História A.C.M: A Crise de Nova York - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Magia, Original
Visualizações 17
Palavras 2.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey, pessoal. Bem vindos ao primeiro capitulo de A.C.M! Eu realmente estou muito animado para começar essa saga com vocês.

Só devo avisar que, os capítulos não serão muito frequentes. quero ter certeza de fazer tudo com a melhor qualidade o possível.

Estando avisados, espero que aproveitem!

Capítulo 1 - Prologo


O movimento da rua era intenso; adultos andando de um lado para o outro, crianças correndo pela calçada, carros passando em alta velocidade, pombos ciscando o chão em busca de restos de comida. Aquele lugar sempre fora um ponto frequente de comercio para os moradores da região, o que fazia a alegria dos comerciantes. Era um típico dia de verão. Todas aquelas pessoas reunidas, completamente ignorantes ao mundo que estava ao seu redor.

O sol estava irritantemente quente, o que fazia Raiven querer estar dentro de casa, comendo pipoca e assistindo TV com seus amigos. Mas ali estava ele, sentado na mesa de um bar lotado, vestindo as roupas mais frescas que encontrou no guarda-roupas (Uma calça comprida regata e uma blusa de manga), esperando seu sinal para entrar em ação.

Ele invejava aqueles humanos.

Algum sinal deles? A voz de Nick invadiu sua cabeça, atrapalhando seus pensamentos. Por algum motivo, aquele garoto acreditava que era o “líder” deles. O que era um baita engano. Ele obedecia apenas a Mike, ninguém mais.

Suspirando, Raiven se virou novamente para a janela.  Do local onde estava, podia ver a ponte no fim da rua, logo depois de alguns poucos prédios. Todo o visual da cidade era cortado por uma árvore convencional. Parte do motivo de ter escolhido aquele local era por causa da boa visão do terreno, a outra era que ele não queria ficar perto do resto do grupo.

Raiven forçou a vista, se concentrando ao máximo em uma janela especifica do prédio central. Ele pode sentir o formigamento em seu rosto enquanto a energia magica do seu corpo subia para seus olhos. Em instantes, sua visão ganhou um tom laranja crepitante, como se estivesse tentando ver através do fogo.  Ele sabia que qualquer um que olhasse para seus olhos, veria o tom alaranjado nas pupilas, bem destoante do preto convencional.  Silhuetas azuis surgiram através das paredes, humanos que viviam suas vidas dentro e fora de casas. Nenhum rastro de magia.

Nada. Ele respondeu, levemente frustrado. Podia quase sentir a sua espada se materializando em sua mão, sedenta pela essência magica daqueles demônios. Não entrava em uma boa briga a dias (A maior parte dos espíritos mágicos em Nova York eram uns frouxos) e aquilo já estava o deixando irritado. Sasha?

Nada por aqui. A voz doce da garota ecoou pela sua mente, o fazendo liberar um suspiro. Ele sempre gostou da voz de Sasha. De alguma forma, ela conseguia o acalmar como ninguém podia. Tem certeza que estamos no lugar certo?

Claro que estamos! Nick respondeu, sua voz contendo uma pitada de raiva. Raiven sabia que ele odiava cometer erros, e isso fez uma sugestão de sorriso surgir em seus lábios. Qual foi a ultima vez que eu errei um rastreamento?

Aquela vez na Irlanda conta? Raiven perguntou, parecendo levemente entretido, enquanto dava mais um gole do café. Precisamos de uma semana para achar o ninho daqueles mangols porque você nos levou para o lugar errado.

Foi só um deslize... Antes que pudesse continuar, Nick ficou em silencio por vários segundos, como se estivesse tentando identificar alguma coisa. Achei. Acima do prédio a esquerda.

Raiven viu também. No telhado do prédio, silhuetas vermelhas grotescas se destacavam, como imperfeições monstruosas no universo.  As criaturas rastejavam de um lado para o outro, como se procurassem algo para comer (No caso, deliciosas almas humanas).  O garoto quase conseguiu distinguir a gosma preta que vazava pelo canto de suas bocas, o que lhe obrigou a fazer uma careta.

Bawers. Concluiu o garoto, enquanto se levantava, deixando a xicara de café pela metade em cima da mesa. Quantos são?

Estou vendo doze, além do líder. A voz de Sasha estava recheada de empolgação, como se estivesse com fome e de repente, visse um delicioso lanche. O garoto realmente não podia culpa-la. Dá para nós quatro.

Você acha mesmo que o Teb vem? Raiven perguntou, já saindo do bar e dando de cara com o sol fermente. Ele odiava muito o verão.  Na verdade, ele odiava praticamente tudo que não incluísse matar demônios mágicos. Ele nunca aparece.

Ele vai vir. Sabe que precisamos dele. Ecoou a voz de Nick, parecendo confiante.

Raiven esperava que tivessem razão.

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Passar despercebido pelos humanos foi a parte fácil. A maioria deles não conseguia diferenciar a magia da realidade. Suas crenças os cegavam, não permitindo que eles vissem os perigos que habitavam nas sombras. Para a sorte deles (Talvez nem tanto), um grupo de criaturas ainda mais assustadoras espreitavam pelo mundo, os protegendo de coisas que eles mal sabiam que deveriam temer.

O prédio em que o grupo de bawers se reuniu era um antigo prédio de apartamento residencial.  Por sorte, estava abandonado. As criaturas possivelmente tinham apenas sentido os rastros da presença humana, e correram para lá feito animais desesperados por comida.

Raiven sequer teve que forçar a entrada; por mais que a entrada da frente estivesse trancada, uma janela quebrada estava a pleno alcance, do outro lado. Assim que entrou, apenas parou para ter certeza que o elevador não estava funcionando antes de correr para a escada. Teve que prender a respiração assim que entrou no andar mais alto.

O corredor estava infestado. As paredes estavam escurecidas, cheias de símbolos e desenhos mágicos que um humano nem sequer conseguiria detectar. O ar parecia toxico; era pesado e com cheiro de esgoto. Qualquer pessoa iria simplesmente desmaiar ali.

 O chão estava lotado de pequenas larvas, que Raiven precisou se aproximar para identificar. O olho brilhante das criaturas lhe dava um aspecto assustador, o corpo parecia envolto por uma fina camada de pele escura, que as vezes pulsava. O garoto conseguiu identificar pequenas escamas na pele da criaturinha.

Era um campo de procriação.

Isso era impossível. Bawers precisavam de locais com energia magica extremamente poderosa para que suas larvas cresçam de forma saldável; por isso era tão raro eles terem filhos naquele plano. Mas Raiven nunca tinha visto nada como aquele lugar.

Estou em posição. Avisou a voz de Sasha em sua cabeça, quebrando sua linha de pensamento. Um dos principais problemas da magia de telepatia era que você nunca tinha privacidade. Todo mundo pronto?

Estou aqui. Avisou Nick, a voz temendo em antecipação. Nos momentos antes da batalha, ele sempre ficava nervoso. Raiven?

O garoto pensou por um momento se ele deveria contar sobre a situação dentro do prédio, mas logo decidiu que não era uma boa ideia. Isso só traria preocupações desnecessárias ao grupo, e eles precisavam manter o foco na missão. Estalando os dedos, Raiven criou uma pequena chama de energia magica na ponta dos dedos, iluminando melhor o corredor escuro.

Estou dentro do prédio. Ele anunciou, correndo em direção a porta para o telhado. Algum sinal do Teb?

Nada. Nick admitiu, em um tom desanimado. Mas talvez ele ainda esteja vindo, vai saber.

Raiven duvidava muito, mas não respondeu. Ele apenas chegou ao lado da porta que dava acesso ao telhado e se esgueirou nela, colocando o ouvido colado na parede. Precisou concentrar apenas um pouco de energia magica para apurar sua audição e conseguir ouvir os ruídos e estalos que as criaturas emitiam.

O garoto fechou os olhos, se concentrando. Pensou na vontade que tinha que matar todos os espíritos mágicos, livrando o universo daquela praga infernal; na fome e na angustia que era não se alimentar de fragmentos mágicos em grande quantidade a semanas; o desejo de voltar sorridente para Mike com a cabeça de um bawer-líder, dizendo: “Aqui, senhor. Descobri tudo que é necessário sobre a Crise de Nova York!”

Ele abriu os olhos e olhou para sua mão. Onde anteriormente existia fogo magico, agora existia uma espada avermelhada, brilhante e tremeluzente. O cabo era enfeitado com os mais diversos símbolos mágicos, e a lâmina era esplendorosa e afiada. Qualquer pessoa normal se sentiria ameaçado perto de uma arma desse porte.

A espada pulsou na mão do garoto, suplicando por alimento. Raiven suspirou, se colocando em posição e abrindo a porta.

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Era impressionante como os Bawers conseguiam ser mais feios que os seus filhotes.

O corpo escuro de material viscoso era só um dos problemas. O olho único que ficava na testa das criaturas brilhava em luz amarela; grandes garras escuras eram visíveis nas mãos e nos pés; cada um deles deveria medir cerca de um metro e meio. Por mais que fossem envergados, a postura deles era reta o bastante para impor respeito. Liquido negro escorria da boca das criaturas, talvez saliva interdimensional.

Raiven nem mesmo se deu ao trabalho de esconder sua localização. Ele andou para o centro das criaturas, que se arrastavam de um lado para o outro no telhado. Assim que o viram, ficaram em silêncio absoluto. Pareciam confusos: Não era sempre que um humano aparecia por ali, muito menos sem nenhuma energia de alma. A segunda reação foi o alerta, quando eles perceberam a espada avermelhada em uma das mãos do garoto. Eles saltaram para trás, discutindo em ruídos, provavelmente sobre o que se tratava a coisa diante deles.

Raiven não perdeu tanto tempo. Em um movimento ágil da espada, cortou a cabeça do Bawer mais próximo.

A criatura gritou em agonia, enquanto sua cabeça caia no chão e seu corpo era pulverizado, se tornando apenas pura luz. Todos os fragmentos brilhantes de energia foram absorvidos pela lâmina, como um aspirador de pó. Raiven sentiu o alivio exalar nas veias, por mais que a fome estivesse longe de se satisfazer.

Ele se virou para o resto do grupo, que o encaravam, horrorizados. Um deles reagiu mais rápido: Correu em direção ao garoto, as garras prontas para um golpe brutal. Porem, antes mesmo que chegasse ate ele, uma flecha dourada se cravou na cabeça da criatura, vinda de um dos prédios próximos. Ele explodiu em luz, quase que instantaneamente, sua energia sendo absorvida pela flecha que desapareceu em seguida.

- Belo tiro, Sasha. – Disse, para ninguém em particular, no mesmo momento em que dez bawers furiosos o atacaram ao mesmo tempo.

Raiven tinha que admitir que os bawers eram ótimos lutadores. A velocidade de movimento deles era absurda, deixando grande parte dos espíritos mágicos boquiabertos. Um único contato com as garras seria o suficiente para cortar os mais resistentes metais humanos. Eles também enxergavam muito bem, para quem tinha um olho só.

O garoto cambaleou para trás, se esquivando de um golpe perigoso de um dos espíritos mágicos. Flechas ocasionais acertavam os corpos das criaturas, de lugares inalcançáveis. Mesmo assim, as criaturas estavam conseguindo pressionar o garoto, sem deixa-lo avançar demais.

E então, mas atrás, outro bawer gritou quando foi brutalmente cortado em dois. O de cabelos negros logo reconheceu o outro garoto, de olhos verdes e cabelos castanhos. A blusa que Nick usava era amarela, com as palavras ”Mate todos aqueles que não gostam de você!” bordadas em vermelho (Ele já tinha dito ao garoto varias vezes para não deixar coisas desse tipo nas camisetas, mas ele nãos costuma ouvir). Em sua mão, o machado azul parecia uma lâmpada florescente incrivelmente mortífera.

As criaturas ficaram confusas entre qual dos dois guerreiros com armas brilhantes se concentrar, o que Raiven aproveitou. Com um aceno de cabeça para Nick, o garoto correu para longe do grupo de criaturas, afastando qualquer uma que entrasse no caminho com um golpe certeiro. Seu alvo era o líder, e ele não apareceria a menos que fosse desafiado.

Não demorou para achar o líder. Os bawers já nascem designados para funções especificas em sua sociedade. Aqueles que caçam são mais rápidos e silenciosos, tem os sentidos mais apurados. Aqueles que defendem tem uma pele mais grossa, capaz de resistir a poderosos projeteis.

Aqueles que lideram (Popularmente conhecidos na instituição como “bawer-líder”) é mais corpulento que os outros da sua raça. Costuma ser mais inteligente e sagaz, capaz de prever os movimentos de inimigos.

Raiven encontrou aquele líder não muito longe. Como a maioria deles fazem, estava um pouco afastado da batalha, apostando que ao fim dela, caso as ameaças sobrevivessem, estariam enfraquecidas para uma batalha mais fácil. Sua pele parecia ser revestida por algum tipo de armadura, e ele deveria ser uns trinta centímetros mais alto que o resto do bando. Assim que a criatura viu o garoto se aproximando, invocou uma lâmina roxa que cobriu o seu braço, feita de pura energia mágica.

 A maioria dos soldados inteligentes evitariam combate direto com um bawer-líder. Eles são um grande problema nas batalhas corpo-a-corpo, e podem causar graves problemas a quem os enfrenta. Mesmo assim, Raiven se garantia. Ele era o melhor dos melhores, um soldado já renomado da A.C.M. Não tinha nada no plano magico que pudesse vencê-lo.

Isso não quer dizer que a luta tenha sido fácil. O líder conseguia balancear perfeitamente força e velocidade em golpes bem dados. O garoto quase caiu no chão umas duas vezes. O líder chutou a barriga do garoto, avançando coma a lâmina. Por pouco, o de cabelos negros conseguiu parar o golpe, segurando o braço do bawer, retribuindo logo em seguida com um golpe certeiro no tórax da criatura.

O líder cambaleou, um corte no peito. Antes mesmo que o garoto pudesse se preparar para outro golpe, uma flecha acertou o bawer pelas costas, provocando um rugido de dor.

- Ei, Cabeça de Verme! – O insulto familiar fez um sorriso instintivo surgir nos lábios de Raiven, quando ele se virou para ver quem falara. – Que tal desistir e começar a passar as informações, hum?

Sasha estava deslumbrante, como sempre. Os cachos dourados brilhavam ao sol, enquanto seus olhos azuis faziam ela parecer algum tipo de anjo. Vestia a blusa preta e calça preta sem graça de alguém que queria se misturar. Não funcionam muito. Ela definitivamente chamava atenção.

O líder rugiu novamente, partindo para cima da garota, mas Raiven foi mais rápido: Atacou o bawer pelas costas, criando mais um corte. Porem, a criatura não parou. Ela pulou em cima de Sasha, que só teve tempo de atirar mais uma flecha antes de acertar com força o concreto. O peso quebrou o telhado, os lançando vários andares a baixo.

- Sasha! - Instintivamente, ele saltou atrás da garota, concentrando a energia magica nos pés para amortecer a queda. Eles estavam em algum quarto mal iluminado, completamente destruído a esse ponto. A garota se debatia no chão com a criatura, em uma batalha nada justa. Ela tinha conseguido invocar uma pequena faca, mas não se comparava a lâmina roxa da criatura, que obrigava sempre a garota a mover o corpo para não ser atingida.

Raiven atacou o bawer com um chute, o tirando de cima da garota e o atacando ferozmente com a espada, cortando seu peito repetidas vezes. A besta mal conseguiu se defender da audácia do garoto, que garantiu que ele não teria força para nenhum contra-ataque antes de parar de atacar.

- Você vai falar o que queremos saber. – Ameaçou o garoto, encostando a ponta da espada no peito do bawer, ameaçadoramente. – O que está acontecendo? Por que todos esses portais estão aparecendo subitamente em Nova York?

A criatura liberou um estalo, seu único olho se movendo desesperadamente.

- Vocês não vão descobrir nada. – Raiven sempre se surpreendia quando se lembrava que aquelas criaturas realmente falavam a língua deles. Já estava acostumado com os estalos e ruídos. Na verdade, a fala da criatura era frequentemente interrompida por alguns ruídos e pequenos estalos.  – É só questão de tempo agora. Vocês vão cair.

- É melhor começar a falar claramente, se não quer uma espada cravada no peito. – O garoto rosnou, tocando com a lâmina no peito da criatura.

-Raiven... – A garota o chamou. Ela teve tempo de se levantar e se recuperar. Não parecia ter nenhum ferimento grave. – Tome cuidado.

- O Senhor das Trevas não gosta de pessoas como vocês. - O bawer sorriu, perigosamente. Era a coisa mais estranha que o garoto já tinha visto, já que a boca dele mal tinha dentes, e sim um abismo profundo de pele negra transparente viscosa. – Todos vocês vão queimar, assim como a cidade ridícula de vocês.

- FALE CLARAMENTE! -O garoto gritou. A proximidade com alimento magico já estava afetando sua cabeça, o deixando exasperado. – Quem é o Senhor das Trevas? Ele está abrindo os portais?

O líder sorriu, em um olhar que pareceu expressar diversão.

- RAIVEN! - Sasha gritou, mas já era tarde demais.

- Snurf g’alanor. – A criatura recitou e, antes que Raiven pudesse reagir, o monstro se jogou na espada, perfurando o próprio peito e se transformado em vários fragmentos minúsculos de pura energia mágica.



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