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História Acônito - Capítulo 6


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Notas do Autor


Estamos quase no fim e espero que gostem, próxima postagem é o fim.

Capítulo 6 - Quem é você?


Fanfic / Fanfiction Acônito - Capítulo 6 - Quem é você?

            A mãe de Minhyuk recebeu Hyungwon. Desde a morte do filho ela não deixou o quarto para nada. A meia irmã do garoto havia sido posta de lado e Maria lhe dava afeto e atenção.

            _Sei que o médico pediu que não lhe perturbasse, mas preciso saber quem é “M<3”. Minhyuk trocou correspondências com essa mulher e talvez ela possa nos ajudar...

            A mulher riu.

            _Qual o teor das cartas?

            _Amor e devoção. Constrangedoramente apaixonadas. Ao que indica, ele a afastou de sua vida por causa de Jooheon. Na última carta ela diz que “Minhyuk seria eternamente dela, mesmo que apenas em suas lembranças.” Ela fala também de uma corda de flores que a levava até seu amado amante nas noites de amor.

            _Uma vadia que escala trepadeiras. Eu disse a Maria que era péssima ideia plantar aquela flor sob a janela do meu filho, mas ela disse que ele gostava daquela flor.

            _Maria. De onde ela veio?

            _Ela está conosco desde sempre e seus pais trabalhavam aqui. Minhyuk era muito apegado a ela. Até ensinou-a ler e escrever. Ele acreditava que um dia um homem rico se encantasse por ela e não era justo que uma dama com tamanha beleza fosse analfabeta.

            _Maria? Minhyuk a achava bonita?

            _Maria já foi jovem e bonita senhor inspetor. O tempo nem sempre é justo com as mulheres da classe dela.   

            _Preciso deixá-la descansar, mas antes devo lhe informar que Jooheon apareceu.

            _Aquele maldito ainda está vivo?

            _Perfeitamente senhora e ele acredita que seu filho jamais tiraria a própria vida.

            Dito isso o inspetor deixou o quarto e foi ver Maria.

            A pequena a ajudava preparar um bolo e o inspetor aproximou colocando sobre a mesa um pedaço de papel escrito “M<3”. Maria encarou o papel por alguns instantes.

            _Vai ver se sua mamãe precisa de alguma coisa que Maria precisa falar comigo.

            A garotinha correu dali e o homem sentou-se em uma cadeira.

            _Então o que tem a me dizer?

            _Minhyuk a amava. Ele era devoto a ela e ela a ele, mas tudo acaba e o amor acabou.

            _Quem é ela?

            _Não sei, mas Minhyuk pediu que fizesse uma escada de flores para sua amada ir vê-lo à noite e eu acredito que seja por lá que ela tenha ajudado ele a se livrar da vida que levava desde que seu padrasto descobriu que ele não era exatamente um homem.

            _E como ela saberia que Minhyuk precisava de ajuda?

            _Ela está sempre por perto.

            _Se não a conhece como pode afirmar isso?

            _Ele sempre me contava tudo.

            _Mas não lhe falou que desejava se matar?

            Depois de um instante em silêncio Maria suspirou.

            _E não queria. _Falou com lágrimas nos olhos. _Chega de mentiras! Ele me pediu o chá. Queria poder dormir um pouco, mas eu acabei errando a dosagem e quando o vi pela manhã eu percebi o meu grave erro.

            Maria sentou em uma cadeira e cobriu o rosto com as mãos chorando desconsolada pelo terrível incidente.

            _Fiz o chá usando uma raiz inteira. Subi pela trepadeira e o entreguei pela abertura onde ele havia removido o vidro. Foi um acidente senhor inspetor! Eu jamais faria mal a ele.

            _Porque você acusou “M<3” pela morte dele?

            _Sinto raiva pelos momentos que ela teve com ele.

            O inspetor mandou chamar seus ajudantes que o esperavam do lado de fora. Enquanto eles levavam Maria para a carruagem ele foi até o quarto dela em companhia do padrasto do jovem. Tinha que contar ao homem tudo que havia conversado com Maria. E fizeram isso enquanto ele buscava algo que poderia contestar ou afirmar o acidente. Maria havia mentido e não se sabe se mentia novamente.

            Transtornado o padrasto precisou ser acudido por outra empregada. Como diria a sua esposa que Maria havia matado Minhyuk? Mesmo que acidentalmente, aquela mulher de confiança havia causado a morte do garoto e isso era terrível.

            Sob a cama de Maria havia uma caixa trancada por um cadeado e isso atiçou a curiosidade do inspetor, que resolveu levá-la com ele. Marcas de dedos na poeira que a cobria indicavam que ela havia a manuseado recentemente.

            A carruagem seguiu pelas ruas de terra levando Maria para ser julgada como ré confessa da morte do jovem patrão. Ela seguia silenciosa e observava a caixa nas mãos do inspetor Hyungwon. Seus segredos íntimos estavam ali e logo ele desvendaria. Não era justo que ele soubesse de tudo sobre ela.

            Minhyuk estava triste e o acônito poderia lhe aliviar todos os males. Ela fez o que era certo. Ela aliviou o sofrimento de seu amado lhe arrancando a dor da surra e do coração.

            Chegando ao destino o inspetor ajudou Maria descer da carruagem e a conduziu até sua sala. De lá ela iria para uma cela até poder ser ouvida pelo juiz. Ela não relutou, mas em um momento de descuido do inspetor ela roubou um lápis que estava sobre a mesa.


Notas Finais


até logo!!!!!


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