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História Acordo. - Capítulo 31


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Capítulo 31 - Acidente.


Fanfic / Fanfiction Acordo. - Capítulo 31 - Acidente.

POV Justin Bieber.

Esperei a manteiga derreter para fritar os ovos, faria um mexido com bacon. Surpreenderia minha garota com um café da manhã recheado de besteira e amor, ela havia pensado em tudo para o final de semana e eu só queria retribuir.

Pus as coisas na bandeja ajeitando tudo perfeitamente e segui para o quarto, peguei uma única rosa quando passei pela sala de jantar e pus na bandeja. Adentrei o quarto fechando a porta com o pé, Charlie dormia esparramada no meio da cama sem deixar espaço para outra pessoa deitar. Sentei na beirada da cama deixando a bandeja com o café em cima do recamier, engatinhei até seu corpo ficando de joelhos ao seu lado para que pudesse subir sua blusa deixando suas costas livres para os meus beijos.

Ela se remexe, se encolhendo na cama em resmungo. Sorrio beijando seu pescoço agora, ela sorrir ficando de frente para mim com os olhos muidinhos por acordar agora.

— Bom dia, coelhinha. - disse beijando todo seu rosto.

— Bom dia, meu amor! - respondeu, aquecendo meu podre coração com suas falas. Espremo suas bochechas fazendo um biquinho em sua boca, echo ela de beijos. — Eu ainda não escovei os dentes!

— Eu não ligo, bafinho. - disse, ela revira os olhos fazendo careta. Estico a mão pegando a bandeja que preparei seu café.

— Awn, você fez café pra mim? - disse manhosa, ri me sentando na cama depois de deixar a bandeja no seu colo.

— Fazer coisas mais melosas possível.

Tomamos café na cama com direito a comida na boca um do outro. Quando terminamos, fomos explorar o apartamento que a doidinha esqueceu que tinha. A escada que dava para o terraço ficava atrás em uma área ampla, subimos por ela encontrando uma piscina de beira. A visão era para a cidade inteira, uma coisa surreal.

— Isso aqui é lindo! - disse olhando a sua volta, abracei suas costas envolvendo sua cintura com força. — Como pude esquecer de um lugar desses?

— Porque você é uma doida esquecida! - disse rindo, ela deu de ombros me puxando para a piscina.

— Justin, olha o corredor da… - antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, empurrei ela na piscina. — Baaaaby!

Reclamou um pouco furiosa, eu ria de sua braveza. Charlie pediu por ajuda, fui até ela oferecendo minha mão, mas a desgraçada me puxou em vez de sair da piscina. Subi a superfície tossindo um pouco, ela quem ria agora.

— Eu vou te pegar! - disse nadando até ela que tentou nadar para o outro lado mas eu a peguei antes mesmo que conseguisse.

Ficamos brincando na piscina aproveitando o dia de sol, só saímos quando nossos dedos ficaram errugados. Tomamos um banho juntos para tirar o cloro da piscina do corpo, depois fomos preparar alguma coisa pra comer.

— Não, o molho por cima é bem melhor. - eu disse enquanto colocava mais molho em cima do meu macarrão.

— E se o molho acabar? Vai ter que comer o macarrão puro! - rebateu comendo seu macarrão misturado no molho.

— Claro que não, Char.

— Tudo bem, senhor molho por cima. - tentou imitar minha voz. Lavamos a louça e nos jogamos no sofá comendo a torta de ontem.

— Seu pai pensou em tudo, né? - comentei enquanto ela ligava o vídeo game, Charlie se jogou ao meu lado apoiando as pernas na mesinha de centro.

— Sim, ele pensou em tudo. Comprou tudo que uma casa precisa e ainda fez do jeitinho que eu gosto. Como não amar um pai desses? - disse sorrindo ao lembrar do padrasto.

— Você ama ele, né?

— Não no começo, estava revoltada por Lucile me tirar da minha vida, me afastar do meu pai e dos meus amigos. - disse seria lembrando do ocorrido. — Mas Richard foi paciente e nos conquistou aos poucos, até eu passar a enxerga-lo como um segundo pai. Mas eu sempre que pudia, ligava para Rob pra saber como ele estava.

— Ele sofreu tanto com a partida de vocês, digo, ele já havia superado a separação. Já que sua mãe antes de viajar, havia arrumado outro.

— Eu odiava o Miles, argh. Não sei o que a minha mãe viu nele. - disse com repulsa. Coloquei o prato na mesinha de centro e deitei em seu colo pra jogar com ela. — Eu fiquei tão triste imaginando como Rob estava, ele só tinha eu e Chaz e ela nos separou. Agradeço tanto por Mary ter entrado na vida dele.

— Ela é um amor de pessoa.

— Ela é sim, baby. - concordou a procura de um jogo qualquer. — Eu também fui bem egoísta, podia ter ido mais vezes pro Canadá vê-lo, mas fiquei cega com as coisas que o dinheiro me trouxe. Não que eu tenha ficada igual minha mãe, mas me casei com um banqueiro assim que terminei a faculdade e fui morar em Londres, bem longe de Lucile. Foi quando fiz a tatuagem na cintura.

— O que foi irônico, já que você se libertou da sua mãe, e se prendeu casando com um idiota. - falei, ela riu concordando. — O que você fez depois?

— Voltei a morar com minha mãe durantes uns dois meses, até que liguei pra Chaz pedindo abrigo. O idiota do amigo dele me aceitou, tivemos uma coisa juntos, mas intenso demais pra ser esquecido.

— Ah é? E o que mais? - disse ouvindo sua risada.

— Nada demais, somente uns beijos aqui e ali jogados no sofá sem fazer nada. - falou, soltei um riso deixando uma mordida na sua barriga. Ela riu tentando se afastar. — E sua relação com seu pai? Lembro que vocês era como carne e unha.

— Tivemos uma briga feia durante meu estágio na Bieber Industries. Ele queria que eu assumisse a emprega depois que terminasse a faculdade mas eu queria independência, então ele pediu que eu escolhesse entre a empresa e minha independência. Como pode ver, segui meu próprio caminho. - expliquei a ela que tinha seu oceano particular presos a mim.

— Mas agora está tudo bem, né?

— Entre linhas, ele ainda pede pra voltar atrás mas eu nego toda vez. - Charlie se aproxima dando um selinho em meus lábios, mas sou guloso e aprofundo o beijo.

Nos separamos com alguns selinhos, é quando o jogo começa chamando nossa atenção.

(...)

Voltamos para casa segunda de noite, Jazzy estava sentado a nossa mesa comendo alguns bolinhos enquanto falava sobre a lua de mel em bora bora. Quando nos viu, veio até a mim encher me de beijos.

— Achei que ficaria mais tempo. - disse sentado ao lado de Chris no sofa de casa, eles explicaram que o resto da viagem foi cancelada por segurança, estava previsto um furacão para aquele lado.

— Agora vocês estão namorando? - Jaz perguntou para Charlie que estava sentada na poltrona. Chaz e Cait jogados no sofá menor enquanto Jaz estava no banquinho.

— Quase casados!

— Deus que me livre. - Charlie disse fazendo o sinal da cruz. Aquilo de certa forma me incomoda, não que eu vá pedi-la em casamento agora, mas a ideia dela não querer se casar me assustava. Eu queria construir uma família com uma pessoa incrível, e no momento, ela estava nesse quesito. Suspirei tirando essa ideia da cabeça, pensar em casamento com apenas umas semanas de namoro era maluquice.

— Baby? - ouço sua voz me chamar. Estava deitado na minha cama mexendo em alguns papéis, a obra estava no fim e a inauguração do restaurante estava prevista para daqui três semanas. — Baby, olhos em mim.

— Pode falar, queri… Uau. - disse surpreso. Ela estava em uma camisola vermelha de seda onde no busto era feito de renda.

— Gostou? - perguntou vindo até a mim afastando os papéis até que caíssem no chão. Ela sentou no meu colo com uma perna de cada lado, nossas intimidades se tocam por cima do pano fino da minha cueca boxer. — Espera pra ver o que tem embaixo dela. - sussurrou dando uma mordida em minha orelha.

Alisei suas coxas desnudas subindo o pano fino de sua camisola até chegar em sua bunda, a maldita estava sem calcinha me deixando duro. Gemi baixo mordendo os lábios enquanto apertava sua bunda com força, foi a vez dela gemer.

— O que é isto? - perguntei quando ela me entregou um controle pequeno da cor rosa.

— Lembra das nossas regras? Estar disposto a esperimentar coisas novas? - perguntou, assenti concordando. Charlie se afastou um pouco, o suficiente pra eu ver a ponta do vibrador dentro dela. — Toda sua, baby!

Quando eu acho que essa mulher não pode me surpreender, vem ela toda dengosa pedindo por um sexo anal. Só em pensar no meu pau na sua bunda gostosa, meu corpo tremia. Apertei o botão aumentando o ritmo do vibrador, Charlie da um pulinho gemendo no meu ouvido.

Tiro sua camisola jogando no chão junto com os papéis, seus seios rosados a minha espera fez com que eu caísse de boca neles. Charlie gemeu alto curvando seu corpo para trás dando total acesso ao seu busto, lambia e mordia do jeito que ela gostava. Deitei Charlie na cama e fiquei de pé atrás da vaselina que havia guardado em algum lugar, achei o frasco na gaveta de meia junto com o óleo que ela comprou no sex shop da outra vez. Aproveitei para tirar a cueca ficando nu, fui até a minha garota que ainda estava a mercê do vibrador.

Puxei suas pernas ficando entre ela, passei um pouco do óleo em seus clitóris massageando aquela região, ela gemia baixinho tentando controlar seus movimentos. Sem mais delongas, joguei o pouco do óleo nos seus seios também, lambuzei sua entrada com vaselina introduzindo um dedo em um vaivém lento.

— Justiiiiiiin… - gemeu meu nome, suspirei me controlando para não tomar ela ali mesmo.

— Vem aqui, baby, de costas pra mim. - disse puxando seus braços, erguendo seu corpo. Charlie sentou de costas para mim, encaixei meu pênis em sua entrada, introduzindo aos poucos até entrar por completo. Isso enquanto massageava seu clitóris, Charlie se moveu buscando pelo prazer.

Comecei a me mover ouvindo seus gemidos em meu ouvido, ela apertava minhas coxas com força cravando suas unhas em minha pele. Beijei seu pescoço dando leves chupões que tinha certeza que ficaria marcas, mas não estava me importando com isso.

— Own, isso é bom. - disse sôfrega, puxei seus cabelos sussurrando coisas sujas em seu ouvido. Ela gemia alto e tinha certeza que Chaz ouvia tudo no quarto ao lado, mas mais uma vez, eu não estava me importando pra isso.

— De quatro, gostosa! - disse empurrando seu corpo para frente, ela gemeu com o tapa que dei em sua bunda. Para aumentar ainda mais seu prazer, procuro pelo controle do vibrador pondo no último volume.

— Filho da mãe! - disse se contorcendo na cama, volto com os movimentos fazendo ela gemer. Eu tentava controlar meus gemidos mas era difícil quando tinha a visão perfeita da minha garota se desmanchando sobre mim.

Infernos! Era prazeroso vê-la a mercê do pazer.

Charlie gozou gemendo meu nome, mais umas investidas e gozei também caindo pra trás entorpecido. O sexo com ela era coisa de outro mundo.

Charlie jogou o vibrador longe fraca demais pra dizer alguma coisa, eu não a julgo, estou na mesma situação. Acho que ficamos parados em silêncio durante uns trinta minutos, foi quando nos recuperamos.

— Chaz vai nos xingar amanhã. - comentei enxaguando suas costas, ela dá de ombros me fazendo ri. — O que foi, baby? Ainda em choque?

— Justin. - choramingou quando passei a mão em sua intimidade ainda sensível. Soltei um risinho recebendo um tapa. — Você faz de propósito! Adora me ver deste jeito, seu ego deve ir nas nuvens!

— Amor, levantando falso do seu namorado? - disse fingindo estar ofendido. Ela semicerra seus olhos em minha direção de braços cruzados. — Tudo bem, eu gosto sim.

— Filho da puta! - disse dando um tapa no meu braço. Abraço suas costas puxando seu corpo pra ficar coladinho no meu, assim que dormimos.

Chaz estava na cozinha comendo seu habitual cereal, sua cara não era das melhores. Vou até o armário pegando uma tigela onde jogo cereal e leite.

— O que foi?

— Jura que você não sabe? - perguntou irônico, prendi o riso me sentando de frente pra ele, comendo meu cereal. — Irmãos não devia ouvir os gemidos de suas irmãs, sério.

Charlie apareceu de banho tomado e arrumada para o trabalho, ela sentou ao meu lado pegando um pouco do cereal na caixa. Olhamos para ela, Chaz com raiva, eu achando graça.

— O que foi? - faz a mesma pergunta que fiz.

— Chaz estava dizendo que devia ser proibido irmãos ouvir os gemidos das irmãs. Amor, eu disse pra gemer baixo. - disse, ela prendeu o riso.

— Você parece uma doida possuída por alguma coisa, Charlie. Avisem antes de foder, não sou obrigado a ouvir esse tipo de coisa. - reclamou nos fazendo ri. Ele ficou de pé pra por a louça suja na pia.

— De certa forma, eu estava possuída sim.

— Não quero saber, Charlie, não quero saber! - diz saindo da cozinha rapidamente, começamos a rir de sua atitude.

Antes de ir pra obra, deixo Charlie no restaurante já que o carro dela tinha ficado no apartamento em Manhattan. Quando cheguei na obra, todos os funcionários esperavam por mim em frente o meu escritório improvisado, coloquei o capacete antes de sair do carro e seguir até eles com o projeto final.

— Bom dia senhores. - disse recebendo um bom dia também. — Hoje vamos para a última etapa da obra, peço pra todos agilidade e paciência. Trabalhamos muito para chegarmos aqui, mesmo depois de alguns imprevistos. Estou orgulhoso da equipe que me foi designada, não teria escolhido outra. Obrigado mesmo pessoal!

Nada como um discurso motivacional para começar o dia. Eu passei o dia todo ajudando na obra em vez de ficar no escritório fazendo o relatório para o chefe, ele ainda não apareceu aqui.

— Você vai comigo?

Claro que sim, maninho. O que eu não faço por você? Agora eu preciso desligar, te vejo mais tarde. - Jazzy disse antes de desligar.

Combinei de irmos até minha casa para uma segunda opinião, Charlie é uma das melhores engenheira civil que já vi, não digo isso apenas por ela ser minha irmã, digo como profissional.

Gideon apareceu no fim de tarde para pegar o relatório da obra, trocamos algumas palavras e ele foi embora. Não que eu queira uma relação com ele, mas depois de Charlie, ele ficou mais amargo.

Me despedi da minha equipe e fui ao encontro de Jazzy que me esperava na portaria do prédio, abri a porta para que ela entrasse no passageiro e dei partida.

— Você quer uma segunda opinião pra quê exatamente? - perguntou olhando alguns papéis.

— Em tudo, Jaz. A casa está quase pronta, não quero deixar nada faltando. Talvez você veja o que eu não estou vendo. - disse pegando a estrada para a minha futura residência.

— Eu acho difícil, você é um dos melhores profissionais, Justin. - disse saindo do carro. Seu queixo foi ao chão quando viu a entrada da casa.

Puxei ela para a parte de dentro ligando todas as luzes no relógio, mostrei a Jazzy todos os cômodos e os minimos detalhes, ela ficava surpresa com cada detalhe. Eu estava orgulhoso de deixá-la deste jeito, até porque, eu estava trabalhando sozinho nesse projeto.

— Então?

— Ela é ainda mais perfeita pessoalmente, Justin. - disse chocada. Soltei um riso encostado na ilha da cozinha, o cômodo já estava pronto. — Eu não vejo erros, Justin. Você trabalhou perfeitamente nos mínimos detalhes e estou tão surpresa por manter aquela árvore, se fosse eu, era a primeira coisa que teria tirado. Mas a forma que você deixou ela, não consigo ver danos futuros.

— Foi a primeira coisa que pensei mas queria algo fora do normal.

— Você fez a cozinha em um ótimo cômodo, a parede de vidro vai trazer a luz natural para todo o cômodo poupando bastante energia.

— Eu pretendo fazer a sala de jantar aqui, bem em frente a cozinha. Imagina só tomar o café com a luz do sol iluminando tudo. - disse, ao imaginar eu e minha família fazendo as refeições.

Jazzy concordou e deu a ideia de fazer um deck  perto do lago com mesas e cadeiras, para o lazer. Levei ela até onde estava fazendo a piscina, ela ficou admirada com a floresta no fundo, eu estava esperando um carregamento de madeira para cercar a casa. Eu já sabia qual era o meu perímetro e onde construir, investi bastante dinheiro nesta casa e em profissionais para avaliar cada detalhe.

Voltamos para casa encontrando todos eles jogados no sofá vendo um filme enquanto comiam pipoca.

— Achei que não iam voltar. - Cait disse quando entramos, deixei minhas coisas na mesa e fui a procura de água.

— Estava ajudando o Justin com os últimos detalhes na obra. - minha irmã disse beijando seu marido em seguida.

— Justin, eu e Charlie temos algo para falar com você. - Chaz disse se ajeitando na poltrona, sentei no braço do sofá ao lado de Cait. Olhei para Charlie que comia pipoca, ela sorriu para mim e eu retribui de imediato, era automático.

— Vou logo avisando que não tenho dinheiro, ainda. - deixei claro dando um gole na minha água. Chaz revirou os olhos bufando.

— Não é nada disso, idiota. - ele disse, dei de ombros. — Estávamos conversamos, Charlie não viu problema mas ficamos de te perguntar.

— Se Caitlin pode morar aqui com a gente pro apartamento ficar vago para Chris e Jazzy morar. - Charlie disse me olhando.

— O que? Claro que não! Você pode morar com a gente sim, Cait. Na verdade, sou eu quem está roubando seu espaço! É só até o contrato do Christian acabar e então vamos voltar para o Canadá. - Jazzy disse sentada no meu colo, abuso em pessoa.

— Foi o que eu disse a eles, mas são todos cabeça dura. - Chris reclamou ficando de pé, puxou Jaz de meu colo dando um beijo nela.

— Eu não vejo problema algum, fica a critério deles. Agora eu vou tomar um banho e dormir. - disse saindo da sala e indo para o quarto onde me despi seguindo para o banheiro entrando na ducha.

Fiquei uns vinte minutos sentindo a água cair por meu corpo relaxando meus músculos, me enxaguei saindo do banheiro enrolado na toalha. Charlotte estava deitada na minha cama mexendo no celular, tirei a toalha vestindo minha cueca e uma calça de moletom, sequei meus cabelos deixando a toalha na cadeira e me joguei ao seu lado fechando os olhos.

— Está tudo bem?

— Sim, por quê?

— Está estranho, aconteceu alguma coisa? - perguntou, abri os olhos dando de cara com os azuis me encarando.

— Só estou cansado, ajudei na obra hoje. - disse cansado, ela saiu da cama e entrou no banheiro voltando com um frasco nas mãos.

— Ponha está bunda gostosa para cima, baby!

— Eu não curto este tipo de coisa, baby. - disse, ela riu dando um tapa na minha bunda sussurrando um "palhaço". Fiquei de bruços como ela pediu, Charlie sentou na minha bunda com uma perna de cada lado, jogou um bocado do óleo nas minhas costas começando uma massagem em minhas costas.

Estava tão bom que acabei dormindo.

 

POV Charlotte Somers.

Um barulho irritante soava perto dos meus ouvidos me obrigando a abrir os olhos, procurei pelo aparelho encontrando em cima da mesinha de cabeceira. Era o despertador de Justin, deslizei o dedo na tela parando o barulho, soltei um riso ao ver a minha foto na tela de bloqueio dele. Era a foto que enviei quando estava bêbada, sentei me a cama encontrando o meu lado vazio.

— Justin? - chamei não obtendo resposta.

Escovei os dentes e tomei um rápido banho saindo do quarto vendo Cait e Chaz na cozinha.

— Que cheiro é esse? - perguntei sentindo meu estômago embrulhar. Um latido chamou a minha atenção, um filhote de Pitbull veio em minha direção. — Awn, de quem é essa belezinha?

— Um cliente me deu, eu ajudei no parto da cachorrinha dele sem cobrar nada, como gratidão ele me deu a Winnie. - Cait respondeu sorridente. Peguei a filhote nos braços enchendo ela de beijos.

Chaz me ofereceu um prato com walffles coberto de xarope, e um suco de kiwi. Como tudo com gosto, estava com fome.

— Vai com calma, Charlie, tem mais aqui. - Chaz disse mostrando mais alguns em outro prato. — Tentei salvar o máximo, já que Caitlin queimou a metade. Por isso esse cheiro!

— Eu não tive culpa, fui salvar nossa bebezinha que se enrolou no fio do abajur. - ela reclamou abraçada a cachorra. Chaz bufou voltando a tomar café.

— Cadê o Justin?

— Saiu cedo, ele está decido a terminar essa obra logo.

— Ele esqueceu o celular dele. - disse guardando as coisas na bolsa pra sair.

Sai de casa pegando o carro e seguindo para o restaurante, Amanda estava sentada no balcão anotando algumas coisas na prancheta. Assim que me viu, desceu vindo em minha direção com um sorriso gigante no rosto.

— Transou essa noite? - perguntei seguindo para a cozinha, ela bufou dizendo que não.

— Gideon veio falar comigo mais cedo, eu vou ganhar uma promoção! - disse animada, estranhei olhando para ela. Coloquei minha bolsa no armário pegando a roupa de chefe.

— Como assim?

— Eu vou ser chefe agora, minha ninfetinha. - disse dando um tapa na minha bunda, reclamei pelo apelido.

— Estou muito feliz por você, Amandinha. Só não entendo uma coisa. - disse indo para fora do vestiário entrando na cozinha. — Onde eu fico nisso?

— Sobre isso, ele disse que vai te chamar para conversar, será que a demissão vem? - perguntou pensativa. Parei de mexer nas coisas para encara-la.

— Mas eu nem conversei com o Henry ainda. Você acha que é isso? Se for, ele está sendo tão infantil! Quer saber? Eu mesma vou pedir demissão. - saio da cozinha deixando Amanda para trás, passei pelo salão e segui pro escritório entrando no cômodo sem bater na porta. Gideon estava no telefone, assim que me viu se despediu da pessoa dizendo que retornaria.

— Sim?

— Eu vim pedir demissão. - fui direta, ele me olhou surpreso, fez sinal para que eu sentasse a sua frente. — Quero dizer, estou me demitindo antes que você me demita.

— Eu não vou te demitir, Charlotte. Vou por Amanda como chefe aqui, e você vai para o restaurante novo. - explicou, suspirei aliviada mas não concordando com a mudança.

Pedi para que Amanda ficasse no restaurante novo, acho que seria uma grande oportunidade pra ela, começar do zero.

Quando cheguei em casa, Chaz estava sentado no sofá com uma cara péssima, Cait ao seu lado com as mãos em seus ombros. Franzi o cenho confusa me sentando ao lado dele que assim que meu viu, começou a chorar.

— O que aconteceu, Chaz? - perguntei abraçada a ele. Cait tinha os olhos marejados.

— Richard e Lucile sofreram um acidente de carro, Char. - falou perto do meu ouvido. Engoli a seco sentindo como se tivesse levado um balde de água fria.

— Eles estão bem? - perguntei baixinho temendo a resposta.

— Eu não sei, Charlie.

###

Entramos no táxi depois de guardar as malas no porta malas, eu e Chaz pegamos o primeiro voo para Los Angeles depois dele me dar a notícia. Elena estava no hospital com meus pais e Rita, pegamos um táxi direto pra lá. Rita não conseguia dizer nada por telefone, o que me deixava ainda mais preocupada.

O carro parou em frente o hospital Sait Louis, um dos mais caros de Beverly Hill, pagamos o motorista pegando nossas malas e entrando o mais rápido possível pra saber o que havia acontecido com nossos pais.

— Queridos, vocês chegaram. - Rita disse assim que nos viu, fomos até ela que nos abraçou. — Vocês precisam se acalmar, okay? O pior já passou!

— Como eles sofreram esse acidente?

— Eu ainda não consegui entrar, só pode um por vez. Quem está lá é a mamãe. Mas pelo o que os bombeiros disseram, um carro descontrolado jogou o carro deles pra fora da pista, capotando duas vezes batendo em uma árvore.- explicou me deixando angustiada.

E se ela tivesse morrido? Eu ainda tinha tanto a dizer.

Um médico veio até nós explicando a situação dos dois, ele disse que meu pai ficou com as pernas presas na ferragem e minha mãe teve uma torção no ombro esquerdo que já foi operado. Ela também quebrou uma perna e papai está com as duas engessadas, assim como os dois braços. Ou seja, não vai andar e e nem mover os braços durante um tempo.

O médico liberou a passagem para mim e Chaz que fomos para o quarto onde os dois estavam juntos. Adentrei o quarto tendo a visão de cada um em uma cama de hospital.

— Só assim para nossos filhos nos visitar, Cile. - Richard diz imobilizado. As lágrimas que eu havia segurado durante toda a viagem, caíram de uma só vez.

Fui até minha mãe abraçando seu corpo com todo o amor que tinha por ela, apesar de seus defeitos ela ainda é a minha mãe e eu à amava.

— Eu estou bem, querida. - disse deixando um carinho em meus cabelos, suspirei olhando para ela que sorria. Ela parecia cansada mas estava linda.

Chaz abraçou Lucile e eu fui esmagar Richard em um abraço de urso ouvindo seu gemido.

— Charlie, você acabou de quebrar as minhas costelas. - disse me fazendo ri. Como ele fazia piada nessa situação?

— Vocês nos mataram de susto! - Chazles disse irritado, ele não conseguia controlar suas emoções.

Ficamos conversando durante um bom tempo até que eles fez com que eu e Chaz aproximasse as camas pra ficar um do lado do outro.

— Na saúde e na doença, não é mesmo. - brinquei. O médico entrou no quarto dizendo que eles precisavam descansar, nos despedimos prometendo que voltaríamos amanhã bem cedo pra encher o saco deles.

Chaz, Rita, Elena e eu voltamos para a casa dos meus pais, cada um rumou para um quarto, eu estava prodre de cansada. Quando terminei meu banho, me joguei na cama pronta pra dormir quando meu celular começou a tocar, era Justin.

Como eles estão? - perguntou assim que atendeu. Expliquei para ele toda a situação, desde o acidente, a operação e até mesmo as piadas. — Então você vai ficar aí até eles se recuperar?

— Eu não sei, baby! Eu preciso conversar com meu chefe primeiro, qualquer coisa eu te aviso. Okay?

Você quer eu vá ficar com você?

— Seria ótimo, mas você precisa terminar aquela obra. Não quero problemas para o seu lado. - expliquei, ouvi seu suspiro do outro lado.

Tudo bem, eu vou te esperar.Não demora?! Eu amo você, baby.

— Prometo não demorar, eu também amo você, amor.


Notas Finais


Extra extra, Charlie só sabe dar a bu#*@$* 🤭
Ola pessoas em quarentena, estão lavando as mãos direitinho? Espero que sim! Vamos conter essa praga. 🙏🏻😷
Passando rapidão só pra avisar que no próximo aos coisas vão mudar drasticamente, pq já vai ser o início do fim 🤭🤭🤭
Amo vocês, se cuidem e só saiam de casa se for NECESSÁRIO, caso n for, fiquem em casa e assistam uma série, recomendo On My Block ❤️


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