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História Across From Love - Capítulo 12


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Notas do Autor


O pedido de vocês é sempre uma ordem! Espero que gostem do destaque desse capítulo e se preparem para a montanha-russa de acontecimentos que vai rolar em AFL.

Capítulo 12 - Chapter Twenty Eight: Moms gotta a plan


Depois de muita confusão e eventos perpetuados na história, Emily ainda assim não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Suas mãos estavam geladas, seu coração batia contra seu peito com tanta força, que parecia que ia explodir. Antony estava do outro lado do país, em Los Angeles, o fuso horário nem era o mesmo e o caos acontecia em Storybrooke. 

Os telefones das quatro não paravam de tocar. Era impressionante até mesmo pra Emma e Regina, que já passaram por isso, o quanto a notícia tinha bombado. Nem quando a mãe Gina sofreu o acidente ou quando passou a ter seu programa diário, elas passaram por algo parecido. Era outro peso. Outra medida. Outras circunstâncias.  E o mais surpreendente nem havia sido mencionado ainda.

No dia seguinte, o rosto de Emily estava estampado nos principais jornais. Fotos do ocorrido com a moça do copo d’água e diversas fotos dela e Antony juntas numa praia, onde passaram um pedaço das férias juntas.  Nenhuma delas tinham tanta foto desse dia como os jornais - o que deixou a arquiteta muito preocupada, pois a praia era fechada. De onde a mídia conseguiu aquilo? 

Junto disso ainda tinha fotos e fatos sobre Emma e Regina, que não tinham nada a ver com a situação, mas pela mãe ser ex-apresentadora de TV, a família inteira ganhou destaque também. 

“Isso é o oposto do que eu sempre imaginei pra gente...”, comenta Regina jogando o jornal sobre a mesa e cruzando seus braços. As quatro estavam reunidas na mesa da sala de estar tentando tomar um relaxante café da manhã, mas como Regina já adiantou, estava sendo o oposto disso. 

“Regina...”

“Não, mãe”, interrompe Emily antes que Emma terminasse sua frase. “Eu concordo. Não era minha intenção fazer isso com a nossa família!”

“Eu não estou te culpando, você sabe, não é?”, pergunta Regina do outro lado da mesa encarando sua filha. 

“Eu sei, mãe. Só permaneça a calma, por favor”, pede a arquiteta e a mulher mais velha assente.  “É muita exposição!”, um segundo depois a própria filha estava exaltada. Pega o jornal na mão e abre na matéria em que tinha fotos da família toda “Como que podem ser tão invasivos assim? Tem o seu acidente que aconteceu há mais de vinte anos atrás, isso é surreal!!”, comenta. Emily estava muito nervosa e irritada com aquilo. 

“Você já falou com a Antony?”, pergunta  Ashley. 

“Ainda não. Eu mal consigo usar meu celular com o tanto de notificação que chega o tempo todo. Vocês sabem que eu mantenho um alerta para todas as vezes que mencionam a RSE em algum lugar, certo? Meu celular está explodindo de coisas eu-Ai meu Deus, eu preciso ir pra lá!!!”, percebe que precisava ir até sua empresa no meio de sua explicação. Não podia abandonar seus colegas de trabalho e prestadores de serviço sem mais nem menos assim. 

“Não! Você não vai sair de casa hoje!”, diz Emma fazendo um sinal para a filha voltar a sentar, pois a arquiteta já estava praticamente de pé. 

“Mãe e meus funcionários?? Eles não devem estar em paz hoje!!”, contesta. “Eu não posso deixar eles sozinhos”, completa, mas a mãe só assente negativamente. 

“Eu sei, meu amor, mas imagina como está a situação lá!”, começa Emma. “Acho válido mandar um e-mail explicando tudo o que está acontecendo e no final você dispensa eles pelo dia…”, explica a mãe, que estava em pé atrás de Regina, com suas mãos apoiadas levemente nos ombros da morena mais velha.

“Acho uma ótima ideia. Faz dessa forma enquanto você resolve tudo”, comenta a mãe Gina. 

“Mas eu não posso simplesmente sumir assim por causa disso. É a minha vida ainda. Eu não vou me esconder por causa de uma confusão de informações dessa!”, rebate Emily, que já estava muito estressada. Desde o momento que jogaram água gelada na cara, a loira não voltou mais ao normal. 

“Emi, escuta nossas mães: o caso tomou outra proporção. Não é seguro você ir pra lá hoje. Lembra o dia do encontro de fãs?”, pergunta Ashley. “Os fãs aqui da cidade que fizeram aquilo. Eles são intensos!”, comenta a irmã. “E ontem já causou um tumulto…”

“Eu lembro, mas eu não sou a celebridade em questão-“

“Você só é o interesse amoroso da cantora…”, quem interrompeu dessa vez foi a Regina. “A partir do momento em que você admitiu seu amor por ela, tudo mudou…”, começa a esclarecer a situação e solta seus braços, tentando se inclinar na mesa para pegar a mão da filha na dela. “Você precisa tomar muito cuidado de agora em diante. As pessoas vão tentar se aproximar de você de qualquer forma, porque você é a pessoa mais próxima que eles têm da Antony, entende? Claro que eu concordo com a sua reação, essa não é sua vida, você nunca precisou se esconder de nada, mas enquanto tudo não for esclarecido, você tem ficar em casa. É o lugar mais seguro no momento”, completa. Ela sabia do que estava falando. Já presenciou a fama, já passou por situações parecidas antes e já foi muito procurada antes, ainda mais no começo da carreira. 

“E agora eu só fico aqui sem fazer nada?”, pergunta Emily ainda irritada. 

“Elas já disseram o que você precisa fazer, Emi...”, comenta Ashley, “Vai lá ligar pra RSE”.  A mulher só assentiu com a cabeça e se retirou para o seu quarto, deixando as três na sala de jantar.

“Ash, meu bebê, você pode ir com a Emi e garantir que ela faça isso?”, pede Regina sorrindo de um jeito bem suave para sua filha, que apenas assente e vai atrás da irmã. As duas mães se olham, finalmente, quando estão sozinhas.

“Eu não estou gostando dessa história”, diz Emma assim que elas ficam sozinhas. “Sinto que a Emi vai se machucar muito com isso...”, explica e senta-se na cadeira ao lado de Regina, mas ambas estavam viradas uma de frente pra outra. 

“Eu concordo contigo. Nós não estamos falando só de Maine aqui, é o mundo inteiro!”, diz a morena, respira fundo, por um instante tentando pensar numa possibilidade para amenizar tudo isso, e solta o ar. “Tudo o que nós evitamos, Emma...”, comenta ao apontar pro jornal aberto ainda sobre a mesa. Balança a cabeça em negação ao ler o que estava escrito novamente. 

“Eu sei! Vinte anos tentando não expor nossa família e de repente o país todo está falando sobre a gente. É demais...”, diz totalmente descontente com a situação. Claro que elas já foram expostas a mídia antes, afinal Regina foi homenageada na tv, pouco depois de se aposentar, e a família foi chamada para dar depoimentos, mas tudo isso foi para a TV local da cidade. 

“Sei que aqui ela está segura, ainda mais que fica longe da cidade, mas precisamos pensar numa estratégia”. Regina estava com a cabeça apoiada na mão, enquanto Emma permanece de braços cruzados. 

“Isso respinga até na Ash, Gina...”, começa Emma novamente, ela estava muito preocupada e não conseguia pensar em nada benéfico dessa situação. E olha que ela era fã da Antony. “Ela dá aula para adolescentes, todos ou, pelo menos, a maioria deve conhecer a Antony, como você acha que eles vão reagir quando a Ashley voltar a dar aula?”

“Com certeza vão querer saber de todos os detalhes...”, responde Regina e fecha seus olhos com o receio que crescia em seu peito. As duas eram mães muito protetoras, capazes de fazer qualquer coisa pelas suas filhas. Não seria nada fácil para elas lidarem com as emoções, por mais que as meninas fossem adultas, elas não estavam totalmente livres delas ainda. Era completamente natural. A morena abre os olhos e encontra sua amada novamente. “Mas também não tem como parar as nossas vidas por causa disso. Hoje eu entendo, pois foi tudo muito rápido e só estão falando sobre isso, mas devemos seguir de cabeça erguida amanhã. A mídia é assim, todo dia tem algo diferente, ou seja, amanhã já será velho.” 

“Eu sei, meu amor, só fico com medo. Tem muita gente mal intencionada”, diz Emma e Regina arruma sua postura, livrando sua mão de seu peso, para que ela possa estender e pegar as de sua esposa nas suas. Faz um leve carinho no braço da mulher, até que ela solte os braços cruzados e a morena possa pegar as mãos. 

“Eu sei, Em. Ao menos ninguém vai passar por isso sozinha. Somos uma família e não vamos abandonar umas às outras!”

“Jamais!”, confirma Emma e aperta as mãos da sua esposa. “Sabe, Gina, eu acho que alguém precisa fazer uma declaração ou dar algum tipo de posicionamento sobre isso. Justamente para esclarecer as coisas, pedir respeito e para que não sejam invasivos com a família”, sugere Emma e imediatamente a expressão no rosto de Regina se ilumina com a ideia.

“É isso, Emma!!”, diz ao notar o quanto aquilo era importante. “A Zelena é especialista em assessoria, ela pode nos ajudar com algum tipo de texto e pedir para noticiarem na StoryTown”.

“Ou você pode pedir pra STN deixar você dar essa declaração. A cidade toda te ama e te respeita, muito mais fácil um rosto conhecido pedir isso. Ainda mais é a nossa família envolvida nisso”, explica Emma e Regina assente. Aquilo fazia muito sentido. Seria muito mais fácil se fosse ela dando esse tipo de declaração. 

“Sim!! Essa ideia é perfeita, meu amor!!”, declara a morena e traz as mãos dela para dar um beijo. “Pode até ser em alguns dos talk shows da STN, ao invés do jornal, que assim fica mais descontraído”. 

“Está vendo só, Gina, como nós duas somos incríveis juntas?”

“Eu nunca duvidei isso”, responde a morena e se inclina para dar um beijo em sua esposa, que logo faz o mesmo para selar aquele momento. O beijo durou por alguns minutos, apenas porque elas podiam. Sempre foi o hobby favorito delas mesmo.

 

XXX

Horas depois

Estava tudo pronto. Emma e Regina conversaram com Zelena, que mexeu alguns pauzinhos na emissora e conseguiu com que a morena concedesse uma entrevista em um dos programas semanais de entretenimento - e fofocas. Seria no dia seguinte, pois para esse mesmo dia não dava mais tempo, mas isso deixava elas se prepararem o suficiente para aquilo. 

Emily estava cochilando, Ashley estava lendo algum livro da coleção de sua mãe na sala de estar e as duas mais velhas estavam preparando o almoço em meio de ensaios de perguntas e respostas. Regina não podia piorar a situação, ela precisava apaziguar e esclarecer alguns fatos.

Mas para que isso acontecesse da forma certa, ela precisaria de Antony e Emily e, por sua sorte, a campainha tocou no mesmo momento que mencionou o nome da cantora na conversa. Antes que alguma das mães fosse lá abrir, Ashley fez isso por elas.

“Em?”, chama Antony ao caminhar pelo corredor em direção ao quarto de Emily.

“Oi?”, responde a arquiteta de seu quarto bem longe ao reconhecer a voz da amada.

“Eu!”, responde a mãe Em, fazendo a mãe Gina a olhar com uma mistura de expressões entre confusa e curiosa. Ashley apareceu na cozinha com a mesma expressão que sua mãe. “É automático, gente, e eu tenho esse apelido há mais tempo que a Emi tem de vida!”, explica a mulher dando de ombros, no que só causa um grande surto de risada por todas as mulheres na casa, incluindo Antony e Emily.

Aos poucos as gargalhadas foram diminuindo, quando o casal de ficantes se encontram no corredor entre os quartos e a área principal da casa. Parecia que tudo dependia disso: do abraço delas. Uma onda de paz e calmaria consegue acalmar os nervos da casa toda. Emma e Regina, agora na entrada da cozinha assistindo àquela cena, estavam presenciando algo que elas nunca acharam possível ver acontecendo. 

Entenda, não no sentido de Emily namorar ou se apaixonar, e sim no sentido de ver uma loira e uma morena se abraçarem com tanto cuidado, carinho e sentimento. Elas conheciam o amor, elas têm com delas a todo tempo, mas era como se elas estivessem voltado no tempo. Essa cena lembrava algo muito importante pra elas duas. Seria possível que elas estivessem assistindo um pedaço do que foram? Do que são? E será que elas enxergam na Emi e na Antony algo tão parecido com o que elas têm apenas com esse abraço? 

A sensação era de que elas estivessem se olhando no espelho suas versões mais jovens: o sorriso de Antony quando encontra os olhos de Emily ao se afastarem o suficiente para se olharem, sem cortar o abraço; o brilho nos olhos da arquiteta mostrando seu encanto pela cantora apenas pelo fato de estarem ali, uma de frente para a outra.  Emma olha para Regina, que faz o mesmo e, com o olhar, elas concordaram com tudo isso, afirmando tudo com um sorriso, que só elas saberiam o significado naquele momento. 

Ashley se encaixa no meio das mães, abraçando elas duas pela cintura e deitando sua cabeça no ombro da mãe Em, também compartilhando daquela paz que veio do outro casal. 

E depois desse momento contagiante, todas se reuniram na mesa de jantar, após as mães terminarem de preparar a comida. Regina na ponta, com Emma seguida de Ashley a sua direita e Emily e Antony a sua esquerda. Pelos primeiros segundos, todas permaneceram quietas, desfrutando o sabor.

“Nossa, a comida está deliciosa, senhoras Swan-Mills!!”, elogia a cantora muito empolgada com aquilo e focada em seu prato.

“Fico feliz em ouvir isso, mas pode nos chamar de Emma e Regina mesmo…”, comenta Regina com um leve sorriso junto de sua esposa. 

“Não sei se eu consigo…”, diz Antony um pouco tímida, deixando as duas mulheres mais velhas um pouco curiosas. Nem parecia aquela popstar, que domina palcos e charts todas as semanas, pensa Emily enquanto assistia com um sorriso carinhoso o nervosismo de sua ficante perto de suas mães. 

“Por que não?”, pergunta Emma ao olhar de Antony para sua comida e voltando a comer.

“É que vocês são A Regina Mills e A Emma Swan, o casal Swan-Mills, não tem como eu chamar vocês pelos seus nomes…”, explica olhando fixamente para sua comida, com medo de encarar as mulheres - entenda, não é um medo de pavor e sim um demo de friozinho na barriga. “E além do mais, eu devo desculpas à vocês duas… Ou melhor, à todas vocês”, confessa e levanta seu olhar, encarando uma por vez, até chegar em Emily. “Eu te devo todas as desculpas do mundo por te arrastar para dentro dessa bagunça. Eu sinto muito, Emily. De verdade!”

Os olhos da cantora contavam essa mesma verdade de suas palavras, ela estava muito ressentida pelos acontecimentos das últimas horas. De fato não era algo que ela queria para elas tão cedo. Afinal, foi ela mesma que pediu para ‘ficar’ com Emily, para que elas não precisassem passar por isso. 

“Eu sei que não, mas essas coisas acontecessem, Anny, nós não poderíamos prever que seria tão delicado assim, mas agora que já aconteceu, precisamos encontrar uma maneira de apaziguar as coisas”, Emily começa explicando. 

“Anny?”, comenta Ashley em um tom que só Emma pode ouvir. “Isso é novo…”

“Elas estão mesmo fazendo isso no meio do almoço?”, pergunta Regina em um sussurro para sua esposa, que apenas assente em resposta, agora totalmente concentrada na conversa das duas.

“Não podemos nos esconder disso pra sempre. Eu preciso voltar ao meu trabalho, um dia é mais do que suficiente. Minhas mães e irmã também não podem deixar de fazer suas coisas por causa disso. Nossas vidas vão muito além disso…”, completa a arquiteta. Durante todo o tempo, ela olhava fixamente para Antony, observando cada detalhe do rosto da cantora, que lhe dava total atenção. 

“Pra sorte de vocês, nós temos a solução”, interrompe Emma, chamando a atenção das duas para si e começa a explicar tudo o que Regina e ela irão fazer a respeito dessa situação.  À medida que as duas mães vão esclarecendo cada detalhe da entrevista que Regina irá conceder, era possível ver um relaxamento nas posturas das duas outras mulheres envolvidas nisso. 

“E além disso, seria ideal se vocês duas fizessem um live, ainda hoje, caso seja possível, para contar aos seus fãs a versão de vocês de tudo isso. Já que tudo veio à tona, que ao menos a honestidade de vocês possam conter a emoção do público…”, sugere Regina e as duas assentem ao concordarem com a proposta. 

“Vocês são incríveis, senhoras Swan-Mills!!”, diz Antony muito animada. “Muito obrigada! Vocês tiveram a mais perfeita ideia. Minha equipe queria que eu desmentisse e acusassem a Emily de calúnia. Todos são incompetentes. Jamais eu desmentiria algo tão verdadeiro assim…”

“Isso significa que vocês vão oficializar o namoro, certo?”, pergunta Ashley algo que as duas mães estavam morrendo para saber. Antony e Emily se entreolham por alguns segundos sem dizer nada, apenas sorrindo uma para a outra com a audácia da professora.

XXX

 

Todas finalizaram suas refeições sem a pergunta de Ashley ser respondida. Aquilo na verdade fez todas ficarem em silêncio e finalizarem seus almoços. Assim, Emily e Antony decidiram ir para a casa da arquiteta, pois lá sim poderiam ter mais privacidade para conversar sobre tudo. Inclusive sobre essa possibilidade…

Antony havia ido de carro e sem sua equipe lhe seguindo, portanto ela mesmo quem dirigiu até a casa da loira ao seu lado no banco do passageiro. As duas foram em silêncio, aproveitando esse momento único entre as duas. Onde poderiam imaginar isso? Essa situação que estão juntas e esse momento que compartilhavam a companhia de uma a outra. 

Só podia ser com ela, pensa Anny ao olhar Emi por um segundo, que estava distraída em seus pensamentos olhando pela janela. Já estava tarde, o sol estava se pondo enquanto estava no caminho. Sem avisar a arquiteta, a cantora decidiu parar o carro no acostamento que tinha uma vista muito linda.

Emily a olha um pouco assustada com a repentina decisão, no que faz Antony apenas rir. Ela desce do carro e vai até o porta-malas pegar seu violão. Por sorte nunca viajava sem ele com ela. A cantora vai até a porta do passageiro e a abre, estendendo sua mão para a arquiteta, que simplesmente pega sem medo algum.

Ela confiava em Antony. 

As duas vão para a parte de trás do carro, que ainda estava com a porta do porta-malas aberta, onde a cantora indica que era pra arquiteta sentar. Antony veste a alça de seu violão, segurando-o em pé, enquanto Emily se ajeitava no local. 

“Eu só quero dizer duas coisas antes de realmente te perguntar isso. Um: a verdade é que eu queria ter feito isso desde o primeiro momento que eu soube que eu te amava. Sim, eu também te amo, Emily Mills…”, confessa Antony com um grande sorriso, enquanto Emily estava sem palavras e com os olhos um pouco marejados, ela não esperava nada daquilo. “E dois: essa música se chama Best That You Can Do e é uma das minhas músicas favoritas da vida inteira. Vou cantar ela no feminino, mudando um pouco a letra, só para você entender como eu realmente me sinto…”

  

Once in your life you find her
Someone that turns your heart around
And next thing you know you're closing down the town
(Uma vez na sua vida você a encontra
Aquela que faz seu coração dar voltas
E a próxima coisa que nota é que varou a noite)

 

Antony decidiu fazer uma versão acústica da música, colocando tanto nas notas vocais, quanto nos acordes do violão todos os seus sentimento em relação a Emily, no qual a música transparência. 

Wake up and it's still with you
Even though you left her way across town
Wondering to yourself, "Hey, what've I found?"
(Acorda e o sentimento ainda está com você
Mesmo sabendo que a deixou lá do outro lado da cidade
E se questiona: Ei, o que que eu encontrei?)

Emily estava prestando atenção em cada pedacinho daquilo. Seu coração acelerado mostrava pra ela que aquilo era real, que estava mesmo amando uma cantora internacionalmente conhecida e estava recebendo uma serenata no meio de uma rodovia. Era um outro nível.
 

When you get caught between the moon and New York City
I know it's crazy, but it's true
If you get caught between the moon and New York City
The best that you can do
The best that you can do is fall in love
(Quando você se vê entre a lua e Nova Iorque
Eu sei que parece loucura, mas é a verdade
Se você for pego entre a lua e Nova Iorque
O melhor que você pode fazer
O melhor que você pode fazer é se apaixonar)

 

Antony olhava diretamente nos olhos de Emily, querendo prender a loira naquele momento, para que ela entendesse tudo. E Emi entendia sim. Cada detalhe, cada palavra, cada acorde, ela entendia sim.

Antony -  she does as she pleases
All of her life, she's mastered choice
Deep in her heart, she's just, she's just a girl
Living her life one day at a time
And showing herself a really good time
Laughing about the way they want her to be

(Antony - ela faz o que quer
Em toda a sua vida, ela escolhe o que bem quer
No fundo do seu coração, ela é, ela é apenas uma menina
Vivendo sua a vida um dia de cada vez
E dando a si mesma o que há de bom
Rindo da forma como eles querem que ela seja)

 

Esse era o trecho que Antony havia mudado, claramente. Trouxe o personagem de Arthur para si, pois era exatamente assim que ela se sentia. A música definia a relação delas perfeitamente. Mesmo tendo sido escrita há muitos e muitos anos antes das duas nascerem. 

When you get caught between the moon and New York City
I know it's crazy, but it's true
If you get caught between the moon and New York City
The best that you can do (the best that you can do)
The best that you can do is fall in love

(Quando você se vê entre a lua e Nova Iorque
Eu sei que é loucura, mas é verdade
Se você for pego entre a lua e Nova Iorque
O melhor que você pode fazer
O melhor que você pode fazer é se apaixonar)

Quando a música chega ao fim, Antony respira fundo recuperando todo o seu ar, enquanto Emily não conseguia parar de olhar pra ela. A voz da cantora era tão linda, tão calma. A morena cantava tão bem e a loira amava tanto ouvir a voz dela, que por um instante fica triste pela serenata ter acabado. 

“Quer namorar comigo, Emi?”, pergunta ao finalizar a música. A loira se levanta de onde estava e fica cara a cara com a morena. 

“Com toda certeza do mundo, sim!”, responde e surpreende a cantora com um beijo, que confirmava sua resposta. As pernas de Antony ficaram até bambas com aquilo. Ela era completamente apaixonada pela Emily. 

“Uau!”, suspira Antony ao se separarem. “Ainda bem que eu te pedi em namoro, pois agora posso ter beijos assim sempre!”, comemora a cantora e isso faz a arquiteta dar risada. 

“Mas é claro que sim!”, garante e a abraça. As duas ficam alguns segundos presas a esse momento, até que a própria Emily interrompe. “Eu acho que esse é o momento perfeito pra tal live que minha mãe disse…”

As duas sentam onde Emily estava antes, com Antony colocando o violão no lugar dele, pegando seu celular e se preparando para entrar ao vivo. Quando faz, em menos de um minuto tem mais de vinte mil pessoas assistindo. 

“Eita!”, comenta a arquiteta extremamente surpresa com a quantidade de pessoas e com a rapidez que o número vai crescendo. E a cantora começa a rir.  

XXX

De volta para a casa das mães.

Logo depois que Emily foi embora com Antony, Ashley resolveu fazer o mesmo e foi para sua casa. Emma estava lavando a louça, enquanto Regina ia secando e guardando. Por alguns minutos as duas permaneceram em silêncio, cada uma pensando em sua própria perspectiva do assunto. 

Entre as duas, a mais preocupada com a segurança da privacidade de suas filhas no momento era Emma. Mesmo com o plano traçado, ela achava que as coisas estavam prestes a mudar drasticamente na vida de todas elas. Enquanto isso, a apresentadora aposentada tentava ver o lado positivo da situação, que para ela só atrairia mais visibilidade para Emily e sua empresa.

“É diferente esse silêncio para o silêncio de quando elas estavam em seus quartos dormindo, né?”, comenta a mulher mais nova, trazendo a atenção da mais velha para ela. 

“Você diz entre você e eu?”, pergunta Regina ao notar que aquele comentário havia sido muito aleatório e estreia seu olhar sem sua esposa. 

“Não, da casa…”, responde e fecha a torneira, ao terminar de lavar tudo e se vira na direção da outra mulher. “Esse silêncio é de quando elas vão embora e a casa fica vazia. O silêncio de quando elas estão aqui, dormindo em seus quartos, é de atenção, pois a qualquer momento alguma pode vir correndo para nossa cama dizendo que teve um pesadelo”, explica e aquilo faz Regina sorrir instantaneamente. 

“Você sente falta  de quando elas eram controláveis né?”, provoca a morena, que recebe um gesto positivo e então chega mais perto de Emma. “Mas é inevitável, Em, elas precisavam crescer!”

“Eu sei…”, responde Emma com o olhar um pouco triste. 

“O que foi? Você não está me dizendo que não gosta de ficar mais sozinha comigo?”, provoca Regina mais uma vez. Ela sabia exatamente o que estava passando dentro da cabeça da Emma, mas queria ouvir dela isso. 

“Eu não sei viver sem você, Regina, nem se eu quisesse eu conseguiria… Sua companhia é tudo para mim”, responde e pega a mão livre da morena na sua. 

“Mas?”

“Mas quanto mais elas crescem, mais afastadas elas ficam e não vai demorar muito não até que a gente veja a Emi uma vez no ano, ainda mais se o namoro entre ela e a Antony acontecer…”, desabafa Emma e desvia seu olhar do de Regina no final. A morena, então, coloca a louça que estava em sua outra mão sob a pia e junta melhor suas mãos com a de sua esposa. 

“Oh meu amor…”, suspira e aperta suas mãos. “Esse é o jeito que a vida tem que seguir. Pensa pelo lado positivo, a Antony é uma pessoa de bem - pelo menos é isso que eu sinto vindo dela. Ela vai cuidar da nossa filha onde quer que elas estejam…”, responde Regina.

“Disso eu não tenho nenhuma dúvida. É impressionante. É verdadeiro, eu sinto uma verdade vindo dela”, comenta Emma sobre Antony. 

“Eu acredito demais nisso! Elas tem uma energia que atrai uma a outra, eu consigo sentir também. Acho que a Emi está segura com a Antony no momento. Então se elas forem assumir esse relacionamento de vez, talvez as coisas se acalmem e elas possam aproveitar melhor”, completa Regina e pega Emma para um abraço, que a prende com muita vontade desse contato.  “E a Ash?”

“Eu tenho certeza que nosso primeiro neto vem dela!”, confessa Emma e dramaticamente Regina solta o abraço para a encarar. 

“Neto??? Ela já tem idade pra isso???”, pergunta indignada com a sugestão da mulher a sua frente.

“Pra você que estava tão interessada na vida sexual dela algum tempo atrás, como pode não ter reparado que ela realmente está ativa nesse quesito?”, pergunta de volta e indignada, só que com a reação de sua esposa, que por hora é salva com os celulares de ambas notificando a live da Antony. 

As duas pegam seus respectivos aparelhos e vão para a sala de estar se acomodarem no sofá para assistir. Decidem que em um celular elas assistem e no outro ficam vendo os comentários. 

Oi meu amores, estou aqui de repente e sem avisar fazendo essa live para anunciar algo a vocês… Essas últimas vinte quatro horas trouxeram à tona algo que eu estava sim tentando esconder. Afinal, eu também tenho direito de ter uma vida íntima, mas a partir do momento que eu escolhi isso pra mim - ser uma cantora mundialmente conhecida - e soube que precisava lidar com toda e qualquer situação da melhor forma. E qual melhor forma seria se não falando a verdade? Então é verdade. Eu estou namorando essa mulher perfeita aqui (mostra a Emily com um sorriso um pouco tímido)  e sim, sogrinhas e cunhada, eu acabei de pedir a filha de vocês oficialmente em namoro e estou anunciando publicamente. Mas olha amores, eu espero que vocês possam respeitar a Emi e a família dela sem causar tumulto, principalmente vocês de Storybrooke. Obrigada por sempre me darem espaço para falar a minha verdade e me ouvirem. Amo vocês. Vou fazer aqui junto com a Emi um pouquinho de Q&A, então mandem suas perguntas para nós!

“Sogrinhas? Eu ainda nem superei a parte que você sugeriu um neto da Ashley e eu ganho uma nora da Emily?”, pergunta Regina apavorada e Emma apenas beija a bochecha de sua amada.

“Quem agora tem que entender que ‘esse é o jeito que a vida tem que seguir’?”, provoca Emma ao quotar a frase dita por Regina mais cedo. 

XXX
 

E para encerrar o capítulo de hoje com um pouquinho de nostalgia, o flashback é de um gap entre Strikes Every Time She Moves e Masks Must Fall para quem estava sentindo falta delas matar um pouquinho dessa saudade:

2018

“Aconteceu alguma coisa, dona Regina?”, perguntou Emma depois de quase uma hora em que ficaram em silêncio. Na verdade, desde que ela tinha chegado, a chefe não tinha levantado o olhar em sua direção sequer um minuto. 

“Primeiro, você sabe o quanto isso me irrita, ser chamada de dona Regina. Segundo, aconteceu sim alguma coisa, mas nada que te interessa...”, respondeu a jornalista, curta e grossa como sempre. A assistente só revirou os olhos e tentou ao máximo ignorar o tom usado. Tinham manhãs que Mills era insuportável, mas tinham outras que essa definição era suave demais para dizer ao certo o que a mulher era. 

“Algo que eu possa te ajudar?”, perguntou a loira na melhor das intenções, fazendo a morena a encarar pela primeira vez no dia. 

“Caso você pare de me interromper, já será um imenso favor que me faz!”, respondeu ainda com o mesmo tom grosseiro. Emma apenas assentiu e não falou mais nada, voltou sua atenção para o que estava fazendo, mas não durou nem um segundo, pois Regina logo estalou os dedos chamando sua atenção. Aquele sim era o ponto mais arrogante de sua chefe. “Preciso de café!”

“Sim, senhora”, garantiu a assistente e a jornalista estendeu a chave do carro para ela, levantando-se junto, que ficou um pouco confusa com a atitude. “Presumo que não seja o café daqui da emissora...”, comentou. 

“Precisa ser de uma cafeteria específica e eu preciso ir com você para garantir que traga o certo”, explicou Regina, mas aquilo não fez nenhum sentido. Como Emma não queria discutir e nem nada, apenas assentiu, mesmo ao começar se sentir um pouco incomodada com aquela desconfiança da chefe sobre ela. A loira nunca deu motivo, pelo contrário, nesse tempo trabalhando com a morena, ela já aturou tanta coisa… E desta maneira, ambas seguiram em silêncio até chegarem na porta do carro, quando a Emma perguntou onde era essa tal cafeteria. 

“Vamos investigar um possível acontecimento...”, respondeu Regina quase sussurrando, sem responder de fato a pergunta. 

“Não entendi, como assim?”, perguntou Emma tentando igualar o mesmo tom de voz. 

“Você queria me ajudar, não queria? Então vamos! Sem perguntas, Swan, apenas faça o que eu falar...”, respondeu a mulher. Cada uma de uma lado do carro, com as mãos na maçaneta.  

“E o café?”

“Não tem café, só falei aquilo pra nenhum dos outros jornalistas roubarem a minha reportagem... Mas o destino continua sendo uma cafeteria. Agora vamos!”, respondeu e entrou no carro, fechando a porta sem ao menos ver o sorriso que surgiu nos lábios de Emma com uma leve satisfação ao perceber que Regina confiava nela para esse tipo de coisa. Podia ficar tranquila, pois agora sabia que a mulher não desconfiava dela. 

Durante o caminho, em poucas palavras, a morena contou onde estavam indo e porquê. A investigação da jornalista era para uma reportagem sobre uma possível fraude de um acordo entre políticos da região. Ela recebeu uma ligação anônima dando causa, local, horário e os nomes dos suspeitos e justamente o local era uma cafeteria. 

Depois da explicação, as duas seguiram em silêncio, com a chefe escrevendo algumas coisas em seu bloco de notas, que estava no porta-luvas do carro e a assistente seguia focada no caminho.

Não demoraram muito para chegar no local. Quando Emma estacionou o carro do outro lado da rua, Regina vestiu seus óculos de sol, que também estavam no guarda-luvas, para não ser reconhecida. 

“Se a Kara Danvers não é reconhecida como a Supergirl assim, ninguém vai notar que sou eu…”, comentou a morena, fazendo a loira lhe olhar um pouco confusa. Mas se tem uma coisa que Emma aprendeu a não fazer é questionar Regina, então ela só balança a cabeça para si mesma, pois aquele foi o comentário mais aleatório que ela já escutou.

“Quem nós estamos procurando?”, perguntou para a chefe, que desbloqueou a tela do celular e mostrou a foto do sujeito. 

“Se minha fonte estiver certa, esse homem irá encontrar este aqui…”, explicou ao mesmo tempo que passou a foto para o lado. “Eles estão desviando uma porcentagem da verba do orçamento do partido dele e costumam vir aqui”. 

“Muito conveniente”, comentou a loira. “Local com grande circulação de pessoas, eles podem ficar despreocupados. Não atrai tanta atenção se estiverem usando malas, pois têm muitos outros executivos entrando e saindo o tempo todo, por ser perto de um centro comercial. A câmera é de ambientação única, então é certeiro que eles não vão se sentar perto das janelas. Eu acho melhor a gente entrar…”, contou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Regina, que estava olhando para a entrada do lugar, no mesmo instante que Emma acabou de contar, virou seu olhar para a loira e retirou os óculos de sol. Sua expressão era de pavor com tudo o que a outra mulher disse.

“Como você sabe disso?”, perguntou e dava para ver no olhar dela que estava com medo da resposta. A assistente se segurou ao máximo para não rir. 

“Eu fui Bail bondsperson antes de começar a trabalhar pra você e nessa área a gente faz de tudo para não atrair atenção. Ainda mais em lugares assim”, respondeu com um leve riso querendo sair, então Emma mordeu seu próprio lábio inferior para que não fizesse isso. O olhar da chefe seguiu o gesto, mas ela logo colocou os óculos de volta e virou sua atenção para a janela de novo. 

“E era perigoso trabalhar com isso?”

“Tomando cuidado, nunca aparenta ter muito perigo…”

“Você acredita mesmo nessa teoria?”

“Para uma pessoa que já fez isso mais de uma vez: sim, eu acredito”.

“Então, vamos!”, disse Regina e abriu a porta do carro para sair. E sim, ela estava o caminho todo sem cinto de segurança. Emma apenas balançou a cabeça negativamente para si outra vez. 

Logo que Emma desceu do carro e garantiu que tinha trancado tudo certinho, viu que Regina estava prestes a entrar no estabelecimento sem um plano e sem nada. 

Novata, pensou a loira. 

Ao mesmo tempo que se preparava para atravessar a rua, reparou em uma figura muito parecida com aquela da foto se aproximando do local. A loira só encontrou uma solução: saiu correndo atrás da morena, para garantir que a mulher não entrasse ainda. Nisso que ela atravessou a rua, pegou no braço da chefe para que ela parasse o que estava fazendo. 

“O que você está fazendo?”, perguntou Regina em um tom de voz muito sério.

“Salvando sua reportagem!”, respondeu Emma em um tom de voz baixo. “Amiga, como é bom te encontrar!”, disse muito animada em um tom de voz alto, pois o homem estava próximo delas. A jornalista ficou completamente sem reação. Não estava entendo nada e não estava gostando nada disso, mas resolveu entrar no personagem também.

“Nossa, quanto tempo, menina?! O que você está fazendo por aqui?”, pergunta a mais nova atriz e nesse momento o homem passa por elas, para entrar na cafeteria e as duas aproveitam para fazer o mesmo, já que a porta foi aberta. As duas foram criando conversas, que aparentavam mesmo ser amigas, apesar das risadas forçadas. Até pegaram uma bebida cada uma para disfarçar mais e se sentaram do lado oposto de onde o homem estava. “Mas daqui eu não vou conseguir ouvir nada!”, contestou Regina ao perceber que ninguém estava prestando atenção nelas. “Eu preciso chegar mais perto!”.

“Olha, não quero me intrometer nos seus dotes de jornalista investigativa, mas acho que você poderia ficar observando de longe por hoje e vir outro dia para chegar mais perto, e aos poucos você tem toda sua história…”, comentou Emma.

“Você está tentando me ensinar a fazer o meu próprio trabalho, Swan?”, perguntou em um tom muito sério, ao retirar os óculos escuros e encarar devidamente a outra mulher. 

“Não é isso. É-”, de repente a loira parou de falar. A maneira que o olhar de Regina a encarava deixou Emma sem palavras. E quanto mais ela demorava para responder mais a morena intensificava o olhar. Antes que ela pudesse reencontrar suas palavras, mas a chefe desviou o olhar para outra direção.

“Olha lá! O outro homem chegou!! Apoia seu braço sobre a mesa.”, pediu Regina e Emma fez mesmo sem saber por quê. A mulher pegou o celular e discretamente começou a fotografar os dois homens em atividade suspeita. Conseguiu fotografar exatamente o momento que eles trocaram suas malas, que inclusive ambas eram no mesmo tom de marrom.  “Eles trocaram a mala…”, sussurrou.

“Eu sabia que era possível!”, confirmou Emma.

“Você até que é boa nisso, Swan”, comentou a chefe, mas como o tom de Regina sempre era frio, foi difícil de compreender que aquilo de alguma forma era um elogio, por menor que fosse. Porém não durou muito. Quando menos a loira esperou, em um ato impulsivo a morena levantou-se e foi atrás dos homens, que estavam prestes a sair do local. 

À medida que Regina ia atrás dos dois, já fora da cafeteria, Emma tentava impedi-la sem atrair muita atenção e por pouco a jornalista não foi pega pelos dois, caso sua assistente não tivesse segurado ela pela cintura no exato momento em que os dois olharam para trás. Em uma forma de disfarçar, Emma abraçou Regina, que acabou a abraçando também ao perceber que ambos suspeitaram de sua aproximação. A morena escondeu seu rosto na curva do pescoço da loira, que continuou segurando na cintura. E as duas ficaram em silêncio, apenas segurando uma a outra, até os dois continuarem seus caminhos. 

“ME SOLTA!”, disse em um tom de voz alto, quando finalmente estavam sozinhas na calçada. “Eu posso te acusar de assédio!”

“Eu estava tentando te-”

“Da a chave do meu carro”, disse Regina interrompendo Emma. Ela sabia que não tinha sido assédio, ela só não queria demonstrar gratidão pelo o que a loira fez e muito menos que aquele abraço foi estranhamente bom. A loira então entregou a chave para a morena, que saiu andando sem dizer nada. 

A assistente continuou acompanhando sua chefe até o carro, mas foi surpreendida por uma nota de 20 dólares, quando as duas chegaram no carro. Sem dizer mais nada, Regina entrou no veículo e começou a dirigir para longe de Emma, que ficou assistindo ao carro ir até desaparecer de seu campo de visão. 

Existem certas coisas que não tem explicações mesmo. 

 


Notas Finais


Tomem cuidado com o Covid-19. Levem bem as mãos, evitem contato com o próximo, caso seja possível fiquem em casa. Leia e releia STN e AFL se for o caso.


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