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História Aceito... Espere, o quê?! - Capítulo 23


Escrita por: Nana1027

Notas do Autor


Oya oya oya minna! Tudo bem? Espero que sim!
Quero agradecer todo o carinho e apoio, ajuda muito 💜
Demorei sim, falei que postar mais cedo ia foder meu raciocínio e foi o que aconteceu XD E agora as aulas voltaram também, vou tentar continuar a mesma frequência de postagem mas posso demorar um pouco mais
Aqui vai e espero que gostem! (bem calminho esse cáp, quase filler)
Até já e boa leitura💜✨

Capítulo 23 - Capítulo XXIII



- Loira da minha vida. - Levy aparece à porta do meu quarto chamando, é domingo, dia de descanso, e meu deus como eu estava precisando, largo o livro que estava lendo encima da cama para a encarar - Vai me ajudar a preparar o jantar ou vai ficar aí a ler para o resto da noite?

- Honestamente? - ela ergue as sobrancelhas, cruzando os braços - Não estou a fim. - volto a prestar atenção ao que estava ler.

- Ai qual é... - reclama chorosa - Acho que Natsu gosta de garotas que ajudam as amigas a preparar o jantar...

- Me poupe, Levy.

- Vamos, Lu... - me olha maliciosa, não contei para ela os detalhes do que aconteceu ontem, tudo o que ela sabe, ou pensa que sabe, não passam de teorias taradas que criou enquanto estive fora com Natsu - Não vai falar nada? Para a sua melhor amiga? Seu único e verdadeiro amor? Essa doeu.

- Pronto, o que você quer saber exatamente? - fecho o livro desistindo, agora de vez, e me sento na cama, Levy, com um sorriso satisfeito vem e senta à minha frente - Não abuse.

- Sei que aconteceu algo, pude sentir, só não consigo perceber o que foi exatamente. - sorri de lado, vai começar - Não vou perguntar se transaram porque já sei a resposta a essa pergunta.

- Ai sabe? - cruzo os braços curiosa, ela assente - Então?

- Lu, Lu, Lu... Pensa que eu não conheço o cheiro a sexo? Você cheirava a roupa lavada, não a suor e líquidos que não atrevo a falar o nome na sua frente. - bate nas próprias pernas como se tivesse acabado de ter uma ideia - Então... Boquete?

- Você. - aponto para a sua testa - Precisa seguir o caminho de Deus. - me olha indignada - Não me faça essa cara, ninguém fez boquete a ninguém.

- Então... Apenas ficaram? - assenti, bem, apenas ficamos porque ele me parou, mas ela não precisa de saber disso - Mudou alguma coisa?

- Mudou, percebi que odeio ver morenas oferecidas se esfregando nele. - rimos - Então resolvi lhe dar uma oportunidade.

A miniatura caiu de joelhos ao chão, ergueu as mãos juntos no ar e falou:

- Deus existe. Obrigada Senhor, por fazer essa garota ingrata ver a coisa boa que lhe caiu no colo.

- Idiota. - afago seus cabelos - Se isso fosse obra de Deus eu me entregava para as freiras, nunca nesse mundo Deus ouviria uma safada como você.

- Veja como fala com a tia! Não foi essa a educação que lhe dei! - avisou brincando, rimos ainda mais - Natsu é, oficialmente, duas vezes, meu cunhado. - me sorri gentilmente - Sabia que iriam dar um jeito, a tensão entre vocês sufocava.

- Aposto que sim. - ela se levanta e dou um chute na sua bunda - Agora tire a sua bunda enorme daqui, quero retomar minha leitura.

- Sim, sim. - se dirige até à porta - Ah, já agora Lu, o Natsu está cá para te ver.

Espera. Eu ouvi mal. Tenho a certeza.

Ele está cá? Em casa? Na minha casa? E a porta do meu quarto está aberta... Vou cavar o meu buraco, dá licença...

- Posso? - o rosado aparece apoiando o braço na ombreira da porta, está vestindo calças moletom cinzentas e uma camiseta verde escura, que deixa ver as marcas que ainda permanecem, e deverão permanecer por uns dias, no seu pescoço.

- Entra. - ele assim faz, e fecha a porta, mas porque todos fecham a porta quando eu preciso dela aberta? Se bem que... Agora não preciso mais tentar esconder a atração. Estamos juntos, é apenas natural eu querer ele, eu acho.

Vou ser honesta, não vou esconder mais nada, até porque dele não conseguiria nem que tentasse. É só olhar onde eu estou agora.

- Gajeel falou que receberam a nota de um trabalho importante, soube que tirou 97 em 100, meus parabéns. - felicita ainda de pé, colocando as mãos nos bolsos das calças.

- Aquarius nos mandou por email hoje de manhã. Obrigada. - sorrio - Como estão indo os seus estudos?

- Mais ou menos, ou seja, uma merda. - senta perto dos meus pés, na cama - Ainda não comecei, não estava conseguindo me concentrar.

- Essa semana vai ser fodida. - falo e ele concorda com a cabeça, suspirando.

Durante essa semana os alunos de Esporte vão ter seus treinos suspensos para que se possam concentrar nos estudos, será uma semana cheia de testes e sem nenhum treino.

É chato, principalmente porque teremos um jogo amigável daqui a duas semanas, mas é assim que as coisas funcionam.

- Não é só o estudo, tenho pensado muito no festival. - me olha preocupado - Não quero que fique machucada por eu ter que ir num encontro com outra garota.

Estava esquecendo disso. Tenho mesmo que ir?

- Não vou ficar machucada. - abano a cabeça para os lados - É algo bom, o dinheiro será para ajudar os mais pobres.

- Está disposta a me deixar sair com alguém para ganhar dinheiro para a caridade? - assinto, não é minha ideia favorita, por motivos óbvios, mas que posso eu fazer? - Você é incrível.

- Não posso dizer que adoro a ideia de ver você saindo com uma moça qualquer, mas vocês que caíram nesse buraco. - rio.

- Eu quero sair com você, não com uma outra garota. - diz serenamente.

- Meus pais virão ao festival. - informo, precisava mudar o rumo da conversa, se pensar demasiado no leilão vou começar a odiar a ideia, principalmente porque alguém vai ter com Natsu algo que ainda não tive, e isso me irrita um pouco - Minha mãe sabe do casamento, mas meu pai está completamente no escuro, queria lhe pedir que fosse discreto enquanto eles lá estiverem.

- Defina discreto. - me olha de olhos semi-cerrados.

- Nada de me tocar ou falar algo que possa denunciar alguma coisa sobre nós. - declaro, séria, ele bufa insatisfeito - É a sério, Natsu.

- É a noite mais romântica do ano acadêmico e eu nem posso pegar sua mão? Isso é sacanagem, Luce.

Aquilo é romântico? Muita gente andando de um lado para o outro, música em todo o lado, um leilão para o mercado negro, quase, essa é a ideia dele de romântico?

- Só lhe peço isso. Não quero que meu pai veja algo e pire, está imaginando a cena? - ele não pode imaginar, não conhece Jude, mas eu conheço, sei que ficaria furioso por não ter dito nada.

- E você? Irá se segurar? Não sei se notou, mas maior parte dos "toques" começaram por iniciativa sua. - cruza os braços argumentando.

- Vai jogar isso na minha cara? - pergunto, ele assente - Ah tá, pode deixar que eu não tomo mais a iniciativa então.

Olha a audácia do moço. Vai falar que ele não gostou, que não aproveitou? Me poupe.

Sento à cabeceira da cama e volto a pegar meu livro, enquanto Natsu fica me olhando, meio indignado.

Por cima do livro vejo ele se levantar e ir para o outro lado da cama, para se sentar do meu lado, de ombro colado no meu.

- Dói?

- O que dói? - indago sem tirar os olhos das palavras que continuo tentando ler, sem sucesso, não é ao livro que quero dar atenção agora.

- Isso. - sinto os seus dedos tocarem o meu pescoço, delicadamente, ele está falando das marcas - Se nota muito.

- Não me diga. - ironizo - Mas não, não dói.

- Eu preciso continuar me segurando, Luce? - ergo o olhar do livro e movo-o para o seu rosto, é uma pergunta com segundas intenções, porém também inocente, entendo, percebo porque a fez, acho que também ele quer algo, já que esteve se segurando por tanto tempo, mas está me pedindo permissão, está respeitando minha opinião, gosto disso.

- Não... - falo num sussurro, meus olhos caiem nos seus lábios chamativos, sempre que os olho me apetece toma-los como meus, me apetece cansa-los de beijos, falo de Levy mas sou tão tarada quanto ela, ou mais ainda.

Natsu chega mais perto, nossos narizes se tocam, as respirações se misturam, a sua mão vem até ao meu rosto, segurando-o, e no momento em que os nossos lábios se tocam minimamente ele pergunta:

- Não vai me parar?

- Acabei de falar, não precisa se segurar mais. - estou tão séria quanto posso ficar, não vou mais esconder, uma parte de mim quer que Natsu se solte completamente, que me faça dele de um jeito só nosso, que me surpreenda, mas nunca poderia lhe pedir isso, diretamente.

- Está pronta para lidar com as consequências disso? - o seu olhar mudou, para um mais profundo, escuro, isto sim é algo novo, os seus olhos gritam desejo, agrada-me, não vou mentir.

- Não me conhece o suficiente para saber a resposta a essa pergunta? - rio um pouco, abanando a cabeça, me afastando.

- Ótimo. - saiu num tom rouco que fez todo o meu corpo tremer, pedir por menos distância do seu - Não se segure, Luce, eu não quebro fácil.

Isso foi um desafio.

E só eu sei como quero embarcar nele, mas uma coisa de cada vez.

- Vai ficar para jantar? - volto ao tom normal, o que o irritou um pouco, pude perceber.

- Pode ser...

Sorrio divertidamente ao vê-lo afundar na cama, visivelmente aborrecido, e pegar o celular para passar o tempo.

- Luce. - chama após alguns minutos - Encontrei algo sobre a Sabertooth.

- O que encontrou? - pergunto sem tirar os olhos do livro.

- Eles têm um Às, um cara meio gótico, parece. - suspira - Vídeos não tem nenhum, foram cuidadosos.

- Tem foto desse Às? - assente - Então memorize bem o seu rosto, é ele quem você vai marcar.

Tenho que falar com Erza sobre isso ainda, esta semana vai atrasar nossos treinos, vai ser ruim, mas ainda teremos 1 semana antes do jogo, podemos preparar-nos nesse tempo, acredito que sim.

- A gente ainda nem viu ele jogar, ele pode ser bem merda.

- Esse time de basquete já ganhou muitos prêmios, descobri isso no outro dia, tenho a certeza que eles não chamariam alguém de Às se o cara não fosse foda. - garanto - No nosso caso você é o nosso Às, por isso quero ver como vocês irão colidir na quadra.

- Nosso Às não seria mais o Gray? - guarda o celular e me encara, me viro para ele - Ele é bom em tudo, defesa e ataque, minha defesa é meio ruim.

- Ruim porque você deixa ela ser. - ele arqueia as sobrancelhas - Se você usasse seus saltos e velocidade na defesa com certeza seria melhor que o Gray. - encolho os ombros - Mas você é teimoso.

- Eu não sou teimoso. - volta a se sentar.

- Mais teimoso que uma mula. - reforço.

- Eu não sou teimoso! - rebate choroso, parece uma criança, rio - Qual é a piada?

- Nada. - acalmo meu riso - Deixa para lá.

Antes que pudesse parar de rir por mim mesma o meu riso é parado pelos seus lábios, os olhos de Natsu continuam abertos, fixos nos meus, prendendo-me a ele mesmo sem me restringir.

Separa-se de mim sem aprofundar o beijo e cola a sua testa à minha.

- Agora já não está rindo.

- Cale a boca. - desvio o olhar do seu e agora é Natsu que ri.

Sempre age tão confiante, mas no final ainda têm as suas dúvidas nas suas habilidades.

Sei que ele é o nosso Às, ainda que mais ninguém o saiba, afinal, ele chegou apenas no segundo semestre, não vimos como Natsu joga num jogo a sério.

Só espero que ele seja responsável e não acabe sofrendo o mesmo destino do pai, quem muito voa também muito cai, e isso assusta-me.


Notas Finais


E foi isto! Espero que tenham gostado!
Como falei, cap calminho, nada de muito novo, só algumas informações sobre coisas que vão acontecer, mas eu não falo nada XD Não posso falar nada XD Eu acabo esquecendo que eu sei o que aí vem e não posso falar XD
Obrigada por lerem e acompanharem💜
Se cuidem e fiquem em casa!
Até ao próximo capítulo e sejam felizes💜✨


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