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História Acerto de contas - Batarou - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Fiz essa fanfic pq hoje é aniversário do meu bolinho de maracujá, a @seulwar, espero que goste meu doce 😍😍😍🤭🤭🤭

Capítulo 1 - Capítulo único


Garou recolheu os dedos, com exceção do indicador que usou para tocar suavemente as teclas daquele notebook que cheirava a novo. A internet estava bem mais rápida desde a última vez que invadiu aquele quarto.

Não sabia ao certo quando começou com este hábito doentio de invadir casas alheias, apesar de nunca ter roubado nada como comida ou itens, até porque não tinha muito oque fazer com tralhas, para onde as levaria? Não fazia seu tipo enfeitar o galpão em que vivia. 

Pensando com mais calma, tudo isto começou quando um certo herói passou a não sair do seu encalço, não tinha um minuto de paz sequer sem que Metal Bat, o herói rank S surgisse para batalhar, parecia até mesmo que sabia sua localização. Garou não podia fazer nada sem que fosse surpreendido por aquele herói de cabelo rídiculo surgindo bem a sua frente, não ficaria surpreso se o encontrasse até no esgoto. 

Ele lamentou, desde quando começou a viver de modo literal a expressão “brincando de gato e rato” contra um mero herói? Toda essa brincadeira só teria fim quando o matasse? Não, Garou não era do tipo que lutava até a morte e não seria agora que faria isso. Aparentemente, a associação de heróis queria realmente vê-lo morto, ou irritado de puro tédio. Suas batalhas contra Metal Bat já não tinham mais graça, perdeu até mesmo a conta de quantas vezes batalharam. 

Quando o caçador de heróis se referia a não ter paz, significava que nem mesmo as coisas mais simples conseguiria fazer. Encontrar-se com Tareo era um problema, foi por isso que recorreu a medidas drásticas, senão não estaria entrando escondido na casa de um estranho apenas para procurar informações sobre um maldito herói que a cabeça é mais dura que seu próprio bastão. 

Garou suspirou e inclinou a cabeça, passeando seus dedos longos pela escrivavinha e acompanhando-os com suas orbes amareladas, ele apanhou um copo de vidro pela metade, ele sacudiu  o líquido rosado e rapidamente o bebeu, por estar quente imaginou que a dona do quarto tenha o deixado a um bom tempo ali, ainda estava com e fez com que saciasse sua sede. Enquanto bebericava, só conseguiu pensar no quão mimada essa família era. 

Olhou pela janela do quarto e teve uma surpresa não tão agradável, era Metal bat patrulhando pela rua, provavelmente a sua procura. Mas ele não o encontraria ali. Rolou os olhos na direção do monitor, a página finalmente carregou, estava pesquisando pelos os heróis, em específico o cara do bastão. A associação tinha um site, era melhor que arriscar sua vida em outra batalha árdua completamente desnecessária. 

– Falando no diabo… – Murmurou para si mesmo, pondo o copo novamente no lugar. Se tivesse realmente com vontade de resolver este problema, teria que fazer agora. Garou se levantou, toda aquela baboseira no site não o ajudaria, já deveria imaginar que o estilo da associação não faria seu tipo, foi bem idiota em pensar que teria alguma dica. 

Bocejou, alongando-se e esticando suas mãos o mais alto que podia. As informações que teve dariam ótimas formas de tortura, mas isso soava tão tedioso… Lutar quase todo dia contra a mesma pessoa podia ser cansativo para Garou, que pensou que jamais enjoaria de batalhar, bem, não totalmente, mas havia apenas metal bat e metal bat sempre e sempre. Aquilo estava se tornando uma rotina entediante, e o platinado não fazia ideia de como aquele homem não havia desistido de sua pessoa, fugiu tantas vezes, mas nada. Mordeu o lábio inferior, faria com que o topetudo soubesse o quão irritante estava sendo. 

Sua prioridade agora era encontrar o homem, mesmo desejando fugir, sabia que não teria fim se continuasse assim. Quando saiu pela janela e pousou sorrateiramente no asfalto, olhou para ambos os lados atento como um felino, era visível seus olhos arregalados como um gato, procurando por qualquer deixa do herói.

E ele estava lá, sua aparição fora tão rápida que Garou mal teve tempo de digerir o que estava acontecendo, só soube que por pouco conseguiu esquivar e agora o chão estava estraçalhado, em milhões de pedacinhos que voavam em câmera lenta por sua visão e a do herói. Metal bat com seu maldito espírito de luta estava mais do que pronto para mais uma batalha. Droga, Garou estava de saco cheio disso, absolutamente cansado. 

Na mesma velocidade que desviou do golpe, o caçador de herói desferiu seu chute contra o bastão, um sorriso imenso percorreu por sua face quando viu o bastão se partir ao meio, foi música para seus ouvidos. Badd arregalou os olhos por não esperar que o homem fosse contra-atacar tão rapidamente, seu bastão fora partido revelando sua face que foi acertada pelo monstro, ambos unidos por um só golpe. A velocidade que fora ao chão fora ainda mais rápida.

O herói estava desacordado, Garou não pôde acreditar que foi tão fácil, seu sorriso só aumentava cada vez mais. Hoje era seu dia de sorte e de acertar as contas.

– Vejamos… – Acariciou seu queixo, observando o Badd desacordado. Em breve poderiam vir mais heróis e seria seu fim, decidiu agir rápido, pondo as mãos no bolso do moreno atrás de alguma coisa importante, documentos em si. – Seu endereço, huh? – Comentou mesmo sabendo que Badd não era capaz de ouvi-lo, resolveu pôr tudo que encontrou em seu bolso, seria bem útil e disso ele teria certeza. 

Quando se deu por si, estava sentando em uma posição um tanto quanto constrangedora, conseguiu perder sua ideia principal apenas por conta dessa bobagem. Garou acariciou seus cabelos, encarando o homem que estava tão sereno e pacífico, diferente do que sempre o vira, coberto de sangue e furioso. 

– Se você não fosse tão irritante, eu até que gostaria de te ver por cima de mim. – Murmurou para o homem desacordado rindo de sua própria piada. O caçador de heróis ergueu a cabeça do moreno conferindo se não tinha nenhum machucado grave, não estava a fim de bancar o médico ou enfermeiro, seja lá o que fosse. 

A noite caiu e fora bem rápido para o platinado, estava tão ocupado em mover o herói que nem reparou a mudança de cores no céu. Além do mais, quem se importaria com a coloração do céu quando estava carregando um homem pesado pra burro no meio da mata? Se Garou soubesse que para executar seu plano seria tão exaustivo, ele teria matado aquele herói ali mesmo, mas já estavam na metade do caminho e desistir seria péssimo. 

Quando chegou na casa de Metal Bat, ficou mais do que chocado ao ver que a porta estava aberta, nem sequer travou quando girou a maçaneta. Ele olhou na direção do herói, assustado.

– Quem é o idiota que não tranca a porta quando vai sair de casa? – Murmurou para Badd, ajustando-o em seu colo. Arrastando o corpo ele adentrou na casa de Base.

Não era ruim, não mesmo. Claro, tinha as cores chamativas e vibrantes e objetos que apenas ao bater os olhos lembravam de Metal Bat, essa era a graça de visitar alguém, ver que a decoração descreve a pessoa, ele investigaria isso com mais calma assim que se livrasse do elefante que carregava, ser o burro de carga realmente não fazia seu tipo, de forma alguma. 

Tirou uma das cadeiras da mesa de jantar e a levou até a sala, onde colocou o herói que insistia em pesar para o lado e cair de cara no chão, ele viu esta repetição três vezes, até se cansar e preferir amarrá-lo com uma corda infantil que estava sobre a estante. Sem seu bastão, Garou tinha certeza de que aquilo seguraria bem Badd, pelo menos até o fim da noite. 

Era entediante observar o herói, nos primeiros três minutos foram até empolgantes, esperar com que ele acordasse, mas a demora o deixou impaciente, com vontade de andar pela casa a fim de explorá-la. Não que esperasse algo emocionante, mas mataria o tédio até que a princesa resolvesse despertar. 

Começou pela cozinha, nada de mais como imaginou, nenhuma decoração excessiva e nada muito morto. Quando abriu a geladeira e armários estranhou a diversidade de salgadinhos e iogurtes, de repente uma lâmpada se acendeu sobre sua cabeça. O herói não morava sozinho, e sim com sua irmã caçula. E falando na mesma, onde estava? Ele olhou em volta, estranhando a ausência da jovenzinha, mas apenas deu de ombros e pegou um iogurte sabor morango junto de salgadinhos, comendo enquanto caminhava pela casa sem se importar se estava sujando-a ou não. 

Quando chegou aos quartos, bem não tinha muito o que dizer quanto ao da menina, era tanto rosa que ardia seus olhos, sem mencionar as pelúcias exageradamente grandes. Era Badd que as comprava? Nunca sequer passou por sua cabeça esse lado fofo do herói, até porque sempre que o via, ele estava balançando aquele taco para lá e pra cá pronto para acertar na sua cabeça. Garou revirou os olhos, pegando vários biscoitos e mastigando, indo em direção ao quarto de Badd.

Céus, aquele lugar exalava o cheiro do herói. As coisas eram muito bem arrumadas, sem mencionar na pequena coleção de bolas de beisebol que o rapaz tinha, uma leve quantia de livros infantis. Sem enrolação ele foi para o guarda roupa do rapaz, seus trajes variavam entre vermelho e preto, Garou fez uma cara de nojo, tocando o pijama do homem mesmo estando com as mãos sujas de salgadinho.

Quando seu iogurte fez o pequeno barulho, indicando que estava vazio, o platinado deu um grande sorriso travesso, amassando-o e lançando o mais longe possível. Pegou a vestimenta de Badd junto de alguns produtos de beleza sobre a cômoda. Ficou em uma dúvida eterna em qual escolher, eram tantos, aquele herói estava sendo muito vaidoso, até mesmo seus trajes cheiravam bem. Farejou a camiseta do pijama, inalando o doce aroma de Metal Bat, ele era muito bom em escolher perfumes, porém péssimo em respeitar o espaço pessoal dos outros.

Garou rosnou ao ouvi-lo se remexer na cadeira e tratou de ir até a sala, encontrando o herói se chacoalhando na cadeira. 

– Bom dia. – Ele deu seu melhor sorriso, acenando para o moreno que o devorava com o olhar. – Como foi o cochilo?

– Maldito… VOCÊ PARTIU O MEU BASTÃO! – Berrou e garou imediatamente tampou os ouvidos com o indicador. 

– Será que os vizinhos ouviram seu grito daqui? – Abriu a boca, surpreso. – Eu acho que eles já estão acostumados com isso, infelizmente, eu não estou. – Usou o mindinho para limpar a orelha. 

– Você vai pagar por isso, caçador de heróis. 

– A associação de heróis não te paga o suficiente para te dar um novo bastão? – Riu. – O seu já deveria estar bem velho, para ter partido daquele jeito. Pelo visto, não era tão bom. – Aumentou o sorriso ao ver as orbes de Badd o encararem com fúria. 

–Trate de acabar comigo, porque quando eu me soltar, acabarei com sua raça! – Se sacudiu na cadeira, tentando se soltar. Garou gostava de observá-lo, era interessante a forma que o corpo do herói se remexia. 

Garou pôs a mão sobre sua bochecha, olhando o herói entediado. 

– Você não cansa de lutar comigo? Todo dia? – Falou em um tom de voz calmo. – Fica atrás de mim está parecendo um cão farejador. 

– A associação de heróis me deixou encarregado de acabar com sua raça, e é isto que eu farei. – Rangeu os dentes, encarando o homem. Em segundos, a expressão de Badd mudou. – O que é isso em suas mãos? Espera aí... Você tá comendo a MINHA comida?

Garou olhou para suas mãos e o pacotinho de biscoitos. 

– É o que ganha por me encher o saco, bocó. – Deu de ombros, comendo os últimos biscoitos restantes e amassando o pacote. – Eu dei uma olhadinha na sua casa enquanto você dormia. 

– Você o quê?! 

– Eu não mexi em muita coisa, até porque essa casa é chata que nem você. – Garou esperava bem mais da casa de um herói, algo como troféus, cartinhas de fãs. – Você nem tranca a porta. 

– Disse o cara que mora em um galpão. – Murmurou, mas foi bem ouvido pelo caçador de heróis. 

– O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE? – Em um piscar de olhos, Garou estava cara a cara com o herói, que ergueu o rosto para vê-lo. – Você sabe do meu esconderijo? Ora, seu-

– Chama aquilo de esconderijo? – Badd segurou a risada. – Esses vilões de hoje em dia. 

– Como assim você invadiu, como descobriu?! – Garou segurou firmemente a cadeira, encarando o rapaz que balançou a cabeça. 

– Por que minhas roupas de dormir estão ali? – Perguntou. 

– Não troque de assunto! – Ele o encarava fixamente, seu peitoral subia e descia. 

– Foi só seguir seu cheiro de cachorro molhado. 

Garou apertou com força a madeira da mesa e respirou fundo, indo até os itens que pegou que estavam sobre o sofá, dando um sorriso travesso. 

– Você ainda não me disse o porquê de estar aqui, caçador de heróis. –  O tom firme de Badd não intimidou o outro. 

– Vim acertar as contas. – Garou lia o rótulo do produto com toda a atenção do mundo, indo até o moreno e sacudindo seus cabelos, desfazendo o topete. Ele pôde ouvir o homem choramingar. – Não queria minha atenção? Então, aqui estou. – Sussurrou, deixando uma risada escapar.

– Sua atenção?! – Sorriu. – Já disse, fui chamado pela assoc-

– Mentiroso! – Resmungou seriamente o jovem, dando um tapa na nuca de Badd com o pente. – Se quisesse me matar, teria feito isso há muito tempo. – Sussurrou próximo ao seu ouvido.

– Sabe que o que está fazendo vai acabar com sua pose de vilão, não sabe? 

– Sim, mas eu não me importo. – Passeou as mãos pelos cabelos de Badd. – Meu objetivo é irritar você, isso é tudo. 

– Já está conseguindo. – Falou entre os dentes, olhando sua amada roupa suja. – Seria muito mais fácil se resolvesse lutar comigo! 

– Já disse, lutar com você não me anima mais. – Garou voltou para o sofá, tomando refrigerante. – Por outro lado, ver seu rosto ficar completamente vermelho, é bem mais interessante. 

As horas se passaram e Badd concluiu que Garou era um buraco sem fundo, ele comeu tudo o que havia na geladeira, havia pacotes por todos os lados. Sem falar do uso não autorizado de seus cremes para cabelo, onde usou Badd como cobaia por medo de seus "belíssimos cabelos" caírem. 

Certamente, a parte mais estranha foram suas roupas, que agora estavam espalhadas por toda a sala, Metal Bat teria que tomar muito chá para se acalmar depois desse furacão chamada Garou. Aquele homem, o temível caçador de heróis estava cheirando sua camiseta favorita! Era estranho, e muito desconfortável. 

– Pare com isso e venha lutar comigo, agora! – Mandou, já de saco cheio disso tudo. Conforme o monstro fazia aquelas coisas, Badd se soltava aos poucos, já já estaria livre daquela corda.

– Me deixe em paz, eu gosto do seu perfume. – Retrucou.

– Como é? 

– Eu disse que gosto do seu perfume, imbecil. – Resmungou de volta, abaixando a camisa e encarando o herói. – Será que é natural ou é dessas milhões de loções que você compra? – Perguntou, se aproximando do herói. 

– Isso é ridículo! – Badd sentia sua pele queimar, aquilo estava indo há níveis absurdos. 

Garou aproximou-se do rosto do herói, roçando o nariz contra seu pescoço, Metal Bat sentiu como se seu coração pudesse saltar pela boca. O monstro segurou suas bochechas e apertou levemente, erguendo sua face. 

– Já está pronto para dizer o porquê de estar atrás de mim o tempo todo, Metal Bat? Hm? – Questionou com um sorriso travesso. – Será que assim como eu, você também gosta do meu perfume? Ou finalmente desistiu dessa besteira toda de ser herói e quis transformar-se em um monstro? 

As palavras de Garou estavam o tirando do sério, ele não sabia o que dizer, não havia nada o que pudesse fazer. Com a força que tinha, inclinou-se para frente caindo junto da cadeira, a corda se soltou fazendo os dois caírem juntos. 

Agora era sua chance de acabar de vez com essa história, mas seus braços foram rapidamente segurados por Garou, que continuava a sorrir.

– Tão lento. – Debochou, passando a segurar a mão do moreno apenas com sua mão direita, usando a outra para pôr uma mecha do cabelo de badd atrás da orelha. – Sabe, você fica bem mais atraente sem todo aquele gel na cabeça. – Badd começou a medir forças, o platinado teve que começar a realmente segura-lo com mais força ainda, imobilizando-o e se divertindo com a pose em que estavam. 

Pôs as mãos do herói para trás, ficando bem a sua frente, seu sorriso travesso indicava que estava feliz com toda aquela besteira. 

– Por que me persegue, Metal Bat? – Sussurrou, derrubando-o e ficando por cima. Garou esfregou o nariz contra seu pescoço novamente, dando um curto beijo no canto de sua boca. – Sim, é seu cheiro natural que me encanta, eu precisava provar um pouco dele. 

Em um piscar de olhos, Badd sentiu-se leve, Garou havia desaparecido de sua casa o deixando sozinho com toda aquela bagunça. Ao olhar pela janela viu que já estava próximo do amanhecer, o caçador de heróis havia cumprido sua palavra. Badd revirou os olhos enquanto passava a mão sobre o canto de sua boca, enrolando para recolher toda a roupa. 


Notas Finais


Parabéns, meu docinho


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