1. Spirit Fanfics >
  2. Achados e Perdidos >
  3. Único; meu pai tá aqui dentro?

História Achados e Perdidos - Capítulo 1


Escrita por: lumisphere e jaekun

Notas do Autor


PRIMEIRA JOHNDERY DO SITE GRITEMOS AMIGOS UAAAAAAA BOA LEITURA DESCULPA OS ERROS EU TO NA ESTRADA

Capítulo 1 - Único; meu pai tá aqui dentro?


Sejam bem-vindos a mais um episódio da minha vida. Me chamo Kunhang, Wong Kunhang, mas onde trabalho costumam me chamar de Hendery. Eu trabalho em um achados e perdidos de um dos shoppings da Coreia e é todo santo dia alguém chegando aqui e me perguntando sobre algum objeto específico demais — que na maioria das vezes, não estava lá — que haviam perdido durante o passeio que faziam.


É cansativo, não vou mentir. Nada de muito emocionante acontece e eu não me comunico com muita gente, apenas com quem leva objetos — e às vezes, até pessoas — até lá. Passo o dia rolando meu feed do instagram, já que tem dias que nem pessoa passa por aqui.


E era assim que eu estava no momento, discutindo com um amigo por mensagens enquanto observava de relance a pequena discussão de um casal mais a frente de onde fica o achados e perdidos. Ninguém via, mas eu ria do motivo da briga. Quem que nota um mísero fio de cabelo loiro em uma camisa branca? Pff…


Eu julgo, mas se fosse comigo eu estaria puto do mesmo jeito que a mulher.


De qualquer maneira, acabei bloqueando a tela do celular quando vi uma pessoa se aproximando. Era um menino de aproximadamente cinco? Seis? Dez? Não sei, sou horrível adivinhando idades. Ele estava com algumas lágrimas rolando por suas bochechas e foi ali que eu me preocupei. Sou péssimo lidando com crianças também, mas sempre dou meu máximo para ajudar. Meu peito apertou quando vi que a criança estava sozinha, o que já me fez adivinhar o que havia acontecido.


— Eu perdi meu pai…


Fofo. 


Desculpa, sei que não é o melhor momento, mas foi fofo. Algumas coisas passaram pela minha cabeça, mas eu só não deixei transparecer. Teria ele achado que o pai dele estaria ali?


Só ele sabe.


Peguei um post-it amarelo e uma caneta preta (para quê? Sinceramente, minha memória é tão ruim que se ele me falar o nome dele eu esqueço em dois minutos) e comecei a perguntar para ele.


— Qual seu nome, meu amor?


— Mark — Mark é nome coreano? Não, mas uma coisa me dizia que aquela criança não era coreana. Tinha um sotaque quando falava. Não que eu pudesse falar alguma coisa, já que eu estou bem longe de ser coreano também.


— Mark, okay — anotei o nome dele no post-it. — Quantos anos você tem, Mark?


— Sete — na trave. Quase que acerto. 


— E qual o nome dos seus pais? 


— Meu pai se chama Johnny.


Johnny. Nome familiar para mim, parece que já ouvi alguma vez na minha vida, mas enfim. Anotei todas as informações no post-it e pedi para ele entrar do lado de dentro do balcão. Falei no microfone que tinha ali para Johnny se dirigir ao achados e perdidos imediatamente. Minha fala ecoou pelo shopping, atraindo a atenção de algumas pessoas dali por um instante, que logo voltaram a agir normalmente.


— Você pode me ajudar até seu pai chegar, o que acha? — sugeri. Não que meu trabalho fosse a melhor coisa do mundo, mas já era uma maneira de fazer ele parar de chorar e se distrair nem que seja por cinco minutos. Ele logo se animou e se sentou no chão, abrindo os armários e começando a ver os itens perdidos que tinham por ali. 


Não iria impedi-lo, já que não tinha nada demais dentro daqueles armários, só tinham blusas, relógios, anéis, pulseiras, alguns celulares — que eu deixava sempre desligados — e óculos de Sol. 


— Meu pai ‘tá aqui dentro? — Mark perguntou e eu senti vontade de rir. Desculpa, mas é que crianças são seres tão inocentes que eu fico até impressionado. Também senti vontade de ter um filho. Será que estou doente?


Engravidar ninguém eu provavelmente nunca vou por causa da minha sexualidade.


E porque eu sou um puta dum bottom.


Mas essa parte não é importante.


— Não — respondi, rindo baixo em seguida. — Seu pai está em algum lugar do shopping, provavelmente bem preocupado e desesperado atrás de você.


O silêncio se instalou entre nós dois e eu apenas o deixei brincando com os objetos que tinham ali, mesmo não sendo coisas muito legais.


— Moço, você é muito bonito, sabia? — Mark soltou depois de longos minutos que eu apenas fiquei batucando os dedos no balcão de madeira. Não consegui evitar que minhas bochechas ficassem vermelhas, já que isso foi completamente inesperado, mas relevei. — Você podia conhecer meu pai.


— Conhecer seu pai? — me amaldiçoei por ter gaguejado. 


— É! Ouvi ele falar uma vez que queria um namoradinho, então eu também quero que ele ache um namoradinho! E você é perfeito ‘pra ser namoradinho do meu pai.


Aquilo foi completamente aleatório. Fiquei vermelho como um tomate. Era fato que eu também queria um namoradinho, mas não assim, do nada. Não podia julgar, nunca nem vi o pai do garoto, vai que ele era gato.


Ri baixo como resposta e voltei a focar no movimento das pessoas ali perto, até que um homem bem bonito chegou correndo ali e parou na frente do balcão, ofegante. Mark nem se preocupou em ver quem estava ali, estava muito focado experimentando todos os óculos que tinham ali.


— Boa tarde, senhor. Qual seu nome e o que perdeu? — estava pronto para pegar meu bloquinho de post-it e escrever as informações para colar no meu quadrinho (não perguntem) quando eu ouvi as palavras saindo da boca do moço.


Johnny. Perdi meu filho


Era aquele o sujeito? Lindo daquela forma?


Okay, namoraria fácil. 


— Pai? 


Nem deu tempo de eu raciocinar e já vi os dois em um abraço apertado. Acabei sorrindo com a cena.


— Obrigado por cuidar dele — ele me agradeceu e eu sorri para ele, vendo ele sorrir de volta para mim.


Céus, Johnny era bonito mesmo. Quase que eu dei meu número para ele imediatamente. Vai que rolava algo.


— De nada, eu acho.


Eu e ele nos encaramos por muito — e bota muito nisso — tempo. Até que ele pegou meu bloquinho de post-it e anotou o número dele ali. Direto ele.


— Você parece legal. Me chama se quiser, é…


— Kunhang, mas pode me chamar de Hendery.


Hendery — lindo. Senti vontade de pedir para ele falar meu nome de novo. — Obrigado.


Ele saiu dali com Mark, que me deu um tchauzinho.


Cristo, quais eram as chances daquilo acontecer?


Preciso me gabar para o Yangyang.





Notas Finais


TA CURTO E TA SEM SENTIDO MAS----&&&&-"-_+&(-)->

comentem? n sei dhsudheusshdufufirjfif depois eu corrijo ta difícil agora com minha cachorrinha no meu colo uaaa ate depois escrevam johnderys 😈


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...