História Acordo Sombrio - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo Il


Ninguém ousou se pronunciar. Era palpável o medo das pessoas ali presentes, eu vi Hyuna se encolher e agarrar o braço do noivo e este estava tão apavorado que pude perceber um filete de suor escorrer por suas têmporas. Bobagem, então este é o temível Jeon Jungkook? Pensei, e ele estreitou os olhos em minha direção, apenas estufei o peito em sua direção. 
— Senhor do Submundo — papai se pronunciou fazendo as atenções se virarem para ele, inclusive a do ser aqui presente — Vamos iniciar a Celebração e assim podemos terminá-la logo.

Se papai estava nervoso ele não deixou transparecer, ao contrário de Jungkook que parecia tão à vontade que parecia estar no seu covil na qual ele deve chamar de lar.
— Para que a pressa Senhor Governante? — ele disse muito a vontade — Fiquei sabendo que hoje é motivo de celebração dupla, sua filha está aniversariando hoje não é? — ele apontou em direção a Hyuna e por incrível que pareça não havia garras ou unhas afiadas ali.
— O aniversário de minha filha não está em pauta hoje, viemos aqui para realizar a Rito ou o Senhor esqueceu?
— Claro que não me esqueci mundano. Apenas queria me divertir um pouco, provar bebidas da Superfície quem sabe — ele diz e seus seguidores riem — Mas já que não sou bem-vindo na festa vamos logo com isso. A quantia, trouxeram ela?

Papai confirmou com a cabeça e fez sinal para um de seus subordinados, então logo sacos e mais sacos de ouro e pedras preciosas foram depositados aos pés de Jungkook, este apenas olhava. Quando terminaram este encontrava-se com cara de poucos amigos.
— O Senhor zomba de minha cara por acaso? Aí não deve ter nem a metade do que pedi. Não irei aceitar essa mendigaria, o acordo era outro.
— Eu sei — papai disse ficando visivelmente apreensivo — Fizemos  o possível, mas tivemos várias baixas temporadas e a comercialização foram pouca com os países de fora.
— Cem anos, vocês tiveram tempo o suficiente. Mas preferem gastar com coisas fúteis como vestidos ou baile de máscaras — ele olhou para Hyuna que engoliu em seco — Depois se acham superiores a nós. Mesquinhos. Quero o combinado ou eu não mais mantenho o acordo de paz, e você e seu povo irão sofrer as consequências.
— Por favor, nos dê mais alguns anos..— Papai suplicou.
Jungkook abriu um sorriso cruel, vê papai suplicando em nome do povo parecia diverti-lo de alguma forma. 
— Veja bem o seu Governante — ele se dirigiu a população — Suplicando à um ser inferior, não é disso que nos chamam aqui? Não são vocês que não ousam pronunciar meu nome pois eu não mereço? Agora observem seu Rei se humilhando com medo da morte!
— Maldito — eu disse em voz alta e nem havia percebido — Seu imundo! Como ousa falar do meu pai assim? O verme aqui é você seu monstro! — Digo saindo do canto em que estava.

Não me me lembro de ter visto Kai de espada alguma vez, nem sabia se ele sabia manusear uma. Mas quando dei por mim ele estava segurando uma espada ao meu lado, ela apontava para o coração de Jungkook.
— Melia! Fique quieta — papai me gritou — volte para o seu posto.
— Melia pare, não o desafie — Kai disse olhando para mim.
— Quem é você? — Jungkook disse diretamente a mim ignorando Kai e sua espada.
— Melia, eu sou a filha mais nova do Governante.
— Me desafia garota? Ou é muito corajosa ou não bate bem da cabeça, ou as duas coisas.
— Cala essa boca — eu digo e ouço um sussurro de surpresa vindo da população — E respondendo a sua pergunta: Sim, não tenho medo de você, Jeon Jungkook.

Por um segundo parece que eu consegui deixá-lo abismado mas logo ele solta uma risada aguda e coloca uma das mãos nos olhos. Kai se movimenta cauteloso me rodeando.
— Pirralho — percebo que agora ele se refere à Kai — essa espada não adianta comigo, eu sou imortal, e com apenas um estalar de dedos você e a sua arma podem ser varridos dessa terra sem ao menos você piscar.
— Kai abaixe a guarda. Está tudo bem — digo apertando o braço dele. Jungkook apenas olha de mim para Kai.
Percebo Kai relaxando aos poucos até voltar a espada de volta à bainha porém ele se manteve ao meu lado o que fez Jungkook rir nasalmente.
— Está muito animado isso aqui mas vamos ao que interessa. Como o Governante se recusa a pagar a quantia combinada, como diz o Acordo Milenar eu tenho direito de levar algo de tamanha importância. Eu poderia escolher algo de valor numérico porém isso não me enche tantos os olhos então eu já fiz minha escolha. Mesmo já tendo várias esposas para me satisfazer eu poderia muito bem adquirir mais uma — ele olha em direção a Hyuna e a mesma se encolhe e percebo que Baekhyun a abraça. Essa não, penso.
— Porém — ele dá uma pausa e se vira para mim — eu acho uma ideia melhor ter um animal de estimação.

Espera, o quê? Fico encarando-o sem entender, e daí percebo o quão alto Jungkook é, ele tem quase o dobro de altura de Kai que mal passava de um espantalho filiforme perto dele.
— Eu vou levar essa linda e atrevida dama comigo — ele aponta para mim e eu escuto mamãe dar um gritinho de pavor — Quem sabe o clima do Submundo não fará bem a ela e ao seu espírito indomável.
— Isso está fora de cogitação — papai intervém me puxando para si — Você não irá levar a minha filha, nenhuma delas. Eu já disse nos dê mais alguns anos eu prometo que conseguiremos o que deseja.
— Promessas. Estou cheio de suas promessas — Jungkook diz já irritado e em um piscar de olhos papai está caído  no chão com o tapa que levou.
— Papai! — Grito indo até ele mas  o mesmo encontra-se desacordado — Seu desgraçado o que fez com ele?
— Apenas o desacordei, sua voz estava me irritando. Prepare suas coisas meu amor você virá comigo. 
— Eu não irei com você seu demônio!
— Obrigada pelo elogio — ele solta uma gargalhada — Se não vem por bem vem por mal, Yoongi pegue a garota — ele diz a alguém e quando percebo um de seus Cavaleiros, especificamente o que se pronunciou a nós me pega e me joga por cima dos ombros.
— Me larga!! — me debato mas em vão — Kai!! Kai me ajuda!!

Aquilo havia se tornado um desastre enorme. A essa altura eu não via mais Hyuna ou a mamãe que com certeza haviam sido tiradas dali por algum de nossos guardas. A população corria assustada e o corpo de meu pai ainda se encontrava no chão porém o  pai de Kai deu ordens para nossos soldados protegê-lo e tirá-lo dali logo em seguida. Vi Kai lutando contra dois dos Cavaleiros de Jungkook e seu pai com outros três. Jungkook parecia se divertir com o inferno que criou.
— Você vai pagar por isso que está fazendo — eu digo furiosamente a ele.
— Não não meu amor, quem irá pagar é o seu povo — ele diz me encarando e sorrindo. 

Acerto-lhe com um  cuspe e ele se enfurece me desferindo um tapa na face que faz meu lábio inferior sangrar. Jungkook segura forte meu queixo e lambe o sangue do meu lábio.
— Delícia — ele sorri ladino — Já chega Taehyung vamos embora agora — ele diz a um homem de cabelos escuros.

De repente seus lacaios somem e aparecem bem ao nosso lado deixando os soldados, Kai e seu pai desnorteados. Kai percebe meu lábio inchado, se enfurece e corre em nossa direção.
— Melia!! Solta ela maldito — ele golpeia Jungkook com a espada no peito abrindo um talho fundo. Jungkook solta um guincho de dor e com um movimento das mãos vejo o pequeno corpo de Kai voar na direção oposta a nossa. Solto um arfar de susto e preocupação, mas me tranquilizo um pouco ao ver Kai levantando com dificuldade com ajuda de seu pai.

Minha visão aos poucos vai ficando turva e tenho a impressão que estou dentro de um redemoinho de cor âmbar. Vejo as figuras de meus companheiros aos poucos se dissipar, Kai parecia tão pequeno e distante e aos poucos ele e os outros somem por completo. Minha cabeça começa a ficar pesada e meu corpo relaxa, sinto que ainda estou sendo carregada pelo tal Yoongi.

Não sei se vou voltar, se vou voltar a ver minha família novamente, Hyuna, mamãe, papai, Kai....E eu nem tive tempo de dizer que o amava. Kai, eu te amo..Penso e logo após apago por completo e tudo que vejo é a escuridão.
 



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