História Across the ocean - Capítulo 22


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atena, Charles "Charlie" Beckendorf, Connor Stoll, Frederick Chase, Grover Underwood, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Poseidon, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Zeus
Tags Annabeth Chase, Percabeth, Romance
Visualizações 144
Palavras 1.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 22 - Os preparativos


Fanfic / Fanfiction Across the ocean - Capítulo 22 - Os preparativos

...

Pov: Annabeth.

–Você vai ser a noiva mais bonita que esse reino já viu, Annabeth! -disse minha não tão querida madrasta ao chegar animada em meu quarto, pude vê-la chegar pelo reflexo do espelho no qual eu estava na frente fitando a imagem que minha pessoa projetava nele, eu via uma mulher, jovem, loira com um longo vestido de noiva, muito bonito e com os cabelos bem arrumados em cachos perfeitos.

Apesar de bela, a moça refletida parece triste, na verdade, parece arrasada. Até então meu sacrifício estava sendo até suportável, mas com sua chegada, passei a sentir uma grande vontade de me jogar da janela do quarto. Eu estava em cima de um pequeno palco onde estava sendo arrumada por várias moças que trabalhavam no castelo, elas davam os últimos retoques em meu vestido de noiva. Desta vez meu vestido de noiva era bem mais pomposo e luxuoso. Tomara que caia na frente e com uma longa saia que tocava o chão e se arrastava por onde eu passava: lindo.

Logo que o coloquei imaginei o quanto seria difícil passar uma temporada no navio pirata com ele, dificilmente permitiria minha locomoção. O pensamento me fez rir por um segundo, eu sentia tanta falta de Percy e dos outros piratas que chegava a doer no peito. Eu estava perdida em pensamentos, mal percebi quando a mulher trajando um vestido vermelho se aproximou com um sorriso afetado.

–Obrigada. -respondi me virar para ela. Não gostava de olhar em seus olhos, pois sempre via neles o desprezo com o qual ela me encarava.

–Estou tão emocionada por você estar na cerimônia! Todos estávamos muito preocupados com você, querida. -ela disse num tom óbvio de sarcasmo.

–Vocês podem ir. -disse as moças que terminavam de abotoar o vestido e me adornar com joias caríssimas

–Sim senhora. -disseram em uníssono antes de sair e me deixar sozinha com minha madrasta.

–O que veio fazer aqui?-perguntei depois que os passos das moças se afastaram do quarto.

–Nossa, quanto hostilidade! Estava apenas aqui para falar com você um pouco, sabe? Dar apoio a minha enteada que finalmente vai fazer algo que preste. -ela disse enquanto surrupiava alguns morangos da bandeja que havia sido enviada por algum nobre como um presente à noiva.

–Não precisamos disso, nada mudou entre nós, de verdade. -eu disse revirando os olhos, não gostava de falar com ela, nunca formos amigas e nem mesmo gostava de sua companhia, ela sempre deixou bem claro que minha presença só era necessária enquanto houvesse um papel para mim no reino. Principalmente se minhas atribuições garantissem a manutenção da fortuna de nossa família.

–Se você prefere assim. -ela disse dando os ombros. -Só vim aqui mesmo avisar que seu pai está orgulhoso de você. Até mesmo eu estou orgulhosa, pois achei realmente que não voltaria para o casamento. -a olhei com uma dúvida nos olhos. Ela pareceu entender minha pergunta mental. -É claro que sei que você estava fugindo de Luke, mas quem pode culpá-la? Eu já conheci um pirata quando era mais jovem, sei o quanto eles podem ser encantadores. -ela disse dando um suspiro malicioso -Que bom que tomou a decisão certa, Annabeth. Anos cuidando de você serviram para alguma coisa, afinal.

–Não me venha com essa. -eu disse com raiva. -Você não tem o direito de vir aqui e dizer que "cuidou" de mim esse tempo todo. Você e meu pai sempre me odiaram e você sabe muito bem o porquê! -eu falei com raiva, descendo do banquinho.

–Não seja mal agradecida! -ela disse empinando seu nariz, assim como fez a vida todo perto de meu pai.

–Mal agradecida? Para isso eu deveria ter algo para agradecer. -eu disse com raiva, aquilo não estava me fazendo bem.

–Nunca deduramos você, nunca dizemos qual sua origem... É por isso que você deveria nos agradecer!

–Faça o favor de sair daqui! Estou prestes a fazer o que vocês me criaram para fazer: casar com o príncipe! Ponto final. Vocês venceram. Agora saia daqui, agora! -gritei autoritária, mas a voz daquela mulher na minha cabeça, só queria ficar um pouco sozinha.

–Já estou indo, mas lembre-se de uma coisa: Você não pode mudar de ideia agora, querida. Não ouse fazer nada para estragar esse casamento, ou então...

–Ou o quê? Nada que você possa fazer vai m÷ assustar. Será que não percebe? -eu disse. Eu já tinha visto tanta coisas tenebrosas que nem mesmo a morte parecia ser mesmo tão perigosa.

–Que seja. Meu recado está dado, minha querida. Apenas pense nisso. -ela disse em tom de mistério, andou graciosamente até a porta sem, nem por um minuto, parar de me fuzilar com os olhos.

-Escute aqui uma coisa. – eu disse me aproximando dela com meu melhor tom e olhar de autoridade. – Esta é a última que vez que permito que fale comigo desta forma, sua mulherzinha medíocre. – eu ri com escárnio. – Da próxima vez que nos encontrarmos, se é que nos veremos novamente, você estará se dirigindo à sua rainha. – ela recuou dois passos com pernas trêmulas. – Não pense nem por um segundo que eu hesitaria em mandá-la para forca ou mantê-la em nossas masmorras só porque és casada com meu pai. – eu ri de sua expressão assustada e desespero. – Agora, minha querida, saia deste quarto imediatamente e não me importune mais! – eu grito e ela engole a seco.

Minha madrasta concorda em silêncio e me dá as costas de forma desajeitada. Eu me aproveito da situação e a chamo mais uma vez lembrando-lhe que jamais deve dar às costas à sua majestade. Ela me olha incrédula e eu exijo que ela faça uma reverência e se retire sem me dar as coisas. Eu me deleito em vê-la abaixar quase até o chão em sua reverência e chego a rir de sua tentativa de andar para trás equilibrando-se em seus saltos.

Eu gosto da sensação de poder que a posição de rainha me confere. Eu sei que estou errada em exigir a submissão de alguém por minha condição, mas eu sinto apenas que estou cobrando uma vida inteira de humilhações. Eu não sou igual meu noivo e nunca serei. Preciso lembrar de nunca me deixar tomar pela maldade de ocupar uma posição elevada

Logo eu estava sozinha novamente, caminhei com dificuldade por causa do vestido até um divã que ficava em um canto do quarto. Sentei-me cansada, ainda não estava conformada com meu casamento com Luke, mas sabia que aquele era a última chance de salvar meus amigos, Percy e também meu povo. Mas isso não me fazia ter menos temor sobre este casamento e da noite que seguiria logo após a cerimônia.

Não queria me entregar a Luke, ele não é o homem que desejo e nem nunca será, não sei como suportar a ideia daquele homem me tocando. A pior parte de toda aquela arrumação antes do casamento foi o momento em que fui obrigada a vestir a roupa íntima que teria de usar para Luke nesta noite, roupa que ele mesmo fizera questão de comprar para mim.

–Eu queria poder me casar com você, Percy. -eu disse olhando para o nada. Meu coração doía ao pensar nele, ao pensar que não podíamos ficar juntos e que havia uma grande possibilidade de nunca mais nos vermos.

Devia ser proibido ficar sem aqueles que amamos. De que adianta amar e este amor padecer diante das vicissitudes externas.

–Tenho de dizer, você está realmente linda, Annabeth. -disse Luke na entrada do quarto.

–O que você faz aqui? -perguntei.

–Você é minha noiva, tenho o direito de vê-la. -ele respondeu friamente.

–Dizem que dá azar ver a noiva antes do casamento. -falei olhando para ele, estava vestido com sua roupa real e oficial de príncipe, muito bonita, era de uma cor vermelha com o sangue, que me lembrava bastante da vez em que ele se revestira do sangue de minha melhor amiga, Silena. Por cima usava uma faixa azul e várias medalhas, sua coroa de príncipe que logo seria trocada pela de rei.

–Não preciso de sorte ou azar, tenho tudo o que quero.

–Deve estar muito satisfeito, então.

– Só vim aqui trazer-lhe um tiara de princesa, combina com o vestido e é usada sempre que temos um casamento na família real, minha mãe a usou também. -ele disse levando uma caixa até onde eu estava, ele a abriu e me mostrou a linda tiara que estava lá dentro, era toda de brilhantes e com algumas pedras coloridas perfeitas que enfeitavam belamente a tiara.

–Não posso aceitar. É algo de família, não posso usá-lo ainda mais sabendo que este casamento é arranjado. -falei friamente.

–Não precisa ter o sentimento verdadeiro. Apenas use-a, ou então isso resultará em diversas perguntas que não tenho paciência para responder. -ele disse do jeito Luke de ser.

–Como queira, sua alteza. -Luke se aproximou e colocou a bela tiara em minha cabeça.

–Agora está pronta para o casamento. -ele disse tentando sorrir. -Veja se melhora essa sua cara, está parecendo que vai a um enterro e não ao seu casamento.

–Diga-me, Luke. Depois de tanta coisa, qual é a diferença entre os dois? -perguntei olhando em seus olhos.

–Não temos tempo para isso, você está aqui e irá casar-se comigo custe o que custar. -ele disse sério, mas sem se alterar.

–Nada irá atrapalhar, pode ter certeza. -falei.

–Eu tenho, porque você vai me ajudar. – ele sorria com malícia.

–Do que está falando? -perguntei confusa.

–Seus amigos piratas estão vindo, meu espião avisou-me. -ouvir isso me deixou muito assustada, lembrou-me que o espião ainda podia fazer algum mal a Percy.

–Eu... -não tinha o que falar me contive antes de terminar a frase.

–Eles estão aqui para buscá-la, mas você não irá partir com eles outra vez, minha cara. Não tem condições de fugir. -antes que pudesse contestar sua alegação ele continuou. -Ainda posso dar ordens para matá-lo, o filho de Poseidon não terá poder em minhas terras, meus guardas matarão a tripulação antes mesmo de conseguirem se defender. Se você tentar sair deste castelo e abandonar a cerimonia, você me verá matar o homem que ama na sua frente, como fiz a Silena. -ele disse desafiador. -Você não tem saída, minha condessa, aceite isso.

–Eu não farei nada. -Busco manter minha voz firme. -Se cumprir com sua promessa de não fazer nada contra ele.

–Eu não irei feri-lo, pois você o fará, por mim -olhei para ele preocupada. Ele continuou se divertindo com minha expressão. -Ele virá aqui e eu o deixarei entrar, mas quando ele chegar você pessoalmente dirá para ele que quer se casar comigo e que já o esqueceu. Quebre o coração dele e o faça ir embora e desistir de você, querida. -disse passando a mão em meu rosto, afastei seu toque.

–Não...não posso... -minha voz falhou

–Pode e vai fazer! -ele disse. -Pode lidar com as consequências? Matar o homem que ama não é algo muito bom para levar na memória, não acha?

–Você é um monstro! -gritei.

–Um monstro que faz o que quer e de quem você não vai querer despertar a ira.



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