História Ad Astra Per Aspera - Capítulo 1


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Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Personagens Originais, Rocky, Sanha
Tags Binu, Binwoo
Visualizações 8
Palavras 1.639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, eu sou viciada em One piece, daí veio a ideia de uma história de piratas. Espero que gostem ♡

Capítulo 1 - Red Beryl


— Bom dia, Red Beryl! Hoje o dia será ensolarado, portanto é uma bela manhã para dar uma passada no mercado do centro!

Os autofalantes espalhados pela cidade ecoavam a voz do locutor da rádio local, anunciando que um novo dia havia iniciado.

Red Beryl era uma pequena ilha com uma cidade portuária, muito conhecida pela sua feira de produtos agrícolas e população carismática. Fazia parte de um conjunto de ilhas do arquipélago de Utah.  

Enquanto isso, no quartel da marinha, o dia já havia iniciado bem cedo e todos os marinheiros percorriam contentes pelos corredores, começando a assumir os seus postos.

— Bom dia, jovem Eunwoo! — Um marinheiro exclamou.

— Bom dia! — Eunwoo respondeu com entusiasmo.

Cha Eunwoo era um aspirante a marinheiro e, devido a sua personalidade agradável e seu sorriso estonteante, era muito querido por todos seus colegas do quartel, bem como pelos habitantes da cidade. Além de seu carisma e boa aparência, algo que acrescentou muitos pontos na sua popularidade é o fato de que o recruta era o filho do capitão Cha da base da marinha da ilha, o qual era muito respeitado dentro da corporação.

O sonho de Eunwoo era se tornar um capitão admirável como seu pai ou até quem sabe um almirante. Não é errado sonhar alto, certo? Pensava Eunwoo toda vez que se imaginava ocupando o mais alto cargo da marinha.

— Por que está tão sorridente, meu filho?

O recruta despertou dos seus devaneios ao escutar a voz do seu pai. Estava tão distraído que sequer percebeu quando havia chegado à sala do capitão, e agora estava parado como um idiota feliz de frente à mesa dele,  encarando-o sabe-se lá por quanto tempo.

O jovem Cha tossiu, cobrindo a boca com uma das mãos, e endireitou sua postura.

— Não é nada, meu pai. Eu só amo muito este lugar e o fato de estar aqui trabalhando na marinha.

— Fico muito feliz de ouvir isso. — O capitão esboçou um sorriso largo.

O capitão Cha não era admirado somente pelos seus grandes feitos como marinheiro, que inclusive lhe permitiram chegar até seu posto atual, mas também pela sua bondade e empatia como líder, e todos os marinheiros lhe nutriam um enorme carinho e respeito.

— Hoje parece que teremos um dia tranquilo, e eu vou ficar aqui morrendo de tédio resolvendo toda a parte burocrática e os relatórios do quartel desse mês. — Ele suspirou entediado e continuou. — Mas como você é um sortudo, o vice-capitão Kwon o requisitou para acompanhá-lo hoje na vistoria no porto do leste.

— Parece emocionante. — Eunwoo brincou.

— Ei, pelo menos você não vai ficar trancafiado numa sala enquanto lê e assina pilhas de papéis chatos!

Eunwoo continuou sorrindo para seu pai, era cômico ver um grande e admirável capitão fazendo birra por causa do trabalho burocrático.

Embora ser um marinheiro não fosse algo ruim, havia muitos serviços que não eram tão interessantes. Até então a vida de Eunwoo se resumiu nesses serviços, pois nunca havia deixado Red Beryl. Suas tarefas até então se resumiam a papelada, vistoria em navios de carga que atracavam nos portos da ilha e lavar convés e banheiros do quartel.

Não era só porque o rapaz era filho de alguém importante da corporação que ele teria privilégios e tratamento diferenciado dos demais alunos. Pelo contrário, a cobrança em cima do jovem Cha era ainda maior, até porque havia muita expectativa nele.

Além disso, se Eunwoo pretendia realmente se tornar um almirante e partir em grandes aventuras, ele precisava de antes de tudo ter o respeito e a consideração de toda a sua tripulação.

E falando em aventuras, esse era o maior sonho do jovem. Apesar de amar a paz e a tranquilidade de Red Beryl, bem como toda a sua população sempre sorridente e hospitaleira, Eunwoo queria muito mais do que a vida monótona que levava. Ele queria se lançar ao mar, conhecer novas ilhas, pessoas, culturas e comidas. Queria também testificar com os seus próprios olhos todas as histórias que os marinheiros mais experientes lhe contavam.

Havia um mundo incrível lá fora e às vezes Eunwoo sentia que estava perdendo tempo da sua vida por não conhecê-lo. Entretanto, ele não podia se apressar, pois ainda tinha que terminar seu treino e se formar como um marinheiro, para aí sim partir para a sua primeira viagem e muitas outras após essa.

— Com licença, Capitão Cha. — Uma voz diferente tirou o recruta mais uma vez de seus sonhos acordado.

Era o vice-capitão Kwon, que estava à porta e entrou na sala assim que lhe foi concedida a permissão pelo capitão.

O vice-capitão era um homem alto, mais do que o próprio capitão, e tinha um bom físico. Além disso, estava sempre sério e era extremamente cordial. Eunwoo o conhecia desde criança, mas não se recordava de tê-lo visto sorrindo nem sequer uma vez, mas sabia que o senhor Kwon era uma pessoa de bom coração, admirado por todos e, principalmente o homem de maior confiança do capitão Cha.

Eunwoo se afastou e bateu continência para o vice-capitão, que se aproximava até parar em frente à mesa do capitão.

— Capitão Cha, vim buscar o recruta Cha Eunwoo para nos acompanhar na vistoria no Porto do Leste.

— Não seja tão formal, Junghoon. Você sabe que somos melhores amigos, não é?! — O capitão disse com um tom de deboche.

O vice-capitão manteve sua expressão estoica, ignorou o comentário do capitão e continuou:

— Vamos, Cha Eunwoo. — Ele deu as costas e saiu da sala.

O capitão Cha gargalhou e sorriu para o seu filho, em seguida:

— Faça o seu melhor, Eunwoo!

— Eu farei! — Eunwoo se curvou e saiu da sala, sorridente.

Admirava muito a amizade entre seu pai e o vice-capitão, e se perguntava se um dia teria laços fortes de amizade como o deles com alguma pessoa.

Apesar do senhor Kwon não saber demonstrar muito bem o afeto que nutria pelos seus amigos e alunos, todos sabiam que em momentos difíceis sempre podiam contar com o auxilio do vice-capitão. Além disso, ele sempre pagava pelo almoço de todos os recrutas, e dessa forma conquistou todos os pupilos pelo estômago.

 

                                               Xxxxxxxx

 

A vistoria correu bem. O vice-capitão Kwon ensinou toda a rotina e a ordem dos procedimentos que deveriam ser feitos durante a fiscalização.

Eunwoo, por ser mais experiente, já havia decorado todas as etapas e, acabou auxiliando o vice-capitão no treinamento dos novos recrutas, principalmente tirando dúvidas dos mais jovens.

Os novatos ficaram admirados pelo fato de Eunwoo, embora fosse jovem, já era tão inteligente e se questionaram como era possível que alguém de seu nível e postura diferenciada ainda não havia sido promovido a oficial. Também não deixaram de se apavorar ao pensarem na possibilidade de que igualmente demorariam um bom tempo para serem promovidos, pois se nem sequer Eunwoo o havia conseguido.

— Bom trabalho, Cha Eunwoo. — Uma mão pousou no ombro do jovem Cha, o apertando com certa firmeza.

Era o vice-capitão Kwon, anunciando que já era a pausa para o almoço e pedindo para que todos os alunos fossem até a lanchonete do porto para comerem à vontade, pois hoje estaria tudo por conta dele.

Os alunos gritaram em comemoração e saíram correndo como se fossem uma manada debandando, com exceção de Eunwoo que continuou parado no mesmo lugar enquanto observava em silêncio os meninos que corriam.

— O que houve? Não vai comer? — O vice-capitão indagou.

— Eu vou sim, eu só tenho que buscar algo que esqueci no cais. Logo alcançarei vocês.

O vice-capitão acenou positivo e seguiu rumo à lanchonete, na qual o rombo nas suas economias lhe aguardava, pois seus alunos comiam como se não houvesse amanhã.

Enquanto isso, Eunwoo deu meia-volta e seguiu para o cais, por onde caminhou lentamente com o olhar baixo, até que parou e se sentou na rampa de um navio de carga que estava na fila para ser vistoriado.

Eunwoo suspirou profundamente, e focou seu olhar no seu par de botas brilhantes. De alguma forma, ver todos aqueles novatos entusiasmados despertava um sentimento de tristeza em seu intimo, pois lhe fazia recordar do tempo em que estava igualmente empolgado, mas tal sentimento aos poucos foi desaparecendo devido à demora a receber a sua promoção a marinheiro.

Um barulho repentino despertou o recruta de seu transe. Ele virou o pescoço para o que julgava ser a fonte do ruído e seus olhos encontraram uma grande caixa de madeira no convés, escorada na parede do navio. O Cha imediatamente colocou-se em guarda e subiu a rampa lentamente, se aproximando da caixa com cautela.

Com um movimento rápido a abriu e não viu nada lá dentro além de alguns tecidos. Achou estranho e se questionou se o motivo do barulho poderia ter sido o navio ter balançado e, consequentemente, a caixa ter batido na parede ou se na pior das hipóteses, ele tinha começado a ouvir coisas.

Eunwoo deu de ombros e desceu do navio. Subitamente sentiu muita fome e pensou sobre voltar para a lanchonete e se juntar aos demais, afinal não podia perder a oportunidade de almoço grátis. Então, ele saiu dali e voltou para junto do vice-capitão.

— Ufa, essa foi por pouco. — Alguém de trás do navio sussurrou, e em seguida soltou todo o ar que havia prendido no momento de desespero. — Por que você tinha que fechar aquela caixa com tanta força, Rocky? — O tom da mesma voz se alterou e ao invés de um sussurro, soou muito mais aguda e até um pouco falha.

— Foi mal, eu não medi a minha força, capitão. E também eu não esperava que ainda fosse ter um marinheiro aqui.

— Tudo bem, não importa mais. O importante é que a primeira fase do plano deu certo, agora vamos nos apressar.

— Capitão?

— Sim, Rocky?

— Antes de irmos, por favor, tire esse bigode falso. Está ridículo e ao invés de disfarçar, vai chamar ainda mais atenção. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Tem muitos anos que eu não escrevo, então estou um pouco insegura. Na verdade, eu nem ia escrever essa história se não fosse o incentivo dos meus amigos.
Quero agradecer ao Guilherme que ficou até tarde da noite me ajudando a revisar o texto, a Beea, a Natane e as meninas do Squad de Arohas por me incentivarem a escrever e publicar dhbgjdnf
Meu twitter é @gnoklad, se alguém se interessar.


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