum! – ouvimos uma voz, e notamos ser de Kidou-kun.

– Nee-chan? – perguntei, surpreso ao vê-los, já que eles arrastavam um corpo.

– Aqui está o seu “fantasma”. – falou Myah-chan, e então jogaram o corpo diante de nós.

Nossos olhos se arregalaram.

– ENDOU??!!

Ele tinha um enorme galo na cabeça e parecia estar vendo estrelas depois de uma bela pancada. Myah-chan pegou uma garrafa de água e jogou o líquido na cara do nosso treinador, que acordou assustado. Ao olhar para frente, notou a fera emanando uma aura demoníaca e assassina diante dele: Isao Myah. Ela estava furiosa, e ele, apavorado.

– Comece a se explicar, Endou-kun, antes que eu faça você realmente virar um fantasma. – falou ela, cruzando os braços.

– Tudo bem! Tudo bem! – falou o maior, se levantando. – Eu só queria fazer uma brincadeirinha.

– Eh? Brincadeirinha? – perguntou Fubuki-kun.

– É que depois da história que Vizeu nos contou, fiquei com medo do clima ficar pesado... então fiz essa história de fantasma criar vida, e pedi ajuda à Aoi-chan para que desse mais impacto.

A azulada sorria e acenava, sem jeito.

– Eu só queria fazer com que vocês espairecessem a mente... – falou o adulto, e então se curvou diante de nós. – Me desculpem!

Ficamos todos pasmos com a história, até ouvirmos um riso.

– Huhuhuhu... há, há, há, há, há!

A risada doce e alegre de Myah-chan. Acho que posso contar nos dedos a quantidade de vezes que ela riu dessa maneira, e devo confessar que é uma visão muito reconfortante. Logo todos foram tomados pela alegria dela e começaram a rir também. Acho que o plano do Endou adulto realmente funcionou...

***

Goenji Adulto POV ON

Era enfim o dia seguinte. Precisei sair para ver algumas papeladas da Associação de Futebol Junior, mas logo voltaria para a Inazuma Caravan. Desci do meu carro em frente à sede, e assim que pisei fora, recebi uma ligação de Yuuka. Atendi sem demora, mas logo depois do “alô”, senti uma presença atrás de mim e me virei às pressas para ver o que era. Meus olhos se arregalaram e tudo escureceu...


Notas Finais


Vish '-'


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