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História Acidente de Trabalho - Capítulo 1


Escrita por: e ProjetoVoltron


Notas do Autor


Oieee, Orion aqui.
Estava ansiosa pra postar essa fic, demorei um pouco pelo o que aconteceu, mas vamos seguir em frente..
Eu tenho muitas pessoas para agradecer, então vamos lá.
Primeiro: Pela ideia incrível de trazer o pessoal de Voltron para o RS, tenho que agradecer minha comandante @Mclls.
Segundo: Por essa capa lindíssima, realizando meu sonho de ter o trabalho de capista, @Tommy_Kill, tu é um ser humano incrível, muito obrigada pelo trabalho sensacional.
E por último, mas não menos importante: Pela betagem ótima, que chegou a melhor meu dia, quero agradecer a @eveerest, muito, muito obrigada!

Já falei demais, vamos ao Cap, nos vemos nas notas finais.

Capítulo 1 - Capítulo 1


“As coisas não deveriam ter acabado assim”, era o único pensamento que Keith tinha. Não parava de se repetir, como um CD arranhado dentro de sua cabeça. Nunca odiou tanto estar dentro de uma ambulância, podendo apenas segurar a mão de um Lance desmaiado. O silêncio do amigo era perturbador demais: o garoto normalmente alegre, barulhento e implicante estava inconsciente pela perda de sangue. Sua pele dourada, pelas tardes de surf nas praias de Torres,  estava pálida. Nada certo.

O  caminho para o Hospital Universitário São Lucas correu em silêncio, os olhos de Keith fixos na máscara de oxigênio, querendo ter certeza que o amigo/rival ainda respirava. Ao chegar, os médicos o arrastaram as pressas para sala de cirurgia e, por mais que quisesse ficar ao lado do rapaz de olhos azuis, Kogane ficou parado na sala de espera, com a roupa manchada de sangue, uma vontade enorme de chorar e pensando em como um simples exercício, uma disputa boba, havia acabado daquela maneira, com seu parceiro a beira da morte.

 

Momentos antes

Polícia civil - 11° Delegacia de Polícia

— Tu só não vai porque sabe que vai perder! — Lance havia começado o dia bem, estava silencioso, no cantinho dele, bebericando a água suja que o pessoal  da delegacia tinha a capacidade de chamar de café. Aquilo era o paraíso para Keith. Até hoje o gaúcho não sabia como cargas d’água ele tinha formado dupla de patrulha com o descendente de cubanos, que o considerava um rival desde… desde sempre!

— Ele não vai, Lance, porque é uma grande perda de tempo! — irritada com a gritaria repentina, Pidge estava quase jogando o garoto pela janela: em um minuto ele estava quieto, no outro era aquilo.

— Tu não disse que ia passar o dia tranquilo, porque 'tava cansadaço' por causa de ontem? — Hunk, segurando um sanduíche, perguntou. Ele era o mais tranquilo de todos naquela sala, já acostumado com as gritarias matinais.

— Esse é um milagre mais raro do que o prefeito de Alvorada fazer algo que preste, tipo asfaltar as ruas — pensando nas ruas esburacadas, com uma cratera a cada três centímetros, Keith suspirou, cansado só de pensar em voltar para casa.

— Tu tá tirando com a minha cara, Kogane? Não me compara com aquele mal amado!

— Pegou pesado, Keith… mas é verdade, mais fácil a vaca tossir do que o Lance passar um dia em silêncio. 

— E vocês se dizem meus amigos… 

— Nunca invoquei essa praga pro meu lado, não… 

— Keith Kogane… tô 'ti avisando.

— Tá, tá. 'Vamo logo, antes que 'cê encha mais meu saco — o clima na sala de delegacia era sempre assim, os amigos de faculdade, inteligentes o suficiente para entrarem na UFRGS, brigavam, riam, trabalhavam e sempre aturaram as disputas levantadas por Lance. Por isso, quando a notícia que Lance tinha sido baleado durante o treino chegou até eles, todos ficaram sem reação, pasmos demais com a mudança brusca que ocorria em sua vidas. 


 

Sala de espera, Hospital São Lucas

 

— O que 'diachos aconteceu naquele estande de tiro? Eu sei que o Lance pode ser irritante, mas..

— Eu nunca iria atirar nele de propósito! — com raiva e preocupação embaralhando seus pensamentos, Keith olhou incrédulo para Zethrid. Eles trabalhavam juntos a tempo o suficiente para ela saber que aquilo era impossível.

— Não é o que parece — pasmo e magoado, ele olhou para todos os amigos e colegas de farda, querendo acreditar que eles confiavam nele.

— Ok, ok. Chega disso! O que os médicos falaram? — Shiro estava de mau humor. Na verdade, "mau humor" era um grande eufemismo. Um de seus policiais havia levado um tiro dentro da sua delegacia, do próprio parceiro! Mesmo assim ele se conteria, iria descobrir o que aconteceu naquela sala, Keith não era aquele tipo de pessoa.

— A cirurgia vai ser longa, o tiro foi próximo, então a bola se alojou em um lugar fundo e complicado, além de que ele perdeu muito sangue, eles pediram doações — abatido demais para lutar por si mesmo, o garoto direcionou seu olhar para baixo, ele era um policial, manusear armas é uma parte importante do seu trabalho, como aquilo podia ter acontecido?

— A Allura é compatível e o detetive Coran é O-, eles já estão chegando — Hunk disse em um tom baixo, estava sentado, com uma expressão de desamparo, Lance era como um de seus irmãos, não conseguia acreditar que ele estava naquela situação.

— Agora… Keith Kogane, o que foi que aconteceu lá? — abatido, o jovem homem sentou, era uma expressão de seu cansaço, a situação estava o levando a exaustão mental e física.

— Eu estava treinando com o Lance, ele queria mostrar que era o melhor atirador do Rio Grande do Sul, ou algo assim e aí ele começou a brigar comigo, porque eu 'tava rindo… 

 

Estande de Tiro, Polícia civil

— Viu, foram tiros perfeitos! Pronto pra assumir que eu sou o melhor do RS? — Keith estava segurando sua arma travada, deixando Lance atirar sozinho. "Ele parece um pavão." O pensamento passou rápido por sua mente e fez o garoto rir, foi impossível segurar a gargalhada quando viu Lance estufar o peito. "Definitivamente um pavão!". 

— O que é tão engraçado?! Eu tô falando sério — com um biquinho, ele se aproximou de Keith, que estava com as mãos no joelho, não se aguentava de tanto rir. Não era realmente tão engraçado, mas depois de começar a rir ele não conseguiu parar.

— Des… desculpa, eu… eu... ai, cara… eu tive um pensamento idiota. Só… — o disparo sugou  toda a felicidade do ambiente, Lance tombou para trás,  pondo a mão sobre o ferimento, e Keith se assustou, deixando sua arma cair no chão. Outro disparo fez ele tremer, a marca na parede era prova do desastre.

— LANCE!!


Notas Finais


Essa semana foi isso, espero que tenham gostado. Eu fiquei muito feliz de entrar no @projetovoltron, espero ter entrado no universo voltron com o pé direito!

Até mais pessoal.


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