História Across The Universe - Capítulo 3


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr
Tags Mclennon Aumodern
Visualizações 35
Palavras 1.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


não vou nem pedir desculpas pq vcs já estão cansados disso q eu sei rsrsrs

a questão é que eu, sla, tava passando com uns problemas de autoestima e inferioridade, mas já passou.

de qualquer forma, BOA LEITURA! <3

Capítulo 3 - Blue Jeans - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Across The Universe - Capítulo 3 - Blue Jeans - Parte 1

Abria a porta lentamente, ouvindo o ruído da mesma, forçando os olhos para tentar enxergar algo na sala escura, iluminada apenas por um pequeno abajur; vendo a silhueta de seu paciente, que estava virando de costas, olhando fixamente para a janela trancada. O espaço estava tomado pelo silêncio, podia sentir seu coração acelerar a cada segundo que passava. Sua respiração pesava a cada vez que ouvia seu paciente respirar.

– Hm... Olá...– Paul começou, esperando uma resposta.

– Feche a porta. – John respondeu, ainda olhando para a janela e ignorando totalmente seu especialista.

– C-Como...? – Engasgou em sua própria frase, e ajeitou sua gravata na tentativa de esconder nervosismo.

– Feche a porta, você a deixou aberta. 

– Ah, claro. Perdão – fechou a porta apenas com sua mão direita, não conseguindo tirar seus olhos do ruivo. Algo nele o atraía. – Então, vamos começar?

O ruivo não respondeu nada, apenas levantou-se da cama, virando de frente para Paul. Deu tapinhas na cama, indicando que o moreno sentasse na mesma, já que estava em pé. Assim Paul fez. E antes que conseguisse abrir a boca, foi cortado por Lennon.

– Você tem belos olhos, seus cílios são bem grandes – disse com uma expressão neutra, como se apenas ''jogasse no ar''

– Obrigado, Você... – olhou para cada detalhe seu rosto, a fraca luz iluminando seus fios de cabelo, o jeito que seu óculos arrendondados se encaixavam perfeitamente entre seu nariz e orelhas, suas mãos encostando o fino lençol branco, seus pés encolhidos para o lado, tudo nele o chamava atenção. Tudo, tudo, tudo. Parecia um anjo sem asas. Um ser perfeito de outro planeta. Seria Deus capaz de criar um humano tão bonito como aquele? – Você também tem lindos olhos – esboçou um sorriso simpático.

– Você tem segredos? – John perguntou, novamente.

– Não. – Paul arqueou uma sobrancelha, confuso.

– Fala sério, todos nós temos algum, não precisa esconder. 

– Você têm algum? – Paul perguntou, sem interesse algum, apenas para entrar no jogo de Lennon.

– Tenho... Mas não posso contar, não para você. – John riu forçadamente.

– Hm... Tudo bem então – Paul ajeitava os papéis para a consulta.

– Sabe, você tem um nome bonito... Paul... Parece barulho de tiro.

''Como ele sabe meu nome?'' – pensou Paul.

– Paul, Paul... PAUL, PAUL, PAUL! – repetia seu nome sem parar, assustando McCartney – PAUL, PAUL, PAUL, PAUL!

– PAUUUUL!

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – Paul caiu da após, após um grito estérico.

– MANO, O QUE DEU EM VOCÊ?! – George gritou.

– O QUE DEU EM VOCÊ? SEU MALUCO! – Paul retrucou, tentando levantar-se do chão após o tombo que levou.

– Eu achei que você já ido trabalhar, então eu fui dar uma descida na cozinha, até que eu te vi aqui e estranhei, já que você sempre acorda cedo. Aí você estava tremendo e suando frio. Vi que tinha algo errado, né? Então eu te acordei. – George explicava, gesticulando.

– Na base do grito? – Paul massageava seu braço, que ainda doía, pela queda.

– Foi mal, cara; você não deveria estar trabalhando?

– Acho que sim... São que horas? – desbloqueou o seu telefone em cima da cabeceira – MEU DEUS, 8:30! ESTOU ATRASADO!

– PAUL, VOCÊ TRABALHAS ÀS 10:00 HORAS!

– Sim, mas até eu me arrumar, tomar café, ligar o carro e blá, blá, blá vai levar tempo. Você sabe que sou perfeccionista.

– Até demais, é por isso que você não arruma uma namorada.

– Ah, claro. Ótima desculpa – dirigiu-se até a saída do quarto para ir a cozinha, e George fez o mesmo.

– Tô falando sério. – ambos desciam os últimos degraus da escada.

– Eu também – Paul bufou, pegando café na garrafa térmica e pondo no copo – Por acaso você tem namorada?

– Eu tô saindo com uma garota... – George disse orgulhoso, ligando a TV.

– Quem é a azarenta – ''bicou'' seu café – Ops, digo... – levou a mão a boca, rapidamente – A garota sortuda.

– Haha, engraçadinho – George riu, debochado – O nome dela é Pattie Boyd.

– Hm, esse nome não me é estranho... – Paul levou a mão ao queixo.

– Sei... Estou pensando em comprar um presente para ela. O que você acha que eu devo comprar? – Sentou na poltrona da sala

– Um óculos de grau. Para ela enxergar que você é um pé-rapado.

– PAUL, VOCÊ É MUITO CHATO, CARA. DESISTO DE VOCÊ! – levantou as mãos em sinal de rendição e Paul começou a gargalhar

– Ai, eu tô chorando de rir... – Paul levou a mão ao peito, tentando controlar sua crise de riso – Tá... Eu acho que você deveria comprar flores, mulheres amam flores!

– Isso é muito clichê.

– Não, isso é romântico. – piscou o olho – Agora eu vou me arrumar, para ir trabalhar, já que certas pessoas aqui não fazem isso – deu ênfase no ''certas pessoas''.

– Isso, zoa mesmo. Sr. Médico para maluco! – George inclinou-se na poltrona.

– Espera... – Paul virou-se para George – Como você vai comprar um presente com que dinheiro?

– Com o dinheiro com o meu melhor amigo lindo e maravilhoso chamado Paul McCartney vai me dar – George fez uma expressão fofinha.

– Eu não acredito nisso... – Paul cruzou os braços – Tá bom vai, seu estelionatário!

– Nossa, que grosso... – George sussurrou baixo, olhando de volta para TV enquanto Paul subia as escadas de volta, para se arrumar.

GEORGE'S POV

Às vezes me sinto mal por estar morando com o Paul, sendo um peso nas costas dele. Sempre digo isso para ele, mas ele sempre vem com aquele discurso bondoso de ''não é não, você sempre é bem-vindo aqui'', ''pode ficar o tempo que quiser'' ou ''você é o meu melhor amigo, eu nunca te deixaria na mão''. Mas está na cara que eu sou um peso. Não tenho trabalho, não faço comida, não arrumo a casa. Não ajudo, só atrapalho. E é claro que o Paul sabe disso, ele só não quer me magoar dizendo isso na minha cara. Eu não tenho vergonha na cara, não. Moro no mesmo teto do meu melhor amigo e não sou capaz de apenas ajudá-lo com algo, no mínimo em manter a casa limpa, mas eu a sujo o tempo todo!

– George? – Paul me cutucou.

– Hein, han? Oi, tudo bom? – olhei em seu rosto.

– Tudo cara, você estava olhando para o nada, aconteceu alguma coisa?

– Não, não. Eu só estava distraído...

– Tudo bem, estou indo, ok?

– Ok... Paul, com o que você sonhou para ter ficado tão assustado?

– Olha...– coçou a cabeça – É que eu tenho que atender um paciente no Centro Prisional e ultimamente eu tenho ficado muito tenso com isso, não era assim que eu queria começar uma carreira.  – bufou – A questão é que eu sonhei com esse paciente, mesmo nunca tendo olhado para a cara dele. Isso me assustou. Ele me elogiou e me perguntou se eu tinha segredos. Foi estranho.

– É, eu também ficaria com medo... – dei uma pausa – Será que ele descobriu que você ouve Lana Del Rey escondido de todo mundo?

– O-O QUÊ? – Paul engasgou – Eu já parei de ouvir Del Rey a muito tempo.

– Fala sério. Você prefere Lana ao Elvis – voltei a ver TV.

– VOCÊ SÓ FALA MERDA! – começou a atacar travesseiros em mim e eu revidei – TCHAU PARA VOCÊ TAMBÉM! – correu em direção ao carro e rapidamente o ligou.

– Ele não muda mesmo... – sorri, vendo-o arrancar com o carro.

GEORGE'S POV OFF

PAUL'S POV ON

Corri tanto com o carro que nem vi a distância que percorri. Tirei o pé do acelerador, voltando a uma velocidade considerável. Estava tão nervoso, como eu poderia ter sonhado com alguém que eu nunca vi na vida? Se essa situação acontecesse a um tempo atrás eu com certeza estaria ouvindo Lana Del Rey e tentando lidar com esse sonho. Ela era minha diva pop favorita. Isso mesmo, eu ouvia diva pop. Mas não ouço mais, prometi ao George e a mim mesmo. Mas não seria uma má ideia matar a saudade, não é mesmo? Afinal, quem nasceu Lana Del Rey nunca será Nancy Sinatra, então não há com o que eu tenha que me preocupar. Abri o porta-luvas e tirei o CD de ''Born To Die'', coloquei no rádio e apertei na terceira faixa. ''Blue Jeans'' era uma das minhas favoritas. As primeiras notas começaram e eu já me arrepiei todo.

Blue jeans, white shirt

Walked into the room you know you made my eyes burn

''Parece até a narração do meu sonho'' – pensei

It was like James Dean, for sure

''Sinceramente, não se parecia com James Dean. Ele era mais bonito'''

You so fresh to death

And sick as ca-cancer

'' Ok, Lana não está me ajudando''

Tirei o CD do rádio e pus de volta na caixa. Não é possível que eu não consiga esquecer isso. Foi só um sonho ou melhor um pesadelo; ou seria agora já que avistei a fachada do Centro Prisional de longe.

– É, Paul, é agora ou nunca...



 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


eu gosto da Lana, então o Paul vai gostar tbm, rs. (fala sério, ele tem mó cara que ouve no escuro enquanto pensa quando John escreveu ''How do you sleep?''pra ele sjkskjskjsk)

Inté o próximo capítulo! <3


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