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História Aceito? Aceito! (Taekook - Vkook) - Capítulo 2


Escrita por: felicity_nown

Notas do Autor


boa leituraa <3

Capítulo 2 - Remember


— O que as meninas vêem naquele tal Jeon?? — exclamou, parecendo indignado.

— Bom, ele é rico, meio famoso, e... — o seu amigo bochechudo olhou pro lado, vendo o adolescente cercado em uma rodinha de garotas histéricas, suspirando como se olhasse para um sonho distante. — Lindo...

— Jimin!

— O quê? É verdade! E tem mais... ele tá vindo — o loiro revirou os olhos, preparando-se pra rebater, mas Jeon já estava lá quando finalmente reparou na última frase.

— Jungkook, prazer — cumprimentou ele, chegando com uma espécie de sorriso ladino que irritou Taehyung profundamente.

O loiro o olhou cético de cima à baixo, o que não passou despercebido por Jungkook, que pareceu desconfortável. Quando a curta avaliação terminou, Taehyung arqueou a sombrancelha presunçosamente, mantendo a mesma postura defensiva.

— Eu sei seu nome — disse, ríspido.

— Park Jimin — apressosou-se o ruivo, a fim de disfarçar a indelicadeza do amigo, mas claramente demonstrando interesse no moreno a sua frente. — Esse antipático aqui é meu amigo, Taehyung. — tudo estava bem, o loiro pensou, mas isso até ele começar a falar sugestivamente. — Ele não se dá bem com novatos, mas eu me dou bem até dema...-

— Jimin! Agora, química.. aula! — exclamou desajeitado, arrastando o melhor amigo pela manga do uniforme, e deixando para trás um Jeon cheio de interrogações. — Que porcaria era aquela? — questionou ele, quando finalmente pararam numa distância segura.

— O quê? Eu só tava dando boas vindas ao novato!

— E você faz isso dando em cima dele?

— Sim? — bradou ele, como se fosse o óbvio, e Tae revirou os olhos castanhos para a falta de noção do amigo. — Já sei.. você tá assim porque tá afim dele!

Taehyung riu histericamente em frente a um Jimin confuso, riu como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo.

— Nunca!

Para o desgosto do loiro, no entanto, o maldito Jeon não desistiu de importuná-lo. E fez questão de mostrar para a sala inteira, pelo jeito, porque no meio da aula, quando a professora copiava na lousa, ele o chamava o tempo inteiro! E o pior, fazia questão de não chamá-lo pelo nome!

— Loirinho! — Tae permaneceu mudo, como esteve fazendo há quase 40 minutos, e por mais que preferisse fingir a inexistência do moreno, a esse ponto ele já pressionava furiosamente o lápis entre os dedos.

Jungkook olhou para os lados, como se conferisse o território, e logo Taehyung entendeu o porquê, quando já nem teve mais controle sob os próprios atos.

— Eu não vou falar com você!

Tudo aconteceu muito rápido, pois no momento que seus fios loiros foram puxados por Jungkook, a sala ouviu o baque enorme que foi o caderno de Taehyung contra o rosto do Jeon. A professora virou-se imediatamente, deparando-se com a cena.

Para completar, Jimin enclinou-se na cadeira de trás, acrescentando desnecessariamente:

— Agora falou.


Jeon Jungkook


— Sou Jeon Jungkook, 19 anos, faculdade de administração. E não, não lembro bem do que eu estudei. E, sim, tenho poucas lembranças da infância — respondi automaticamente, e pela milésima vez apenas hoje.

Céus, eram horas na mesma sala, olhando para o mesmo rosto, respondendo as mesmas perguntas.

— Sua noiva, Soobin? Lembra dela?

Nesse momento, eu baixei a cabeça, envergonhado, pois só de ouvir o nome da minha noiva, o ocorrido do casamento se repetia em minha cabeça.

Caramba, nem mesmo em pensamentos eu me permitia chamá-lo de Soobin! É simplesmente.. muito estranho, como se fosse até errado.

E eu não sabia o porquê.

— Não... — respondi num sussurro, e eu acho que a mulher apenas deduziu pela minha expressão, por que nem mesmo eu ouvi direito.

Ela passou alguns minutos anotando algo em sua prancheta, com aquela letra horrível de médico, enquanto o barulho da caneta me irritava profundamente.

Na verdade, quando se passa horas dentro de uma sala respondendo a um mesmo questionário, até o som do vento através das frestas se torna irritante.

E era como eu estava nesse momento: profundamente irritado. Tudo que eu queria era poder fugir dessa maldita sala.

Então, para minha surpresa, ela saiu do consultório, pela primeira vez em muito tempo, e eu enchi-me da esperança de finalmente poder sair de lá também.

Mas eu tive de murchar de decepção quando ela retornou, e a decepção triplicou quando vi que ela estava acompanhanda justamente com as duas pessoas que menos queria ver naquele momento.

Taehyung e Soobin.

Claro, ambos envergonhados, era uma reunião muito bonita, afinal: eu, minha noiva, e o cara cujo nome eu falei ao invés do dela. Todos juntos. Num mesmo cômodo.

Eu só consegui desviar os olhos, queimando de vergonha por dentro, enquanto senti que deveria prestar atenção na conversa que eles tinham — que com certeza era sobre mim. Mas eu simplesmente não consegui, depois do que eu fiz eles passarem, parecia errado até mesmo respirar o mesmo ar que eles.

— Jungkook? — chamou a médica, o que infelizmente me obrigou a erguer os olhos para eles, mas me surpreendi quando vi que Soobin não estava mais lá — Nós já analisamos sua mente o dia inteiro, não encontramos nenhum sinal de lesão no cérebro, nenhum histórico de alzheimer precoce na família... — mas eu não prestei atenção em mais nenhuma palavra que aquela mulher emitia, pois o modo como Taehyung agora encarava a janela da sala, parecendo distante, me chamou muito mais atenção do que qualquer coisa que saia da boca dela. Eu suspirei, achando interessante o jeito que a franja loira caia sob a testa do garoto, deixando-o atraente; os fios pareciam tão macios, que me faziam querer tocá-los — ...Taehyung irá te acompanhar nos últimos dias.

— O quê?? — bradei, surpreso com a única frase que havia ouvido, e que ironicamente continha Taehyung.

A mulher respirou fundo, parecendo transmitir paciência para ela mesma. Eu não a julgava, afinal ela passou o dia inteiro lidando com um adolescente só absorvia metade das palavras que dizia.

— Nós iremos apelar ao tradicional — continuou, agora falando lentamente e fazendo gestos como se estivesse explicando para uma criança, e eu franzi o cenho. — Não sabemos o que houve com você, mas enquanto tentamos descobrir, decidimos que o melhor é você ter alguém que possa refrescar sua memória. E não se preocupe, eu já o dei as instruções para isso. Podem se retirar agora — ela informou, parecendo ansiosa para finalmente se livrar, e eu não poderia ficar triste com isso porque o desejo era profundamente recíproco.

Então, eu finalmente saí do maldito consultório, sentindo-me mínimamente livre.

Minimamente porque eu finalmente lembrei da presença do loiro ao meu lado, que apenas me acompanhava, atônito.

Nós saímos do estabelecimento, eu me deixando conduzir mais uma vez pelo mais baixo, e permaneci mudo apenas para não ter de quebrar o silêncio e deixar o ambiente ainda mais constrangedor.

Eu fingia prestar atenção nos detalhes do caminho, mas por mais que eu estivesse curioso para descobrir mais sobre o lugar em que eu vivia, a verdade é que minha mente trabalhava sem parar. Por isso, minha segurança estava totalmente nas mãos de Taehyung, e eu contava com ele para não ser atropelado.

Isso até algo urgir em minha mente, e foi aí que não consegui mais manter o silêncio.

— Hum.. a Soobin, onde ela foi? — arrisquei, quando finalmente me lembrei da minha noiva.

Céus, eu seria um péssimo marido.

Isso se eu tivesse a chance de ser um, porque eu facilmente me via assinando papéis de divórcio.

— A médica a dispensou, ela foi pra casa — respondeu, simples.

Franzi o cenho, cabisbaixo. Sequer sabia se a garota estava triste, furiosa, comovida... ou, quem sabe, tudo isso junto. Eu não fazia ideia, e isso só reforçava a ideia de que eu seria um marido terrível.

Taehyung virou para mim, me olhando como se soubesse exatamente o que se passa em minha cabeça.

— Não se preocupa, ela não tá irritada. Na verdade, queria ajudar, mas a médica pensou que... ela achou que era melhor eu.

Preferi não questionar porque a médica achou que ele era melhor para isso, apenas me permiti suspirar aliviado, me livrando também de um peso enorme.

Eu ainda tinha chance, certo?

Encarei o loiro, notando que não era necessário lembrar para saber o quanto aquele garoto me conhecia, só pelos olhares, pelos atos, e também pela maneira que ele sabe o que se passa em minha mente maluca só pelo meu silêncio.

Ele, literalmente, sabia mais sobre mim do que eu mesmo.

Mas, por algum motivo, eu acreditava que isso se aplica também antes da minha perda de memória.

Estava tão imerso em meus pensamentos, que demorei alguns segundos para perceber que Tae havia sumido do meu lado. Olhei para trás, vendo ele sorrir estranhamente para uma loja como se fosse uma criança olhando para uma vitrine de brinquedos.

— Vem — chamou, entrando sem sequer esperar uma resposta, então eu apenas o segui sem contestar.

Entrando lá, porém, eu achei que fosse vomitar com o tom de rosa chiclete extremamente enjoento da loja. Assim, eu descobri que estava numa sorveteria.

Nós nos sentamos em uma mesa distante do centro —  não deixei de notar o tom de azul bebê da mesa — e não demoramos para ser atendidos.

— Eu vou querer um tradicional, de chocolate com morango. E muita cobertura — o garçom ia anotando, indiferente à animação exacerbada do loiro.

Droga, aquela animação toda apenas por um maldito sorvete.

Eu não pude deixar de sorrir.

Por mais que eu achasse tudo aqui extremamente brega, esse parecia ser o habitat natural de Taehyung, tanto que os tons pastéis da loja combinavam muito bem com o moletom lilás claro que ele usava — e ficava extremamente adorável em contraste com os fios loiros bagunçados.

Só aquela cena era o suficiente para toda a minha irritação do dia evaporasse.

E isso me assustava.

Nem reparei quando o garçom começou a olhar para mim, a espera do pedido, e eu travei. O que diabos eu queria?

Olhei para Taehyung, num pedido de ajuda, e ele pareceu entender imediatamente.

— Ele vai querer um cheesecake — disse, e o garçom finalmente se retirou após eu confirmar.

— Por que me trouxe aqui? — arrisquei questionar, atraindo a atenção dos olhos castanhos.

— Bom... esse é simplesmente seu lugar favorito da cidade, a melhor sorveteria daqui! — exclamou ele, voltando a ficar exageradamente animado.

Eu olhei ao redor, notando vários balões espalhados pelo local, esses possuíam a mesma paleta de cores da loja, e tinham pequenas casquinhas de papel na parte inferior, imitando sorvetes.

— Tem certeza que esse é meu lugar favorito? — perguntei, torcendo o nariz ao perceber também o aroma doce e enjoativo.

— Tá, não exatamente... — suspirou ele, derrotado. — Mas é o meu lugar favorito, e você sempre acaba vindo junto, então é praticamente seu lugar favorito — disse ele, como se tivesse acabado de rebater com um ótimo argumento.

Sabia que Taehyung ia falar mais, mas o pedido ter chegado nesse exato momento foi o suficiente para que se calasse, e ele começou a comer imediatamente.

Eu olhei para meu cheesecake com curiosidade. Receoso, eu o levei à boca, sentindo o sabor familiar se dissolver na boca.

Céus, era mesmo uma delícia!

Quando estava prestes a dar outras garfadas no mesmo, eu ergui os olhos ao sentir que Taehyung me observava, me avaliando de forma astuta.

— É seu favorito — disse, como se sentisse a necessidade de me dar uma explicação.

Eu sorri, meio tímido. Taehyung realmente me conhecia, afinal.

Olhei mais uma vez para ele, de repente me sentido interessado em relação a nossa amizade. Eu até me lembrava do dia em que nos conhecemos, mas nosso primeiro encontro foi simplesmente um desastre, e a curiosidade me corroia por dentro para saber como uma "cadernada" na cara se tornou... isso.

— Tae? — não pude deixar de notar que o apelido simplesmente escapou naturalmente por meus lábios, e a reação do loiro ao nome fora tão espontânea que eu concluí que não era, de fato, incomum chamá-lo desse modo. —  Eu.. gostaria de saber como nos conhecemos.

— Tem certeza? Isso poderia causar um nó na sua cabeça... — ele disse, parecendo realmente inseguro. — Nossa relação sempre foi complicada.

— Eu sei, me lembro do nosso primeiro encontro.

Nesse momento, as bochechas de Taehyung estavam tão vermelhas quanto seu sorvete de morango, e eu sorri com a cena.

— Você.. lembra? — assenti, e o loiro riu nervoso, mas parecendo se render. — Bom... o que quer saber, exatamente?

— O que aconteceu depois de, hum... eu ser atingido por um caderno.

Taehyung quase engasgou com o próprio sorvete, parecendo puramente envergonhado com o ocorrido, e eu não me aguentei, pois desatei a rir nesse momento.

Eu senti que todo o constrangimento que sentíamos há alguns minutos já nem existiam mais.

— Ok, primeiramente, você mereceu! — defendeu-se ele, e eu ri ainda mais, sem querer contestar apenas para não correr o risco de não ouvir o resto da história. — Em segundo lugar, bom... as coisas entre nós desandaram depois daquele dia.

Arqueei a sombrancelha, surpreso.

— Desandaram? — Taehyung assentiu.

— Você sempre foi difícil de lidar, Jungkook, e... tá bom, eu também era, mas você era mais! — acrescentou ele, depois de eu praticamente o fuzilar com os olhos, pois, bem, quem foi atingido por um caderno fui eu!  — Bom... depois daquilo, nós tivemos detenção.

Nesse momento, eu me inclinei na mesa, ignorando meu cheesecake a fim de ouvir detalhadamente a história.

— Nós tivemos que limpar a sala de biologia, e o tempo inteiro trocacávamos comentários ácidos um com o outro, até que você viu minha mochila da Helga Hufflepuff e, em algum momento, ofendeu minha Casa, e eu simplesmente odiei! — ele revirou os olhos, como se isso o irritasse até hoje. — Eu perguntei qual era a sua Casa, e você disse ser um sonserino, então eu, obviamente, também usei isso contra você. E, bom, esse foi o auge daquele dia, não trocamos mais uma palavra, tamanha a raiva.

Eu funguei de raiva quando ele, simplesmente, se levantou no meio da história, sem terminá-la. Ele foi pagar a conta, depois de recusar qualquer dinheiro meu — e eu nem sabia se tinha algo nos bolsos. Aproveitei, então, para terminar de devorar meu cheesecake, e assim que ele voltou, já estávamos prontos para ir.

Nossa saída foi anunciada quando um sininho irritante soou da porta, e eu pude ver que já era noite.

Taehyung chamou um táxi, e eu, mais uma vez, não contestei ao entrar, parando para pensar que o loiro tinha liberdade para me sequestrar se quisesse, e eu não argumentaria contra.

— Bom... — recomeçou ele, e eu me enclinei no banco para ouvir melhor. — Como eu disse, as coisas desandaram. E, para piorar, nós tivemos o mesmo ciclo de amizade e, caramba, foi um caos! Principalmente quando estávamos todos juntos, nossos amigos que tinham que ficar cuidando de você...- tá bom, de mim também, às vezes — ele acrescentou, quando eu arqueei a sombrancelha, orgulhoso por já estar começando a reconhecer quando ele estava sendo realista, ou apenas dramático. — Era a verdadeira Guerra Civil! E eu, claramente, era o Homem de Ferro na história.

— Por quanto tempo ficamos nisso? — resolvi perguntar, ignorando o fato de que eu não gostava de ser o Capitão América.

— Bom... — ele riu nervoso — Um ano.

— Um ano!? — ele assentiu. — E.. como nos resolvemos? — e, por algum motivo, ele corou fortemente com essa pergunta, travando em cima do banco.

— B-bom... nós.. fizemos um trato — disse ele, sem nem olhar diretamente para mim.

— Um trato..?

— É... — ele coçou o nariz, parecendo desconfortável, e eu vi que algo estava claramente errado. — Bem.. esse trato aconteceu depois que nossos amigos resolveram nos castigar por nossos comportamentos, isso até nos resolvermos. No seu caso, eles pararam de falar com você por bastante tempo.

— Uau — exclamei surpreso. — Eles pegaram pesado.

— Não é? — ele concordou, parecendo descrente. — Jimin deixou de me trazer os cupcakes da mãe dele por semanas, Jungkook! Semanas!

Nesse momento eu me virei rapidamente, puramente indignado com o comentário dramático do loiro.

— Espera... você tá dizendo que me ignoraram por semanas enquanto você apenas deixou de comer um bolinho que provavelmente era vendido na cantina da escola??

Ele franziu o cenho, parecendo extremamente ofendido.

— Não é um "bolinho qualquer", é o cupcake da mãe do Jimin! E foi uma tortura! — bradou ele, e eu me perguntava se ele tinha noção do quanto ele soava extremamente dramático e... fofo, ridiculamente fofo ao fazer aqueles gestos de indignação.

Eu apenas ri, incapaz de ficar furioso com ele. Além disso, sequer tinha sentido em me irritar com algo que eu nem lembro.

— Certo, mas depois disso, as coisas melhoraram? — questionei, e ele franziu os lábios meio incerto.

— Bom... mais ou menos — ele explicou. — Foi bastante difícil o processo, como eu disse, temos uma relação complicada, mas... com o tempo, descobrimos que somos muito diferentes e, ao mesmo tempo, parecidos. Bom, basicamente, acho que as nossas diferenças que formaram a amizade que nós temos hoje.

Eu assenti, fascinado com tudo isso. Mas, por mais que tivesse gostado de como ele explicou, eu mal podia esperar para lembrar de  tudo novamente, pois eu sabia que ele tinha ocultado alguns detalhes.

Mas esse pensamento, de repente, me apavorou.

Se eu recuperar a memória.

E foi pensando nisso que, quando parei para notar, eu já me via em meu apartamento, despedindo-me dele, anestesiado. Droga... a possibilidade de eu não lembrar de mais nada simplesmente me amedrontou. Minha família, meus amigos... tudo.

Eu teria de conquistar tudo novamente?

— Taehyung, espera — o chamei, e ele virou-se para mim na mesma hora. — Você, hum... antes do casamento, você me disse que... algo havia acontecido na noite anterior — lembrei, vendo ele arregalar os olhos levemente. — Bom.. o que era?

Ele juntou as mãos e encarou os próprio pés, parecendo extremamente envergonhado, e nesse momento eu sobe que ele não ia falar.

— Esqueça, tá? — ele falou, quase melancólico — Não quero confundir ainda mais sua cabeça, já foi muita informação por hoje, e..-

— Tae? — o interronpi, finalmente conseguindo captar o olhar tímido dele. — Então.. você pode passar a noite aqui? — arrisquei, notando logo em seguida que tinha sido um erro, quando ele corou fortemente.

Eu tinha feito algo de errado? Não era normal amigos dormirem na casa do outro?

Mas, assim que estava prestes a me desculpar, o que me surpreendeu foi quando, de repente, Taehyung jogou-se em cima de mim, com os braços rodeando firmemente meu corpo, e eu não soube o que fazer quando senti seu rosto encaixar na curva do meu pescoço. O cabelo dele começou a roçar no meu queixo e, nossa, tinha cheiro de morango!

Muito tímido, eu o abracei de volta, os braços circulando sua cintura, e eu me permiti enterrar o nariz entre os fios loiros, entrando em êxtase. Eu me senti seguro, pela primeira vez desde o dia do casamento. Eu realmente me senti acolhido, aceito.

E eu acreditava que o Jungkook antes de perder a memória também se sentia assim.


Nós passamos segundos que pareceram minutos em um só abraço, até que Tae se retirasse.

— Não é uma boa ideia... — resmungou ele, e eu demorei alguns segundos para perceber que aquela era a resposta para o meu pedido, mas ele já estava se retirando.

— Tae! — o chamei novamente, e ele parou na hora, mas sem se virar para mim — Me desculpa. — pedi, me referindo ao que quer que eu tenha feito no dia antes do meu casamento.

Para minha insatisfação, porém, ele não respondeu; permaneceu de costas, encarando os próprios pés, antes de finalmente decidir se retirar de lá, me deixando a sós com minhas dúvidas.


Notas Finais


um capítulo bemm levinho msm, sobre como eles se conheceram, e tbm com algumas coisas escondidas (oq o Tae tá escondendo sobre o tal "trato"? hihi) então criem suas teorias kssks
e, sim, referências, pq se não tivesse referências, não seria capítulo meu
e o Tae vai ser dramático msm, se preparemm
enfim, espero realmente que vocês tenham gostadoo, próximo capítulo eu prometo fogo no parquinho skksks
bjs <3

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