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História Across the Street - JJK - Capítulo 4


Escrita por: CandyRuhl

Capítulo 4 - Three


Fanfic / Fanfiction Across the Street - JJK - Capítulo 4 - Three

Anteriormente...
 

— Emilia, vem ver quem chegou! — Falou alto e eu me aproximei mais ainda, apresentando uma leve taquicardia quando pude, finalmente, ver o rosto de quem tanto conversava com a minha mãe. Diante de mim estava ninguém menos, ninguém mais do que Jeon Jungkook, a me olhar com seus olhos meigos e com seu lindo sorriso nos lábios. Contudo, o rapaz, que tinha um visual despojado e leve naquela tarde, não estava sozinho; junto à ele havia uma loira alta, de pernas compridas e cintura fina, tão linda que não me surpreenderia se me dissessem que ela era uma modelo da Victoria's Secret.

— Olá, boa tarde. — Sorri.

— Boa tarde! — Jungkook e a garota responderam juntos. — Essa daqui é Melissa, minha namorada. — O jovem continuou, apresentando a figura feminina ao seu lado e só então percebi que essa era a mesma moça que eu havia visto no outro dia em frente à casa do rapaz.

Agora tudo fazia sentido.
 

Retomando...

 

— Prazer em conhecê-la. — Respondi tentando não transparecer o pequeno desconforto que senti ao ouvi-lo falar a palavra namorada ao se referir àquela mulher.

 

— O prazer é meu. — Ela disse. — Alguém sabe me dizer aonde fica o banheiro?

 

— Acredito que seja seguindo naquele corredor. Vi umas pessoas por ali, então... — Falei indicando a direção, o que fez a loira agradecer e se dirigir ao local logo em seguida.

 

— Vou procurar o Jin para trazê-lo aqui. Já volto. — Minha mãe disse e saiu, deixando Jungkook e eu sozinhos.

 

— Não sabia que era fisioterapeuta. — Ele iniciou, quebrando o silêncio. — Parece ser tão novinha... pensei que havia acabado de sair do ensino médio. — Riu.

 

— Nossa! Vou encarar isso como um elogio. — Ri junto. — Na verdade, eu sou quase fisioterapeuta. Estou na reta final do curso. — Mais uma vez o silêncio foi instaurado entre nós. Ele parecia ser tímido, e eu, por mais que não me considerasse uma pessoa quieta, ainda ficava nervosa em sua presença. — Faz tempo que você e a Melissa chegaram?

 

— Já fazem uns bons minutos, sim. Te vi assim que chegamos, mas como você estava ocupada atendendo, resolvi não atrapalhar. Foi então que sua mãe nos avistou e veio conversar conosco. — Respondeu.

 

— Ah... entendi. Vocês vão para as piscinas? Se forem, podemos ir todos juntos. — Sugeri.

 

— Não, não. Eu até gostaria, mas a Mel não curte muito, então, vou ficar fazendo companhia para ela. — Respondeu de forma desanimada, fazendo-me sentir pena pois ele parecia querer se divertir um pouco.

 

— Hum... tudo bem, então. — Murmurei e pude observar minha mãe acompanhada do Jin, vindo em nossa direção. — Olha só quem vem vindo aí. — Sorri. — Jungkook, este daqui é o meu tio Seokjin, ou apenas Jin. Jin, este é o meu vizinho Jeon Jungkook. — Os dois se cumprimentaram.

 

— Seokjin? — Indagou Jungkook. — Tenho quase certeza que esse nome é de origem coreana. — Jin sorriu.

 

— Acertou em cheio. Meus pais biológicos eram sul-coreanos.

 

— Sério? Eu também sou. Acho que dá para perceber pelo meu inglês que não sou nativo. Mesmo vivendo na América há vários anos ainda tenho um pouco de sotaque. — O moreno disse com empolgação.

 

No final das contas, Jin e Jungkook tinham mais em comum do que eu imaginava; os dois logo engataram uma conversa sobre a Coreia do Sul, depois sobre o projeto social do meu tio, sobre times de futebol americano e por aí foi. Acabou que minha mãe e Melissa começaram a dialogar sobre assuntos aleatórios quando a garota voltou do banheiro e eu me vi boiando em meio àquela situação toda. Foi assim que pedi licença e me retirei do local, indo em direção ao banheiro para vestir minha roupa de banho, visto que não esperaria mais um minuto sequer para dar uns bons mergulhos e me divertir em alguns dos brinquedos que haviam naquele clube — e sim, eu sou uma jovem de vinte e dois anos que é louca por piscina, parque-aquático e praia. Não me julguem.

Voltei do banheiro vestida num maiô e short jeans, e fui em direção à rodinha de conversa na qual eu estava momentos antes de sair para trocar de roupa. Chegando lá, percebi que a namorada de Jungkook já não estava mais no local, o que me deixou um tanto intrigada.

 

— Toma, mãe. — Voltei a entregar minha bolsa às mãos da minha progenitora. Não dava para ficar carregando aquela bolsa de uma piscina para outra, né? — Cadê a Melissa? Ela estava aqui antes de eu sair.

 

— Ela precisou dar uma saidinha para resolver umas coisas do trabalho. Daqui a pouco está de volta. — Minha mãe falou e eu pude perceber um ar de desgosto no semblante de Jungkook. O que estava acontecendo ali?

 

— Ah... entendi. Tudo bem. Acho que já vou indo. — Apontei para uma piscina que havia perto do local, despedindo-me dos demais.

 

Eu já estava prestes a pular naquela piscina enorme quando ouço um pigarrear ao meu lado. Virei o rosto e só então pude perceber um homem de cerca de quarenta anos, vestido num uniforme do aquapark  e olhando para mim.

 

— Pois não? — Indaguei.

 

— Desculpe, senhorita, mas é proibido entrar de jeans nas piscinas. — Disse ele de forma simplista.

 

— Como? — Encarei-o. — Eu só trouxe este short. Não tenho mais nada para me cobrir.

 

— Eu sinto muito, mas jeans é proibido. — Ele reafirmou e eu apenas disse um “tudo bem” em conformação antes que o mais velho se afastasse de mim. Mas que droga! O que eu iria fazer agora? Não havia levado nenhuma roupa extra que não fosse jeans. Sendo assim, só me restava escolher entre duas opções: permanecer vestida e não entrar na tão almejada piscina, ou deixar o short de lado e, literalmente, me jogar, mesmo que isso implicasse em exibir o meu super e desnecessariamente cavado maiô.

 

Dane-se! Quem quiser olhar, que olhe. Não vou me privar por causa da droga da vergonha ou falso pudor.

 

 E foi com esse pensamento que desabotoei o botão, abri o zíper e me livrei do tecido que cobria meu quadril, sentindo alguns olhares próximos fuzilarem meu corpo de uma forma nada discreta. Fazer o quê, né?

 

...

 

Eu estaria mentindo se dissesse que aqueles segundos antes de adentrar na água não foram os mais constrangedores já vividos por mim até então, porém, tudo estava sob controle até eu notar um par de olhos específico sobre mim. Por causa da brilhante ideia de me virar e olhar para trás, dei de cara com os olhos fixos do meu belo vizinho sobre mim, só perdendo seu foco quando o moreno percebeu que eu também o encarava; não precisei de espelho para saber que eu estava com o rosto vermelho, queimando de vergonha.

Como se não bastasse o constrangimento de saber que havia um cara super gato me analisando, ainda tive que ouvir um dos comentários nada discreto de Seokjin:

 

— Emilia! Não sabia que você havia evoluído tanto de uns anos para cá. Será que as rações de cachorro que você comia escondido da mamãe vieram fazer efeito só agora? — Berrou o meu querido tio/irmão enquanto movimentava as mãos no ar de forma a desenhar uma silhueta curvilínea, chamando a atenção de quem estava próximo. Todos aqueles olhares me deixaram tão desconcertada que por um momento esqueci que estava na beira da piscina e, ao tentar dar passos para trás, acabei não encontrando mais o chão, praticamente despencando dentro d’água. Definitivamente eu não passei desapercebida por ninguém dali.

Fiquei tão envergonhada pelo o que tinha acontecido que quando pus a cabeça para fora da água, apenas exclamei que estava bem e logo nadei para longe dali.

 

Meu Deus, por que esse tipo de coisa acontece comigo?

 

Por incrível que pareça, o que mais havia me deixado envergonhada e com vontade de cavar um buraco para enfiar minha cabeça havia sido o fato de Jungkook ter assistido toda aquela cena de camarote, embora minha última lembrança dele seja a de seus olhos arregalados mirando algum lugar qualquer enquanto comprimia os lábios, notoriamente constrangido por ter sido pego no flagra me observando, contudo, o maior problema nisso tudo era a importância que eu estava dando a tudo o que vinha da parte dele. Embora tenha dito antes que não iria mais dar atenção aos sentimentos platônicos e irracionais que nutria pelo meu vizinho, era óbvio que isso não estava acontecendo, tanto a forma que eu havia ficado na piscina por causa dele quanto o desconforto que tive ao vê-lo com a tal Melissa provaram que aquele homem ainda mexia com as minhas estruturas. Pelo visto, terei que investir mais tempo e energia para que o moreno de olhos fofos passe a não me afetar mais.

 

...

 

Tendo em vista que quando resolvi encerrar minhas atividades nas piscinas e brinquedos do clube Jungkook já havia ido embora — deixando-me um pouco desapontada por não poder mais vê-lo nem conversar consigo naquele dia, mas ao mesmo tempo aliviada por não precisar encará-lo após todo aquele papelão que eu havia protagonizado —, voltei a vê-lo apenas dias depois pela manhã enquanto ele saia de casa, entretanto, o jovem não notou os olhares vindos da janela do meu quarto, visto que parecia estar apressado demais para fazer qualquer coisa que não tivesse relação com ligar seu carro e ir embora. Enfim, tudo em minha pacata vida permaneceu seguindo seu fluxo normal.

Eu havia acabado de chegar em casa após mais uma tarde de estágio, quando meu celular vibrou anunciando a chegada de mensagens da Nichole, minha melhor amiga.

 

Mensagem on

 

[18:26 p.m] NICKI: Já tá em casa??????                                                                                                               

[18:27 p.m] EMILIA GRAHAM: Acabei de chegar. Pq? 

[18:27 p.m] NICKI: Tenho um babado pra te contar                                                                                          

[18:27 p.m] NICKI: Me liga assim que puder                                                                                                         

[18:27 p.m] EMILIA GRAHAM: Ok. Vou só tomar um banho e já te ligo.                                       

[18:28 p.m] NICKI: Certo. Rápido!!!! To ansiosa                                                                                                 

 

Mensagem off

 

Aquelas mensagens me deixaram tão curiosa que não perdi tempo ao entrar dentro de casa: corri até as escadas, não demorando muito até chegar ao meu banheiro, onde tomei um banho bem relaxante. Coloquei uma playlist aleatória do Spotify e me permiti desfrutar daqueles minutos isolada do restante do mundo, interrompendo o som apenas depois de vestida num confortável conjuntinho de dormir.

 

— Amém! Pensei que só ligaria de meia noite. — Disse Nichole assim que atendeu à minha ligação. — Secou a caixa d’água, hein, Emilia?

 

— Ha ha ha. Oi para você também. — Respondi. — Agora me fala que babado é esse porque até eu fiquei ansiosa para saber.

 

— Garota, nem te conto. — Ela respirou fundo e começou a falar. — Semana passada meu supervisor do estágio me comunicou que eu iria acompanhar o caso de uma senhora que foi operada do joelho e que agora precisa de fisioterapia para a recuperação. Pois bem, eu estava lá no consultório esperando ela chegar para examiná-la e dizer quais seriam os procedimentos a serem feitos, quando a bendita mulher chegou, mas não chegou sozinha, acompanhando ela estava o seu fucking handsome neto. Emy, eu quase caí para trás quando vi aquele homem.

 

— Eita! E aí, o que aconteceu? — Perguntei enquanto procurava uma toalha limpa para secar meus cabelos.

 

— Nada.

 

— Mentira que o ultra babado era esse, Nichole.

 

— Calma. Deixa eu terminar. — Reclamou. — Continuando... eles entraram e eu tentei ao máximo não deixar transparecer o quanto aquele gostoso me deixou impactada; examinei a senhora, conversei com eles dois sobre a o que há de ser feito durante as nossas sessões, enfim, fiz tudo direitinho e marquei o nosso primeiro atendimento para o outro dia. Chegando hoje, ela retornou para a primeira sessão, novamente acompanhada do neto, mas desta vez o cretino não parou de me olhar. A princípio, pensei que ele estava apenas querendo se certificar de que eu sabia o que estava fazendo, até porque você sabe o quanto as pessoas são descrentes com relação aos estagiários, porém, depois de um tempo, percebi que o cara estava realmente me encarando, tipo flertando mesmo, o que me deixou simplesmente sem reação. — Comecei a rir ao imaginar a cena. — Não ri, Emilia!

 

— Tá, tá. Desculpa. Agora prossiga.

 

— Eu não esperava por aquilo. De verdade eu não esperava, então, passei a fingir que nada estava acontecendo, até mesmo para que não chegue aos ouvidos do meu supervisor que eu estou agindo de forma antiprofissional com os meus pacientes, por isso continuei os procedimentos normalmente. Porém, ao final do atendimento, aquela tentação em forma de gente teve a audácia de olhar para mim e pedir meu número. — Gargalhei. — EMY! JÁ FALEI PARA NÃO RIR. EU FIQUEI NERVOSA, CARAMBA. — Respirou fundo, acalmando-se. — Fiquei tão nervosa que comecei a gaguejar e o infeliz, ao ver o que tinha feito comigo, abriu um sorriso de satisfação, me explicando depois que ele havia me pedido para caso precisasse tirar alguma dúvida em relação ao tratamento da avó. Você acredita nisso? — Disse de forma indignada.

 

— Que dissimulado! — Falei de forma teatral, contendo o riso. — Mas e aí, você passou teu número?

 

— Passei, né? Não tinha outra opção.

 

— Como se você não tivesse gostado disso...

 

— Para, Emilia, eu sou uma garota muito tímida. — Ela falou e nós duas rimos alto. Nem ela acreditava no que havia dito. — Tá, eu gostei sim, admito. Entretanto, ainda estou nervosa e preocupada com relação a isso. E se ele vier puxar assunto comigo? E se começar a flertar comigo pelo telefone? Com que cara eu vou atender a senhora Jung de agora em diante? Tenho duas sessões semanais com ela durante dois meses.

 

— Calma. Você vai conseguir lidar com isso.

 

— Não tenho tanta certeza. Tenho a impressão de que aquele asiático safado ainda vai me enlouquecer. — Riu.

 

— Asiático é? — Perguntei enquanto tomava o caminho em direção à escada. — Nem me fala em asiático... — Suspirei. — Eu nunca havia prestado atenção em como eles são charmosos, mas de uns tempos para cá... — Parei de falar assim que cheguei à metade da escada e vi a figura de Jungkook em pé, escorado no balcão da cozinha, rindo juntamente com a minha mãe sobre algo aleatório. Contudo, as risadas logo cessaram quando ambos notaram minha presença estática sobre os degraus da escada observando a cena. — Nicki, preciso desligar. Chegou a minha hora de passar vergonha, depois nos falamos. — Falei e antes de receber alguma resposta por parte da minha amiga, desliguei a ligação. — Mãe, a senhora não me avisou que teríamos visita. — Disse entredentes, fazendo com que de longe se percebesse o meu desconforto.

 

— Eu tentei, Emilia, mas você passou pela porta feito um foguete e não me esperou contar que convidei o Jungkook para jantar conosco esta noite. — Ela disse.

 

QUÊ?

 

— Ah... jantar, é? — Minha voz saiu de forma sofrida.

 

— Espero que não se incomode, Emy. — O moreno se pronunciou, olhando-me nos olhos, o que me fez engolir em seco.

 

— Claro que não. Só me deem um minutinho. — Falei e corri de volta para o meu quarto para trocar aquele babydoll ridiculamente fino e curto que vestia na ocasião.

 

Parabéns, Emy! Voltou a passar vergonha na frente dele. Talvez com mais uns dois micos isso até se torne comum para você. Argh!

 

Após vestir-me adequadamente, retornei ao andar de baixo, juntando-me aos dois que ali estavam. Minha mãe acabara de tirar do forno o bolo de carne que havia preparado e logo anunciou que o jantar estava servido, fazendo com que o moreno e eu sentássemos à mesa. Eu ainda estava muito envergonhada pelo episódio de minutos atrás — sem contar com os resquícios do micão do sábado, que ainda vagavam em minha mente —, logo, sentar de frente à Jungkook não melhorava a situação, porém, não demorou muito para que minha mãe puxasse assunto com o mais alto e em pouco tempo substituísse aquele clima ruim por muitas risadas, só então possibilitando o meu relaxamento. Naquela conversa cheia de compartilhamento de vivências acabei conhecendo um pouco mais sobre o meu vizinho da frente: descobri que ele nasceu na Coreia do Sul, mas que veio com os pais para os Estados Unidos quando tinha apenas dez anos por causa do trabalho do seu pai; que tinha acabado de completar vinte e quatro anos e também que havia decidido cursar engenharia civil porque sua mãe não o deixara realizar seu sonho de criança de ser pedreiro para construir edifícios enormes, então, ele acabara optando pela profissão que mais se aproximava àquele ofício e que ao mesmo tempo deixasse seus pais contentes. Nesse momento, minha mãe e eu rimos com a tamanha inocência e ingenuidade do pequeno Jungkook, que durante a infância não enxergava o quanto o trabalho do pedreiro é árduo e desvalorizado, nessa época, o garoto só via a beleza e nobreza que há em “dar vida” a um projeto arquitetônico.

 

...

 

O jantar em si havia corrido maravilhosamente bem, porém como nada é perfeito...

 

— Jungkook, estou chateada com você. — Disse minha mãe quando retornava da cozinha com um pote de sorvete nas mãos.

 

— Chateada? — Jungkook arregalou os olhos. — O que eu fiz, Sra. Graham?

 

— Você não trouxe a Melissa para jantar conosco. — “Melissa...” Revirei os olhos em pensamento. Opa! O que é isso, Emilia? Deixa de coisa. A Melissa é maravilhosa. — E eu já disse que pode me chamar de Katherine, mocinho. — Falou enquanto nos servia o sorvete.

 

— Ah... isso. — Calou por um segundo. — Eu não quis dizer nada quando a senhora me convidou, mas é que... bem... a Melissa e eu não estamos mais juntos. — Sorriu fechado.

 

— Ah! Sério? Que pena... vocês formavam um bonito casal. — A mais velha voltou a falar, tentando desconversar. — Mas se vocês estiverem destinados a ficarem juntos, mais cedo ou mais tarde se reencontram. Se não, tenho certeza que há alguém muito especial reservado para você. — Pôs a mão no ombro do rapaz. — Né, filha?

 

— Hã? — Soltei surpresa e só depois entendi que aquilo havia sido uma pergunta. — Ah! É sim. Concordo plenamente. — Sorri discreto e o moreno sorriu de volta.

 

Depois daquilo, não prestei mais atenção no que estava sendo conversado durante a sobremesa, apenas tomei meu sorvete quieta, tentando entender o porquê de Jungkook e Melissa terem terminado seu relacionamento. Eles pareciam tão felizes nas vezes que presenciei os dois juntos...

 

— Filha, a louça fica por sua conta, ok? Estou morta de cansada. — Disse minha mãe, acordando-me dos meus devaneios.

 

— Ok. Sem problema. — Respondi.

 

— Eu te ajudo, Emy. — Falou Jungkook.

 

— Quê? Jamais! Você é nosso convidado. Não vou deixar um convidado lavar a louça ao final do jantar. — Disse.

 

– Eu faço questão. Vou ficar com a consciência pesada por saber que vim, comi, desfrutei da hospitalidade de vocês e depois de tudo fui embora, te deixando uma pilha de louça para lavar. — Falou.

 

— Jungkook... — Disse minha mãe.

 

— Não, Sra. Gra... Katherine. Já está decidido: vou ajudar a Emilia com a louça sim. Fim de papo.

 

— Tudo bem, então. Se prefere assim... Só não saia falando para a vizinhança que eu te obriguei a lavar minha louça, senão você vai se ver comigo, Sr. Jeon. — Disse ela, fazendo-nos rir. — Sendo assim, acho que vou subir, tomar um banho e me organizar para dormir. Como já disse, estou morta de cansada: hoje na escola foi bem puxado e quando cheguei ainda fui preparar o jantar, então...

 

— Me perdoe pelo incômodo, Katherine. — Disse o moreno.

 

— Que incômodo? Não disse isso como forma de lançar em rosto, pelo contrário! Estou cansada sim, mas mais que isso estou feliz por você ter aceitado meu convite de vir passar esta noite conosco. Desde já, sinta-se convidado para vir mais vezes. — Falou.

 

— Muito obrigado, também gostei muito da nossa noite. O jantar estava maravilhoso, a senhora cozinha muito bem. — Falou entre sorrisos, despedindo-se da mais velha logo em seguida.

 

— E então, vamos à luta? — Indaguei, recebendo um sorriso e um aceno positivo vindo da parte do moreno.

 

Eu, Jungkook, nós dois sozinhos em minha cozinha... ai, ai, Deus.


Notas Finais


Oi, docinhos!!!

O que acharam do capítulo de hoje? Dona Emilia passando altas vergonhas na frente do Jeikei; a introdução da maravilhosa Nicki ao enredo... e, por fim, QUE HISTÓRIA É ESSA DE TÉRMINO ENTRE MELISSA E JUNGKOOK???? Não sei de nada, só sei que é babado... 🤭 conto tudo direitinho nos próximos capítulos para quem continuar acompanhando Across The Street rsrsrs.

Por hoje é só, comentem bastante e votem também (a campanha "Toque no coraçãozinho e faça uma autora feliz" continua de pé, tá? ). É isso... até mais, bebês.

Xoxo, Candy.


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