História Acuerdo Cerrado - Capítulo 2


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Categorias Douglas Costa, Paulo Dybala
Personagens Douglas Costa, Paulo Dybala
Visualizações 885
Palavras 1.744
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A ansiedade me fez postar o segundo capítulo ainda hoje. Só pra explicar que a Olivia e o Paulo não são amigos mas também não são desconhecidos, então torna tudo um pouco mais fácil. Comentem o que acham, espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 2 - La risposta è no.


Casamento é um passo importante na vida de duas pessoas, é o propósito valioso de quem quer passar a vida ao lado da pessoa que ama e compartilhar das melhores e piores coisas de um matrimônio. Mas casar-se por amor é o fato.

Pra mim, sonhadora como sou, sempre pensei que quando encontrasse o cara certo eu saberia no mesmo instante que queria me casar com ele e viver a vida que sempre imaginei. Mas a realidade esmurrou a minha porta e aqui estou eu indo pedir a mão do meu namorado de seis meses em casamento, proposta que pode me fazer permanecer na Itália e eu realmente espero que ele entenda o que eu quero dizer e o quanto eu preciso ficar.

O táxi parou e eu desci rapidamente por conta do frio, toquei a campainha e não demorou muito para que ele abrisse de braços e sorriso abertos pra mim. Tenho medo dessa felicidade ir embora quando ele souber o que precisamos conversar, lhe selei os lábios e ele me puxou pra dentro grudado atrás de mim enquanto distribuia beijos no meu pescoço.

- Que bom que conseguiu um tempinho. - ele disse.

- Deixei a loja com a Mia. - eu disse e ele sentou no sofá me puxando pra sentar do lado dele.

- Tá de pé o nosso cinema hoje a noite? - perguntou.

- Então, nós temos que conversar Marco...- eu disse e ele franziu o cenho.

- Aconteceu alguma coisa? - perguntou.

- Eu vou ser deportada. - eu disse calmamente acompanhando seu olhar saltar em choque.

- Como? Quando? Porque? - disparou as perguntas.

- Meu visto venceu, pode ser em breve e eu estou desesperada...um amigo me deu uma opção pra que talvez eu não volte pro Brasil. Mas eu precisava conversar com você. - pausei e ele assentiu freneticamente.

- Qual a opção? - perguntou.

- Casamento. - eu disse e ele engoliu seco.

- Casamento? - perguntou meio engasgado.

- Parece que quando você se casa com um italiano ou um residente daqui as chances de ser deportada se anulam, você adquiri o sobrenome do parceiro e abre a chance de renovar o visto. - expliquei e ele coçou a barba levemente.

- É a única solução? - perguntou.

- Até agora é a mais rápida, antes que eu seja contactada e retirada do país. - eu disse e ele se levantou.

- É uma opção meio drástica, não é? - comentou e eu concordei.

- Eu sei que não tenho direito nenhum de te pedir isso Marco, mas é a chance de ficar aqui em Turim e continuar os meus planos. Jamais pediria isso se não estivesse desesperada e sem saber o que fazer no momento. - eu disse e ele voltou a sentar.

- Eu tenho tempo pra pensar? Você me pegou de surpresa com essa história. - ele disse visivelmente desconfortável.

- Tem, eu acho. - sorri derrotada.

- Eu acho que agora eu preciso ir, fiquei de passar no Douglas pra conversar. - eu disse e ele não respondeu, levantei do sofá e ele fez o mesmo.

- Resolveremos isso, ok? - ele disse segurando meu rosto em suas mãos.

- Ok. - assenti. Seus labios tocaram os meus num selinho demorado e seguido de um abraço apertado.

- Ainda teremos nosso cinema mais tarde? - perguntou quando nos soltamos.

- Acho que o clima pra cinema pode ficar pra depois...- entortei um pouco a boca e ele assentiu segundos depois.

Eu queria chorar mas não necessitava ser na frente de Marco e fazê-lo ter mais pena de mim então eu só juntei forças, de onde nem sabia que tinha, e saí de sua casa pegando o primeiro táxi no retorno. No banco de trás ouvindo alguma música do The Fray eu me permiti chorar tudo o que estava entalado desde que descobri sobre a deportação, o taxista não me perguntou nada mas eu podia sentir o olhar preocupado daquele senhor pelo retrovisor central e isso seguiu até eu parar na frente da casa de Douglas.

Para a minha surpresa foi Paulo quem atendeu a porta explicando de primeira que Douglas havia ido ao aeroporto buscar a Louise, assim que ele viu o meu estado me puxou para dentro e me envolveu num abraço que eu não conhecia mas que de fato eu precisava no momento. Eu não queria regressar ao Brasil e já imaginava que a resposta de Marco seria não, mas eu também não posso culpá-lo por isso e nem por nada do que está me acontecendo agora. Aos poucos Paulo foi me soltando e me colocou sentada no sofá correndo para me entregar um copo d'água, ele era uma cara gentil e agora eu entendia porque Douglas gostava tanto dele.

- Eu não sou o Douglas, mas acho que posso te ajudar. O que aconteceu agora? - perguntou docemente e eu até ri.

- Eu vou ser deportada Paulo, não tenho mais chances. - dei de ombros, sentia o coração apertar com aquela palavra. Deportada.

- E o seu namorado? Você disse que iria conversar com ele...- ele estava dizendo mas eu o interrompi.

- Temos seis meses juntos e ele não vai casar comigo. Eu sei que pedir isso a ele foi demais porém eu tinha uma pontinha de esperança de que ele cogitasse a ideia, ele pediu um tempo pra pensar. - pausei secando as lágrimas. - Sei onde isso termina. - abaixei a cabeça.

- Eu sinto muito, Olivia. Se houvesse alguma coisa que eu pudesse fazer pra te ajudar, eu juro que faria. - ele disse e eu neguei.

- Porque me ajudaria? Nós sequer somos amigos. - eu disse sorrindo.

- Temos o Douglas em comum e eu sei o nível de importância que você tem pra ele, você é uma garota bacana e não merece passar por isso. - ele sorriu.

Paulo era doce, tanto no jeito quanto nas palavras. As vezes ele não tinha limite e eu escutava as broncas que Douglas lhe dava pelo telefone por ter bebido demais, por ter dormido com várias mulheres ou por alguma outra coisa. Mas esse era o lado perigoso da fama e talvez ele só não soubesse lidar com isso ainda, mas agora na nossa conversa ele teve um lado maduro e preocupado que talvez Douglas nunca houvesse me falado; ele tinha um grande amigo e eu sei que ele o valorizava.

- Tá com fome? - perguntei, de repente, e ele fez uma careta.

- Estou sempre com fome. - ele riu.

- Que tal se fizessemos um almoço pro Douglas e para a Lou? - perguntei.

- Eu não sei cozinhar, Olivia. Eu improviso. - ele disse meio envergonhado.

- Eu te ensino, vem cá. - o puxei para a cozinha.

Eu conhecia muito bem onde cada coisa ficava e tentei fazer a coisa mais fácil e rápida que eu sabia, Paulo se enrolava com as coisas que eu falava e só depois eu acabei percebendo que era pelo fato de que às vezes eu começava a falar em português e ele tentava assimilar ao espanhol mesmo que sem sucesso. Enquanto o prato estava no forno começamos a lavar a louça, ele brincava com tudo o que eu fazia e isso me fazia esquecer um pouco dos meus problemas.

- Porque nunca participa das sociais do Douglas com os meninos? - perguntou.

- É o momento de vocês, não me sinto a vontade em invadir esse espaço. - expliquei.

- Não curte os holofotes. - deduziu e eu concordei.

- No início eu achava que vocês namoravam e estavam tentando esconder isso. - ele disse e eu precisei rir.

- Eu e o Douglinhas somos amigos faz bastante tempo, nada, jamais além disso. - eu disse.

- Os garotos do time ficavam enchendo o saco dele pra te conhecer. - ele confessou e eu gargalhei.

- Aposto que o Douglas ficava bravo e negava! - eu disse e ele assentiu entre os risos.

- Acertou! Ele é bastante protetor quando se trata de você. - ele disse e eu imaginei.

- Invasores na minha casa! - ouvi a voz de Louise e virei-me correndo.

- Lou! - eu disse e ela sorriu enquanto me puxava para um abraço.

- Que saudade eu estava da minha loirinha! - ela disse e eu enchi a bochecha dela de beijos.

- Mi casa, su casa. - Paulo brincou com ela antes de abraçá-la.

- Que cheiro gostoso é esse? - Douglas perguntou.

- Eu e Paulo fizemos um almoço pra vocês. - eu disse e ele olhou pra mim e depois pro companheiro de time.

- Desde quando vocês são amigos assim? - perguntou com uma sobrancelha arqueada.

- Você não pode esconder a Olivia do mundo o tempo inteiro, meu amigo. - Paulo disse com um ar debochado e Douglas fez uma careta.

- Cuidado Oli, o argentino é galanteador. Não caia no papinho furado dele. - ele disse apontando pro Paulo e eu gargalhei.

- Amor, a Olivia já é uma mulher. - Lou disse dando um tapinha no braço dele.

- E o Paulo é um safado! - ele gritou da sala fazendo a gente rir.

- Mas eu não fiz nada! - Paulo gritou de volta fazendo uma carinha inocente.

Paulo não pôde ficar para o almoço e eu tinha que voltar para a loja, deixei o casal depois da sobremesa e corri de volta pro trabalho um pouco mais relaxada graças a Paulo Dybala e toda a diversão que ele carrega no jeito menino de ser. Para me distrair comecei a atender o máximo de clientes que poderia haver na loja e por volta das nove estávamos para sair de lá, Mia morava na mesma rua que eu e eu sempre ia de carona com ela para casa. Estávamos conversando sobre coisas relacionadas a loja já que Mia não sabia sobre a deportação e muito menos sobre Marco, até meu celular vibrar com uma mensagem que ao invés de ser minha salvação poderia ser o meu fim.

✉ Marco ♡: Me perdoe, mas eu não posso aceitar a proposta. Não é o que pretendo agora e um casamento mesmo que de mentira vai abalar todos os meus planos, aceitei uma oferta em Paris e estou indo este fim de semana. Sinto muito Oli, espero que algum dia me perdoe; eu te amo.

E era o meu fim...



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