História Across the ocean - Capítulo 20


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atena, Charles "Charlie" Beckendorf, Connor Stoll, Frederick Chase, Grover Underwood, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Poseidon, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Zeus
Tags Annabeth Chase, Percabeth, Romance
Visualizações 287
Palavras 2.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos comentários e a todos que favoritaram. Aos que chegaram agora: bem-vindos.
Se você é um fantasminha, apareçam.

Capítulo 20 - O passado


Fanfic / Fanfiction Across the ocean - Capítulo 20 - O passado

Pov: Narradora.

Quando o mundo não parece não girar a nosso favor, as coisas realmente parecem mais difíceis, mas não impossíveis de serem realizadas. O amor não é, e nem nunca será, obra do acaso, então mesmo com todas as complicações, no final vale mesmo lutar para manter o sentimento vivo, afinal, o que seria de nós sem o amor? Meros tijolos de uma parede mal acabada sujeitos a todo tipo de impacto sem poder sentir nada. Não parece uma boa saída, não acha?

Muitas coisas passavam pela cabeça da jovem Rachel Elizabeth Dare, não que ela quisesse pensar em tudo aquilo, mas até mesmo seus pensamentos soltos a levavam para sua complicação inicial: O fato do coração de Perseu já pertencer a outra mulher. Ainda era estranho para a ruiva imaginar seu amado nos braços da Condessa que, por natureza, deveria ser sua inimiga. Filhos de Poseidon e Atena não deveriam manter relações depois de tudo o que acontecera. A ruiva achava que nada podia ser pior do que amar o filho do deus do mar, mas mesmo assim ela não podia lutar contra esse sentimento, mesmo que isso fosse contra todos os princípios lógicos de sua mente ela não conseguia mais reverter o fato dele já estar impregnado em seu coração e vida. Como conseguir lutar contra algo que destrói de dentro para fora? Perseu nunca lhe fez juras de amor, nem mesmo tiveram grandes momentos "românticos", mas ela continuava a achar que ele tinha ao menos algum sentimento por ela, amizade, quem sabe? Mas a forma como ele a olhou depois de descobrir que estava no controle do navio conseguiu deixar seu coração pesado. Ainda doía pensar na forma na qual ele professara seu amor pela Condessa. Como ele podia não ver que sua história com ela era impossível? Se sentia mal por estar naquele meio, diretamente ligada aos atentados contra Percy, mas aquilo, não era de fato, sua culpa. No primeiro momento ela achou que aquilo era simples acordo, nada demais, nunca imaginou que algo feito por sua família muito anos antes de nascer pudesse interferir tanto em sua vida.

Flashback...

Muitos anos antes de jovem Rachel Dare nascer, seus pais fizeram um importante acordo com um rei de um reino próximo à sua ilha. A ilha tinha proclamado sua independência, mas tinha ficado perdida no meio de um a crise econômica, os moradores não sabiam o que fazer para se manter, ao mesmo tempo que não tinham dinheiro para comprar suprimentos para abastecer a ilha. Foi então que o líder do movimento resolveu fazer um estranho acordo com o mais novo rei do reino que se libertaram. O Sr. Dare não sabia o que poderia oferecer para o rei, afinal a desistência dele na briga pelo controle da ilha fora o que lhes dera a independência de fato. Não tinha como pedir ajuda ao homem que confrontara, parecia algo impossível de fazer, mas o povo estava precisando de ajuda e ele não tinha mais a quem recorrer.

–O homem que me confrontou, agora quer minha atenção... Interessante. Quando meus homens disseram, não pude acreditar. -disse o rei Hermes quando entrou andando calmamente em sua sala do trono, onde um homem forte, de aparência singular que parecia estar morrendo de fome o esperava.

–Sei que talvez não mereça seu tempo, mas... -ele começou a falar, mas o rei o cortou.

–Mas você não tem escolha. -Disse o rei Hermes triunfante com um enorme sorriso no rosto.

–Exato. -Sr.Dare disse olhando para os pés, sabia que o rei sentia prazer em vencer e ver seus inimigos derrotados implorando por ajuda aos seus pés.

–Eu não esperava algo diferente, mas realmente achei que vocês teriam orgulho próprio e tentariam se manter por pelo menos um ano, mas estava enganado. -ele disse sentando em seu trono e olhando o homem ajoelhar-se aos seus pés.

–Eu lhe imploro. -disse o homem.

–Para sua sorte, meu caro, hoje estou de bom humor! -disse ele abrindo um falso sorriso. -Mas isso lhe custará algumas coisas. -disse o rei em um tom que deixaria qualquer um morrendo de medo.

–Do que estamos falando? -perguntou o Sr.Dare sentindo um frio percorrer a espinha pela forma que o rei falou aquelas palavras.

–De uma coisa que envolverá toda sua família... em várias gerações.

–Está me assustando. -disse ele fitando os olhos maldosos do rei.

Não fique, ainda. -ele disse sorrindo maleficamente.

–O que quer de nós? -perguntou ele um pouco assustado.

–Quero que sejam meus espiões e servos mais leais. -o rei tinha planos, mas contaria apenas quando aquele homem aceitasse sua proposta.

Com todo respeito, mas não tem pessoas treinadas para isso? -perguntou o Sr.Dare um pouco inseguro.

–Tenho, mas preciso de alguém comum, que não levante suspeitas. Preciso de camponeses como vocês! E isso requererá muitas pessoas envolvidas, sua família estará ligada ao meu reino.

–Até meus filhos? Assim que os tiver, claro. -disse o homem, pensou na conversa que tivera com a esposa na noite anterior, onde eles planejaram o futuro onde tinham muitos filhos que corriam pelo longo quintal da casa deles.

–Sim, promessas das futuras gerações são importantes. -disse o rei.

–Não me parece um bom acordo. -o homem disse ainda um pouco assustado, o rei parecia estra falando sério, mas não sabia se estava pronto para comprometer o resto de sua família.

–Ainda não acabou, jure trabalhar apenas para esse reino e eu o farei o homem mais rico daquela ilha, poderá ajudar o povo, poderá governá-los e terá poder! -disse o rei Hermes, os olhos do Sr. Dare brilharem, as palavras do rei rodavam a cabeça do homem. -Você aceita?

–Sim. -ele disse firme.

–Esta é uma ótima escolha. -disse o rei.

Fim do Flashback...

E agora Rachel estava demonstrando sua lealdade ao novo rei, Luke Castellan, que estranhamente conseguia ser mais maléfico que seu pai. Talvez seja mal de família. Mas dessa vez as ordens do rei estavam a atingindo cada vez mais, estava mesmo apaixonada por Percy, mas ele era o maior inimigo do futuro rei. O tempo em que o Capitão dos piratas passou em sua cada não passou de um plano de seus pais para que conquistassem a confiança do meio-sague, como se previssem que ele se tornaria uma ameaça.

O problema era que, ainda pequena, Rachel se descobriu apaixonada por ele e mesmo sabendo que estava impedida de estar com ele por causa de seu pai, ela não deixou de gostar daquele homem em nenhum momento. No final, seu amor por ele era tão proibido quando o dele pela Condessa Chase. Por mais estranho que pareça, todas aquelas que o amam estão destinadas a não ter um final feliz. Annabeth, Rachel e até mesmo a mãe de Percy, todas lutaram para protegê-lo e acabaram sofrendo por causa disso...

Pov: Annabeth.

Eu não sabia onde estava, ou para onde estávamos indo, só sabia que tínhamos que achar abrigo o mais rápido possível. Nico e Thalia eram ótimos companheiros, eram divertidos, leais e protetores, senti feliz por estar com eles, pessoas como eu, que mesmo diferentes, se juntaram por um mesmo objetivo: Derrubar Luke.

Depois de uma longa caminhada, achamos melhor sentar e descansar um pouco em uma área com algumas árvores. Nas primeiras horas do dia seguinte iriamos visitar a cidade e entender onde estávamos escondidos, mas naquele momento estávamos cansados demais para ir a qualquer outro lugar. Meus pés doíam, minhas roupas estavam em farrapos e eu sentia ainda a adrenalina pulsar em minhas veias, com meu coração tão acelerado que parecia sair pela boca. Meus companheiros não pareciam estar melhores que eu. Nico estava com um corte ensanguentado na testa e estava com as roupas cobertas de um sangue que ele garantira não ser dele. Thalia estava com um hematoma inchado no tornozelo e se arrastava pelas folhas seca da floresta escura. Estava cheia de arranhões, assim como eu.

Encontramos um lugar que pareceu-nos seguro, fizemos uma fogueira e sentamos o redor dela no interior da floresta. Não era seguro fazer fogo, mas fazia tanto frio que valia a pena o risco diante da possibilidade de morrermos de hipotermia. Nos embaralhamos de folhas secas e nos aconchegamos em raízes protuberantes da árvore, rezando para que nos aquecesse o suficiente para sobrevivemos a noite. O vento gelado cortava meu rosto como se uma centena de cacos de vidro estivessem se chocando contra minha face.

–Você não é de todo o mal. -diz Thalia se aquecendo próxima às labaredas dançantes. -O que estava fazendo com o Príncipe Luke?

–Não foi minha escolha... Cui prometida para ele quando menina -contei para ela, ela pareceu surpresa.

–Não é um destino muito agradável. -Nico comentou.

–Não, não é, mas eu não podia lutar contra ele. Meu pai escondeu do resto do reino que eu era meio-sangue, Luke e nenhum dos outros nobres sabe disso, por essa razão fui colocada para ser sua noiva... E com nosso casamento irá levá-lo ao trono de nosso reino... – eu apenas suspiro, incapaz de continuar.

–Não parece justo, lhe negaram uma escolha. – ela soa indignada. Fico feliz pela compaixão dela.

–Bom, isso mudou quando o reino foi invadido e fui sequestrada. – eu deixo escapar, porque quero falar de algo que implicasse em uma lembrança vagamente alegre. Eu detestara o sequestro, mas em decorrência dele eu havia conhecido Percy e, por conseguinte, eu tinha conhecido o afeto.

–Sequestrada? -perguntou Nico assustado, não podia culpá-lo, era um história e tanto, difícil de explicar.

–Os piratas, inimigos do reino, invadiram o palácio no dia de meu casamento para impedir que Luke chegasse ao trono, acabei sendo levada por eles. -contei dando os ombros, como se fosse a coisa mais normal do mundo. -Foi lá que conheci Percy... - tento conter um sorriso.

–É impressão minha, ou seus olhos brilharam agora? – Thalia provoca, como uma velha amiga faria diante de assuntos do coração.

–Pode até ser. -falei sentindo meu rosto corar fortemente.

–Você gosta dele. – conclui Nico sem expressão.

– Sim... – eu sussurro, mas sei que eles escutam.

–O amor é perigoso... Ainda mais no mundo meio-sangue, nunca sabemos se haverá um amanhã, muito menos se teremos tempo para ficar com quem amamos. -disse Nico com o olhar distante.

–Você perdeu alguém especial? -perguntei, mas em minha mente sabia que a resposta era positiva.

–Minha irmã. -ele respondeu, não consegui encontrar seus olhos, mas de alguma forma sabia que neles havia lágrimas.

–Sinto muito. -falei sinceramente.

–Tudo bem. Foi a muito tempo. -ele disse.

–Bianca era uma garota notável, faz falta, mas sei que está em um lugar melhor com seu pai, Nico. Ela merecia o Paraíso. Disse Thalia com um certo pesar, mas sua voz fora firma e parecia acalentar Nico com suas palavras. Ele pareceu melhor após sua fala.

–Esse é o maior defeito do amor: Você não sabe a pessoa amada estará com você no futuro. E quando a pessoa vai embora você apenas torce para que haja um modo de ela retornar. – ele diz e olha para Thalia, ela desvia de seus olhos fitando as poucas estrelas que iluminavam o céu, seus lábios tremem e eu não posso afirmar que seja devido ao frio.

–E mesmo assim nós acreditamos que vala a pena tentar. -disse eu um pouco desanimada depois de ouvir a história de Nico, mas querendo acreditar em minhas próprias palavras. Afrodite teria orgulho de mim

–É o que dizem. -ele diz ao se levantar -Eu vou caminhar um pouco, pegar um ar. -disse ele sem olhar para nós.

Logo eu e Thalia estávamos sozinhas.

–Ele sempre fica assim quando tocamos no nome dela. – Thalia comenta brincando com as folhas que a rodeavam. – Ela se foi há muito tempo, mas parece que ele sente sua perda todos os dias.

–Pensei que os filhos de Hades soubessem lidar com a morte.

–Lidar é fácil, aceitar... Aceitar é outra coisa, muito mais complicada. – e ao som daquelas palavras senti meus olhos pesados, Thalia estava cansada também, deitamos quase ao mesmo tempo e adormecemos pouco a pouco deitadas na relva e sob o céu estrelado. O vento feio nos dera uma trégua, permitindo que tentassem descansar por ora.


Notas Finais


Até logo


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