História Adivinhe quem sou (ShikaTema) - Capítulo 21


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Categorias Naruto
Personagens Shikamaru Nara, Temari
Tags Romance, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 22
Palavras 1.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não esqueçam de avisar sobre erros.
Confesso que tô amando ler os comentários, boa leitura, beijinhos.

Capítulo 21 - Nada é para sempre


Fanfic / Fanfiction Adivinhe quem sou (ShikaTema) - Capítulo 21 - Nada é para sempre


Depois de uma semana em Genova, decidimos voltar para a Espanha. Nesse tempo, Ino havia chamado vários amigos e esses haviam conseguido uma entrevista para trabalhar em um hotel de Barcelona.


Era claro que não queria voltar a Tenerife. Segundo ela, era muito pequena.



Quando chegamos ao aeroporto de Barcelona, ela se recusa a me deixar e me acompanha até onde tenho que pegar o voo para Tenerife. Uma vez lá, temos que nos separar. Abraçamo-nos e Ino, consciente de como me sinto, me diz:



— Quero te ver bem, Temari. Por favor, me diga que vai ficar bem.



Soltando um suspiro, eu respondo:



— Acaso duvida? – Tentando minimizar, olho para um moreno que passa ao nosso lado e cochicho: — Você viu que traseiro tem esse bombom?



— Essa é minha menina.



Ambas rimos e, depois de dar um grande beijo, eu digo adeus à louca da minha amiga e ela sai. Uma vez que estou só na sala de embarque, ponho os fones de ouvido e escuto música no meu telefone. Isso é a única coisa que me sossega recentemente. Ponho também óculos escuros, para que ninguém veja meus olhos emocionados, enquanto toco a chave que sou incapaz de me livrar.



Minha chegada a Tenerife é um acontecimento para toda minha família. Não sabiam que estava voltando, e quando me veem aparecer, gritam felizes. Não lhes explico que me despediram do cruzeiro. Simplesmente digo que o contrato acabou em Genova e que, como não gostei da experiência de trabalhar em um navio, decidi não renovar.



Minhas avós estão entusiasmadas e meus pais encantados. Sua menina, sua Temari, está de novo em casa. Garret me abraça ao ver-me, e surpreende-me ao me dizer no ouvido:



— Como diria Han Solo, não há recompensa igual a isto.



Assombrada com o que o extravagante do meu irmão disse, eu vou responder quando Kankuro também me abraça e sussurra:



— Fico feliz em ter você novamente aqui, minha menina.



Ai, assim choro.



No que meu queixo treme e sei que vou chorar como uma Magdalena perante minha família.

Gaara, ao ver minha expressão, quando Rayco me solta, me abraça e murmura:



— Seja o que for, superaremos juntos.



Quando consigo controlar os movimentos do meu queixo e engulo as lágrimas, nos olhamos nos olhos. Peço-lhe tempo com meu olhar, e ele com seu sorriso caloroso, sei que vai me dar. O dia seguinte, depois de uma noite que dormi como há dias não fazia, Gaara me desperta com almofadadas e eu rio a gargalhadas. Como perdi isso... Logo me visto, e pouco depois, nós dois saímos da casa dos meus pais e entramos no carro em direção à praia, dispostos a surfar. Ao longo do caminho, falamos de mil coisas enquanto ouvimos música.



Quando chegamos, estacionamos, colocamos nossos trajes de neoprene e nos lançamos ao mar com as pranchas.


Pela primeira vez em muitos dias, enfim sorrio de verdade e me sinto feliz. Voltei a minha ilha, ao meu mar, ao meu mundo, com minha gente e isso me faz ter de novo os pés na Terra. Durante horas, pego ondas com meu irmão e seus amigos e quando estou cansada saio e me sento na praia, a desfrutar da paisagem sob o sol da minha Tenerife.



Minutos depois, meu irmão também deixa a água. Finca a prancha ao lado da minha e vai para um quiosque tomar umas cervejas. Ao retornar, me dá uma, e depois de brindar me olhando nos olhos, diz:



— Muito bem. O que aconteceu?



Desabafo com ele. Lhe conto como conheci Shikamaru e tudo que aconteceu entre nós, exceto a parte do sexo, embora sei que imagina. Enquanto eu digo, busco informações de Shikamaru no meu celular para mostrar quem é. Meu irmão me olha com curiosidade, e uma vez que termino meu relato, murmura:



— Como pôde ser tão boba?



— Boba?



— Sim, Temari, boba.



Irritada com seus comentários olho em seus olhos e protesto:



— Eu não queria me apaixonar, nem se quer sabia quem era ele, Gaara! Quando o conheci era simplesmente Shikamaru, alguém da manutenção. Nunca imaginei que fosse um famoso cirurgião de Los Angeles e filho da famosa Yoshino Fernández. E menos ainda que me enganaria e usaria para se divertir.



Minha voz deve soar desesperada.



Eu estou desesperada



Vendo meu estado, Gaara passa um braço por meus ombros em cumplicidade. Eu apoio a cabeça e murmuro num silvo de voz.



— Ainda que me doa dizer, eu passei uns dias incríveis ao seu lado. Pela primeira vez eu senti que um homem me satisfazia por completo. Gaara, se o tivesse conhecido, Shikamaru o teria feito cair muito bem, porque é... Muito especial.



— Você acha?



Sorrio. Penso em meu morenaço, e enquanto a canção Nada és para siempre, de Luis Fonsi, soa nos alto-falantes do quiosque, respondo:



— Estou totalmente convencida disso.



Os dias passam e pouco a pouco minha vida volta à rotina. A chave segue pendurada no meu pescoço, meu coração não me deixa afastar dela. Dou-me conta de que cada vez que penso em Shikamaru, a toco e sorrio. Não sei se é bom ou ruim. Só sei que necessito fazer. 



Após vários dias de vagabundear, ouvir canções românticas que me partem ainda mais o coração, chorar as escondidas e ruminar minha dor, minha avó Ankie obriga-me a acompanha-la a alguns de seus shows. Segundo ela, já chega de estar assim. Concordo. Faço o que disse e me dou conta de que enquanto estou no palco com ela e suas amigas, as dores suavizam e consigo sorrir.



Encorajada por meu pai, deixo currículos nos hotéis da ilha, enquanto volto a trabalhar na loja de souvenires. Tento esquecer Shikamaru, mas suas recordações são tão fortes que me deixam louca. Ainda sim, me proponho que tenho que conseguir. Não há noite que não pense nele, nem canção que não me lembre dele, mas como dizem meus avós, a vida continua e eu tenho que continuar com ou sem ele.



Dois dias depois me chamam em um hotel para um teste. Estou feliz. Vestida com jeans e camiseta rosa, entro com um passo seguro no local e sou recebida pelo diretor da orquestra. Depois de me apresentar aos músicos, que são da minha idade e são muito gentis comigo, me pede para cantar alguma coisa. Eu falo com o pianista e o baixista e indico uma canção. Eles acenam encantados e o baixista toca os primeiros acordes. Eu começo a cantar Todo Combió, de Camila. Um tema que sempre gostei.



Olho para o diretor e os músicos. Quando começo a cantar, vejo que gostam da minha voz e o baixista inclusive pisca para mim. Eu prosigo feliz:


“Me sorprendió todo de ti

De blanco y negro a color me convertí.

Sé que no es fácil decir te amo,

Yo tampoco lo esperaba.

Pero así es el amor

Simplemente pasó y toda tuya ya soy”



Fecho os olhos enquanto a letra sai de meu interior, carregada com um sentimento que me arrepio, e continuo aumentando o tom de voz no refrão:


Antes de que pase más tiempo contigo, amor,

Tengo que decir que eres el amor de mi vida.

Antes de que te ame más, escucha por favor.

Déjame decir que todo te di y no hay, como explicar,

para menos si tu estás. Simplemente así lo sentí,

Cuando te vi...



Quando termino a canção se faz silêncio ao meu redor. Sorrio e vejo queme observam alucinados. Acho que foi o teste que fiz com mais paixão na vida e sei pelo modo como se olham. O diretor aplaude e, levantando-se, me pergunta:



— Pode começar esta noite?



Digo que sim encantada, e ele dirigindo-se ao guitarrista, diz:



— Temos essa canção no nosso repertório?



O guitarrista nega com a cabeça e o diretor ordena:



— Inclua. É uma maravilha. E agora que temos uma cantora nova, eu quero que revisem o livro de músicas. Eu acho Temari pode atualiza-lo. 


Isso me encanta. Atualizar o repertório de uma banda com euforia. Poder cantar as canções que gosto e que eles se moldem a mim me enche de alegria. Quando o diretor se vai, o guitarrista murmura:



— Por fim canções novas.



Eu sorrio e durante toda manhã trabalho com os músicos na sala do hotel. Sendo da minha idade, sugerem músicas que me agradam também. Às seis da tarde, depois de mais de oito horas de trabalho, temos o novo repertório. Despeço-me deles e volto a minha casa para mudar de roupa antes da apresentação.



Essa noite, quando as luzes se acendem no palco, volto a ser eu. Eu canto, danço, me envolvo com o público e, quando vejo que estão onde quero, os faço dançar, aplaudir, divertir-se. É algo que gosto e desfruto. Se pode pedir algo mais?



Sim... Shikamaru.


Notas Finais


Meu lado masoquista adora essa sofrência, mais acalmem os ânimos, tudo tem uma explicação kkkkk beijinhos


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