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História Acidente do Destino - Capítulo 4


Escrita por: , LuisaPoison e Calixto84


Notas do Autor


E aqui vai mais uma ;)

Capítulo 4 - Revelações


Fanfic / Fanfiction Acidente do Destino - Capítulo 4 - Revelações

O Patriarca do Santuário estava sentado na poltrona de sua escrivaninha, apoiado com os cotovelos sobre a mesa e com os dedos indicadores na frente dos lábios. Aguardava pacientemente a chegada dos Cavaleiros de Leão e Andrômeda, os demais estavam em pé a sua frente, com as mãos para trás do corpo.

– Grande Mestre, permissão para entrar? – perguntou Andrômeda que prontamente foi atendido.

Os dois guerreiros ficaram alinhados paralelamente aos outros. Shion apoiou as duas mãos no tampo da mesa e se ergueu diante de seus guerreiros.

– Agora que estão todos aqui, quero que me expliquem, em detalhes, como encontraram essas moças!

Os Cavaleiros se olharam preocupados, porém Kanon deu um passo à frente.

– Grande Mestre, eu infelizmente não saberia dizer ao certo como a moça de nome Koga apareceu dentro da Casa de Gêmeos. – buscando as palavras certas, mesmo para não expor demais a moça de lindos olhos violetas, Kanon coçou por trás da nuca e olhou de volta para Shion. – Eu estava na sala fazendo alguns abdominais como de costume, e... bem... ela apareceu lá!

– Lá onde, Cavaleiro?

– Oras... lá na sala, Shion. Enquanto eu estava fazendo meus exercícios.

– Mas ela entrou pela porta? Pela janela? Explique-se melhor, por Athena!

– Ela apenas surgiu, ali... na sala comigo, assim, como posso dizer… caiu!

O ariano ergueu uma sobrancelha, - se tivesse uma - sentou novamente na sua poltrona e segurou o nariz entre os olhos, massageando circularmente.

– Kanon, pelos deuses… como assim, caiu?

– Ué, caiu caindo. – ergueu uma das mãos para o alto fazendo uma mímica de avião, desceu a mão com tudo até ela pousar. – Vssssss… pousou em mim, emcima de mim! – de forma instintiva apontou para o próprio membro e olhou para o Patriarca de forma inocente, mas após perceber o que tinha acabado de fazer, sentiu suas bochechas queimarem.

Saga soltou o riso contido, mas logo se aprumou para não criar mais expectativa no Grande Mestre.

Shion entreabriu a boca. Várias formas de cair passaram por sua cabeça, mas o gesto que Kanon fez não dava muita abertura para sua imaginação.

– Aiolia, prossiga, por favor?

O leonino deu um passo à frente, colocando as duas mãos para trás ao mesmo tempo em que o geminiano voltou para o lugar.

– Grande Mestre, eu a encontrei depois de Algol de Perseu, acho melhor ele explicar.

O mestre olhou por baixo o Cavaleiro de Prata e segurou com uma mão a cabeça apoiando na bochecha, com a outra fez um gesto pedindo que o prateado continuasse.

– Senhor, eu estava fazendo minha ronda diária próximo à praça da biblioteca quando vi aquela moça gritando algo que não consegui decifrar. A moça estava transtornada, confusa eu diria, dava inúmeras voltas no prédio.

– No mesmo prédio? – Shion ergueu um pouco o rosto, e fez uma careta engraçada.

– Sim senhor! 

Todos os presentes na sala deram uma risadinha contida inclusive o Grande Mestre, que pigarreou em seguida e voltou a ficar sério. Repetiu o gesto com a mão para o cavaleiro de Perseu continuar.

– Foi quando eu consegui interceptá-la e pedi para que ela se apresentasse, mas ela não o fez. Ordenei que o fizesse e por fim ela começou a querer me intimidar.

– E você ficou intimidado por aquela coisinha? – Saga perguntou em tom zombeteiro.

– É lógico que não! – Algol respondeu irritado. – Ela não passa de uma civil, se eu quisesse a teria transformado em pedra no mesmo instante! Mas aí Aiolia apareceu impedindo.

O leonino olhou para o Cavaleiro de Prata com certo desdém e sem deixar de encará-lo, prosseguiu:

– Eu não gosto que fiquem brincando com o inimigo, isso é covardia!

Shun, em segundos, segurou o Cavaleiro por trás passando os braços por debaixo da axila de Algol que já estava levantando o punho para desferir um soco no leonino atrevido.

– Quem é covarde aqui, Leão? – Aiolia sorriu da cara enraivecida do prateado

– Só estou falando a verdade, meu caro. – rebatou cínico.

– Rapazes! – Shion levantou da poltrona de supetão queimando seu cosmo poderosíssimo, para que os jovens baixassem a bola. – Eu não tenho paciência para esse tipo de criancice, vamos! O assunto é muito sério, não sabemos com quem estamos lidando!

Aiolia olhou o Cavaleiro de Prata de cima a baixo e fungou, voltando-se para o Patriarca:

– Continuando… a moça estava realmente transtornada, eu diria que apavorada. Assim que eu cheguei, a pobrezinha me abraçou tremendo, e esse aí apontando a medusa para a jovem indefesa, foi quando eu ordenei para que ele parasse e a trouxe aqui.

– O leão não achou nada ruim ser abraçado pela mocinha indefesa. Imagina a hora que a Águia souber que ele anda agarrando jovens inocentes por aí? – num sussurro nada singelo, Kanon disse baixinho para quem quisesse ouvir.

– Gêmeos, não se atreva! – Aiolia se virou com dedo em riste.

– Relaxa, leãozinho… É só uma brincadeira. – O gêmeo mais velho disse, fazendo um biquinho para provocar o dourado esquentado.

Shion revirou os olhos e olhou para Shun, o castanho deu um passo à frente cumprimentando o mestre da forma oriental, repousando as mãos nas pernas e inclinando o corpo para frente, enquanto os outros dois se posicionaram no lugar.

– Senhor Shion! – O mestre fez um meneio respeitoso para o Cavaleiro de Bronze, pelo menos aquele não daria trabalho e explicaria de forma séria. – Ham… Eu estava correndo na praia, sabe…. fazendo exercício. – o muviano ouvia com muita atenção, fazendo um sim com a cabeça. – Quando, bem... eu ouvi a Luisa gritar por socorro. Ela estava muito assustada também. – Shun achou que aquela explicação bastava e se colocou para trás com os demais.

– Shun? – o mestre o chamou, o virginiano olhou de forma inocente e sorriu com os olhos. – E?

– E o que, senhor?

– E o que aconteceu depois que ela pediu socorro?

Shun olhou para os colegas de armas e suspirou resignado. 

– Bem, ela estava se afogando, se debatendo na água. – isso chamou a atenção dos cavaleiros, ouviu-se burburinhos: “Nossa coitada”, “Que perigo”, “ainda bem que Shun estava lá!”

O virginiano havia se afeiçoado por Luisa no curto tempo que ficou com ela. A moça de grandes olhos azuis super expressivos o cativou, era espontânea com seu jeito gentil e carinhoso, queria muito estreitar os laços de amizade com a escorpiana porém, se ele revelasse o que realmente tinha acontecido, poderiam caçoar dela e provavelmente pegaria ranço dele, então o castanho, a contragosto pois não era de seu feitio, iria omitir algumas partes, encarou os olhos do Grande Mestre e continuou:

– Ela estava claramente atordoada como as outras, ficou assustada quando a tirei do mar não conseguindo reconhecer onde estava. De repente, ela saiu correndo em busca das amigas, então eu fui atrás e a segurei pois poderia cair e se machucar, disse à ela que não se preocupasse, que eu poderia ajudar a encontrar as amigas, então a trouxe pra cá.

– Fez bem Shun, fez bem.

Mestre Shion se contentou com a história de Shun e o Cavaleiro de Andrômeda deu graças por ele não ter perguntado mais e fazê-lo se aprofundar mais na história e talvez expor a menina ao ridículo.

 

x.x.x.x.x

 

As três garotas ficaram muito à vontade com a deusa, ela realmente tinha o poder de deixar qualquer um calmo e pleno.

– Meninas, eu adorei conhecer vocês! Podem contar comigo e com o Santuário, nós iremos ajudá-las no que estiver ao nosso alcance para que voltem para suas dimensões.

Koga sorriu para Saori, que estava sentada de pernas cruzadas diante das três no sofá.

– Athena, não poderíamos ficar mais gratas. Sinceramente espero que descubram logo, pois tenho uma confeitaria para administrar na nossa dimensão e deixei minha irmã sozinha.

– Uma confeitaria? Que delícia! Então faço questão de experimentar seus bolos enquanto ficarem aqui no Santuário!

Luisa, Calisto e Koga se entreolharam com um certo espanto. Luisa arrumou o rabo de cavalo melhor e tomou mais um gole de água com açúcar.

– Desculpe Athena, é que eu não entendi direito. Você quer que fiquemos aqui, hospedadas com você?

Saori sorriu com os olhos para a escorpiana afirmando com o rosto e Calisto do jeito afobado de quando estava nervosa logo prosseguiu:

– Mas vamos dor…

A porta do escritório se abriu, fazendo com que as quatro olhassem para Shion que, com um semblante cansado, entrou fechando a porta atrás de si.

As meninas sentiram o coração palpitar dentro do peito, pois agora que sabiam a verdade, que estavam mesmo vivendo na mesma dimensão de seus heróis e não podiam suportar a emoção de ver o Grande Mestre Shion, ex-cavaleiro de Áries, o cara que tinha mais de duzentos anos de idade com corpinho de dezoito.

Sem que o ariano pudesse se proteger recebeu três corpos pulando em cima de si.

– Shioooonnn, eu sou sua fã! – disse Koga, abraçando-o pela cintura, mexendo o rosto para cima e para baixo fazendo um carinho. 

– Shionnn você é o mais lindo de todos! Eu te adorooooo! – Luisa agarrou um de seus braços, seus olhos azuis brilhavam intensamente enquanto ela dava beijinhos por todo o braço do ariano.

Calisto que era a mais baixa de todas, prontamente pegou um banquinho e colocou ao lado do ariano para conseguir enlaçar seu pescoço, passava a mão nos longos cabelos loiros como se fosse um gatinho, falava com ele como se fosse um, quase num sussurro:

– Você é tão lindo, tão lindo, tão lindo. – passando a mão nos cabelos loiros…

Shion arregalou os olhos azuis. Estava vermelho igual um tomate. Athena não conseguia mais conter a risada, colocando a mão na frente da boca. O ariano não sabia se ficava bravo, lisonjeado, se respondia, se empurrava aqueles três carrapatos. Em duzentos anos ele nunca, nunquinha, tinha passado por uma situação dessas! Munindo toda sua paciência de séculos, respirou fundo.

– Meninas? Meninas, podem parar? Meninas.........PELO AMOR DE ATHENA SAIAM DE CIMA DE MIM!!!

As três figuras femininas saíram correndo e se esconderam atrás da deusa, mas sem tirar os olhos de fã do ariano. Saori, tentando se recompor, ajeitou a saia do longo branco e colocou a mão uma por cima da outra andando até o Grande Mestre.

– Shion, por gentileza, chame minha guarda de elite, pois quero pedir um favor para eles.

– Todos?

– Sim, todos!

– Mas isso é mesmo necessário, Athena? – a jovem de longos cabelos castanhos fechou o semblante para o mestre, e ver Athena desgostosa era a última coisa que qualquer guerreiro ou ser humano gostaria de ver na vida.

– Sim, senhora! Em minutos todos estarão vos aguardando no salão principal. – Saori sorriu em resposta ao ariano, que saiu do escritório fechando a porta bem contrariado.

A deusa muito animada voltou para as três garotas, pousando a mão no ombro de Luísa, olhando as outras duas.

– Vou apresentar meus cavaleiros dourados, quero que eles fiquem com a guarda das três, okay?

As três bambearam as pernas, mas num acordo mudo resolveram não exacerbar as emoções diante da deusa novamente.

– Me acompanhem, por favor?

Logo atrás da deusa, que ria internamente pois mal elas sabiam que ela podia escutar tudo que cochichavam, mordia os lábios para não soltar uma gargalhada sonora, com as colocações das três.

– Hey, meninas, juro que achei que o Shion ia soltar uma Revolução Estelar na gente aquela hora. – Koga disse preocupada.

– Ai, eu tô aqui tremendo só de pensar que agora nós vamos conhecer os dourados, todos! Vocês escutaram a deusa? TODOS! - Luísa andava dando pulos de ansiedade.

– Eu quero ver o Camyu, será que ele vai me achar legal? Será que eu vou poder chamá-lo assim? – Calisto olhou para cima reflexiva. – Nhow, o cabelo do Shion é tão macio, vocês sentiram?

As três riram, não só de felicidade por estarem vivas e salvas, mas porque em poucos minutos estariam realizando um de seus maiores sonhos.

No salão principal do Décimo Terceiro Templo, Athena sentou-se no trono que ficava alguns degraus acima do trono de mármore de Shion. Ela pediu que as três amigas ficassem no patamar de baixo para aguardar os seus cavaleiros.

Pediu para que Shun também chamasse os Cavaleiros de Bronze pois as garotas confessaram ser muito fãs e que ficariam mais que agradecidas se ela lhes desse a chance de tietar com eles.

Não demorou muito para ouvirem os sons dos passos metálicos e os guardas baterem continência. A grande porta se abriu e doze cavaleiros com armaduras de ouro entraram enfileirados, nas paredes do salão surgiam desenhos de prismas devido ao reflexo da luz do sol na vestimenta dourada, o som dos passos dos soldados eram cada vez mais alto conforme se aproximavam. As três garotas engoliram em seco com a aquela imagem que antes fora um sonho e agora era real.

Os olhos violetas, azuis e castanhos passavam rapidamente por cada vestimenta, por cada elmo, por cada rosto a fim de comprovar se aqueles homens eram realmente iguais a todas as descrições que haviam lido anos atrás.

Ao lado de Luisa ficou Afrodite de Peixes, o cavaleiro considerado o mais belo entre os oitenta e oito, e a escorpiana logo ergueu o olhar para confirmar essa afirmação.

O cavaleiro usava o elmo dourado que realçava ainda mais os olhos azuis celestes, o cabelo loiro claro caía em ondas até o meio das costas, tinha a pele de porcelana, seria facilmente confundido como uma estátua do Templo, era simplesmente perfeito, mesmo com o olhar fixo e frio.

De frente ao pisciano, o cavaleiro de Virgem mantinha a mesma postura ereta, os olhos fechados e o semblante tranquilo. Koga, um pouco temerosa por saber da conduta do guardião da Sexta Casa, dava olhadelas curiosas, era muito sua fã, o que fazia ficar ainda mais introspectiva. O virginiano sentiu os olhares da morena pesando sobre o seu ser, mesmo sem estar com os olhos abertos seus outros sentidos denunciavam a intenção. Após uma análise áurea rápida pode confirmar que aquelas garotas não poderiam fazer mal algum, tranquilizando sua alma e relaxando ainda mais seu semblante.

Calisto, que estava entre elas, tentava olhar todos com certa dificuldade, mais uma vez lembrou que estava sem seus óculos, queria tanto ver cada rosto, cada detalhe, principalmente daqueles que considerava ídolos, mas ficou feliz que conseguia ver muito bem os quatro primeiros, e o que lhe chamava mais atenção no momento era o aquariano que estava ao lado do cavaleiro de peixes. Realmente parecia um homem sisudo, de olhar pesado, tinha pele clara como a do pisciano, com a diferença de ter sardas marrons claras por quase todo o corpo, ou melhor, para o que dava para ver do corpo, olhou para o outro lado e ficou feliz de ver o leonino que a resgatou. Ele lhe deu uma piscadinha que a deixou bem sem graça, fazendo baixar o rosto.

Athena se levantou do trono e todos ao mesmo tempo juntaram os pés e colocaram as mãos para trás, fazendo um baita barulhão, o que fez com que as meninas dessem um sobressalto devido ao susto.

– Caros Cavaleiros de Ouro, me alegra muito ver todos aqui no Grande Salão! – a deusa impunha sua voz que ecoava por todo o recinto, as meninas sentiam os pelos arrepiarem na presença soberana da deusa. – É com grande felicidade que eu lhes apresento minhas convidadas. – Athena desceu as escadas se colocando entre as garotas.

Os dourados não desviaram o olhar, mantiveram fixo para frente, era um pouco intimidador, o que fez as amigas ficarem mais sérias.

– Esta manhã essas garotas foram resgatadas por alguns cavaleiros da Ordem e foram trazidas à mim. ­– desta vez alguns dourados olharam de forma singela em direção a deusa, não porque estavam curiosos quanto as meninas, e sim, preocupados com a segurança dela. – Fiquem calmos, meus Cavaleiros, Shion e eu já nos certificamos que elas não são uma ameaça, não é mesmo, Mestre? – Athena se virou um pouco para olhar para o Patriarca que se mantinha sério e, porque não, contrariado. – Estas são Luisa Garcês, Tereza Koga e Calisto de Paiva, meninas estes são meus Cavaleiros, mas acredito que não preciso apresentá-los. – olhou travessa para as meninas que ficaram ainda mais desconcertadas, enquanto os Cavaleiros se remexeram com a informação inesperada.

Luisa desviou seu olhar de Saori para fitar todos os dourados. Ainda não conseguia acreditar que eles estavam ali a um passo de distância. Demorou o olhar um pouco mais em Mu, Aldebaran, Shaka e quando seus olhos azuis chegaram naquele que era o seu favorito e que amava secretamente.

Sentiu suas mãos começarem a suar, a respiração tornou-se pesada, as bochechas esquentaram, a boca secou e o coração estava tão acelerado que ela pensou que iria sair por sua boca. Era um misto de admiração, encantamento, vergonha. Queria ir até ele, abraçá-lo, dizer tudo o que sonhou caso esse dia acontecesse, mas a vergonha com certeza a impediria.

Assim como fez com Afrodite minutos atrás, passou a olhar com atenção em cada parte de Milo que estava atento às palavras de Athena, mas quando ele percebeu estar sendo observado desviou a sua atenção da deidade e seus olhos encontraram os de Luisa que corou muito além do que já estava ao ser descoberta. A escorpiana baixou o olhar e fitou os pés que naquele momento pareciam bem interessantes para ela, a respiração e o coração estavam tão acelerados que por um momento achou que iria desmaiar novamente. E agora mesmo que quisesse negar seria impossível porque seu corpo lhe entregava.

“Droga Luisa, agora ele te viu enquanto o esquadrinhava. Droga, droga, droga”, pensava sentindo que o olhar dele ainda estava em si, mas não tinha coragem para encará-lo.

Os pensamentos de Luisa foram interrompidos graças a chegada dos cinco Cavaleiros de Bronze. Elas ficaram boquiabertas! Seiya, Shiryu, Shun, Hyoga e Ikki, todos eles se aproximando, claro que antes de passarem entre a fileira dourada, bateram um tipo de continência aos cavaleiros dourados, já que eram de patente menor. Athena pediu que eles se aproximassem dela e das garotas e se voltou para cada uma delas sorrindo.

– Meninas, esses são os meus defensores, meus Cavaleiros de Bronze. Garotos, essas são Koga, Calisto e Luisa, minhas convidadas.

– Muito prazer! – Todos disseram em uníssono. Luisa ficou muito feliz em rever Shun que sorria para ela de volta.

– Fico feliz em te rever Shun, eu nem sei como te agradecer por ter me salvado. – olhou para ele um pouco envergonhada.

– Imagina Luisa, espero que se sinta à vontade entre nós.

Os cinco sorriram, as meninas tinham vontade de fazer mil perguntas e abraçá-los, na verdade Calisto tinha ganas em fazer isso com Seiya, mas ponderou: Será que Athena era mesmo caidinha pelo Pégaso? Poderia pegar mal ficar abraçando o moreno, não que tivesse uma queda por ele, mas era realmente fã do Cavaleiro Lendário. Koga olhava curiosa Ikki, ele parecia mais simpático e mais bonito que imaginava.

– Meninos, fiquem aqui do lado. – a deusa apontou com seu báculo para que o bronzeados ficassem ao lado de Afrodite.

Saori começou a andar entre a fileira dourada deixando as três para trás, olhava de forma terna para seus amados cavaleiros.

– Chamei vocês para pedir que cuidem delas por mim enquanto tentamos descobrir como elas vieram parar aqui. Como vocês sabem, não temos cômodos de visitas no meu Templo. – a deusa parou olhando, para cima e bateu as pontas dos dedos no queixo. – Hummmm, pensei bem e acredito que, pela segurança delas, não seria prudente deixá-las na Vila das Amazonas, quero elas perto de mim.

 

Continua…

 



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