História Acrab - Capítulo 24


Escrita por:

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Categorias Demi Lovato, Selena Gomez
Tags Semi
Visualizações 125
Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... a arquivista aqui tinha a mania de guardar as fics em um pendrive e apenas em um pendrive.. e o pendrive queimou levando 10 anos de fics. Deu aquela vontade básica de querer né.. enfim... eu dei sorte que esse capítulo tinha imagens com uma amiga então foi fácil de reescrever, mas eu perdi cenas que viriam mais na frente. O que eu tenho são as imagens que estão com essa amiga e o que eu tenho escrito em papel (é mania).
Dito isso... minhas aulas estão voltando e eu vou acabar demorando por mais que esteja pegando pouca coisa eu ainda preciso terminar meu tcc. É isso ai..

Capítulo 24 - Capítulo XXIV


Ela podia ouvir Cecília gritar a cada soco que ele acertava em suas costelas, um pouco de sangue saiu por seus lábios. Ela estava pendurada em uma corrente no porão de um navio balançando conforme as ondas e os golpes.

- Carter! – Ouviu a voz de Cecília. – Carter!

Também conseguiu ouvir a risadinha desdenhosa de Adrian, um de seus olhos já não abria de tão inchado. Ele havia ordenado que ela fosse carregada para o navio assim que lhe apanharam em uma das celas do castelo.

- Por que ela mandou te prender? – Ele abaixou a voz, puxou os cabelos de Carter para seu rosto ficar na luz.

Tinha dado ordens expressas para impedirem a entrada de Tebes ali, ignorara qualquer protesto que o homem emitira. Estava sentindo prazer em extravasar toda a raiva que sentia por aquela mulher. E como bônus podia ouvir o desespero de Cecília que fora aprisionada tentando escapar, resmungara de não conseguir pegar o Duque de Galiza ele era o herdeiro presumido ao trono. Mas aprisionar Cecília era quase tão doce quanto espancar Carter, precisaram sair as pressas para garantir que ninguém tentaria resgatar a rainha. Ele entregaria as duas a Rosalinda e a guerra iria se encerrar.

- Vá se foder. – Carter cuspiu sentindo o sangue na boca.

Adrian cerrou a mão em um punho e a socou com força deixando Carter pender desacordada.

- Espero que tenha se divertido fodendo essa puta. – Sussurrou para a mulher desacordada enquanto Cecilia gritava ainda mais alto.

Ele se afastou subindo as escadas. Tebes estava impaciente andando de um lado para outro, avançou para Adrian assim que ele surgiu do porão.

- O que você fez? – Rosnou para o homem, um dos guardas de Adrian o impediu de se aproximar mais. – Rosalinda vai te mandar para a morte por isso.

Adrian arqueou a sobrancelha para ele.

- Ela não vai me mandar a lugar algum. – Ele sorriu com alegria. – Ela está viva, ou pelo menos nós a capturamos assim e assim ela entrou nesse navio, não tenho culpa se ela se rebelou.

- Alkaid. – Tebes rugiu sentindo o coração bater acelerado.

- Ela é condenada por traição. – Adrian deu de ombros antes de se afastar. – Morrer aqui ou nas mãos do executor não faz diferença.

Tebes se afastou rapidamente, pegou um de seus encarregados.

- Assim que aportarmos corra para avisar a rainha-mãe. – Sussurrou para ele. – Diga que a Duquesa está gravemente ferida e o culpado disso é Alkaid.

*Acrab*

Sophia empurrou as portas do escritório que Rosalinda voltara a ocupar. Retornou a Aegir assim que soubera do ataque bem-sucedido, passara a ocupar outros aposentos e mandara reconstruir imediatamente o que fora destruído. Rosalinda estava ansiosa sabia que Cecília agora era sua prisioneira e que tropas suas ocupavam Cidade Real. Mas sua ansiedade se misturava a raiva por finalmente poder ver Carter, ela merecia algumas explicações da mulher.

- Quais foram as suas ordens para Adrian? – Sophia bradou.

Rosalinda franziu as sobrancelhas olhando para a mãe, dispensou Guilherme e a outra secretária com um olhar.

- Do que está falando? – Perguntou confusa. – Adrian está retornando com algumas tropas, aprisionamos Cecília e ele está a trazendo.

- Você ordenou que ele executasse Carter? – Sophia continuou agitada.

O coração traidor parou de bater por um instante, as mãos tremeram e ela sentiu um frio intenso que há meses não sentia.

- O que? – Sua boca seca proferiu as palavras em voz baixa quase não acreditando. – Eu disse que a queria viva.

Sophia examinou o rosto da filha.

- Ele a espancou na frente de Cecília. – Falou a vendo fechar os olhos e virar o rosto. – Mandei médicos imediatamente para o porto e eu espero que esse moleque mimado não queira passar por cima das minhas ordens.

Rosalinda deu as costas para a mãe, sentia o corpo tremer, concordou com a cabeça.

- Me mantenha informada. – Sua garganta seca. – A senhora tem minha permissão para fazer o que tiver de ser feito.

Esperou a mãe sair para se sentar, o corpo inteiro tremia, ela agarrou a saia do vestido tentando se acalmar. Adrian havia desobedecido uma ordem direta. Ela precisava se acalmar. Carter havia lhe traído e ela precisava se acalmar. Era como se estivesse em uma espiral, outra vez tentando respirar sem conseguir. Agora era a hora de obter respostas.

*Acrab*

Sophia a olhava atentamente enquanto os médicos trabalhavam, tinha dado ordens expressas para impedirem a aproximação de Adrian. Ela mordeu o lábio tentando conter a vontade de chorar ao ver a mulher tão machucada, precisava ter certeza que ela estava viva. O coração pesado com as decisões tomadas. Esperou pacientemente os médicos lhe deixarem entrar na sala, olhou para o guarda que estava na porta e o mandou ficar ali. Carter estava deitada com parte do rosto enfaixado.

- Querida. – Sussurrou a segurando pela mão. – Oh meu Deus, Carter. Eu lhe prometo que Rosalinda não fez isso, ela não mandou Adrian lhe bater. Por mais raiva que ela esteja sentindo, ela não mandou que ele fizesse isso.

Ouviu o gemido suave e ergueu os olhos para a mulher que estava com o único olho funcional lhe encarando. 

- Ela não…

- Não. – Sophia balançou a cabeça. – Eu não contei a ela. Eu deveria ter contado que te ordenei ir para Castela. Que você estava agindo por minhas ordens.

Carter fechou o olho e respirou fundo soltando um gemido baixo, Sophia lhe acariciou a parte do rosto que estava sem machucados.

*Acrab*

Carter olhou para os presentes, Tomaz estava mais afastado enquanto Elegante mais perto da lareira apagada segurava um cálice de licor na mão. Olhou para Tebes que estava sentado em uma poltrona sustentando uma expressão irritada.

- Aceita? - Elegante ofereceu erguendo o próprio cálice.

- Não, ainda é cedo pra mim. - Carter retrucou franzindo as sobrancelhas, não eram nem 11h ainda.

- Eu gostaria de falar com você. - Sophia puxou sua atenção, Carter ouviu um resmungar de Tebes e ficou imediatamente tensa. - É um assunto delicado, querida.

- A respeito? - Carter olhou para as costas de Tomaz e depois para a rainha-mãe. - Eu infelizmente preciso ir para Antares antes de sair em excursão pelas bases.

- Eu não quero atrasa-la. - Sophia ergueu um pouco o queixo como se deixasse claro que não aceitaria uma recusa.

Carter ponderou por alguns segundos antes de se sentar no sofá e olhar para a mulher.

- Precisamos de alguém em Castela. - Tomaz tomou a palavra atraindo sua atenção. - Alguém que tenha acesso aos planos de Cecília.

Carter franziu as sobrancelhas para ele, sentiu o frio se infiltrar em sua espinha.

- Quer que eu aponte alguém suscetível? - Perguntou lentamente, percebeu que Tebes se mexia incomodado.

- Soube que o Conde de Loss está trabalhando para a Agência. - Tomaz se virou para ela, cruzou os braços sobre o peito. - Também ouvi por ai que a Agência estuda uma intervenção a respeito de Cecília. O que deixaria o Duque de Galia muito perto de se tornar Rei...

- Bem... - Carter escolheu suas palavras com cuidado tentando não soar irritada ou acuada. - Está melhor informado do que eu.

- É o meu trabalho. - Rebateu.

A tensão entre os dois crescia de maneira latente. Tomaz estava usando um tom condescendente que estava acertando um nervo, ela sabia perfeitamente qual era a proposta que iria ser posta na mesa e também sabia qual seria a sua resposta.

- A questão é que com a chegada de Pedro... - Sophia falou a atraindo. - Rosalinda está em perigo iminente. Ele é um homem carismático que pode atrair pessoas influentes para o seu lado, se perdermos essa guerra o trono dela fica em sério risco.

Sentiu os ombros tensos, tinha acabado de ter essa conversa com Rosalinda e havia garantido a mulher que não permitiria que ela perdesse o trono. Olhou diretamente para Tomaz indicando que estava cansada e com pressa de mais para manter aquele jogo.

- Vá para Castela. - Ele respondeu a indagação silenciosa dela. - De a Cecília o que ela quer e em troca nos de as informações que precisamos.

- Rosalinda não sabe disso. - Olhou para Sophia, viu a mulher hesitar. - Essa ordem deveria partir dela.

- Eu estou dando a ordem porque posso dar a ordem. - Sophia respondeu irritada. - Estou tentando proteger a minha filha e o meu país. Quero que vá para Castela e seja nossa espiã infiltrada.

- O que a rainha-mãe quer dizer... - Tomaz modelou o tom de voz para algo mais suave. - É que sua presença em Castela seria benéfica tanto para Rosalinda quanto para Cecília. Uma vez que essa guerra poderia ser encerrada muito mais rápido, vidas seriam salvas e talvez Cecília não perca o trono.

- Tente me manipular outra vez e você não gostara das consequências. - Ela abaixou o tom de voz enquanto encara a lareira vazia, sua mão fechada em um punho sobre o joelho. - E a minha resposta é não.

Carter se levantou arrumando o sobretudo, olhou pra Sophia que lhe olhava em cólera.

- Eu não vou a Castela. - Se preparou para sair.

- Imagino que ainda tenha algum tipo de sentimento por Cecília. - Tomaz falou outra vez, ignorando a ameaça da mulher. - Talvez ainda a...

Ele moveu a cabeça alguns centímetros para o lado sentindo o balançar frio da lâmina e o pequeno grito assustado de Sophia.

- Este foi o meu último aviso. - Carter estava com o braço estendido enquanto o encarava friamente, a faca cravada na parede balançava suavemente. - Não tente me manipular.

Ela se aproximou para pegar a faca a arrancando com força. Eles se encararam ela com raiva e ele com desdém.

- Vossa Graça. - Ele inclinou a cabeça apenas um pouco.

Ela guardou a faca e saiu da sala furiosamente sem se importar com protocolos. Ele sorriu olhando para a porta que batera.

- E agora? - Elegante olhou para Sophia que estava pálida e comprimia o lábio com raiva.

- Ela irá a Castela. - Tomaz respondeu enquanto ia na direção da parede que escondia uma passagem secreta. - Confie em mim.

*Acrab*

Tebes pediu para abrirem a sala. Cecília estava presa por uma corrente a mesa os cabelos claros revoltados e o rosto estava completamente vermelho e irritado.

- Onde ela está? - Gritou desesperada assim que olhou para ele. - Onde está a minha mulher?

Tebes reprimiu o suspiro a mulher estava descompensada. Ele serviu um copo de água e colocou para ela antes de tomar o assento na frente da rainha.

- Majestade. - Ele falou com a voz calma enquanto ela lhe encarava com fúria evidente. - Estou aqui para assegurar que a senhora será tratada da melhor forma possível...

- Eu quero saber sobre a minha mulher. - Ela puxou as correntes que lhe prendiam. - Onde está Carter? Eu quero a cabeça do maldito que colocou as mãos sobre ela.

Ele viu os pulsos da mulher já vermelhos e franziu as sobrancelhas. Aquilo não lhe agradava, muito menos a parte da prisão em que ela estava sendo mantida, mas fora uma ordem de Adrian que queria humilhar a mulher até as últimas consequências.

- Ela está no hospital sendo tratada. - Ele respondeu à pergunta da mulher. - Minha rainha já está ciente do que ocorreu e tomará as providências que lhe cabem. Garanto a senhora de que a Duquesa está recebendo o melhor tratamento que sua posição a confere e de que o Duque irá ser punido.

- Sua rainha? - Cecília lambeu os lábios. - A culpa disso tudo é dela. De tudo isso que aconteceu. Se ela nunca tivesse aparecido estaríamos em paz, estaríamos bem.

Tebes respirou fundo e olhou para a mulher, sentia um misto de coisas. Raiva por ser uma menina mimada ao ponto de enfiar o país que governava em uma guerra. Tristeza por vê-la tão perdidamente apaixonada por uma mulher que já não lhe amava. Pena pela forma como ela estava tão descompensada.

- Acha que eu não sei? - Ela se inclinou para ele, tentava respirar sem conseguir. - Acha que eu não sei o porquê de Carter estar comigo? Eu a amei. Eu quis a amizade dela quando tinha 8 anos e quando dei por mim era uma menina apaixonada pela amiga que nunca abaixava a cabeça para nada. Carter era... Carter era a menina que impunha respeito por bem ou por mal. Carter me protegia... eu a amava. E quando ela me foi arrancada... - Cecília parou e olhou para a mesa. - Ela estava me traindo. Não estava?

Tebes lambeu os lábios e respirou fundo, olhou para a mulher que tinha os olhos cheios de lágrimas e o semblante derrotado.

- Sim, Majestade, ela estava. - Ele respondeu querendo poder dar outra resposta. - Ela estava nos enviando informações.

Cecília deixou os ombros caírem e fechou os olhos aceitando a derrota. Tebes se sentiu o pior dos homens naquele momento, ergueu-se da mesa, inclinou a cabeça e saiu da sala.

*Acrab*

Olhou para o cálice que segurava, o cheiro de laranja lhe lembrava uma noite com Carter. A primeira noite. Quando a mulher chegara a Costa Luna, e a conversa que tiveram do porquê de tanta insistência do falecido Duque para que Carter fosse tão bem instruída. Ele havia feito de tudo para que ela fosse apta a lhe proteger. Inclinou a taça para olhar o líquido dourado e límpido como se fosse o mel mais puro. Sua mente indo e voltando por tantas conversas que tiveram. Carter falando com tanto fervor que iria proteger Costa Luna de tudo e de todos era como um sussurro em seu ouvido desde que soubera que ela havia sido capturada. Um aperto no coração desde que a mãe avisara que Adrian havia surrado a mulher e ela estava no hospital. Ouviu a abertura da porta e soltou um sorriso amargo, tomou um gole do licor e continuou olhando para o líquido.

- Majestade. - Tomaz se curvou antes de se ajoelhar de cabeça baixa.

- Você sabia. - Rosalinda falou com a voz baixa, não o olhou. - Eu tive algumas conversas interessantes com Carter quando ela chegou... e acho que agora que ela está em Costa Luna... agora que eu sei que não estou mais ameaçada... eu posso me lembrar claramente de uma delas…

Ele permaneceu em silêncio atraindo olhar de Rosalinda pela primeira vez, ele estava cansado era visível. Abatido e com aparência doente. Ela o examinou. Ele tinha um rosto comum que era fácil de ser esquecido, esguio e alto. Ela inclinou a cabeça vendo as chamas da lareira lançarem sombras sobre o rosto do homem.

- Você sabia. - Rosalinda continuou com o mesmo tom de voz baixo e lento. - Ela avisou a você, não avisou?

- O plano foi meu. - Tomaz respondeu ainda com os olhos baixos. - Eu precisava proteger a senhora, proteger a coroa... eu fui até a Duquesa. Eu a convenci a ir até Castela e coordenar comigo nossa defesa e nossos ataques.

- Então... - Rosalinda mantinha a cabeça inclinada o olhando como se ele fosse um espécime extremamente interessante. - Sem me avisar você e ela resolveram me manipular... me fazer de peão em um jogo de poder?

- Queríamos apenas o bem da senhora. - Tomaz falou em voz baixa.

Rosalinda desviou os olhos para o cálice examinando o líquido com calma. Ela deixou o silêncio tenso se perdurar o máximo que conseguiu, esvaziou o cálice e se levantou ignorando o homem. Pegou a garrafa de licor.

- Saia. - Ordenou com a voz controlada enquanto abria a garrafa. - Suma da minha frente.

- Majestade. - Ele se levantou e olhou para ela. - Majestade... a Duquesa...

- Ainda não decidi o que vou fazer com a vida de Carter. - Rosalinda se serviu de uma nova dose, não o olhava. - Mas é melhor que você saia antes que eu resolva mandar executar os dois.

Tomaz hesitou enquanto a observava fechar a garrafa, fez uma reverência e se retirou da sala pela saída escondida. Rosalinda bateu a garrafa no bar sentindo a mão tremer, um tremor que subia pelas mãos e lhe tomava o corpo. Então ela estava certa. A questão era... como confiar em alguém que lhe cercava?


Notas Finais




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