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História Acima de um céu escuro - fanfic Harry styles - Capítulo 6


Escrita por: Mirinhafafic

Capítulo 6 - Queria tocar no cabelo dele


Fanfic / Fanfiction Acima de um céu escuro - fanfic Harry styles - Capítulo 6 - Queria tocar no cabelo dele


O pôr do sol já dava as caras no fim de tarde, dias haviam se passado desde que vi Harry chorando, naquele mesmo dia fiquei prestando atenção no quarto dele mas ele tinha fechado as janela e não vi ele abrir mais, e os dias que tenho vindo aqui, o trabalho é tanto que não tenho tempo para falar com dona Regina que trabalha em casa em seu escritório, fico com medo de incomodar, o quintal dela eu havia deixado tão lindo, faltava bem pouquinho para eu terminar o jardim, quero plantar sementes de girassol para trazer luz na vida dessa família. 



Deitada no gramado fico olhando para o céu, imaginando como deve estar o céu depois desse diante dos meus olhos, o meu pai sempre me dizia que nem tudo é como parece ser, porque acima de um céu escuro existe um céu azul lindo, as vezes o céu está cinzento, feio e sem estrelas mas acima dele tá um azul lindo, e Harry não é o que mostrou ser, acredito que ele seja assim por algum motivo, todos nós temos dores escondidas, uns sofre pra fora e outros para dentro e Harry com certeza estava sofrendo calado, mudo, esse é o pior sofrimento.



— Nossa, Jasmine você deixou esse quintal lindo e você ainda não terminou. — dona Regina se aproximava de mim com uma xícara de café na mão me estendendo, me levanto para falar com ela. 



— Falta pouco, como a senhora está? — quis saber. 



Ela suspirou e fez sinal para a gente sentar no banco que tinha ali. 



— Queria te agradecer ontem, às vezes um consolo, ombro amigo faz muito bem, e ele precisava. — concordei com a cabeça. 



Me atrevo a perguntar o que de fato aconteceu com ele. 



— Se a senhora me permitir, o que aconteceu com Harry? — ela sorriu de canto.



— Ele não gosta que eu fale sobre a vida dele, mas posso te dizer como ele era antes do acidente, um dia ele vai te contar, não é um assunto que ele me permiti contar e eu respeito. — seu tom era calmo e doce. 



— Tudo bem dona Regina, é que acho ele tão novo, queria poder ajudar de alguma forma mas fica difícil saber o que dizer.. — sou sincera. 



— Seja você mesma, a muito tempo eu não via ele tão vulnerável, e ontem eu vi meu filho se permitindo sentir a dor que ele tanto guarda.



— Como ele era? 



— Doce, sempre quieto, falava o essencial, mas comunicativo, é que ele sempre gostou de ficar quieto em seu canto, estudioso, centrado. Mas aquela namorada dele, ela era a perdição dele de certa forma, uma menina boa mas diferente dele em muitos aspectos mas dizem que os opostos se atraem — ela suspira e continua. — Ele era calmaria e ela furacão. 



— Cadê ela? — minha curiosidade estava me matando. 



— Morreu no acidente, o mesmo acidente que ele perdeu os movimentos das pernas, um dia ele vai te contar tudo, só posso dizer que Harry do passado não era de longe esse Harry do presente. 



— Tem dias que não o vejo, a janela do quarto só vive fechada. — comento. 



— Ele tá triste, quando vem lembranças do acidente, às vezes ele cai, fica mal e triste, ele ia a terapia mas parou, mas depois ele volta e quando ia não ficava tão mal como tá agora.



— Posso lá vê ele? — pergunto, tem algo nele que me puxa para perto. 



— Se ele não for te tratar mal, pode subir. 



Dona Regina pega a xícara de café da minha mão e sai e vou logo atrás, ela faz menção para eu subir e voltar para o escritório dela. 



Subindo chegou no quarto de Harry, ele tinha acabado de tomar banho porque seus cabelos estão soltos, e eu só queria poder sentir ou tocar neles, Harry de longe era o garoto mais lindo que já conheci, o seu olhar tinha tanta dor mas ao mesmo tempo havia uma pequena esperança de alguém que só queria ser feliz, parecia que sua alma estava abatida pedindo socorro. 


Ele se joga na cama e fica deitado olhando para o teto, bato três vezes na porta antes de anunciar minha presença, ele não olha pra mim, e vou entrando mesmo assim. 



— Só queria saber se você está bem.— digo com cautela. 



— Eu nunca estou bem, sua ladra. 



Meu Deus, porque ele tá me chamando assim? Que isso. 



— Ladra? — fico confusa mas ele não tira os olhos do teto, seu olhar tão distante. 



— Sim, você roubou o brilho sol só pra você. — dito isso ele me olha e sorri fraco e meu coração errou uma batida, como pode ser tão lindo. 



— Nunca ninguém tinha me dito isso antes, por quê você falou isso? — me aproximo na cama dele e sento na beirada. 



— Você é iluminada, só isso. — ele sorrir fraco pra mim.



— Mas agora é sério, você tá bem? 



— Eu nunca estou bem, eu já disse sua ladra. 


Dou uma risada, a forma que ele disse agora foi engraçada.



— Tem algo que eu possa fazer para você ficar bem?



— Não sei, arrisca você… 



— Amanhã vou te levar pra um passeio, posso?



Seu semblante fechou… 



— Como alguém como você, quer companhia de alguém como eu? — seu tom é triste.



— Porque acima de um céu escuro existe um céu lindo azul. 



Seu olhar verde se ilumina, e ele sorri fraco, eu queria vê um sorriso largo dele, mas ele só dá sorrisos fracos. 



— Há muito tempo não escuto uma frase tão bonita, mas qual sentido? 



— Se quer mesmo saber, aceitar sair comigo amanhã, deixa eu te levar por aí.



— Então tá, sua ladra….



Dei risada de novo. 



Me despedir dele mas ele não disse nada, quase não falava, só sorria gentilmente, mas não era constrangedor, cada pessoa tem um jeito e o dele é assim. 


            ///


Um amor tão puro que não sabe a força que tem, é seu e de mais ninguém 🎶.







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