História Adolescent Adolescence - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Comedia, Lemon, Originais, Parkour, Romance, Yaoi
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Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


IAAIIII

Voltei galeros, espero que gostem do cap.

Boa leitura !!!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Harley, Daniel e eu estávamos sentados em rodinha no chão da sala. O carpete era confortável e esquentava rápido, fazendo com que o frio da noite ficasse um pouco mais aconchegante.

— Sério que você não vai deixar eu colocar filme de terror ? — Daniel não iria desistir tão fácil.

— Seríssimo. — O encaro duramente. — Você pode até gostar, mas eu tenho um desagrado pessoal com qualquer coisa que possa me dar pesadelos ou interromper meu sono durante a noite.

— Injusto! Heesoo, diz pro Jiwon que é injusto. — Ele olha para o amigo, quase suplicando ajuda.

— Ele está mais do que certo em não deixar. Não sei se você percebeu as indiretas, Dojin, mas o Jiwon tem medo desse tipo de filme. — Harley diz naturalmente, passando os dedos no emaranhado azul dos cabelos. — O Max pega pesado com ele quase todas as noites, ele não pode se dar ao luxo de não dormir porque ficou com medo de um filme.

O garoto faz um biquinho, finalmente desistindo de me convencer a assistir o filme. Apenas o fez porque enquanto Harley falava, eu simplesmente não neguei em momento algum.

Para ele soava estranho o som da frase "Jiwon tem medo". Normalmente eu era visto como um garoto abstraído de sentimentos, que sempre estava sério ou de mau humor.

— Você tem medo ? — Daniel se fez de desentendido, carregando um sorrisinho sarcástico. — Eu achei que você não tinha, na verdade eu não sabia que você sentia qualquer outra emoção além de raiva e puro ódio.

— Ô... É assim que eu aparento ser ? — Faço um biquinho e ele solta uma risadinha, sem me responder.

Harley abre um sorrisinho abobado, como se tivesse lembrado de algo.

— Normalmente você está com cara de poucos amigos, mas desde que o Leo começou a te irritar, você tem ficado com cara de que não tem amigo nenhum. — Ele me olha quase que com pena. — Já faz quanto tempo ?

— Faz dias, semanas, meses. — Me deito no carpete. — Sei lá, ele me irrita sempre que pode. Semana passada ele literalmente colocou um peixe dentro da minha garrafa de água. Um peixe ! — Faço uma expressão frustrada. — Como ele fez isso ?

— Ah, então o peixinho que tá no aquário lá na cozinha foi o Leo que te deu? — Daniel começa a rir. — Qual o nome ?

— Peixe. — Nunca tive muita criatividade para dar nomes, mas Peixe combinava.

— Que adorável. — O garoto fala, irônico.

— Não tão adorável quanto imaginar o Jiwon dando um soco por "acidente" no Leo. — Harley me deu um soquinho, me fazendo voltar a sentar.

— VERDADE ! — Daniel começou a rir. — Seu juramento de pacifista não é nem um pouco flexível ? Um soquinho só, só pra ele aprender que você esteve se contendo esse tempo todo, e que se quisesse poderia facilmente uma luta corpo a corpo com ele.

— Mas você sabe como foi difícil o Jiwon virar pacifista, agora que ele é controlado você quer descontrolar ele, Dojin? — Harley falou num tom acusatório.

— Não quero descontrolar o Jiwon ! E foi você que deu a ideia.

O azulado da de ombros enquanto eu faço uma careta, me sentindo meio desprezível.

— Parem de falar assim. Parece que eu era alguém rebelde que saia quebrando todo mundo na porrada. — Dou uma pausa. — Houve um tempo que eu era hostil com todo mundo ? Sim. Mas não era 100% minha culpa, as pessoas ficavam me encarando com deboche, eu avançava mesmo.

— Por que eles te encaravam ? — Daniel pergunta, afastando as madeixas cinzas dos olhos. — Você nunca contava nada pra nós.

— Começaram a espalhar rumores sobre mim. — Me aproximo deles. — Daquela época para agora, eu prefiro mil vezes agora. O Leo me irrita com peixes e xingamentos, antigamente as pessoas me julgavam apenas por não seguir o padrãozinho.

— Por causa da sua sexualidade, né? — Harley me olha nos olhos. — As pessoas são cruéis... Como descobriram?

Abro um raro sorriso e acaricio as madeixas azuis do garoto, o fazendo levantar seu rosto desviar o olhar para o teto, quase que instantaneamente retribuindo o sorriso.

— Sei lá, mas são águas passadas, acho que de tanto apanharem criaram algum juízo. — Digo e logo olho para Daniel, que parecia ter se lembrado de algo.

— Já que você prefere peixes e xingamentos, hoje quando você faltou o Leo parecia meio desnorteado. — Ele se senta do meu lado e bate seu ombro no meu ombro.

— É, ele parecia meio... Triste ? Tipo a sensação que se tem quando seu melhor amigo não vai a escola. — Harley ficou pensativo por um momento.

— A gente até ia lá intimidar ele um pouco, mas-

Harley o interrompe.

Você. Eu não.

— Calado Heesoo. — Daniel fez uma careta para o amigo e volta a falar. — EU tentei atazanar o Leo uma hora, mas aquele Rottweiler do Pierre tava cercando ele como uma leoa quando protege seus filhotes recém nascidos. Só faltou rugir.

— Pierre tem um Rottweiler ? — Pergunto confuso.

— Você não entendeu, o Pierre é o Rottweiler. — O garoto bufou irritado. — Já reparam no tamanho daquele ruivo ?

— Ele nem é tão grande assim. Só é um pouco mais alto que nós.

— Não o faz parecer menos com um animal violento. Ele meio que te lembra um pouco, Jiwon: ambos tem a mesma aura assassina. Só que ele não é pacifista. — Solta um suspiro.

— Como sabe ? — Cruzo os braços sem perceber.

— Uma vez eu o vi brigar com um cara duas vezes maior que ele, ambos levaram suspensão. Pierre saiu intacto. — Harley falou sem alterar o tom de voz, como se aquilo fosse algo totalmente normal.

— Aquele Rottweiler quebrou o braço do cara. — Daniel parecia chocado com o que ele mesmo disse.

— Não quebrou, só deslocou. — O amigo corrige, se aproximando do sofá e se escorando no mesmo, logo esticando as pernas no carpete. Parecia relaxado.

— Claro que quebrou, Harley ! Ele teve que pagar o médico do cara. Se tivesse deslocado era só por no lugar. — Daniel segurou o próprio ombro, como se já tivesse o deslocado milhares de vezes. — Eu vi o menino com o braço todo engessado.

— Mas pelo que eu saiba, o Pierre é um garoto bastante quieto. Por que brigou ? — Olho curioso, não sabia que o ruivo era encrenqueiro.

— Não sei. — O acinzentado assumiu. — Acho que o cara tentou incomodar o Leo. Eu já te contei que aquele Rottweiler é quase como um guarda-costas ?

— Por que Rottweiler ? — Pergunto.

— Porque ele PARECE UM CÃO. — Grita. — Uma vez eu passei por ele e pareceu que tinha rosnado. ROSNADO. HUMANOS NÃO ROSNAM. Sem contar na aparência dele, me lembra muito um Rottweiler.

— Você nem o conhece. — Harley que até então estava imóvel, se joga em cima do amigo, derrubando-o e ficando por cima dele. — Você anda stalkeando ele ? Que mórbido, Dojin.

— EU NÃO TÔ STALKEANDO NINGUÉM ! — Ele segura Harley pelos pulsos, se contorcendo ora ou outra para não ter os órgãos esmagados. — Qual a tua, cara ? Sai de cima !

— Como você sabe tanto do Pierre se não está stalkeando ? — Harley pergunta com um sorrisinho safado no rosto, se soltando das mãos de Daniel e começado a fazer cócegas nele. — Responda, humano insolente !

— AH, ME DEIXA. — Fez uma careta. — E eu não sinto cócegas.

A cena foi maravilhosa. Daniel estava deitado no chão com cara de tacho, enquanto Harley, que estava literalmente sentado em cima do amigo, começou a corar e afastou suas mãos da barriga do garoto, as levantando pra cima.

— Uau. — Digo, me aproximando da dupla. — Você não sente cócegas, Dojin ?

— Não. — Ele responde, tentando empurrar Harley de cima dele.

— Heesoo, acho que você não vai conseguir fazê-lo rir, mas você pode deixa-lo arrepiado.

— Qual seu plano ? — O azulado me olha curioso.

Me aproximo de Daniel e num movimento rápido eu retiro sua camiseta, o deixando desconcertado.

— MAS QUE PORR- — Ele empurra o Harley para o lado e se levanta rapidamente. — O QUE TÁ FAZENDO ?

Solto uma risadinha sem graça e também me levanto. Me aproximo de Daniel e o empurro, fazendo com que caísse sentado no sofá.

— Wow, isso vai ser interessante. — Harley se levanta.

Me sento no seu colo, com uma perna em cada lado de seu corpo. Daniel tentou recuar e me empurrou, rapidamente segurei em seus cotovelos e nos aproximei ainda mais.

— Você vive passando as mãos no meu corpo, Dojin. — Sussurrei em seu ouvido. — É difícil saber quando você está brincando. — Abro um sorrisinho sádico e mordo o pescoço do garoto, chupando logo em seguida.

Ele solta um grunhido de uma mistura de dor e prazer e aperta meus ombros, tentando novamente me empurrar. Dou uma lambida no lugar recém marcado, passeando minhas mãos pela cintura e peito desnudo, sentindo-o estremecer me afasto, saindo de cima dele.

— Nossa. — Harley arregala um pouco os olhos. — Você deixou uma marcona nele.

O olho e vejo a marca do chupão, havia ficado levemente o molde dos meus dentes e o vermelhidão da sucção na pele.

Daniel levou uma de suas mãos até o local, fazendo uma expressão irritada e um pouco chorosa.

— Nem tá tão ruim, nem vai ficar hematoma — Vai sim.

— Demora pra sair, seu estúpido. E foi logo num lugar super visível. — Daniel resmunga o que creio que foi uma série de palavrões e frases ofensivas.

Sinto uma pontada de culpa, que logo passou. Segurei seus pulsos e o levantei do sofá, puxando-o para um abraço.

Nossos corpos se encaixavam de uma maneira confortável, nós tínhamos exatamente os mesmos 1,71 de altura.

— Eu também quero participar desde abraço. — Harley fez um biquinho.

— Não pense que eu vou te desculpar só porque me abraçou. — Daniel me fala, puxando o azulado para o abraço.

A priori Harley tinha apenas um centímetro a menos que nós. As pessoas achavam interessante o fato de termos praticamente a mesma altura.

— Nossa... — Uma voz foi escutada na entrada da sala. — É isso que chamam de hormônios a flor da pele ?

— Max ! — Olhamos e falamos ao mesmo tempo.

Max — apelido de Maxiel — era um homem jovem, cerca de 24 anos. Altura mediana: 1,79. Cabelos e olhos roxos. E em questões não estéticas, ele era meu mentor, meu segundo responsável e meu amigo.

Rapidamente me solto do abraço apertado da dupla e vou animado até Maxiel. Antes que eu pudesse o soterra-lo com perguntas e assuntos entusiasmados, ele faz um leve carinho na minha cabeça, logo dizendo:

— Pelo jeito você só é enérgico comigo. — Ele sorri. — Você deveria curtir melhor os seus amigos.

— Hm... — Faço uma careta. — Se eu "curtir" com eles é possível que a cidade pegue fogo.

— O que ? Eu sou tão calmo. — Daniel se pronuncia. — Já o Heesoo... — Ele olha o amigo, provocando. Obviamente Harley era mais calmo que ele.

— Seria interessante colocar fogo na cidade. — O azulado fala brincalhão. — Olhar tudo queimando e sucumbindo as cinzas sem alterar a expressão.

Maxiel solta um risinho e me dá um curto abraço, o qual correspondo instantaneamente antes que ele pudesse voltar a falar.

— Não acha que está na hora de vocês irem para casa ? Seus pais podem estar preocupados. — Ele olhou para a dupla de patetas de maneira gentil.

— Eles vão dormir aqui hoje. — Digo.

— Os pais deles sabem ? — Pergunta.

  — Claro.


Notas Finais


E AIII ? O que acharam ?

Desculpe qualquer erro e espero que tenham gostado.

Até o próximo :'D


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