História Acerto de Contas - Capítulo 15


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Categorias Supernatural
Personagens Crowley, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Visualizações 16
Palavras 1.942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteiiii kkkk
Não vão se livrar de mim

Capítulo 15 - Ironia da Verdade


- Meu querido, se for falar de mim. Que seja na cara, porque nas costas faz massagem e não é tão boa quanto pensa... Ah, E devo avisar que precisará se empenhar para me matar. Tipo, precisa ter um PhD para conseguir.

Dei um sorriso mais doce que eu podia fazer, então recebi uma carrancuda no lugar, jurava que a qualquer momento ele poderia rosnar como um cachorro acolhido no canto, isso era tão fofo que dava vontade de apertar a bochecha. Rapidamente o ignorei como fiz ao Samuel pelo simples fato de perceber uma... pressão? Como é que se percebe isso?

Procurei o que estava causando isso, então vi um homem usando um sobretudo, tinha olhos claros e cabelo escuro, pelo na sua forma humana. A sua outra forma era luminosa sob o rosto, como foi o que aconteceu com a Dira, mas era diferente. Se uma coisa que eu aprendi com essa anormalidade seria: se têm duas caras, é o meu inimigo. Embora esse lema não precisa ser exclusivamente a anormalidade.

Toquei no cós da calça procura das minhas armas e nada. Deduzi que seria na moda antiga e bárbara. Fui tão rápida que sequer poderia imaginar um dia, dei um soco no estômago com tudo que eu tinha, peguei o pulso dele e o torci contra suas costas, levantando o máximo para imobilizá-lo.

- Que ideia é essa?!

De relance, vi o esquentadinho e calado apontado armas para mim. Subi ainda mais o braço contra o corpo, eu estava numa boa, poderia levar um tiro ou dois e pouco me importaria, pois em compensação eu quebraria alguma coisa. Então um pensamento surgiu em minha mente, afinal eu já não tinha levado dois tiros? Onde estar aquela dor incomoda?

Olhei bem para os Winchester, os mais velho deveria estar cheios de hematomas e o mais novo não poderia estar segurando a arma tão firmemente após do tiro no ombro que dei. E de onde conseguiu elas?

Só tinha uma explicação.

- Quantos dias eu dormi?

No momento que demoraram pra responder, forcei mais o meu poder contra o tal ser, sem contar que eu tentava empurrar a sensação de pressão. 

- Uma hora. - respondeu a luminária.

- Por que será que eu não consigo acreditar? Hum... Vamos ver. Eu deveria estar sentindo dor dos tiros, o rabugento alí, do qual me adora, deveria estar quase roxo de tanto hematomas e o outro também, sem contar que ele não conseguiria segurar a arma corretamente. Vamos tentar novamente, quanto tempo eu dormi?

- Uma hora. Eles estão assim porque eu os curei e você, curou-se sozinha.

- Estou no meu inferno particular e você foi o escolhido para me atormentar?

- Não. Eu sou um anjo do Senhor e você é uma nefilin.

Claro que eu não acreditei de imediato, anjo? Ate parece e onde estava essas coisas para defender a humanidade dela mesma? Então aquela luz em volta dele começou a ficar mais forte e tomar formas, ao perceber que eram asas o soltei imediatamente e dei alguns passos para trás. Facilmente, fui convencida de que ele estava dizendo a verdade, pelo menos em relação a ele. 

- Tudo bem, você é um anjo e que eu sou uma nefi-sei-la-o-que. Só falta dizer que é também o meu pai.

- Não sou. Mas fui resignado a prendê-lo e matá-la quando nasceu por ser uma abominação. - achei incrível o modo como ele isso com tanta naturalidade como se fosse a coisa mais banal e óbvia do mundo, mas eu não deveria estar tão surpresa assim já que eu aprendi isso. 

- Obrigada pela parte que me toca e devo avisar que chegou tarde - interrompi.

Já imaginava inúmeras possibilidades para ficar longe dele ou talvez atacá-lo antes que faça algo, afinal eu já tinha tido uma briga básica com o lado sombrio e de alguma maneira, eu estava curiosa como seria em lutar com o outro lado. Mas não tanto assim.

Como tinha saudade da minha vida simples de só atirar na cabeça de alguém por um serviço ou apenas vender álcool para viciados e logo depois virar um vegetal na minha cama. Ahh doce vida, que falta eu tenho de você.

- Então, qual é o seu nome para botar na sua lápide para caso faça algo comigo? Ou eu devo "Tio da Vanessa"? - falei cheia de sarcasmo, por nenhum segundo abaixei a guarda, eu estava mais do que pronta.

- Meu nome é Castiel. 

Eu acho que o boneco assassino me afetou de jeito, sequer havia ouvido aquele nome uma única vez e agora lá estava eu diante de um anjo que possuía esse nome e que eu deveria tomar cuidado, de acordo com minha consciência. Será que existe duas pessoas dentro de mim? 

Não.

Entretanto, ele era minha familia, se eu acreditasse que eu era mesmo uma nefilin, então não podia deixar escapar a única oportunidade de saber mais sobre os meus pais.

- Então vai querer me dizer como uma abominação, que sou eu, surgiu no mundo? Ou será que foi uma cegonha muito doida que resolveu piorar o mundo? - no meu ponto de vista, isso era um elogio.

- Vamos entrar. Vocês estão chamando muita atenção. - disse Dean guardando a arma enquanto entrava no quarto.

- Vocês ainda estão aí? Pensei que tinham embora.

Percebi Samuel impedir Dean retrucar, por isso que eu estava começando a gostar do Samuel, parecia que ele me conhecia bem ao ponto de saber o quanto eu amo provocar. Os segui e monopolizei a cama - acordei nela, agora era minha. -, esperei pacientemente que o meu "tio" começasse a falar.

- Sarah Jackson era uma profeta e usava seu dom para salvá-las do seres sobrenaturais, não se importava com o que as pessoas pensassem sobre ela, se tornou uma caçadora na adolescência. Até que entrou no mesmo ambiente que um demônio, Salatiel foi ao seu encontro para salvá-la. Ficou fascinado e a vigiava constantemente para mantê-la viva. Acabou se apaixonando, procurou por sua casca e voltou para ela na sua forma humana. Tínhamos que intervi-lo, em vários momentos fomos mandados pegá-lo, mesmo usando força bruta, mas Salatiel era forte demais para nós... Eles se casaram na igreja e Sarah ficou grávida, então ela passou a ver o seu futuro, viu o que fomos mandados a fazer com você. Ela morreu no dia do seu nascimento e Salatiel levou você para longe de nós, usou toda sua graça para colocar um selo em você, um selo que impedia o sangue angelical em você agisse e a transformasse numa humana normal. Foi assim que foram encontrados, Salatiel sem poder segurando uma bebê chorosa nos braços, não vimos necessidade em matar um bebê que não nenhum perigo, então Hannah a deu para uma mulher que pesava na rua e levamos Salatiel preso.

Sabe aquela raiva que aumenta a cada segundos e consome toda fibra do seu ser, como se um fogo se alastrando numa floresta seca? E tudo que você quer fazer no momento é destruir qualquer coisa ou qualquer um? Não, qualquer coisa seria aleatório e minha raiva não era assim, estava sendo direcionado ao tio anjinho.

- Ainda a acho uma abominação que deve ser destruída. - continuou ele. - Mas Ele não deixa.

- Ele? O Cara lá de cima? - perguntou Samuel. -Deus não tinha desaparecido?

- Sim, mas ele falou comigo. O Pai estar nos observando. - Reparei uma alegria na constatação do anjo, como se fosse a notícia do século. Posso não ser religiosa como Dira tentava me fazer, entretanto, sempre teve a certeza de "Deus estar nos observando", por isso que eu sempre soube qual seria o meu caminho e eu não iria fazer questão de mudá-lo depois de tudo que já fiz. Sobrevivência. Foi isso que minha consciência falou, fiz por sobrevivência. Mas eu fiz. - O Pai mandou protegê-la e ensinar a controlar sua força.

Meu foco se voltou para razão principal de minha raiva, eu precisava seriamente digeri tudo, pois a história parecia surreal demais e ao mesmo tempo tão certo. Ainda tinha dúvida se acreditava ou não.

- Vamos ver se eu entendi bem. Caso eu tenha acreditado. - respirei fundo. - Conderaram os meus pais por se apaixonarem e me ter. Minha mãe não sobreviveu ao meu nascimento e meu pai perdeu toda sua... graça? Que raios é uma graça? Não importa, ele perdeu isso para me proteger, de vocês, anjos que são para ser gente boa, protetoras com aquelas músicas angélicas de igrejas. Aahhhh. - cantei, não estava segurando o meu sarcasmo e nem tinha vontade. - E mesmo que meu pai tenha perdido tudo e só tinha eu na vida dele, vocês o aprisionaram e me deram para uma mulher que passava na rua do qual me usou para conseguir esmolas e assim comprava suas drogas. Toda minha infância eu tive fome, frio, fui desprezada e humilhada por pessoas que não queriam me ajudar ou dar um pedaço de pão por estar suja e fedendo! Virei um brinquedo da mafia porque vocês não podiam deixar o que mais queria em paz! NÃO TIVE UMA FAMÍLIA POR CAUSA DE VOCÊS!

Não sei dizer o que realmente aconteceu, num momento eu estava gritando toda aquela minha fúria e no outro eu apertando o pescoço do Castiel, não para enforcar totalmente, não ainda. Só sei que fiz um belo buraco da parede quando o empurrei e estava me deliciando em causar dor num anjo. Que irônico.

Senti alguém tocar o meu ombro, tirando a minha atenção de Castiel só para ver quem era o corajoso para se intrometer, não fiquei surpresa ao reparar que era Samuel enquanto o irmão estava um pouco mais distante apontando uma arma. Levantei a sombracelha para desafia-lo, duvidava se aquilo iria mesmo me impedir. O mais novo se afastou, entretanto, Dean continuava com a arma, para ser sincera, isso estava começando a ficar entediante.

- Podemos resolver isso sem violência física. - começou Samuel. - Se você puder se acalmar e deixar Cast...

- Uma dica. - o interrompi com a voz contida. - Nunca em sua vida diga para uma mulher que deve se acalmar.

Soltei Castiel e voltei para a cama, se já me achava uma abominação, imagine depois do meu ataque. Quando passei pelo espelho, percebi uma confirmação daquilo que eu nasci para ser de verdade, meus olhos brilhavam em dourados, literalmente, tinha um pouco de claridade ao meu redor. Reparei nas roupas sujas de sangue que usava e tinham buracos de balas na camisa, no que puxei apenas para revelar a pele o tecido se rasgou facilmente.

Passei os dedos no estômago só para ter certeza que a pele estava lisa e sem dor, no ombro foi no mesmo jeito. Olhei por cima do ombro e somente vi a leve cicatriz habitual da tatuagem estava, nenhum buraco de bala, parece que eu escolhi certo o desenho que queria nas costas. Um par de asas tribal que pegasse toda pele

- Por que foi ordenado a destruir tudo o que sempre sonhei ter?

- Porque é proibido a união dos anjos com os humanos. Sua espécie era poderosa no início dos tempos, os primeiros tinham mentes animalescas e diabólicas, não entediam o certo e o errado, então se tornaram tiranos cruéis e sem escrúpulos. Por vim dos anjos, somos ordenados a exterminá-los e dar prisão eterna para seus criadores.

- Mas agora não podem tocar em mim. - o vi confirmar. Respirei fundo e fui para o banheiro. - Vão embora. 

Tranquei a porta, precisava urgentemente um tempo para pensar.



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