História Acho que Amo Você - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Lilbooh Acho Que Amo Você
Visualizações 105
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Fobia


- Pode beijar a noiva...

Sasuke me puxa de um jeito teatral e nos beijamos loucamente como naqueles filmes hollywoodianos. Meu coração está tão acelerado que eu poderia ter um infarto.

Só que não... e eu acordo a sós com minha frustração e... frustração?

Que diabos...

Olho ao redor e ligo abajur, a aliança cintila no meu dedo, acho que estou sofrendo a ressaca de todo estresse que passei mais cedo.

Eu sou um ser humano incoerente...

Sento na cama e inspiro fundo, sou uma mulher jovem e saudável, em plenas funções da minha constituição mental. É completamente normal se sentir frustrado quando seu marido te ignora completamente na noite de núpcias.

Digo à mim mesma que eu não queria nada com ele, e para reforçar meu orgulho, minha barriga ronca como um trompete.

Levanto da cama e visto um robe cor de vinho, está tão frio que sinto tremores na epiderme. Nunca vou perdoar minha mãe por tirar minhas roupas da mala e encher de lingerie.

Saio pela casa em busca de comida e preparo um lamen na velocidade da luz tentando tirar aquele homem maldito da minha cabeça.

Ele estava se divertindo às minhas custas mais cedo?

Como o macarrão que passou do tempo e tento encontrar uma razão que justifique esse ato incomum, deve haver um motivo, eu sei que sim... Talvez ele prefire mulheres atiradas que não darão trabalho para ele.

Quer saber? Que se foda.

Isso mesmo.

Lavo minha bagunça e volto para o quarto, me jogo na cama e estico o braço para apagar o abajur no instante em que meus olhos focam em algo muito semelhante à uma tarântula no teto.

A coisa estica suas quatro patinhas asquerosas.

Infarto em 3... 2... 1...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

Salto na cama gritando, ela parece olhar para mim e corre pela parede a medida que eu tento sair da cama e caio de bunda no chão.

Não consigo respirar e ela desce pela parede vindo na minha direção.

Minha pele coça e meu estômago se contrai, a taquicardia é tão forte que o sangue faz pressão nos meus olhos.

Eu vou morrer.

- AAAAAAAAAAAAA... MEU DEUS!!! PAAAIII! PAAAAII! ME TIRA DAQUI! EU QUERO SAIR DAQUI!

Abro a porta em desespero e me jogo no corredor caindo em cima de algo.

Com a vista embaçada, tenho dificuldade para ver bem, mas o presidente está debaixo de mim com semblante franzido.

- Sakura, o que foi?

- U-u-u-uma a-a-ranha...

Levanto trêmula, não consigo respirar direito e caminho tropega até a cozinha. Me jogo na primeira poltrona tentando acalmar meus batimentos.

Essas aranhas malditas.

O presidente abre a geladeira e me dá um copo com água, minhas mãos tremem tanto que eu mal consigo levar o copo até a boca.

- Está melhor? - ele pergunta e eu o encaro.

- O que você acha? - tento beber a água e me molho toda.

No meio do desespero, percebo, para minha tragédia, que não deu tempo de vestir o robe e estou com uma minicamisola em um tom de rosa bem claro bastante reveladora.

O presidente tenta manter uma distância respeitável.

Tento me cobrir melhor, mas não tem jeito e eu deixo por isso mesmo, não tenho culpa se esse caralho tem medo de mulher.

Ele tenta reprimir um sorriso.

- Então a aracnofobia é verdadeira. Pensei que fosse apenas um exagero.

Olho para ele de olhos finos.

- Como sabe que eu tenho aracnofobia?

Ele dá de ombros.

- Seu pai mencionou. Ele passou a cerimônia inteira falando sobre o que você gosta, do que é alérgica, do que tem medo... ele... ele é um bom pai.

- Fo-foi isso que ele disse?

Sasuke balança a cabeça e eu bebo o restante da água limpando as lágrimas amontoadas nos meus olhos.

Claro que ele fez isso. Meu pai sempre foi mais cuidadoso que a mamãe.

Depois de alguns minutos em silêncio, ele bebe um pouco de água e olha para mim esperando minha reação.

- Eu não vou voltar pra lá... - digo séria e ele coloca as mãos na cintura.

- Ah, não? E vai dormir onde?

- Na sala, no sofá... aqui. Lá não.

Ele ergue uma sobrancelha como se estivesse duvidando da minha palavra.

- Pode dormir no meu quarto.

- Eu não vou dormir com você. - digo de imediato.

- Eu não disse isso. Vou dormir no outro quarto.

Arregalo os olhos.

- COM AQUELA ARANHA LÁ? TA LOUCO?

Ele dá de ombros.

- Qualquer coisa, pode chamar. Vou deixar a porta aberta.

- NÃO! E se ela sair?

Sasuke me olha perplexo e começa a rir, passa as mãos nos cabelos e dá de ombros.

- Tudo bem. A porta vai ficar fechada. Qualquer coisa, grita bem alto.

Ele vai embora e eu ouço o barulho da porta se fechando.

Olho para o chão. Para as paredes. O teto. Uma versão de Lacrymosa de Mozart preenche todo o ambiente.

Sasuke... volta aqui...

Acho que vou dormir aqui nessa cadeira.

....

Acordo em algum momento com o raio de sol no meu rosto, a luz está desfocada então vejo uma miragem seminua na minha frente.

Aperto os olhos para ter certeza de que não é uma alucinação.

Não é.

Sasuke abre os primeiros botões da calça para enfiar a camisa por dentro e eu engulo em seco.

Lembro que estou no quarto dele e as lembranças da noite passada sobem pela minha garganta me deixando constrangida até o último átomo do meu corpo.

Fiquei sentada naquela maldita cadeira olhando de um lado ao outro procurando por possíveis aranhas, onde vive uma é possível que haja outra, os filhotes principalmente.

Estava procurando por eles quando ouvi a porta do quarto se abrir e o presidente surgir outra vez.

Fiquei tão aliviada, que uma lágrima de felicidade rolou no meu rosto.

"Você ainda está aí?"

"Eu... eu já estava indo deitar..."

Mas na verdade, minhas pernas estavam encolhidas e paralisadas de medo.

Ele colocou as mãos na cintura e me encarou por um segundo analisando suas opções.

Levantei pisando nas pontas do pés e praticamente corri para o quarto dele, subi na cama e me cobri.

Ouvi um suspiro pesado e então a cama afundou ao meu lado, meu coração ficou desenfreado, mas não tive coragem de enfrenta-lo e fazer comentários ácidos. Se ele fosse embora, eu iria dormir sozinha com a possibilidade de ter uma crise de choro.

Por quê eu tive que herdar os nervos dos meus pais?

Ele sai do quarto rapidamente, mas me dá uma olhada antes de sair.

Finjo que estou dormindo.

- Como foi a noite? - Sasuke pergunta quando jogo meu corpo na cadeira da varanda depois de tomar um longo banho delirando sobre artrópodes.

Me olha por um segundo e desvia o olhar, estou com um vestido azul que se adequa bem ao corpo sem deixar de ser confortável.

- Normal. - digo com um sorriso falso. - Mas fico feliz que vamos embora ainda hoje... Eu... eu realmente não gosto de aranhas.

Ele balança a cabeça como se estivesse concordando comigo, mas tá de deboche.

Filho da p...

Volta a ler algo no tablet e noto o café da manhã sobre a mesa. Como não tem empregadas ao redor, só pode ter sido ele.

- Nós vamos sair daqui a pouco...

Balanço a cabeça e pego meu celular. Costumava ter uma mensagem de bom dia do Naruto, mas agora que sou uma mulher casada, nós provavelmente vamos acabar nos distanciando.

Eu vou sentir falta dele.

Retorno uma ligação perdida de minha mãe e me afasto deixando Sasuke sozinho com seus assuntos.

- Sakura, e ai? Como foi?

- Oi, mãe. Bom dia.

- Para com a frescura que eu fiquei preocupada.

Minha mãe preocupada? Fala sério. Ela provavelmente estava curiosa.

- Não aconteceu nada, mãe. Nós...

Ela não precisa saber dos detalhes. É minha vida privada.

- Como assim? Não me diga que você...

- Eu não fiz nada. Talvez ele seja tímido.

Mamãe começou a rir.

Rir de desespero.

- Cadê o papai?

- Não importa onde tá seu pai. Volta pro teu marido e trata de seduzir ele. Sakura... - Não se preocupe, mãe... às coisas vão se encaminhar...

- Encaminhar nada! Pelos deuses! O que eu fiz pra merecer uma filha tão idiota?! - ela começa a ralhar e gritar sobre nossos ancestrais terem vergonha de mim.

- Mãe...

- Mãe, nada! Sakura, se você não me voltar grávida dessa lua de mel, eu juro que nunca mais verei você!

Dou uma risada. Não seria tão mal assim. Lembro do acontecimento da aranha e resolvo atualiza-la, fiz tratamento com um psicólogo por alguns meses e pensava que não tinha servido para nada. Mas dessa vez eu não desmaiei.

Isso já é um avanço.

- Mãe, tinha uma aranha no meu quarto ontem, mas eu não desmaiei. Acho que a fobia...

- Como assim no seu quarto?

Pura que pariu.

- Então, a aranha...

- VOCES ESTÃO DORMINDO EM QUARTOS SEPARADOS?!

- Mãe, você não ouviu? A aranha...

Tututututu...

A ligação caiu.

Ela deve estar na ilha, o sinal é horrível lá. Decidia a não discutir minha vida sexual com minha mãe e estragar o clima da manhã, volto para a sala e paro a poucos passos da varanda ao ouvir a voz dele e o meu nome.

-... não quero que ela se sinta forçada a nada... eu entendo, mas... claro que não... - ele dá uma risada. - Nós vamos pegar o primeiro vôo... não se preocupe, Itachi, concentre-se apenas no tratamento.

Ele não quer que eu me sinta forçada a nada?

Fico emocionada por um segundo, com a sensação de que o julguei mal, mas isso não é estranho vindo de mim.

Ele desliga o celular e sento na frente dele e me sirvo.

- Você que fez?

Ele me olha com olhar de "Você está vendo outra pessoa aqui? "

- Não sabia que você cozinhava bem.

Ele deixa o tablet de lado e me olha por um segundo.

- Desde quando tem medo de aranhas?

- Desde o cinco anos. Minha mãe me esqueceu no armazém e tinha uma infestação de caranguejeiras lá. Fiquei uma semana no hospital, não foi tão grave, mas eu desenvolvi um trauma. Antes só de ver uma, eu desmaiava.

- Hoje em dia só grita e chora.

- É. - digo sorrindo. - Mas... vamos mudar de assunto. Eu... não...

- Certo. - ele inspira e bebe um pouco de café. - Minha mãe fez o planejamento todo, mas como a... a viagem é sua, tem algum lugar que gostaria de ir?

Ergo as sobrancelhas surpresa, penso por um longo momento e várias cidades americanas e europeias passam pela minha cabeça, mas tem um lugar em especial que eu gostaria de visitar.

- Sim.

Ele balança a cabeça.

- Mas não sei se você vai gostar de lá.

- Onde é?

- Yewa. É uma ilha bem longe daqui.

Ele balança a cabeça e coloca o óculos escuro.

- Yewa... tudo bem. 


Notas Finais


Bjs, té o próximo.


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