História Acompanhante de Luxo - Capítulo 2


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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Matteo Balsano
Visualizações 19
Palavras 881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Capitulo 1 - Distintos

Luna

-É só uma virose - digo tirando o estetoscópio do peito do menininho de oito anos que estava branco de tanto vomitar, nessa época era quase que normal ter tantas crianças assim no hospital.

Assim que concluo o ato, a mãe me olha aliviada e agradece tamanha paciência que tive com seu filho. Crianças são arredios e com certeza esse não foi nada diferente. Medo de injeção, de remédio e de se vai doer para ingerir ou apenas uma simples picada.

Amo minha profissão, não me vejo como mãe, mas, me dedico aos filhos dos outros.

Sento-me á mesa e prescrevo sua receita, sua mãe arqueia uma sobrancelha me observando e o acalma em seu colo, o pavor estampado em seu rosto faz com que eu me apresse. Indico coisas leves para comer como batata, cenoura entre outros legumes, e remédios que teriam que ser seguidos à risca. Nunca trato a virose como uma simples virose, eu sou cuidadosa com ela...

Assim que termino entrego a receita na mão da mãe do menino de olhos azuis, ela brinca com o papel nas mãos dele e sorri me agradecendo mais uma vez, sorrio como de praxe e assim que a porta se fecha, volto meus óculos que estavam em cima da mesa para meu rosto. Utilizo apenas para leitura, termino de fechar a ficha de Pietro, o menininho que havia acabado de ir embora com a mãe. Minha vida no hospital era basicamente isso, sou clínica geral, e quase nem vou para casa, trabalho é algo que nunca falta. 

Nunca confiei minha profissão nas mãos de ninguém, por isso, muitas vezes me privo de coisas na minha vida para atender prontamente a área que escolhi seguir, aliás, ir para a minha casa era luxo nesses últimos meses.

-Posso entrar doutora?- olho Daniel colocar a cabeça entre o vão da porta me chamando, ele sempre faz isso quando vê alguém sair do consultório, sorrio e assinto permitindo que entre. Daniel é o melhor amigo que uma mulher pode ter, não é gay e nem me olha diferente. Na verdade ele é um completo “galinha” e eu tenho pena daquela que cruza sua vida ou cai em sua cama. Nunca havia tido sonhos eróticos ou imaginado eu e ele nos beijando ou coisas do tipo, dignas de um romance.

Ele era apenas... Meu amigo!

-Claro Doutor- sorrio, sua profissão é na área de Cardiologia, então imagine, um homem de um metro e oitenta, cabelos devidamente colocados para trás olhos castanhos claros e os músculos levemente torneados, sem contar no perfume másculo que emanava dele, dá para entender o poder que ele pode exercer em uma mulher né?

Nós entramos juntos, então já são três anos no mesmo local de trabalho, e são vários anos de amizade já que nos conhecemos desde o início da faculdade.

-Então, a senhora não tem casa? Já estou sabendo que está no hospital tem quase vinte horas e o máximo que fez foi dormir duas horas no quarto trinta e oito. Eu estou indignado! - O que mais me irrita é que ele segue cada passo meu, odeia essa minha ideia de ficar ali por horas. Na verdade eu gosto muito disso e não suporto que me digam ao contrário! Respiro fundo e estreito os olhos me contorcendo de raiva em minha cadeira, ele sabe que eu odeio isso.

-Daniel vai cuidar da sua vida! - falo sem me preocupar com ofensas, o que é difícil entre nós já que falamos qualquer coisa um para o outro. 

-Não senhora... Eu apenas exerço minha função de melhor amigo, cuido de você.Luna Valente dá para parar com essa infantilidade? Onde é que já se viu? Eu acho um absurdo dos grandes o que você faz.

Todo mundo sabe que você vai conseguir o cargo de chefe geral, não é novidade para ninguém que você é a única qualificada. O que Kol tem a oferecer? Ele vai jogar sujo, mas o Michael te conhece e sabe o quanto pode contar com você, sabe também que a única que nunca o decepcionaria se chama Luna Velente

-Daniel não adianta! Eu gosto do que eu faço, e além do mais o que eu vou fazer lá fora?-ajeito meus materiais e papelada na mesa, sinto uma fraqueza de fome misturada com sono, com muito custo disfarço e graça as forças divinas ele nem percebe.

-Quanto tempo você não transa?- ele pergunta com certa naturalidade e eu engulo seco, aquilo me pega de surpresa. O que quanto tempo eu não transo? Repeti isso para mim pausadamente quase nem acreditando, quanto tempo?

-Daniel – solto uma risada histérica, o pior é que eu não teria o que responder- Pelo amor de Deus, eu... Ah, isso, bom... Eu... - respiro fundo e saio de trás da minha mesa- isso não é coisa a se perguntar!

-Sabia! - ele cai na risada - Você nem sai desse hospital, como poderia ter uma vida sexualmente ativa?

-Eu tenho - falo quase em um grito. Mas, eu não tenho - Eu sou uma mulher ativa na cama e meu bem faço loucuras!

-Ah é? E com quem?

-Não conto coisas íntimas - passo a mão nos cabelos nervosamente tiro o meu jaleco e vou até a minha bolsa pegar meu cartão, vou fugir dessa conversa antes que me complique mais e vou comer algo.



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