História Aceitaria a morte numa boa se viesse de ti - Capítulo 1


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Categorias Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Personagens Tanjirou Kamado
Tags Anime, Caçadores, Demon Slayer, Demonios, Espadas, Horror, Kamado Tanjirou, Kimetsu No Yaiba, Morte, Oni, Tanjiro, Terror
Visualizações 32
Palavras 444
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Seinen, Terror e Horror, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


uma hora o sopro vai parar de abençoar seus pulmões.

Capítulo 1 - A linha que é a sua vida pode ser cortada agorinha


Fanfic / Fanfiction Aceitaria a morte numa boa se viesse de ti - Capítulo 1 - A linha que é a sua vida pode ser cortada agorinha

Estava em cima de uma pedra. Teias se encontravam por toda parte ao seu redor. Eram densas e concisas, fortes o suficiente para cortar qualquer um. E cortavam!

A mulher em cima da pedra era bonita demais para um demônio. Seus longos cabelos eram tão belos quanto as linhas que saiam da ponta de seus dedos, mas não tão fortes quanto a tristeza que corroia seu peito.

Demônios não sentem.

As pessoas não sabem de muita coisa, mas continuam falando aquilo que lhes der na telha. Entretanto, se seres humanos são os mais inteligentes da Terra e conseguem queimar e destruir o próprio lar, então demônios também podem sentir.

Ela sentia muito. E queria acabar logo com tudo isso.

Foi quando uma sombra chamou sua atenção lá do alto. Ela ergueu os olhos e perante a lua viu uma silhueta de um espadachim. Ele tinha um olhar determinado e uma postura impecável. Era um anjo que trazia uma morte implacável em forma de lâmina nas mãos. 

Chegou minha hora de finalmente partir e acabar com toda minha angústia. Demônios não sentem, então talvez eu nem sequer seja um demônio. Talvez seja alguém que só vai encontrar paz na morte. Minha dor terá um fim.

Levantou os braços, as palmas expostas, as pontas dos dedos com fios de teias penduradas, quase inofensivas. O olhar em prantos dela se fechou. Ela clamou mentalmente para que aquele arcanjo que caía e se armava em sua direção lhe trouxesse uma finalização de fato. Será que era o destino lhe pregando uma peça?

Ele viu o olhar dela. Viu suas mãos estendidas em sua direção e os fios caídos leves. Ela sofria, estava cansada. 

Seja gentil!

Ele apertou o cabo, mas fez a arma ficar mais leve, mais bondosa. O ar não foi cortado, ele planou ao redor da lâmina harmoniosamente. A espada passou imperceptível pelo pescoço da mulher, foi deslizando, ultrapassando a pele e cortando a vida dela, deixando um rastro de bondade e poder azul para trás. Seu pescoço cedeu alguns segundo depois, a maior parte do cabelo caiu atrás da nuca, aparado para todo o sempre, pousando-se em um montinho no chão. O corpo caiu pesadamente. Mas sua cabeça deslizou com graça pelo ar.

Sinto paz, me sinto bem. Isso parece bom. É como um alívio de ser finalmente solta. A morte é interessante para algumas vidas.

O espadachim olhou no fundo dos olhos dela, que choravam muito. Ele tinha piedade. Queria abraçá-la e consolá-la, mas sabia que havia feito o certo.

Aqueles olhos. Eles eram diferentes dos olhos dos outros humanos. Tinham compaixão. Fico feliz, eu aceitaria qualquer tipo de morte se estivesse sendo carregada por aquele olhar.



Notas Finais


Meu professor de sociologia morreu ontem; descobri hoje e tô muito mal. Um mestre que me fez ver a sociedade de uma maneira diferente é era uma ótima pessoa. Estou devastado e tive de escrever algo como isso. Poderia ter ficado melhor, eu sei. Mas estou me sentindo pequeno demais para escrever algo mais bonito que isso.

Aproveitem a vida! Obrigado por ler!


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