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História Adeus: O desencontro de almas - Capítulo 63


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Capítulo 63 - Capítulo sessenta e três


Fanfic / Fanfiction Adeus: O desencontro de almas - Capítulo 63 - Capítulo sessenta e três

Decidi ir ao escritório ver como Nolan estava se saindo e o andamento das obras do hotel. Deixei as crianças no colégio e creche e segui para a empresa do Nick. 

- Emma... Quanto tempo não a vemos por aqui? Ainda deprimida? 

- Não que isso seja da sua conta, mas... estou aqui para ver como anda Nolan. E não, estou muito bem, dr. Evandro. - Evandro, advogado e braço direito de Nicolas. Foi a pessoa que o influenciou para minha transferência. Não me sentia bem perto dele desde sempre e ele sabia. 

- Nolan não pode lhe atender no momento, mas posso deixar recado se quiser. - Ignorei totalmente o que ele disse e segui para a sala da presidência. A minha amiga e secretária de confiança deu um sorriso estranho, me mostrando que havia algo bem errado. Não pensei duas vezes e entrei na sala sem ser anunciada. Nolan estava em uma pequena mesa e coberto de papéis, enquanto que na mesa maior, havia uma enorme foto do descarado Evandro e na parede, repleto de diplomas com o nome dele. Eu juro que tentei me conter, mas não consegui. 

- O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? - ele conseguiu finalmente me alcançar, entrou e fechou a porta atrás dele. Liguei para os seguranças e pedi para subirem. - Nolan? Poderia me explicar isso aqui? 

- Emma... eu não quis contar pelo fato...

- O menino quer aprender, então permiti que fizesse isso...

- Ahhhh, que gentileza sua, Evandro. - Ele odiava que qualquer pessoa não o chamasse de doutor. - Mas, o que eu não entendi é, por qual motivo você está nessa sala e o que está fazendo na mesa do Nicolas e que merda os seus diplomas estão fazendo na parede dessa sala.

- Eu achei que, como braço direito do Nicolas e teria um lugar de honra, como mereço. 

- Não, acho que você não deve ter entendido. Essa sala pertence ao Nolan, você é apenas um advogado que estava se APROVEITANDO da minha AUSÊNCIA para tomar conta do espaço AO QUAL NÃO LHE PERTENCE. EU FUI CLARA O SUFICIENTE OU AQUELES DIPLOMAS ALÍ SÃO FALSOS COMO VOCÊ? 

- Emma? Por que está agindo dessa forma? 

- Ele, Nolan foi o principal responsável por tudo de ruim nessa empresa. Na época em que comecei a trabalhar aqui, descobri que havia algo errado com as contas da empresa, não consegui chegar em quem era o responsável, pois o Evandro usou seu pai para me afastar. E eu ainda não consegui descobrir quem matou sua mãe, mas tenho fortes instintos que ele seja o responsável por amar. Ele me queria morta, mas sua mãe me salvou. - Ele começou a rir, não, gargalhar. Do paletó ele mostrou o pior, pegou uma arma e apontou diretamente para mim. 

- Emma, Emma, Emma... Você sempre foi uma coisinha irritante. Desde o dia emcque te vi, sabia que você era uma pedra no meu sapato. Quando você e o babaca do Nicolas começaram a namorar isso acabou com meus planos, ele te colocou em um setor de extrema confiança e isso sujava meus planos. Mas, aí eu o apresentei a Aline, minha querida e única filha. Não quis estar ligado a ela, então pedi para que me tratasse como um desconhecido. Eu só precisava fisgar o coração mole daquele idiota... e consegui. Tirei você do meu caminho, em parte. Ela teve meu primeiro neto e isso me encheu de orgulho, depois outro e mesmo assim ele não te deixava completamente. Criei uma oportunidade e te mandei pra bem longe, mas o desgraçado nem assim sossegou. Optei pelo plano "B", matá-lo aos poucos era algo bem mais prazeroso, só que ele resolveu deixar minha filha e ir atrás de você naquele fim de mundo... tive que acabar com você, então planejei acabar com você, mas por azar minha menina estava perto e salvou a sua vida desgraçada. Eu te odiei ainda mais, a cada dia mais. Então aumentei as doses e até você caiu na cilada, tomou um pouco e quase perde aqueles pirralhos... - Ele não podia ter feito isso! A doença, não era genético... foi causado pelo veneno! FILHO DA... me afastei um pouco mais, eu sabia que em alguma parte daquela mesa, Nick deixava guardado uma arma (para emergências). 

- Você é meu avô? E me tratou como lixo todos esses meses? Matou meus pais e quase matou a Emma e meus irmãos! 

- Não fale assim. Não liguei muito para sua mãe, mas ela adorou quando o pai que a abandonou prometeu uma família feliz e a idiota caiu. - Nolan estava prestes a pular em cima dele. Tratrei de acelerar a busca, mas não podia deixar ele perceber ou agiria primeiro. - Eu quero que apenas meus netos tenham direito a esse império, não aqueles bastardos. 

- NÃO FALE ASSIM DOS MEUS IRMÃOS! 

- Nolan, não!! - Houve um disparo, tudo pareceu tão devagar e mais uma vez aquela maldita lembrança ecoou em meus pensamentos. Depois, a voz da minha mãe ao longe me dizendo para aproveitar minha vida e meu amor. Não sei se terei mais uma chance. Depois, do que pareceu horas, tudo voltou a acelerar e meus sentidos se esvaíram. 

- MÃE! MÃE! ACORDA, POR FAVOR! - Era o Nolan, sua voz parecia desesperada. Minha cabeça doía muito, mas consegui abrir os olhos. Precisava acalmar ele. Tudo estava bem agora. 

- Nolan, não fui atingida. Eu não fui... - Ele suspirou aliviado. Mas sentia minha cabeça pulsando incessantemente, devo ter batido a cabeça em algum lugar. Aos poucos, consegui me levantar e peguei a arma do monstro. Tinha muito sangue e eu não sabia ao certo onde eu tinha acertado. Mas ele estava inconsciente. Pouco depois a polícia entrou, juntamente com a emergência. Fui arrastada para alguns lugar, não consegui pensar em nada além do que aquele homem tinha causado por pura ambição. 

- Eiii, você está bem? 

- Felipe? Como soube? 

- Está em todos os jornais. Deixei tudo que fazia quando disseram que você estava refém de um bandido. 

- Onde está o Nolan? 

- Conversando com os policiais. Ele gravou a conversa inteira. Mas, eles querem conversar com você sobre. Eu sinto muito... 

- Todo sabem? - Não consegui segurar o choro. Estava cansada disso, mas seria praticamente impossível. Nicolas poderia estar vivo, Aline, quase perdi meus filhos... 

- Sim. A imprensa em peso está na porta esperando você passar... 

- EMMA! - Mike gritou entre a multidão. Ele nem esperou e já foi me abraçando e me beijando sem se importar com o Felipe. Ele entendeu a deixa e foi falar com os policiais também. 

- Podemos conversar em casa? - Ele concordou. Uma policial se aproximou para fazer algumas perguntas. Os funcionários foram dispensados e o prédio completamente fechado, Evandro foi atendido lá mesmo e levado sem ferimentos graves. Nolan, assim que acabou de falar sobre o ocorrido veio até mim e não saiu mais. Josh e Bianca ligaram desesperados e prontos para entrar no primeiro voo. Mas falei que não era necessário, mas nem quiseram saber de mais nada, bateram o pé. 

Fomos para casa escoltados, cheguando lá, minha família inteira estava prontos para nos receber. Já estava no início da noite, não me demorei muito, subi para tomar um banho e tentar limpar as lembranças daquele pesadelo. 

Assim que sai do banho, Mike me embrulhou na toalha e penteou meu cabelo. Ele sentou na cama e eu deitei em seu colo, sem lágrimas dessa vez, estava farta delas. 

- Posso dormir aqui hoje? Não sei se vou conseguir ficar sozinho. 

- Pode sim, meu bem. - Ele acomodou seu colchão ao lado da cama. Instantes depois apareceram mais duas crianças com suas fraldas a tira colo, se aconchegaram com Nolan, ele sorriu com a cena. 

- Mas olha quanta gente aqui, será que tem espaço para mais dois? Os gêmeos estenderam os bracinhos em nossa direção, não resistimos. Não consegui fechar os olhos, só admirei minha família o resto da noite. 



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