História Acorde - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Acenda, Bottom!hoseok, Hopekook, Hopev, Mistériodatiasazi, Seoktae, Suspense, Taeseok, Terror, Top!taehyung, Vhope
Visualizações 247
Palavras 1.014
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vi muitas teorias boas no capítulo passado *--*

Capítulo 4 - Ele não perdoa ninguém...


Fanfic / Fanfiction Acorde - Capítulo 4 - Ele não perdoa ninguém...

O relógio na velha parede descascada batia lentamente, o som profundo e um tanto tristonho ecoava por aquela casa, sempre ritmado, nunca fora da hora, um depois do outro, o lento TicTac. Ele não alarmaria, não cantaria para você ou lhe contaria velhas histórias. Ainda mais naquele dia. Algo estava vazio, tão vazio que o seu silêncio era uma dor aos tímpanos que não sentiam nada mais do que o ferino do TicTac do relógio. Mas estava tudo bem...Ele já estava acostumado com isso. O silêncio não era tão ruim quando sua cabeça estava cheia de coisas. HoSeok estava tão contente agora e seu sorriso sem motivo estava ali, nos lábios bonitinhos. Ele estava sorrindo? Sim, ele estava, mesmo que uma pessoa “normal” achasse que não era motivo para sorrir, não naquela situação.

Naquela semana todos estavam assuados, aliás havia um tipo de tarado a solta que rondava as casas e apartamentos e assim como quem não quer nada fazia duas vítimas. Ninguém saia mais sozinho, ninguém rondava as noites ou se arriscava a voltar tarde demais do seu trabalho. Todos tinham medo daquela sombra que se esgueirava e causava o terror até no mais doce sonho. Ninguém compreendia porque a polícia local não havia conseguido localizar e prender o meliante. Todos protestavam e diziam que não podiam mais viver de forma digna. Todos tinham medo. Menos HoSeok, ah… HoSeok não.

O sangue puro e límpido manchava aquela sala no presente momento, o cheiro do ferro provindo das células sanguíneas bem fortificadas se espalhava pelo ar e o silêncio ainda tomava conta da sala, sendo cortado, claro, pelo velho tictac que banhava a noite a dentro. O ruivinho sorria singelo enquanto se balançava para frente e para trás, sentado naquele sofá abraçando os seus joelhos. Se sentia tão bem… Estava seguro. Sempre seguro.

Um corpo jazia no corredor e a marca da pancada ainda estava tão acessa quanto a memória que se seguia. Deviam considerar aquilo como um trauma? Mas não era para ele. Havia sido um acidente, na realidade uma legítima defesa. Mesmo que ele não tenha precisado fazer nada mais do que chamar pelo nome dele. Aquele temido tarado que invadira sua casa e que quis lhe assediar, lhe estuprar. Não ligando que se tratava de um rapaz e não de moças, que eram suas principais vítimas. Ele apenas o puxara possessivamente e o virara de qualquer jeito, arrancando-lhe as roupas e querendo lhe invadir.

Mas felizmente seu TaeTae estava com ele, não no mesmo cômodo, mas estava ali. E ele quem o defendera e ele quem o mandara esperar. Seu amado TaeTae havia feito com aquele homem mal dez vezes mais do que ele havia feito com suas vítimas ou o que queria fazer consigo. Seu TaeTae havia o defendido, mas havia ido embora. Era isso que ele entendia, era isso que as pessoas não acreditariam, aliás, não somente a sala, mas como as roupas de Jung HoSeok estavam manchadas de sangue. Ainda assim ele esperou…

HoSeok esperou e esperou. Passou uma, duas, três, quatro horas. O cheiro do corpo estava se tornando mais forte e com esse tempo ouviu-se batidas na sua porta. HoSeok não queria se mexer e podia-se dizer que suas pernas estavam dormentes pela posição. E elas de fato estavam, tanto que para poder se levantar ele soltou um a dois murmúrios de dor e os membros inferiores quase não se mexiam, mas se moveram com todo custo até o portal de madeira maciça. Ele não queria desobedecer o seu TaeTae, mas o que podia fazer? Não gostava daquelas batidas incessantes em sua porta.

– Polícia Estadual, sou Park Chanyeol. Você deve ser Jung HoSeok, não é? – o ruivinho apenas fez que sim e o policial pode ver pelas vestes do mesmo que algo estava errado. – Preciso que nos deixe entrar e nos conte o que aconteceu. E… nossa, que cheiro. – o oficial sentia o odor do começo de uma putrefação, já que alguns órgãos já estavam entrando nesse estado. – Preciso que nos acompanhe a delegacia agora e nos conte exatamente o que aconteceu. – o homem não sabia como agir diante da calmaria que aquele rapaz estava passando. Parecia que nada de mais havia acontecido. Porque, para ele, realmente não tinha.

– O TaeTae me defendeu. – HoSeok disse depois de um tempo, tempo o suficiente para que o oficial ali pudesse constatar pelos retratos falados e pelo pouco que sabia que aquele homem era o procurado estuprador. Nunca imaginou que, de um simples chamado por cheiro estranho feito por uma vizinha aparentemente incomodada, fosse se deparar com uma cena daquelas. – E ele vai voltar e vai ficar chateado se eu sair daqui sem ele. Eu tenho de ficar.

– Quem é esse ‘TaeTae’? – Tinha de ignorar aquele detalhe, tinha um morto ali. – Você não pode ficar, olha suas vestes, olha esse corpo aqui.

– Ele tentou fazer coisas comigo que só o meu TaeTae pode fazer. TaeTae apenas fez com que ele entendesse que ninguém mexe com o que é dele. – o Jung deu de ombros, era como se não fosse nada ali.

– Mesmo assim meu jovem, você precisa ir a delegacia prestar seu depoimento e dependendo do caso fazer o exame de corpo de delito. – o oficial informou, mas HoSeok apenas fez que não com a cabeça.

– Eu não posso ir. – Chanyeol deu as coisas para a porta enquanto encara o rapaz a sua frente.

– Você tem que ir. Não existi isso de não querer e querer. Olha o seu estado, como espera que acreditemos em sua história se não colabora com a polícia? – bufou irritado e deu um passo em direção a HoSeok que deu um para trás. – Soube pela vizinha que ligou para nós da sua fama. Como espera que eu lhe deixe aqui dessa forma.

– Eu não posso ir. – Repetiu simplista.

– Não é assim que funciona. Olha aqui rapazinho. Não existe, um eu não posso ir. Você vai comigo agora. – bradou. Mas tudo o que conseguiu do outro fora um estranho sorriso assim como uma voz que ecoou por trás de si.

– Ah, ele não vai não. 


Notas Finais


Risada malvádima


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