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História Acordo. - WENJOY e SEULRENE - Capítulo 4


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Capítulo 4 - IV. Talvez Wendy Son não seja tão idiota assim.


Sooyoung revirou os olhos assim que seu telefone apitou pela quinta vez seguida, indicando que mais uma mensagem havia chegado.

Ignorando as mensagens de Seungwan, virou a tela do telefone para baixo e voltou a atenção para o computador para responder alguns e-mails da empresa.

“Ah, porra.” Sibilou irritada quando a música de seu celular ecoou alto pela sala. Pegou o telefone irritada e quase jogou o aparelho no chão ao ver que quem lhe ligava era ninguém mais que Son Seungwan, o motivo de seu estresse naquele dia.

Esperou a ligação terminar e tratou de desligar o celular para que Wendy não lhe procurasse naquele dia. Além disso, ligou para a Secretária Choi e deixou claro que a Advogada Son não deveria pisar naquela sala durante o dia inteiro.

Mesmo tentando ficar focada com os e-mails, sua mente voltava o tempo inteiro para a cena que havia presenciado dias atrás: Wendy flertando descaradamente com a atendente de uma loja de joias no shopping em que decidiram se encontrar para ir ao cinema. O sorriso de canto que ocupava os lábios da Son e a forma que a vendedora tocava no braço da advogada eram o suficiente para que Sooyoung entendesse o que estava acontecendo.

Idiota, idiota, idiota, era o que Sooyoung pensava quando o rosto de Wendy vinha à sua mente.

E agora a Park estava ignorando tanto as mensagens da mais velha quanto a existência da mesma.

As horas passaram e Sooyoung permaneceu trancada em sua sala. Os saltos descansando ao lado da mesa enquanto os pés encostavam no tapete fofinho, tentando se esquentar do frio absurdo que vinha do ar-condicionado. Não estava com a mínima vontade de sair para almoçar e correr o risco de encontrar com a Son nos corredores, então apenas liberou a Secretária Choi mais cedo para o almoço e pediu um delivery de um restaurante qualquer que ficava aos arredores da empresa.

Quando as batidas da porta ecoaram na sala, a Park foi abri-la descalça, sem se importar com o que os seguranças achariam disso. Ao abrir a porta, se deparou com Kibum e foi inevitável não sorrir quando o mesmo lhe deu um sorriso, deixando sua covinha aparecer.

“Senhora Park.” Lhe cumprimentou formalmente e estendeu a sacola plástica da Subway na direção do seu rosto enquanto na outra mão ele segurava um chá de bolhas. “Aqui está o seu almoço.”

“Obrigada, Kibum.” Sooyoung agradeceu, pegando a sacola e o copo lacrado das mãos do rapaz. Kibum puxou um envelope do bolso de seu uniforme de segurança e o entregou para sua chefe, que lhe encarou confusa: “O que é isso?”

“Quando eu estava subindo, o Recepcionista Donghyuck me pediu para lhe entregar isso.” Explicou, ajeitando o boné preto em seus cabelos curtos quase raspados. “Deixaram há pouco tempo, e como a Senhora não desceu para almoçar, resolvi entregar logo. Pode ser algo importante.”

Sooyoung o agradeceu novamente e logo viu o corpo do rapaz sumir no corredor. Deu de ombros e voltou para a sua sala, se certificando de trancar a porta para evitar uma visita indesejável — vulgo Wendy — durante o intervalo do almoço e torcendo para que o envelope prateado não fosse algo da Son.

Talvez Sooyoung devesse ganhar mil wons por cada vez que chamasse Wendy Son de idiota.

Deixou o envelope pela mesa e pegou a sacola de seu almoço, retirando de lá seu sanduíche enquanto tomava um longo gole de seu chá preto pelo canudo vermelho.

Almoçou de forma lenta, apreciando sua comida enquanto observava a calma paisagem do bairro através das grandiosas janelas de vidro de sua sala.

Horas depois, após escovar os dentes e assinar inúmeros processos que mais tarde seriam protocolados, os olhos castanhos da Park pararam sobre o envelope prateado que Kibum tinha lhe entregado no início da tarde.

Deixou o caso de Kim Hyoyeon — acusada de bater no namorado — de lado e puxou o envelope. Olhou os dois lados e nele nada continha além de seu nome muito bem escrito com uma caligrafia impecável. Removeu o adesivo e pegou o papel dobrado, lendo o que aparentemente era um convite.

 

CONVITE

A Kim Junmyeon & Advogados Associados tem o prazer de convidar todos os seus colaboradores e acionistas para o evento de confraternização a ser realizado no dia vinte e três de outubro, às oito horas da noite, no Hotel Plaza de Seoul, aonde teremos a oportunidade de comemorar mais um ano da firma.

 

Contamos com a presença de todos.

 

Atenciosamente, Kim Junmyeon.

CEO da KJM & Associados Ltda.

 

Dentro do envelope, constavam dois pequenos cartões pretos — muito semelhantes com cartões de visitas — que aparentemente eram entradas unitárias. Sooyoung imediatamente pensou em Wendy, mas logo balançou a cabeça de um lado para o outro e espantou a imagem da mais velha de sua mente.

Guardou os papeis dentro do envelope novamente e colocou o mesmo dentro de sua bolsa, retirando de lá o telefone para poder confirmar sua presença e mandar uma mensagem de agradecimento para Junmyeon.

Talvez conversar com um antigo amigo de faculdade fosse o suficiente para lhe distrair durante algumas horas e lhe fazer esquecer da raiva que estava sentindo de Son Seungwan.

 

[...]

 

Cansada, Sooyoung encostou sua digital sobre o cadeado eletrônico e logo a porta foi destravada. Estava tão cansada, que só de pensar em digitar a combinação de números para destrancar a porta lhe tiravam as forças.

Retirou os saltos e calçou os chinelos, jogando a bolsa de grife no piso de mármore e pouco se importando se a bolsa tinha sido cara ou não. Quando finalmente entrou na sala de estar e ligou as luzes, sentiu a surpresa lhe consumir e ser substituída logo em seguida ao observar Wendy deitada em seu sofá enquanto fazia carinho em Haetnim, que estava dormindo sobre sua barriga.

“O que você faz aqui?” Foi curta e grossa, finalmente chamando a atenção da mais velha. Sooyoung sentiu a raiva lhe atingir mais intensamente quando viu Wendy colocar Haetnim delicadamente no chão e andar em sua direção como se não tivesse feito nada.

Wendy parou bem na sua frente e Sooyoung precisou abaixar a cabeça para encará-la nos olhos, antes de desviá-los para um canto qualquer da sala: “Bem, você estava me ignorando então resolvi vir até a sua casa.”

“E como você entrou aqui?” Virou o rosto, tentando ignorar totalmente a sensação estranha que lhe preenchia só de ver a mais velha usando roupas casuais — como jeans folgado e uma camiseta larga da Park que a mesma jurava ter perdido em uma das idas à lavanderia — enquanto lhe esperava sentada no espaçoso sofá de sua casa.

“Você esqueceu que eu sei a senha do seu cadeado eletrônico?” Wendy foi irônica, cruzando os braços enquanto se concentrava em observar o rosto da maior.

Sooyoung finalmente encarou Wendy nos olhos, falando furiosa entredentes: “Eu deveria ligar para os seguranças e pedir para que eles te retirassem daqui aos chutes.”

Wendy ficou surpresa com a ignorância da outra, que esbarrou o ombro no seu e seguiu para a cozinha. Sooyoung caminhou em passos rápidos até a geladeira e retirou de lá uma garrafa com água, ciente de que Wendy estava lhe seguindo.

“Por que você passou o dia me ignorando?” A voz de Wendy vacilou por um momento.

“Você pode ir embora da minha casa, por favor?” Lhe respondeu, ignorando a pergunta feita anteriormente.

Wendy franziu o cenho e Sooyoung se repreendeu mentalmente por achar a mais velha extremamente fofa com aquela expressão enquanto usava roupas largas (em especial aquela blusa rosa da Boo de Monstros S.A.).

“Eu fiz alguma coisa?” Seungwan se aproximou de Sooyoung e passou os braços pelo corpo da mesma, apoiando as mãos no balcão de mármore.

Praticamente presa, Sooyoung resolveu ser direta: “Você deveria perguntar para aquela sua amiguinha da joalheira, Seungwan.” O ciúmes era evidente em sua voz.

“Ei, espera aí...” A mente de Wendy pareceu trabalhar. “Você está falando da Rosé?” Sooyoung inflou as bochechas e fez um biquinho quando escutou o nome ser mencionado. Confirmando suas suspeitas, a Son começou a rir: “Puta merda, Sooyoung!”

Com as bochechas vermelhas de raiva e vergonha, Sooyoung se debateu para tentar sair dos braços da mais velha: “Cala a porra da boca!”

“Aigoo...” Wendy passou os braços pelas costas de Sooyoung e a apertou em um abraço, enterrando o nariz bem no pescoço da maior. “Ela é só uma amiga minha.”

“Irene também era só uma amiga sua.” Murmurou, se controlando para não abraçar a Advogada e enterrar o nariz nos curtos cabelos que tinham o cheiro do shampoo de laranja que a Park tanto gostava. “Você simplesmente me chama para sair e enquanto eu te esperava, você estava flertando com a porra da vendedora.” Abriu o jogo.

“Nah, ela tem namorado.” Wendy respondeu como se isso não tivesse importância. “Além disso, eu fui comprar uma coisa lá.”

“Não tente me comprar com seus presentes, Son Seungwan.” Foi rude, pois sabia o quanto Wendy adorava conquistar outras mulheres através de presentes caros. “Talvez eu devesse convidar Irene para tomar um vinho enquanto falamos das vezes que você foi uma completa idiota conosco?” Riu irônica, mas Wendy pareceu não se importar.

“Eu estou falando sério.”

Ficaram alguns segundos em silêncio e Sooyoung cedeu. Se permitiu observar o rosto sereno de Wendy, que naquele momento nem aparentava ser aquela advogada poderosa e arrogante que sempre fazia questão de caminhar com um olhar irônico pelos corredores da Park & Son Advogados.

A verdade é que Wendy era uma pessoa totalmente diferente quando estava com Sooyoung.

“Certo, agora você pode me soltar?” Pediu e logo sentiu os braços da menor soltarem seu corpo. “Eu agradeceria se você fosse embora, eu estou muito cansada e amanhã tenho uma pilha de processos para analisar.”

Wendy se sentiu ofendida e cruzou os braços, encarando a mais nova de forma incrédula: “Você realmente não vai querer saber o que foi que eu comprei para você?”

Sooyoung arqueou a sobrancelha enquanto tirava o blazer vermelho, ficando somente com a blusa social branca. A verdade é que não acreditava sobre a suposta amiga de Wendy e sentia a raiva lhe consumir só de pensar em ser presenteada da mesma forma que Wendy fez com todas as suas ex’s: “Eu deveria me importar?”

A pergunta atingiu Wendy de forma dura e ela prensou os lábios em uma linha reta, respirando fundo antes de responder: “Uh, bem... Hoje nós completamos quatrocentos dias.”

Ah.

Então era isso.

Sooyoung piscou várias vezes. Seu cérebro tentava processar a informação e ela apenas respondeu: “Espere aí. O que?”

Só se deu conta do que realmente estava acontecendo quando viu o corpo de Wendy sumindo pela porta da cozinha, voltando para a sala. Seguiu a mais velha e viu perfeitamente quando ela retirou de sua bolsa uma pequena caixa: “Nós estamos juntas há quatrocentos dias, Sooyoung.” Wendy se virou para a maior e estendeu a caixa para ela. “Rosé estava separando para mim, pois era uma peça limitada.”

Sooyoung ainda estava estática e sentiu seu corpo se petrificar quando abriu a caixa e se deparou com um anel. Sentiu suas mãos ficarem trêmulas enquanto pegava a joia da caixa e encarava a pedra que ficava no meio do anel.

“Eu falei sério quando disse que queria ficar somente com você.” Wendy passou as mãos pelos cabelos, claramente nervosa. “Naquele dia com Irene... Bem, eu pedi desculpas para ela. Não foi legal o que fiz.” Disse envergonhada, mas logo seu rosto assumiu um sorriso sacana: “Se bem que valeu à pena, não é mesmo, honey?”

Sooyoung ainda estava estática, fazendo com que Wendy ficasse realmente preocupada quando longos minutos se passaram e a outra não fez nada.

Se aproximando cautelosamente, tocou no braço da mais nova: “Sooyoung?”

“Eu te odeio.” Sooyoung respondeu, encarando Wendy enquanto finas lágrimas escorriam por suas bochechas.

Wendy abaixou a cabeça e riu, passando os braços pelo corpo da outra para prendê-la em um abraço apertado: “Oh, eu também te amo.”

Wendy estava certa, a cama dela realmente era confortável.

Mas verdade é que qualquer lugar ficava mais confortável quando Wendy estava ao seu lado.



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