História Adeus. - Capítulo 1


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Categorias Inuyasha
Personagens Rin, Sesshoumaru
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Palavras 1.127
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem. Desculpem-me por qualquer erro.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - O último suspiro.


Sabia que uma hora esse dia chegaria, ele o temera apesar de negar e esconder este fato de todas as formas, mas ali, naquele momento não poderia fugir. O corpo frágil de Rin descansava sobre seus braços sua respiração era pesada, seu rosto enrugado pelo tempo, seus olhos já não mais tinham os brilhos de sempre, mas, ainda o encantavam. Ela sempre o encantou até mesmo naquele momento. 

 

Olhavam ao longe a vista privilegiada que tinham da grande sacada do quarto, que era deles. O sol dava sinais que já se esconderia no horizonte e ia lhes proporcionar cores vibrantes de final do dia. O silêncio os cercava fazendo que só se escutasse alguns poucos passarinhos que davam lugar aos grilhos em suas melodias. 

 

Em todos esses anos em que Rin esteve presente no reino do Oeste mudanças haviam sido geradas para seu bem estar, por decreto do próprio grande Youkai. Tiveram de passar por várias aceitações, pois no mundo em que Sesshoumaru vivia era difícil aceitar que algo como uma simples humana reinasse sobre todo uma nação ou que tivesse tais poderes mas antes de tudo, que a união de ambos fosse aprovada. Mas ali esse tabu havia sido quebrado.  

 

Não se arrependia de nada. Faria tudo de novo. 

 

Continuaria a amando até o findar de sua própria vida. 

 

Seria fiel, como um cão. 

 

— Sesshoumaru... - A voz de sua amada saiu fraca. Ele direcionou os orbes amarelados em sua direção. - Não irá me esquecer, promete. - Pediu por fim ainda sem olha-lo.

 

Sesshoumaru a observou por alguns minutos até voltar o olhar para o céu alaranjado a sua frente, demorando para responder a pergunta de sua esposa. A verdade era que não conseguia entender como poderia ela ainda pedir algo assim depois de tudo, mas sabia que não era nada tão profundo, era apenas uma simples pergunta que ela sempre fizera no decorrer da vida.

 

— Não diga bobagens, Rin. - Não, jamais em hipótese alguma se permitira esquecer-se dela. Movimentou os dedos por seus cabelos, que agora eram quase tão brancos quantos os seus. Sorriu ela, apesar da resposta vaga. Conhecia bem o Youkai com quem havia casado.

 

Nunca. Essa era palavra certa. Nunca iria esquecer-se dela. Rin fora a sua primeira em tudo e ninguém tomaria esse posto em sua vida. A primeira a deixa-lo temeroso em perder alguém, percebendo ali tamanha importância que aquela criança tinha sobre si, naquela época. Possibilitou que descobrisse a compaixão, sentimento esse que nunca achou que iria sentir tal como o amor que permitiu-se sentir por ela, abrindo espaço para tantas outras descobertas como o simples toques e demonstrações de afeto, de uma caricia sobe seus cabelos, a proteção e calmaria que sentia ao estar no colo de Rin e sentir a temperatura de seu corpo. De como ficou cego vendo-a mais bem vestida do que o normal em sua juventude, percebendo como tinha mudado e debaixo de uma cerejeira seu primeiro beijo. E o ápice de todos eles, o prazer - que até então, só o tinha sentido quando derramava sangue de seus adversários ou a quem pusesse risco a sua protegida. 

 

E o mais inovador de todos eles, a gravidez. Aquela noticia o desestabilizou por completo, pois nunca pensara na possibilidade de ser pai. Acompanhou atentamente toda a gestação de sua parceira, ficando uma pilha de nervosos a cada enjoo e impressionado com seus desejos repentinos ainda mais no meio da noite. E a alegria inexplicável que foi quando Rin deu a luz a seu herdeiro, seu primeiro filho. 

 

Não podia deixar de lembrar de como foi difícil afastar-se dela em seu primeiro sangramento. Não lembrava-se de perder a compostura tão facilmente e naquela época mau sabia corretamente o que sentia pela menina humana.  

 

A moça suspirou com dificuldade chamando sua atenção para a realidade. Estava a perdendo. Inconscientemente apertou sua mão contra o ombro da mulher. Não estava preparado. Se arrependia de não ter feito algumas coisas, sua personalidade muitas vezes não o permitindo de demonstrar-se corretamente. Aquilo doía. Mas agora era tarde e ele só podia esperar que algum dia os deuses a pusessem em seu caminho novamente em uma nova vida. 

 

— Eu a amo! - A mão no ombro apertando-a um pouco mais. Os olhos achocolatados fitaram os ambares, os lábios em uma leve curva. 

 

— Eu também amo você. - Corresponde-o em um suspiro pesado.

 

Sesshoumaru olhou adiante como se visse algo e Rin fez o mesmo, três vultos postaram-se diante deles. Três jovens garotos, tão parecidos com o Grande Youkai que não negavam sua linhagem. A cabeça baixa e uma mão sobre um joelho não se permitindo olhar a frente em respeito ao momento. 

 

— Ela esta indo...? - Hesitante um deles perguntou, aparentemente o mais velho deles, cabelos iguais ao do patriarca, mas, amarrados em um rabo-de-cavalo alto  os olhos tão afiados e amarelados quanto os do pai. 

 

— Sim. - Confirmou para os filhos, ouvindo um gemido baixo entre eles. Um choro contido do filho do meio, sentimental como a mãe, herdando dela os cabelos escuros diferente dos outros, o único que tinha orelhas mostrando sua linhagem mista.

 

— Viemos nos despedir. - O mais novo expôs suas intenções. Os cabelos de um verdadeiro Inu, porém seus olhos eram heterocromáticos, âmbar e castanho. 

 

— Compreendo. - O senhor daquelas terras os observava com atenção. Agora os filhos os encaravam - a marca da meia-lua bem amostra no meio de suas testas. Fitavam os últimos momentos da mulher mais importante de suas vidas. 

 

Nada foi dito apenas sentido, apreciaram os últimos minutos da matriarca. Cada um memorizava algo para levar para vida, não que cada momento não contasse, mas algo característico como o cheiro que apenas ela teria. Ela fez questão de gastar mais energia dizendo o quanto cada um deles era importante arrancando lagrimas de seus meninos.

 

Finalizando suas palavras ela se voltou ao seu marido, que a olhava, o rosto ilegível como sempre, mas seus olhos haviam aprendido a demonstrar aquilo que ele não demonstrava verbalmente. Um mar de sentimentos o tomava naquele momento. A mão envelhecida ergueu-se ate o rosto ainda jovial do Youkai. Como o amava. Delicadamente apertou a mão contra a sua sem desviar seus olhos dos dela. A hora estava chegando. Ela sorriu, um sorriso fraco. 

 

— Rin. - A voz cortante, ainda que sussurrada, saiu por seus lábios. - Eu a procurarei em mil mundos e em dez mil vidas até encontra-la novamente. - Lagrimas caiam dos olhos escuros.

 

— E eu o estarei esperando, em todas elas.

 

E a vida esvaiu-se, deixando apenas o corpo gélido nos braços de um Youkai que agora entendia o sentido da solidão e da perda. Abraçou-a fortemente deixando escapar as translucidas gotas que caiam sem permissão por sua face. Suas primeiras lagrimas.


Notas Finais


Bom, esta estoria também está postada no nyah. As frases finais foram retiradas o final "47 Ronins" que se por um acaso você ainda não assistiu, por favor, veja! hahahah

*Pra quem espera uma continuação de "A Cafeteria" saiba que eu não desisti dela, inclusive já tenho o capítulo pronto a um bom tempo, no entanto o computador que esta com ela não liga e é necessários reparos, que ainda não sei pra quando serão, estou bem triste. Bom, é isso hihihihi Obrigada!!


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