História Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Lenda, Lobo, Romance
Visualizações 68
Palavras 2.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 3 - Erro


Fanfic / Fanfiction Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 3 - Erro

Capítulo anterior: ~

Saí de lá enrolada em um toalha e procurei algo para vestir, achei que iria encontrar alguma camisa gigante, mas não, o closet —guarda roupa é para os fracos —estava completo, por roupas femininas, sinceramente, o que veio à minha mente fora isso:

"Aí meu Deus! Ele já matou outras garotas e essas são as roupas delas, só pode! Ou então as enganou com um romance e as matou depois de um tempo!"

É agora que eu saía dali, estava escuro, ele não estava ali... Precisava tentar... De novo. Ou não, pois quando terminei de me vestir, vi no canto escuro do quarto, ele, me olhando.

–H-há quanto tempo está aí? —tentei ser firme.

–Desde que saiu do banho. —fala se aproximando.

Agora: ~

Ah, não! Ele vinha andando até mim vagarosamente, e eu tava como? Exato! Parada feito idiota! Ao invés de correr... Não, a besta ficou lá parada, ai que raiva que eu senti de mim mesma! O que eu deveria fazer? Alguma dica? (Desculpa, eu sei que não irão responder, e se responderem é bem provável que não irá acontecer como pensam ._.) ... — pigarrear — Então... Voltando aqui: 

Enquanto o meu eu viajava na maionese, o deus grego bonitão se aproximava cada vez mais, será que ele viu eu me trocando? Isso explicaria o sorriso bobo no rosto, mesmo sendo quase imperceptível. 

Com a aproximação dele, podia sentir meu corpo queimar, como se estivesse implorando um: "me possua", mas meu raciocínio ainda negava, e me cutucava dizendo que era perigoso. Porém enquanto eu tinha uma briga interna, não notei o que ocorria ali fora.

Quando tornei à mim, senti um excitante arrepio no meu pescoço; ele me beijava vagarosamente, com toda certeza deixaria marca, mas é tão bom... Senti suas mãos descerem até minhas coxas, e assim me ergueu, pondo me sobre uma... Uma... Ah, sei lá o que era, aquele momento estava tão bom que nem prestei atenção nisso, mas prestei atenção aos toques, atenção que me fez acordar daquele transe, o empurrei com toda força que tinha, e sinceramente, não sei o que causei nele, pois aquele olhar era indecifrável, talvez o tenha irritado, eita preula! Corre Nanami! — falei a mim mesma — E eu corri, assim que tive chance, abri a porta e corri pelos corredores sem rumo, realmente, por que eu me perdi ali, entrei em um quarto qualquer, tranquei a porta e me encolhi no canto, estava apavorada, mesmo eu tendo visto aquilo com meus olhos, ainda era muita coisa para absorver.

–Você só está complicando as coisa. — ouvi sua voz abafada pela porta — Somente se entregue à mim... É tão simples. — ouvi sua voz mais próxima, estava em frente a porta. — Não adianta se esconder, eu sinto seu cheiro... Sua respiração... E algo que quero retirar de você. — arranca a porta sem dificuldade alguma.

–Ai meu Deus! — me levanto apavorada — F-fique l-longe... — minha voz falha, e ele vinha se aproximando.

Sinceramente, não sei da onde eu arrumei coragem de pegar o abajur próximo e acertá lo na cabeça. Meio que eu o deixei desnorteado, já era o suficiente para mim fugir. Já havia anoitecido, estava um breu total quando saí daquela casa, lógico que saí pela porta do fundo pra não encontrar o cachorro, mas é claro que depois de me perder naquela casa enorme. 

Entrei na floresta sem olhar para trás, tropecei, rolei, caí, caí de novo, até que encontrei a estrada, aonde eu andei pela mesma sem direção, e sem nenhuma alma viva passar por ela também, por que eu estava só o pó, duvidava se ira sobreviver; o tempo estava fechando e não demorou muito para cair um "toró" de chuva; estava encharcada, com frio, medo, sozinha, no escuro, ao lado de uma floresta, vai anotando aí... O que mais? Ah é, não fazia a menor ideia da onde estava, ou para onde ir, resumindo... Tava lascada! Mas eu busquei forças, aonde não tinha, e caminhei, até avistar uma placa, minha visão estava embaçada, me esforcei para lê la, e a reconheci, por uma sorte enorme ou muita falta dela, encontrei minha cidade, passei pelo portal e caminhei cambaleando atravessando a cidade, tomando como rumo a casa de minha avó. Minha situação não era a das melhores, estava deplorável, meu sapato? Nunca nem vi! Estava descalço, e minhas roupas, de brancas foram para marrom, meus cabelos estavam totalmente desgrenhados e cheios de folhas, sem contar aquele ferimento em meu braço, que estava exposto.

O caminho parecia ter ficado mais longo, ou será que era eu que estava na marcha lenta? É, com certeza era eu. Estava angustiada e agoniada, o ar parecia faltar. Mas essa sensação se foi, quando avistei a casa da vovó, nunca me senti tão segura por ver aquela simples casa; queria longo entrar lá e abraça la e chorar em seus braços, tomar um delicioso chá que somente ela sabia fazer e esquecer o que aconteceu.

Abri a porta da casa e me pus para dentro, as luzes estavam apagadas, e um enorme silêncio se fazia presente.

–Vó? — a chamo em baixa voz.

E a única resposta que tive fora um par de olhos vermelhos me fitando das sombras.

Eu não sei o que era, só sei que o sentimento de insegurança subiu em meu corpo, ali não era mais seguro. Passei pela porta voando, e corri para a cidade, fora quando pude ver o que me seguia (por conta da iluminação da cidade), por um lado acertei, era um lobisomem, mas por outro... Não era o lobisomem que pensei que fosse, era do mesmo porte, mas sua pelagem era alva e era muito mais assustador, principalmente o seu olhar, vermelho como sangue. Ainda chovia muito, meus pés vacilavam mesmo sobre o asfalto áspero, e ele vinha correndo, e por descuido de olhar para trás (de novo) e também por fraqueza, eu caí, não estava mais aguentando, meu corpo todo doía, me virei e vi o momento da minha morte, quando ele saltou para me alcançar, mas algo o barrou, algo o acertou, um tiro para ser mais exata, bem em seu tórax, mas isso não o fez parar, e assim houve mais uma sequência de tiros seguidos, olhei para trás e vi da onde vinham, de um rapaz que eu nunca nem vi, mas agradeci mentalmente por estar ali, e depois eu o xinguei também, por que parece que as balas não fizeram efeito algum no lobisomem.

Eu olhava aquela cena atônita, não conseguia me mexer, o que eu mexia era involuntária, era o tremor de medo.

O rapaz desconhecido, não tendo sucesso com a arma, retirou uma adaga de num sei a onde e enfrentou o lobisomem o golpeando no peito na região de seu coração, e adivinha, não serviu de nada! Esses bichos são feitos do que? Aço? Misericórdia! Eu só vi o rapaz voar longe, caindo sobre um carro, e o animal retirar a adaga de seu peito enquanto vinha na minha direção, pronto é meu fim! Foi o que pensei, fechei os olhos esperando o pior, mas apenas ouvi um rosnado alto ecoar ali, e uma lufada de vento passar sobre meu rosto, abri os olhos e vi o lobisomem branco longe com uma mancha de sangue sobre seu rosto que escorreu tingindo seu pelo alvo, foi nesse momento que senti uma fungada de ar quente sobre minha cabeça, olhei para cima e vi à Hogo, ele pousou uma de suas patas à minha frente como uma posição de defesa ficando sobre mim, naquele momento me senti protegida, mesmo aquele grunhido que saiu de sua garganta tenha sido amedrontador.

Hogo ergueu seu corpo e "urrou" alto, como se chamasse seu oponente para uma briga, e eu juro! Eu JURO! Sério! Eu juro que vi o lobisomem albino sorrir sacana, pensa no medo! 

Hogo passou sobre mim, como uma rajada de vento e atacou ao outro, eles rolaram na chuva como cães ferozes, ou até pior... (Tá acontecendo isso tudo, mas polícia que é bom, nada! Cadê os moradores? Eita sono pesado)

Fora nesse momento que eu me levantei, fraca e vacilante, mas me levantei, e lembrei do rapaz, ele estava se erguendo com uma das mãos no abdômen, com certeza deve ter machucado. (Naaaaooo.... Magina... "Caralho, um lobisomem me lançou pelos ares, que zika mermão!" Pff~ até parece tá bom!)

–Você está bem? — perguntei quando me aproximei com a mão sobre meu ferimento no braço, mal estava conseguindo me aguentar.

–Argh! — reclama de dor, descendo do carro — Tô. Deveria sair daqui, é muito perigoso. 

–Eu-...

–Isso não é algo que se vê todo dia. — ouço uma voz atrás de nós, quando olho havia um rapaz bem semelhante ao que estava ao meu lado. — Vamos ao trabalho. — engatilhado sua arma.

Que droga! Eles não podem matar à Hogo! Espera... Eu disse isso mesmo? Não... É! Eles não podem não! Ele... Me salvou... Eu... Devo minha vida à ele... O que eu deveria fazer? Eu olho para Hogo, e o mesmo estava de costas, o outro não estava mais ali, para onde teria ido? Eu o vi se virar lentamente, parecia exausto e... Ensanguentado, um rio de sangue escoou juntamente com a água, estava muito ferido.

–Bons sonhos, fera. — ouço dizer

Não sei o que deu na minha cabeça ali, não sei da onde surgiu coragem, mas sei que eu desviei o tiro erguendo seu braço.

–Tá loca pirralha? — me empurra, e na situação que estava, já fraca, aquele empurrãozinho me levou ao chão sem nenhum esforço.

–Ai!... — reclamo de dor

–Olha sua situação! Vo-...

Eu não ouvi o restante da frase pois o rapaz fora arremessado com tanta brutalidade, que eu duvidei se ele iria levantar, seu companheiro foi correndo socorrê lo. Olhei para Hogo e o mesmo estava irado, eu seria tão importante assim? Ao me fitar seu olhar se suavizou, se aproximou de mim e tocou me com seu focinho, me agarrei ao seu pelo úmido pela chuva e assim ele me ergueu, me pondo em pé, ele pousou sua testa sobre a minha e olhou fixamente, e eu não resisti, acariciei sua cabeça e o mesmo soltou um grunhidos, como um ronronar de um gato só que bem mais grave.

–O-... O-obrigada... — falei com voz baixa, não sabia se estava com medo, me sentindo segura... Ou o que... — Você... — não encontrava palavras para dialogar, na verdade tinha, mas não conseguia dizê las —... Está sangrando... — passo a mão sobre seu tórax e sinto a mesma se manchar em sangue, mas logo fora limpa pela chuva — D-deveri-...

Naquele momento ouvi um som como "click", olhei para onde vinha e pensei: "poxa vida! Se é pra eu morrer me mata logo!". Aquele homem apontava sua arma na nossa direção, eu nunca iria desviar daquilo, mas realmente não desviei, Hogo desviou por mim, ele me abraçou fortemente e se virou de costa para a bala que o acertou em cheio.

–N-não... Não... Não... — disse baixinho, ele não podia ter morrido.

–Preocupada comigo? — ouço um riso, mas pensa num riso brincalhão, mas monstruoso.

–V-você... — ainda estava agarrada ao sua pelagem.

~

N/A:

–"Tá aí uma coisa que não se vê todo dia" mesmo!— comenta longe ao ver o animal proteger a garota.

–Mas que inferno! — o outro lança a arma no chão, pois a mesma molhada não servia de nada.

~

Pov's Nanami on:~

Ele estava me avacalhando? Ah, tá... lobisomem, sem vergonha, bipolar, assustador... Alguém tá lembrando dos adjetivos aí?... Pois então acrescenta aí, "Zuero".

–Deve cuidar desses ferimentos. — aquela voz monstruosa brada autoritário.

–Uhum. — assinto  com a cabeça.

–Agora, você. — em um piscar de olhos, realmente, pisquei o olho e ele não tava mais ali, estava à frente daquele rapaz irritadinho. — Primeira regra da natureza... — ergue o homem pelo pescoço e o lança  longe sem dificuldade alguma — Nunca! — caminha até o rapaz o erguendo novamente — Nunca Toque na fêmea de outro macho!  — aquilo soou tão ameaçador que eu tremi mesmo na distância que me encontrava sem contar que não era nem comigo.

Eu o vi apertar o rapaz cada vez mais, iria matá lo, o companheiro do mesmo tentou ajudar mas teve o rosto arranhado e com certeza ficaria cicatriz, aquilo não era certo. Com a pouca força que eu tinha, caminhei vagarosamente até chegar à ele e tocar seu braço.

–Pare... — pedi — P-por... Favor, pare.

No mesmo instante Hogo o soltou.

–Vá... — olhei para ele — Por favor... — apertei seu pelo entre meus dedos.

Fora nesse momento que os policiais apareceram, eles deviam ser bem velhinhos pra não ouvir todo esse alvoroço e demorar tanto. Mas sua aparição não serviu de nada, pois Hogo sumiu na noite com facilidade.

Dali para frente, não me lembro, pois desmaei, perdi muito sangue, minha pressão caiu, acordei somente no hospital, podia sentir aquele cheiro de inalação, e era eu, uma máscara de oxigênio estava sobre meu rosto, estavam dolorida, sufocada, um  pouco sonolenta, mas bem. Vi uma enfermeira entrar e checar... Ixi, tinha um soro em mim e eu não tinha visto... Então... Ela entrou, checou o soro e se retirou sem dizer nada. Sinceramente... Estava torcendo pela teoria do sonho... Que tudo fora apenas um sonho... Mas não... Não foi... A prova era o rapaz que estava sentado na janela. Ele parecia irritado, aflito... Não sei dizer...

Olhei para ele fraca, não consegui dizer uma palavra se quer, apenas vi o moreno se aproximar do meu leito e me olhar seriamente.

–Não irei permitir que se repita o mesmo erro de ontem. 

O vi retirar de mim, aqueles aparelhos, a agulha e me pegar em seu colo com cuidado, eu não estava em condições alguma de contradizê lo, não conseguia falar, me mexer, acho que nem chorar, apenas deitei minha cabeça sobre seu peito e ali adormeci ainda fraca.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...