História Across the ocean - Capítulo 21


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atena, Charles "Charlie" Beckendorf, Connor Stoll, Frederick Chase, Grover Underwood, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Poseidon, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Zeus
Tags Annabeth Chase, Percabeth, Romance
Visualizações 313
Palavras 3.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura
Na capa: Thalia

Capítulo 21 - Entregue


Fanfic / Fanfiction Across the ocean - Capítulo 21 - Entregue

Pov: Percy.

O nascimento do sol naquele dia trazia-me um gosto amargo na boca. Era o dia em que os inúmeros anúncios e boatos indicavam que aconteceria a tão esperada cerimônia de casamento do Príncipe Luke com a Condessa, até então desaparecida, Annabeth Chase.

Eu podia muito bem dizer a todos que nossa ida até o reino de Luke neste dia seria apenas para que minha vingança tornasse-se um belo espetáculo, mas eles saberiam a verdade: eu iria até lá para confrontar Annabeth, perguntar como ela podia fazer isso comigo depois de tudo, mesmo que o meu "tudo" não representasse um longa série de fatos, para ser sincero. Meu "tudo", para qualquer um que o analisasse com calma, poderia muito bem ser chamado de "nada".

Mas eu estava disposto a confrontá-la do mesmo jeito, não podia aceitar que alguém como ela estivesse mesmo disposta a casar com um homem como Luke, não depois de tudo que ela o vira fazer, depois de saber do que ele é capaz de fazer para ter o que quer.

A mulher que iria se casar com meu maior inimigo não era a mesma que esteve em meu navio durante aqueles meses, que esteve ao meu lado, que tornou-se amiga da tripulação e que me dava motivos suficientes para continuar lutando. O que havia acontecido com ela? Estaria sendo obrigada? Não conseguia compreender suas ações, não era de seu feitio fazer coisas sem pensar, ainda mais tratando de decisões que afetaria em seu reino. Sendo assim, o que a fizera abandonar suas ideias sobre Luke e a deixar apta para um casamento que levaria o maior dos tiranos ao trono?

Talvez Rachel estivesse certa o tempo todo e ela não passasse de uma impostora, igual ao futuro marido e a todos da nobreza naquele reino. Talvez ela nunca tenha me amado da forma com eu a amo, mas tenho certeza de que ela sentiu alguma coisa por mim, é impossível que alguém possa fingir os sentimentos, pelo menos não tão bem ao ponto de me fazer acreditar. Os olhos são a janela da alma, os olhos não mentem. Eu acredito que seus olhos diziam que tudo o que tivemos representou alguma coisa para ela.

Eu estava mais uma vez olhando o horizonte, como se pudesse ver seu lindo rosto na paisagem à minha frente, eu podia sentir que estava chegando mais perto dela a cada segundo. Ordenei ao navio que fosse mais rápido, mas de tanto fazer aquela mesma ordem, meus poderem estavam ficando mais fracos assim como eu. Sabia que precisava descansar, mas a ansiedade não deixava-me dormir por nem sequer um segundo. Eu necessitava vê-la pelo menos uma vez antes que ela cometesse a loucura de dizer "sim" para Luke. Ouvi alguns passos vindos de trás, mas nem me dei ao trabalho de virar e verificar quem era, sabia que era Rachel, desde nossa conversa mais recente, na qual ela ouviu-me declarar meu amor à Annabeth e tentou mais uma vez me convencer de que era loucura continuar procurando por ela depois do anúncio do casamento.

–Você ainda pode desistir dessa loucura. -disse ela com a voz firme, mas que já trazia um tom cansado, ela já sabia que não podia mais me convencer.

–Por que ainda se dá o trabalho de tentar me fazer mudar de ideia? -perguntei ainda de costas.

–Porque eu me importo com você, Percy. -ela disse triste. -Mais do que você pode imaginar e mais do que merece. -ela disse suspirando.

–Rachel... Já falamos sobre isso... -sinto muito por tê-la magoado tanto, mas não há volta -Eu amo Annab...

–Não importa. -ela disse me cortando no meio da frase. -Você precisa me ouvir! Está levando todos nesse barco para a morte.

–Eu preciso falar com ela, preciso entender o que aconteceu! Ela não pode simplesmente ter decidido casar com ele de uma hora para a outra.

–Por favor, Percy... desista. -ela implorou.

–Não posso. -eu disse me virando. -Não consigo.

–Não diga que eu não tentei avisá-lo. -ela falou ressentida. -Você vai se lembrar das minhas palavras. Só que será tarde demais. -ela disse em tom grave, eu pude ver que seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas não sabia o motivo delas. Não pude dizer nada, ela deu-me as costas e foi embora tão rápido quanto apareceu.

Ao longe eu já podia ver o reino dela se aproximando, estava ainda um pouco embaçado pela névoa, mas já podia ver o enorme castelo, as vastas florestas e a bela praia surgindo devagar no horizonte.

–Falta pouco. -eu disse pensando alto, logo eu poderia estar com ela mais uma vez.

Antes disso...

Pov: Thalia.

–Alguém sabe onde estamos? -perguntei ao acordar. Nico e Annabeth estavam falando alguma coisa séria, eu podia ver pela expressão dos dois, caminhei na direção deles, logo que me viram pararam de falar rapidamente. -Estou atrapalhando alguma coisa? -perguntei irritada.

–Não, nada disso. -respondeu Annabeth. -É só que chegamos à uma triste conclusão.

–Do que está falando. -perguntei preocupada e percebendo sua expressão que beirava ao desespero.

–Achamos um lugar para nos esconder. -disse Nico.

–Desculpe, mas ainda não entendi onde querem chegar. -eu disse, aquele mistério todo estava me deixando irritada.

–Estamos me meu reino, Thalia. -disse Annabeth parecendo um pouco assustada. -E hoje, segundo Luke, é nosso casamento. Todos estão esperando uma grande cerimônia. – seu tom é sombrio.

–Mas você fugiu, ele não pode continuar com isso. -falei.

–É, mas Luke deve saber que estamos no reino, devem ter mandado procurá-la. Estamos mortos, devem vir milhares de guardas à nossa procura neste exato momento. – Nico diz olhando ao redor, como se eles já nos cercassem.

–E o que vamos fazer agora? -perguntei olhando para os lados, estávamos sem saída.

–Nós não. -disse Annabeth firme. – O que eu vou fazer.

–Do que está falando? -perguntei.

–Eles querem só a mim, vocês podem fugir, podem ganhar tempo! -ela disse tentando parecer confiante, mas eu podia ver que ela estava assustada.

–Nem pensar! -Disse Nico com raiva. -Não vamos largar você aqui! -ele disse e eu concordei.

–É a única saída, vocês podem sair, podem pedir ajuda... Isso não acaba aqui. -disse Annabeth.

–É loucura, além de você estar se arriscando demais, ainda colocará Luke no trono. - eu disse.

–Mas é aí que vocês entram! Ele é coroado, mas eu estarei no castelo e no comando junto a ele. O reino não estará perdido e podemos vencer! É só esperarmos um pouco mais, estarei do lado de vocês e poderei ser muito útil dentro do castelo. -ela disse animada, mas seus olhos demonstravam um tristeza incalculável.

–Mas e Percy? -perguntei, sabia que ele era seu ponto fraco.

–O que tem ele? -ela perguntou calma, mas pode ver que sua postura mudou radicalmente ao ouvir o nome dele.

–Ele encarará isso como traição. -disse Nico entendendo meu plano.

–Não me importo, é até melhor. Assim ele não virá atrás de mim e não correrá mais riscos. -ela disse olhando em nossos olhos, como se suplicasse para que não continuássemos com aquilo. – Eu não posso colocá-lo em perigo novamente.

–Você vai desistir dele? -perguntei.

–É preciso. Comigo ele tem mais chances de morrer. É melhor assim... tem que ser melhor assim... – ela suspira e eu suspeito que ela estava tentando convencer a si mesma.

–Annabeth... -Nico se preparou para argumentar, mas ela não o deixou terminar.

–Faça o que eu digo, por favor. Eu não posso mais perder ninguém. Se vocês agora, eu saberei que estão vivos que eu ainda temos chance! Vocês são a última esperança dos meio-sangues viverem livres. -ela disse com os olhos cheios de lágrimas, mas estava lutando para que elas não caíssem. – Eu finalmente entendi que a liberdade do nosso povo vai muito além de mim, da minha vida e de meus desejos. – ela respira fundo. – Por isso, minhas decisões pessoais devem ser tomadas em busca de um bem maior.

–Você é mesmo louca, filha de Atena. -disse Nico. Eu vi a forma com a qual ele a olhou naquele momento, exalando respeito e admiração. Encontro-me da mesma forma.

–Eu estou apenas protegendo quem amo. -ela disse tentando sorrir. Eu sabia que tínhamos perdido aquela discursão, de uma forma ou de outra, Annabeth estava certa. Precisávamos estar vivos e continuar a missão de derrubar Luke, com Annabeth nos ajudando teríamos mais chance. O que não significava que concordássemos com sua partida e que esta fosse menos dolorosa.

A verdade é que a condessa Chase tinha uma nobreza muito maior do que a vinha contido em seu título, mas exalava de seu caráter e vontade de lutar. Eu jamais poderia esperar esta atitude de alguém que cresceu sem precisar lutar fisicamente para permanecer vivo, mas ao observar as decisões da condessa eu percebi que talvez ela lutasse nas entrelinhas, utilizando estratégias e sempre encoberta por sua capacidade de guardar segredos. Além disso, sua vontade de lutar por todos e não apenas em seu nome era uma atitude que me era desconhecida. Os semideuses lutavam cada um por si, fora a tripulação de Jackson, nenhum outro meio-sangue jamais se posicionou em prol dos outros

–Se cuide, condessa. -eu disse puxando-a para um abraço inesperado para nós duas

–Eu vou ficar bem. -disse ela me abraçando. -Prometo.

–Você tem que ficar bem, Annabeth. -disse Nico indo abraçá-la. -Vamos voltar para buscá-la.

–Se disso, e estarei esperando por vocês. -ela respondeu limpando as lágrimas que agora desciam descontroladamente por seus olhos cinzas como uma tempestade.

–Nos veremos logo. -disse Nico para ela antes de irmos embora, Nico ia me puxando por saber que eu não tinha nenhuma vontade de deixa-la se entregar para o homem que quer nos ver todos mortos, mas eu confiava que sua esperteza a mantivesse viva até voltarmos para resgatá-la. Olhei por cima do ombro algumas vezes, Annabeth agora caminhava em direção às grandes construções do reino, agora, de madrugada, o céu estava mais claro e eu podia ver que um enorme palácio se erguia na direção para onde Annabeth seguia, ela estava voltando para o lugar que um dia chamou de "lar".

–Vai dar tudo certo. -sussurrou Nico para mim. -Ela ficará bem.

–O que vamos fazer agora? -perguntei para ele limpando algumas lágrimas, praticamente corríamos na floresta.

–Vamos atrás de um barco e vamos achar pessoas que estejam, dispostas a lutar conosco contra Luke. -ele respondeu um pouco ofegante, mal tínhamos descansado e já tínhamos que fugir outra vez.

–Eu conheço pessoas que podem nos ajudar.

–Quem? -perguntou interessado e diminuindo o ritmo.

–Os piratas! Annabeth estava com eles, eles sabem do que Luke é capaz, devem querer sua morte tanto quanto nós. -falei olhando em seus olhos negros, não pude deixar de notar que eles brilhavam.

–Annabeth não queria colocar Percy nesta batalha. -ele disse, mesmo eu sabendo que estava disposto à pedir ajuda a eles.

–Acha mesmo que ele não está atrás dela?

–Tudo bem. -ele disse por fim depois de pensar um pouco, sabia que não podia argumentar comigo. -Chamaremos os piratas.

–Acho que não precisamos chamá-los. Eles devem estar bem perto. -falei confiante. -devemos apenas parar em um lugar seguro. -falei dando um sorriso fraco, de confiança.

–E nos manter vivos. -ele disse piscando de um lado.

–Dessa vez, Luke está acabado -eu disse por fim, antes de sairmos andando atrás de um bom lugar para esperar nossos futuros aliados.

Pov: Annabeth.

O que eu estava fazendo era uma completa loucura, tinha certeza, mas arriscar a vida de Thalia e Nico não seria um preço alto demais para pagar, eu já havia perdido o amor da minha vida, meus amigos tinham que sobreviver. Eu ainda desejava acordar de um longo pesadelo, mas depois de tanto tempo, a ideia de que ainda pudesse estar sonhando começava a me parecer bem engraçada. Tudo o que estava acontecendo parecia ter um único objetivo: me destruir.

Seria mais fácil se eu não tivesse me apaixonado, seria mais fácil se eu não tivesse me apegado tanto às pessoas que conheci... Mas sem elas eu nunca teria descoberto o quanto a vida pode ser bonita e valer à pena. Agora, sinto mais uma vez a dor de dizer adeus a quem amo. Meus amigos seguem para a direção contrária, sei que poderiam não lembrar mais de mim, mas acredito que eles ainda possam promover a revolução e tirar Luke do poder, mas não tenho certeza se poderei acompanhá-los nessa jornada, afinal, não tenho certeza se Luke me deixará viver tanto tempo.

Só lhe serei útil até o casamento, depois dele, depois de sua coroação oficial, nada o impedirá de me matar e fingir que toda essa história de sequestro e resgate não passou de uma de suas grandes aventuras, que acabou resultando na morte de sua jovem esposa. Era até uma ótima mentira, ele se sairia bem, ninguém questionaria minha morte repentina se ele decidisse realizá-la. As circunstâncias estavam mesmo contra mim.

Era de madrugada, três ou quatro da manhã, esperava chegar ao castelo antes do amanhecer, podia facilitar as coisas para Luke e tirar sua atenção de meus amigos assim como sua obsessão por Percy, acho que ele não sabe que o capitão sobreviveu, o que nós dá certa vantagem, mas não retira o perigo. O espião ainda deve estar no navio e a qualquer momento pode avisá-lo, mas depois do casamento ele estará ocupado demais para persegui-lo do jeito que fazia antes, eles têm melhor chance de sobreviver e escapar. Mas isso só acontecerá se eu me entregar agora, se fizer o que fui criada para realizar. Meu pai e minha madrasta deverão estar no casamento, aplaudindo de pé minha entrada triunfal para o casamento, orgulhosos por me verem fazer, pela primeira vez, algo que eles consideram certo.

Andei por muito tempo, o dia já havia amanhecido e eu estava cansada demais até para pensar, mas continuava seguindo em frente, tinha de chegar antes de achassem Thalia e Nico, tinha de mostrar para Luke que ele logo poderia colocar a coroa e se chamar de rei. Faltava pouco, muito pouco... Uma estranha felicidade já estava me atingindo, ao menos estarei sendo bem tratada, eles não podem tentar nada contra mim antes do casamento. Finalmente estava a poucos metros da entrada do palácio, ele continuava o mesmo, mas agora, ao seu redor, pessoas estavam paradas segurando cestas de flores e várias outras coisas que serviriam para a decoração do casamento, o reino todo estava esperando para ver se o grande evento finalmente se realizasse.

Estavam apenas esperando que Luke me "salvasse" e desse as ordens para que a cerimônia aconteça. Os guardas me olharam por um segundo e achei que eles viessem perguntar o que uma moça suja e cansada estava fazendo por aquelas bandas, mas eles não se mexeram apenas fizeram sinais um para os outros, como se dissessem "fiquem de olho nela". Não me importei, continuei andando até chegar nos grandes portões onde um os homens mais fiéis de Luke estava conversando com um guarda. Ethan Nakamura, o homem que quase matara Percy. Quando me viu, ele parou a conversa com o guarda e foi ao meu encontro.

–Condessa Chase, é uma honra tê-la conosco. -disse com um sorriso falso no rosto. -Achamos que não iria comparecer. -disse deixando claro sua ironia.

–Como poderia perder meu casamento -perguntei eentrando no jogo.

–Parece que lembrou quem realmente é. -ele comentou.

–Não temos tempo para isso, Nakamura. -eu disse firme. -Diga a Luke que o casamento acontecerá realmente e que não precisa mais me procurar. Hoje ele chegará ao trono. -eu disse e Nakamura pareceu um pouco surpreso pela naturalidade em que disse aquilo, tanto que permaneceu onde estava. -O que está esperando? -perguntei irritada, do jeito que via as mulheres da realeza falarem com seus criados, não me importava em estar sendo mesquinha com ele, afinal ele tentara matar o homem que amo e trabalhava para o mais tirano de todos os príncipes, não merecia que minha educação fosse levada a serio.

–Como desejar. -ele disse antes de sair da minha frente e ir procurar Luke.

Pouco depois eu estava sendo tratada novamente como uma Condessa. Todos me bajulando e tratando como se já fosse a nova rainha, era o mínimo que podiam fazer. Naquele dia, me arrumei como antes não fazia, comi uma das mais fartas refeições e trajei um dos vestidos mais bonitos que já vira na vida. Passei boa parte do tempo em um quarto que era usado ara receber hóspedes, esperava pela visita de Luke, que não tardou a acontecer.

–Você não pode imaginar o quanto fiquei alegre ao descobrir que minha linda noiva estava de volta! -disse Luke ao entrar, sem nem ao menos bater na porta, em meu quarto.

–Não precisamos desse teatro todo, Luke. -eu disse friamente.

–Ora, mas é ele quem deixa as coisas mais divertidas, minha cara. -ele disse. -Temos que começar a fingir agora, não podemos mostrar ao povo sua expressão de ódio ao me ver, para eles, você vive um conto de fadas. -ele disse rindo e se sentando na cama.

–Não tenho culpa da desinformação deles, em nenhum momento neguei que esse casamento era arranjado. -respondi.

–Deixe-os pensar assim, a história fica bem mais interessante, não acha? -ele, perguntou sorrindo. Preferi não responder. -Vamos, Annabeth. Não pode negar que sua vida só tende a melhorar. -ele disse seriamente. -Está de volta ao seu reino, é adorada por todos, terá uma vida de rainha e ainda poderá governar ao meu lado e terá poder! -ele disse, me surpreendi por descobri que estava em seus planos me deixar viva por mais um tempo.

–Poder não é tudo, Luke. -respondi em tom baixo.

–Você ainda não o experimentou. -ele contestou. -Mas logo descobrirá os benefícios de sua decisão.

"Benefícios?", pensei, que benefícios poderia ter deixar meu verdadeiro amor pensar que sou uma traidora e conviver com o fato de que meus amigos podem morrer à qualquer momento.

–Estou casando com você, isso já basta. -respondi.

–Se você prefere ver isto como um sacrifício, fique a vontade. Mas pense bem antes de tornar sua vida de casada insuportável, você poderia muito bem aproveitar do jeito certo.

–Deixo essa parte para você. -falei indo até a janela que dava para a paisagem do reino.

–O quanto antes se conformar com o fim de seu estúpido envolvimento com pirata será melhor, Annabeth. -ele disse com raiva. -Deixe de agir como idiota e aceite isso de uma vez. Você será minha mulher agora, está sob o meu comando e fará tudo o que eu mandar. -ele disse pegando meu braço e me fazendo olhar em seus olhos azuis. -Não pense que escapará dos seus deveres de esposa! Há um motivo para eu quere-la viva. -ele disse com malícia. Seu olhar sobre mim me causou arrepios, de medo, é claro.

–Prefiro que mate-me, então. -eu disse. -Logo depois de nos casarmos.

–Não... -ele riu e foi até meu ouvido. -Isso seria muito fácil... Eu prefiro torturar você lentamente, fazê-la minha.

–Eu nunca serei sua.

–Veremos. -ele disse beijando meu pescoço fazendo-me sentir nojo dele. -Espere por nossa noite de núpcias.

E assim ele me deixou totalmente assustada no quarto, antes de sair completamente pela porta, ele virou e disse por cima do ombro musculoso: -Até nosso casamento, querida.

–Sinto muito, Percy... -eu sussurrei para mim mesma antes de ver Luke bater a porta, já imaginando o que será de mim assim que a noite chegar.


Notas Finais


Até logo


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