História Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 9


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Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Lenda, Lobo, Romance
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Palavras 2.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Boa leitura! ♥

Capítulo 9 - Turbilhão


Fanfic / Fanfiction Acredito em Lobisomem 1.0 (reescrevendo) - Capítulo 9 - Turbilhão

Capítulo Anterior:~

–Certo... — prendeu meus pulsos em algemas fixas no teto — Meu mestre virá vê la logo logo, foi bom conhecer você. 

 

É... Mas eu não fiquei acordada para conhecer o tal mestre. Apenas na manhã seguinte quando eu acordei em uma cama macia, sério! Em estava ficando com medo de mim mesma de tanto dormir em um lugar e acordar em outro.

Me levantei daquela cama gigante e só então percebi a presença de um homem ali. Deveria ser meu carcereiro, e que carcereiro, fiu fiu! Ele me olhava fixamente, enquanto dei alguns passos receiosos.

Eu estava um tanto enfeitiçada com a beleza dele, fui apenas despertada quando senti suas garras afastarem meu cabelo e em seguida um hálito quente no meu pescoço, seguido de uma boa lambida no local. 

–A procurei por muito tempo minha irmãzinha... — sussurrou no meu ouvido... Espera... ÉoQ?!

Agora:~

Me afastei e o encarei.

–Quem é... Você? — o olhei com mais detalhamento. Ele era idêntico ao Hogo, desde os traços no rosto... Até altura e o penteado do cabelo, que só mudava o tom da cor. Seria um sósia?

—Kiken... Seu irmão... Oh! Nosso pai não lhe disse? — disse com total normalidade e paciência.

–Não, cê acredita?! Que coisa né? Deixa eu ir lá perguntar pra ele! — corri pra porta, mas olha só, ela estava trancada, que N O V I D A D E!

–Não sairá daqui. Nasceu para ser minha! — em piscar de olhos estava atrás de mim. E pareceu surpreso ao se aproximar, me cheirou de cima a baixo. — Mas o que é isso?! — segurou meu pulso —WICKELLIA!!! — gritou furioso abrindo a porta.

–Sim my lord? — misericórdia! A bruxa de ontem!

–Aborte a criança! — falou firme, como se fosse normal.

–OQUE?? — falei surpresa tentando que soltar dele.

–Nasceu para ser minha esposa e somente minha, não permitirei que gere um filho de outro! — me aproximou de seu rosto, seus olhos já estavam mudando, estava se transformando de tanto ódio. — Agora vá! 

–Siga-me my lady... — nossa! Que gentil ela não!? Nem parece que quase me matou em poucas horas antes.

–Oh claro! — abaixei a cabeça com um olhar completamente assustado e a segui. Andamos por vários corredores, que casa enorme, era uma mansão pra falar a verdade, tipo as dos filmes, aquelas que tem uma porta de quatro metro sabe? Totalmente desnecessário! 

Sabe, com o pouco tempo que passei ao lado de Hogo e Hakai, aprendi algumas coisa, como: seja um bom ator e sorrie e acene. Tipo assim...:

–O que fará comigo? — olhei para os lados procurando um meio de escape.

–O que fora ordenado pelo meu mestre. — fria, uuui.

–Hm... — vi um abajur, adoro abajures. Sou tipo a rapunzel só que do abajur — E... Não há como escapar? — peguei o abajur como se nada tivesse acontecendo.

–Não. Nem pense em fugir pois meu mestre a encont-... — acertei a nuca dela, mas não a desmaiei de primeira, só quando ela se virou furiosa e eu acertei a cara dela, aí sim ela caiu feito pedra. Hihi!

–Bons sonhos... — deixei o abajur no local de antes e troquei de roupa com ela, tendo um lobisomem em casa é sempre bom encobrir meu cheiro. 

Corri pelos infinitos corredores daquela mansão tentando ao máximo não fazer barulho com com a bota que usava, já que a cada passo ecoava o som do meu sapato pelos corredores.

Em todo tempo eu olhava para trás parecia estar sendo observada e seguida, mas realmente estava. Quando me descuidei por um segundo senti uma enorme mão cobrir o meu rosto e me puxar para dentro de um quarto.

–Hmm... — pronto, é o meu fim.

–Relaxa princesa! — sussurrou em meu ouvido já me soltando, já que estava de costa para esse tal misterioso.

–Hakai! — sem pensar eu o abracei — Que bom que veio! — o apertei com as forças que tinha, como se estivesse com medo de que escapasse dos meus braços — Eu... Estava com medo... — sinto ele me afastar e enxugar minha lágrimas.

–É... Eu também... — ele depositou um singelo beijo em minha testa.

–Onde está Hogo? — perguntei. Me sentia uma criança inocente e dengosa ali naquele momento.

–Longa história... — faz uma cara de tédio — Vamos sair daqui primeiro. — abriu a porta lentamente pra não fazer barulho. 

–Hakai... — estava receiosa.

–Hum? 

–O que... Você sabe sobre eu ter um irmão? — ele olhou para mim e arqueou a sobrancelha  — não se faça de desentendido!! — alterei meu tom de voz.

–Oh oh! Não levante a voz contra mim mocinha! — encostou a porta e me deu um peteleco na testa.

–Ora! Eu não levantei voz nenhuma! — bufei irritada

–Levantou sim, você faz isso quando tá insegura! — disse cruzando os braços e com um sorriso nos lábios

–Ahá! — apontei para ele, como se tivesse desvendado tudo — Se sabe tanto sobre mim, sabe responder minha pergunta! — parei repentinamente — espera... Como sabe disso? — olhei pra ele e respirei fundo — Não, não! Esquece — fiz uma pequena pausa — Então?... ele realmente é o meu irmão?! — meu coração falhou uma batida. Agora que estava me acostumando com toda essa loucura. — e sobre eu ser esposa dele? Como eu posso ser esposa do meu irmão? 

–Da mesma forma que você está grávida de "um" deles. — simplesmente falou, como se estivesse pensando alto. Mas pareceu se arrepender do que disse, pareceu que não devia ter dito isso.

–Como é?! 

–Vamos chegar em casa, e depois conversamos. — falou firme e sério. 

–Tudo bem! — pensa numa cara de criança quando não consegue o que quer — mas espera! — puxei o seu braço — ele vai sentir seu cheiro, não vai? A propósito, como entrou aqui sem ser percebido? — pus as mãos na cintura.

–Eu tenho meus truques!  — disse convencido.

–Engraçadinho, — estreitei os olhos — Tô falando sério — dei um tapa em seu abdômen, mas não surtiu efeito.

–Eu sei! — andou até a janela próxima — Eu também tô! — sentou sobre a mesma e me puxou me fazendo sentar sobre teu colo ⁄(⁄ ⁄•⁄ω⁄•⁄ ⁄)⁄ (sem maldade; mesmo que eu tenha sentindo "aquilo"), me abraçou forte e saltou. Pulamos do quinto andar de uma mansão. (Quem precisa de montanha russa, quando se tem o Hakai!) Me agarrei ao seu pescoço como se minha vida dependesse daquilo, e dependia mesmo! — Prontinho... — me depositou o chão que diante na minha visão estava rodando mais que qualquer coisa que roda! Minha pernas tremiam, enquanto Hakai "rachava o bico" de tanto rir.

–Do que está rindo? — fiz cara de brava .

–Vamos antes que eles sintam nossa falta. — segurou meu pulso e me conduziu até a floresta.

 

–Nossa! Mas escureceu tão rápido! — comentei quando já longe, sem contar que estava um silêncio enorme .

–Sabia que está presa lá há três dias? 

–Sério?

–Não. Brincadeira ~ Pensei que você ía gritar um: "ÉOQUE?!", mas falhei miseravelmente. — tirava os galhos do caminho. Não sabia que Hakai era bipolar, porque ele estava com uma cara fechada, até parecia que chupou limão, minha vontade era de perguntar o que houve, mas já dava pra saber... O assunto repentino claramente lhe incomodou.

–Hakai...

–Hum?

–Sinto muito... Eu-...

–Shhh! — tapou minha boca repentinamente e em poucos segundos estávamos sobre uma árvore — Droga! Nos seguiram. — olhou pro horizonte, que não sei como ele enxergou algo naquela escuridão. — Tira sua roupa! — já desabotou meu casaco, que ligeiro.

–O que? Por que?

–Só faz o que eu digo! — tirou o sobre tudo que usava enquanto eu tirava minha roupa (sim, fique só de lingerie, constrangedor! E frio também!)  — Vista isso... — me cobriu com o sobre tudo. Se já era sobre tudo nele imagina em mim. 

–O que você tá fazendo? — pendurou as roupas entre os galhos das árvores.

–Eles sabem que você trocou de roupa com Wickellia, não estão seguindo seu cheiro, estão seguindo o da roupa dela, só estou tentando camuflar você.

–Oouh! — fiz cara de quem entendeu tudo, como se tudo fizesse sentido.— Faz sentido...

–"Oouh!" — zombou de mim, e riu quando bati nele. — Vamos logo. — me pegou em seu colo e saltou por entre as árvores. A brisa era suave e aconchegante, mesmo sendo fria. Mas a sensação de conforto fora tomada por insegurança, quando fomos derrubados, ou melhor, atacados. 

–Hakai! — o chamei quando vi o mesmo caído no chão, havia tentado "amortecer" minha queda com seu corpo. — Hey! Hakai! Não brinca comigo! Isso não tem graça! —  sacudi ele.

–Vo... cê...

–Como é?! — me aproximei

–Você...

–Fala com a boca!!! 

–Você... Tá em cima do meu saco!!  Sai sai sai!!!

–Ah! Foi mal — corei violentamente e me retirei de cima dele.

–Aargh!! — se contorceu de dor.

–Idiota! — resmunguei — Você... está ferido! — vi seu peito perfurado, mas o que o teria acertado?

–Está preocupada com isso? Isso não é nad... — retirou uma bala de madeira alojada naquele ferimento — Argh! Eu vou ficar bem... — repirou fundo 

–Talvez sim... Talvez não... — essa voz... Posso tê la ouvido apenas uma vez mas a reconheci, era Kiken, se não me enganava, era esse o nome.

–Você... — me levantei e me pus à frente de Hakai, apesar que eu não poderia fazer nada.

–Nanami... Assobie... — Hakai sussurrou

–Ahn? — questionei enquanto via Kiken se aproximar

–Confie em mim... Argh! Mas faça isso com... Convicção — se esforçou para se erguer. Em que assobiar vai ajudar aqui? O cérebro dele fica no peito? Ta maluco?

–Enfim à sós minha preciosa! — Kiken segurou meu pulso. — Wickellia ele é todo seu — chamou à bruxa sem tirar os olhos de mim.

–Não... — sussurrei

–Venha. — me puxou mas eu lutei, é... Lutei entra aspas, porque esmurrar um lobisomem não adianta de NADA! 

–Me SOLTA!!! — gritei e vi a tal da Wickellia se aproximar de Hakai caído — sai de perto dele!!! AGORA!!! — me debati mesmo sendo em vão.

O que eu faço? O que eu faço? Estava aterrorizada, estava quase levando em conta a ideia tosca do Hakai. Assobiar... Mas  eu nem sei assobiar... Bem eu não me lembro de tentar. Lá vamos nós... Pus os dedos entre os lábios e assoprei, um som agudo saiu dali e ecoou pela floresta in-tei-ra. Mas nada aconteceu... Bem, não de imediato. Quando Kiken estava preste a me por sobre seus ombros, um lobo ENORME saltou sobre ele e me livrou de suas garras, assim como um outro salvou à Hakai. Me aproximei de Hakai e ajudei a levantar assistindo aquela cena, que não se vê todo dia. Inúmeros lobos gigantes estavam à nossa frente, estavam... Nos protegendo. Um deles rosnou à Kiken e o mesmo não se deixou humilhar, bradou o mais alto que podia. Em questão de segundos estava havendo uma luta ali, lobos Vs lobisomem. Eu estava torcendo para os lobos ganharem igual quando a gente torce pra barrinha cinza do YouTube ganhar da vermelha, ou quando alguém está empinando uma moto e você torce pra ele cair. 

Aquela briga durou um logo tempo, tanto que até mesmo os raios do sol já despontavam no horizonte. No fim de tudo Wickellia acabou fugindo e deixando seu "mestre" sozinho contra dez lobos, uma luta assim, é claro que ele perderia, e realmente perdeu, os lobos o feriu grandemente o fazendo recuar, mas como um grande lobisomem, ele feriu aos lobos também.

 

Eu havia amarrado um pano sobre o ferimento de Hakai, então já estava um tanto despreocupada. Mas fiquei aflita ao ver aqueles lobos feridos, por minha causa... Na verdade... Eu tinha muitas perguntas vagando pela minha mente.

–Obrigada... — sussurrei quando um dos lobos se aproximou de mim. Espera... Eu conheço esse... ikki! OMG!!!

–Porque está agradecendo? Agh! Eles sentem orgulho em lhe servir e proteger. 

–Eles estão feridos, "você" está ferido... — Apontei para Hakai em seguida os lobos — Eu deveria... Argh! O que eu faço? — pus as mãos na cabeça

 –Conheço uma vila... Pode ajudar... — Hakai já estava me assustando.

–Onde fica? — estava desesperada.

–Pra lá... — apontou a direção.

–Pra montanha? Como eu vou levar você? — pensei... E olhei para Ikki com um sorriso no rosto. — Ikki me ajuda aqui?

Pedi para que Ikki se deitasse e que Hakai montasse no mesmo, já que ele era enorme não havia problemas com o porte e peso, pois para se assemelhar a um cavalo só faltava o chifre. (Entendedores entenderão)

–Vamos lá pessoal... Hakai disse que nas montanhas há alguém que pode  cuidar de vocês! — falei sorridente, não sei porque mas me senti acomodada ali. Mas meu sorriso deu lugar pra uma cara cansada depois de algumas horas. Algumas horas nada! O dia inteiro na verdade! — Não sabia que demorarimos tanto... — resmunguei.

–já estamos chegando... — Hakai sorriu, caído sobre as costas de Ikki. — é logo depois daquelas árvores.

Respirei aliviada ao ouvir isso.

– Finalmente chegamos...  — mas cadê? Me questionei o chegar no local e não haver nada! — Ué! Hakai... — já ia gritar ele.

–É uma barreira... — falava pausadamente por conta da dor — Entre aquelas árvores é a entrada, vamos...

Tudo bem... Se ele estava falando... 

Me aproximei do lugar onde seria o portal mágico para Nárnia e o atravessei... E me surpreendi com o que vi, realmente era uma barreira. Uma barreira que escondia um lugar lindo.

–Uou... — fiquei abismada.

–Hey! Ajudar Hakai primeiro, passear depois! — Hakai me chama a atenção.

–Ah claro! — o ajudei a descer de Ikki. 

Iria gritar por ajuda, mas nem foi preciso. Quando me virei, havia pessoas por toda a parte, misteriosamente eram apenas mulheres, mas mesmo assim haviam muitas, e estavam surpresas pela visita. Realmente, eu também ficaria surpresa se alguém invadisse minha casa montado em lobos de um metro e pouco de altura.

–Ahn... Ajuda? — disse.

Não me surpreendi quando elas simplesmente nos acolheram. Cuidaram do ferimentos de Hakai e dos lobos também. Nos deram novas roupas e comida também. Mas não estava planejando ficar ali para sempre, apenas até os outros se recuperarem.

–Você está bem? — uma linda mulher se aproximou de mim, que estava sentada sobre um morro próximo à um lago, apenas apreciando a beleza do crepúsculo.

–Sim... Só... É tudo um tanto novo pra mim.

–Entendo...  — se sentou ao meu lado ali próximo ao lago.

–Como está Hakai? — perguntei

–Haha... Está muito bem... Ele é forte. — ficamos em silêncio por um tempo — Não deveria se preocupar tanto... Fez muito bem em trazê los para cá. — afagou meu rosto — Deveria comer algo... Não a vi se alimentando, e é essencial para seu bebê.

–Claro... — espera... Como sabe... — o que você é? Uma bruxa também? — perguntei, não com má intenção, mas com curiosidade.

–Há muita coisa que você não sabe Nanami... Ou melhor... — se levantou — ... Não se lembra. — sorriu antes de se retirar.


Notas Finais


Agradeço ao pessoas que favoritou e comentou o capítulo anterior.
... mesmo eu sendo uma vacilona!
Obrigada galera!

Até o próximo!


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