História Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 8


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Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Lenda, Lobo, Romance
Visualizações 34
Palavras 2.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 8 - Surpresa! Eu voltei!


Fanfic / Fanfiction Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 8 - Surpresa! Eu voltei!

Eu acordei com o típico sol batendo no meu rosto. Na verdade o que me preocupava nem era luz que ofuscava minha visão, mas como eu fui parar ali, que eu me lembre... Bom, na verdade eu nem me lembro. Que tal fazermos uma reprise?

 

"Me ajoelhei atrás de seu corpo e comecei a limpar seu ferimento e logo pude ver a bala alojada, peguei uma pinça e com cuidado a retirei dali e vi o buraco se fechar com muita facilidade, ah, claro! Estou esquecendo que ele é um lobisomem. Estou me esquecendo de muita coisa ultimamente, e ele é o motivo, estar com ele me faz esquecer qualquer problema, devo considerar isso algo bom? Talvez como uma nova página de um livro, um novo capítulo da minha história."

 

Ah, é mesmo! Paramos aí... — pigarrear — Então... Depois de limpar seus ferimentos, bem... eu fiquei bem mal, me senti uma i***** por quê ele me salvou,  me protegeu e em nenhum momento demonstrou que me machucaria. Entende o que quero dizer?

–Obrigada — eu disse com a cabeça baixa — bem eu... — eu iria dizer algo, talvez pedir desculpas mas ele me surpreendeu com sua presença, se aproximou de mim e segurou meu rosto com firmeza me fazendo encarar seus olhos, parecia irritado.

–Não fuja de mim novamente — ele disse como sua típica voz imponente, arrastada e autoritária, enquanto eu tava tremendo na base, o que mais iria fazer? 

Eu o vi respirar fundo parecendo buscar uma paciência que não tinha, talvez estivesse cansado, porque correr atrás de uma pirralha deve ser bem cansativo mesmo... (Ah não, péra...)

–Venha — me chamou  se levantando andando em direção à cozinha e eu o segui.

O ambiente estava sombrio, tanto que até esbarrei em Hogo porque eu não consegui enxergar nada.

–Suba e tome um banho, antes que fique resfriada usando essa roupa molhada e... convidativa — Hogo disse ao acender a luz e me olhar de cima a baixo, já que o meu vestido foi de vestido "branco" para um "vestido mega transparente", por conta da chuva que pegamos no caminho para casa.

Eu não tinha onde enfiar a cara de tanta vergonha, queria ser um avestruz  naquele momento. Passei pelo Hogo e subi as escadas o mais rápido que pude, entrei no primeiro quarto que vi.

Me escorei na porta e deixei que o meu corpo caísse até tocar o chão, a friagem do piso despertou para realidade. Disse que não iria mais fugir, e não iria mesmo, apenas aceitaria, queria ver onde essa estrada do destino me levaria. Não estava com tanto medo quanto no início, estava aceitando até com facilidade toda essa nova realidade. Por isso levantei e fui direto ao banheiro tomar um banho. Mas antes... eu  o senti (sim, o bebê), eu juro, eu senti se mover em mim, mas era tão pequeno como poderia? Foi a sensação mais anormal que eu tive, mas também a mais emocionante, tanto que uma lágrima solitária escorreu em meu rosto. Parei tudo o que estava fazendo no momento somente para senti lo. Era agitado, forte... e precioso. Deveríamos ter uma conexão incrível, pois fora apenas a água morna tocar o meu corpo e me relaxar para ele se acalmar também.

Quando terminei o banho, me enrolei em uma toalha felpuda que tinha ali e me retirei do box andando calmamente até o quarto. Me vesti e simplesmente dormi, estava exausta.

 

Ah, é mesmo... Foi isso o que aconteceu; é aqui que nosso novo capítulo começa.

Como eu disse, eu fui acordada pela luz do sol. Até aí tudo bem... A pergunta era como fui parar no banco traseiro de um carro. Sim, um banco de um carro, que parecia ser bem bonito diga se de passagem. Eu olhei cada canto um tanto perdida, minha mente parecia querer se localizar. 

–Hohoho! Iai princesa? — Hakai me chamou a atenção enquanto eu me sentava, espera! O que ele fazia ali? O que "eu" fazia ali?!

–O que houve? — cocei os olhos.

–Põe o cinto. — Hogo falou seco e me olhou pelo retrovisor, ele era o motorista e Hakai estava no banco do passageiro, ao lado.

–Hey seu grosso! Ela acabou de acordar! — deu um tapa do ombro de Hogo — Está com fome pequena? Tem uma lanchonete nessa rodovia, dá pra parar pra nós comer alguma coisa. O que acha?

–Eu to bem... — mas minha barriga me denunciou com um som um tanto constrangedor.

–Não parece... Relaxa princesa, estamos viajando há horas, uma parada pra tomar um ar não faz mal. 

–Há horas? Desde quando? Porquê? Pra onde vamos? — descarreguei as perguntas uma atrás da outra.

–Comida primeiro, perguntas depois! — falou brincando quando o carro parou em uma lanchonete, não é que tinha uma lanchonete ali mesmo? Na verdade era uma pequena cidade, bem humilde.

–Eu vou ao banheiro — eu disse saindo do carro.

Eu entrei no banheiro, apoiei minhas mãos sobre o mármore e olhei meu reflexo no espelho por um tempo, muitas coisa vieram a minha mente, até ser despertada quando vi pelo espelho uma garota entrar, bem bonita por sinal; ela me olhou de relance e sorriu, eu retribuí com um sorriso amarelo e lavei meu rosto para despertar o sono.

–Você está bem? — perguntou enquanto lavava as mãos.

–Sim. É só... Um enjôo repentino... Não estou acostumada a viajar — sorri sem graça

–Não minta para mim. — seu tom de voz mudou completamente. Não gostei, parecia tão... Sadista, como se quisesse eu morta. — Não precisa disso, estamos do mesmo lado — se aproximou, com muita ironia em seu tom de voz — Gerar um monstrinho deve ser cansativo, sem contar que você é só uma humana frac-... — só foi ouvido um "baf" bem alto e estalado, eu havia dado um tapa naquela carinha de p***. Sinceramente, foi como um comando automático. Quando a ouvi chamar meu filho de monstro, meu sangue ferveu. "Como ela ousa?" "Vou mostrar o monstrinho pra ela aqui ó!"— Ora sua vadia miserável! — a deixei furiosa (meu hobbies), tanto que ela veio pra cima de mim.

–Oh oh oh! Espera aí sangue suga! — Hakai segurou o pulso da garota — Encosta nela e eu te mato. — falou com seu típico tom de brincadeira

–Hakai, quanto tempo... — cínica, que no-jo

–Tudo bem... Quer morrer agora, ou nesse exato momento? — Hakai mudou seu tom de voz repentinamente, nunca o vi tão irritado como naquele momento, até eu me assustei, e ele nem tava bravo comigo.

–Não vamos transar primeiro? — nossa! Que vadia! Até eu quis matar ela.

–Nanami sai daqui. — ele estava com os olhos fixos nela.

–Oh! Essa é a Nanami? — olhou para mim — Interessante... Muito interessante ela ser importante pra você. Oh! Ela não é aquela pirralha que você protegi-...

–AGORA NANAMI! — "e morreu!"

Vazei vuado dali, o mais rápido que podia. Pra eles se falarem assim deviam ser conhecidos, amantes ou algo parecido.

Eu andei pelo corredor apressada, e muito mal, minha pressão estava baixa, e uma tontura enorme tomou meu corpo, senti minhas pernas bambas, mas com força de vontade, arranjei a coragem precisa pra continuar. Continuei até a parede ao meu lado — aonde me escorava — foi destruída. Quando a poeira baixou pude ver quem era, a garota de antes, "mas como que ela atravessou a parede?" me perguntei, olhei pra ela e para o buraco enorme e vi uma silhueta  que tomei como conclusão que seria de Hakai. Levei um enorme susto quando vi os olhos do mesmo, carregavam ódio, tanto que estavam até vermelhos.

–Hakai... — sussurrei não o reconhecendo.

–Saia Nanami, — falou com uma voz monstruosa, sem tirar os olhos de seu alvo — não vai gostar de ver isso. — olhei suas mãos e nelas haviam garras enormes, assim como em sua boca haviam crescido presas, estava irreconhecível.

Eu o vi se aproximar da garota lentamente, como um predador. A garota já não estava com o mesmo olhar de superioridade como antes, com certeza estava arrependida, querendo não existir naquele momento. Não queria estar na pele dela, fiquei até com pena. Mas essa sentimento fora substituído pelo sentimento de surpresa que tive ao ver Hakai a matar com total frieza, lhe arrancando o coração.

–Eu lhe pedi para sair... — falou ainda de costas para mim — não queria... Que me visse assim. — se virou para mim.

Eu me levantei e me aproximei dele. Não sabia o que dizer, mas não estava com medo, sem contar que achei desnecessário ele se sentir arrependido.

–Tudo bem... — sorri docemente — Obrigada. — levei minha mão até seu rosto involuntariamente, só percebi isso quando o senti tocando minha mão com a sua e pousando seu rosto sobre a mesma, fechando os olhos para apreciar o carinho, e aos poucos fora voltando ao normal, até ouvirmos uma voz, que para mim não era nada familiar, mas parece que hoje era o dia de Hakai encontrar os "colegas" do passado.

–Oh, que bonitinho. Eu chorei de emoção, espera, eu chorei? Não, eu não chorei não. — nossa só existe gente cínica nessa história? Apesar que ela é bem bonita. — Ai, ai... Isso que dá mandar uma qualquer fazer o trabalho de uma deusa... — cutucou com o pé o corpo da outra garota — Que sou eu, é claro...

Hakai olhou pra mim, deu de ombros e puxou pra já irmos embora, mas não fomos.

–Opa! Espera aí! 

E eu pensando que lobisomem era o extremo, agora me aparece essa... Bruxa. É, deve ser buxa, porque não tem outra explicação para uma mulher que laça as pessoas contra a parede apenas com as mãos. Na verdade, nem com a mão foi, foi com um gesto, tipo igual aos filmes.

–Será algo rápido. — já veio na minha direção.

Aham, até parece que eu deixaria ela me tocar,  me levantei e dei uma boa bofetada na cara dela.

–Ora sua vadia! — pronto! Morri! Queria agradecer aos meus pais que me deram a vida, minha vó, vocês que sempre acreditaram em mim... 

O tapa que ela me deu foi tão grande, mas tão grande, ao ponto de me jogar contra a parede, que rachou com o impacto, caí feito pedra. Senti algo queimar no estômago e subir para meu peito, e não segurei, eu cuspi uma enorme quantia de sangue, pareceu que com impacto meus órgãos foram estourados, que dor enorme!

–argh... — gemi de dor. Que tapa foi esse? Tem gente que não sabe brincar. — O que... — Limpei os lábios sujos de sangue —... você quer?

–Eu não... O meu mestre, e é óbvio que é você.  — apontou pra mim, e se ajoelhou ficando a minha altura, já que ainda estava caída no chão — Não sei por que ele iria querer uma humana, mas fazer o que... — deu de ombros e agarrou meu braço me levantando. — Quietinho vampiro — olhou Hakai e passou o polegar sobre a boca do ruivo que estava preso contra a parede, devia ser algum feitiço dela  — Kyaa! — gritou quando Hakai mordeu o dedo dela, hahaha eu ri disso.

–Foi mal... Quebrei sua unha? — sorriu

–Humpf! — resmungou e me puxou para fora do local, onde eu pude ver tudo em um completo caos. "O que houve?". Eu sou um imã para problemas, só pode. Hogo! Cadê o Hogo? — Vamos logo garota! — me puxou com força, quase arranca meu braço fora. Parece que minha rotina será essa agora...  

—O que houve aqui? — perguntei mais para mim mesma

–Nada que seja da sua conta. — me empurrou para dentro da floresta. Andamos por horas até escurecer, minha pernas doíam tanto, não estava me aguentando em pé, já estava tropeçando sobre meus próprios passos, mas logo chegamos ao destino final, algo que não pude ver, tanto por já estar escuro, quanto por minha visão já estar turva e cansada.

–Vamos logo, sem moleza — me puxou pada dentro da casa, me fez descer inúmeras escadas, até parar em frente ao cárcere aonde eu ficaria. Cê acredita que eu não fiquei com medo? Eu tinha o sentimento de que Hogo me salvaria, seja la  aonde ele estivesse. Sem contar que... De uma maneira estranha, aquele lugar me era familiar.

–Certo... — prendeu meus pulsos em algemas fixas no teto — Meu mestre virá vê la logo logo, foi bom conhecer você. 

 

É... Mas eu não fiquei acordada para conhecer o tal mestre. Apenas na manhã seguinte quando eu acordei em uma cama macia, sério! Em estava ficando com medo de mim mesma de tanto dormir em um lugar e acordar em outro.

Me levantei daquela cama gigante e só então percebi a presença de um homem ali. Deveria ser meu carcereiro, e que carcereiro, fiu fiu! Ele me olhava fixamente, enquanto dei alguns passos receiosos.

Eu estava um tanto enfeitiçada com a beleza dele, fui apenas despertada quando senti suas garras afastarem meu cabelo e em seguida um hálito quente no meu pescoço, seguido de uma boa lambida no local. 

–A procurei por muito tempo minha irmãzinha... — sussurrou no meu ouvido... Espera... ÉoQ?!


Notas Finais


Irmãzinha? Anh? Como assim? Muito suspeito! Será que ele é confiável? Ou... Não?
E cadê Hogo nesse momento?
Hmmmmmmmm.......


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