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História Adorável Alfa - Capítulo 6


Escrita por: frutinhes

Notas do Autor


(ps: deixarei para surtar nas notas finais);
AVISO: conteúdo extremamente boiola e com víboras pra cace**. É isto, boa leitura >:).

[capítulo não corrigido pq a autora é apressada e não espera os prazo]

Capítulo 6 - VI. It's All About Being With You


Fanfic / Fanfiction Adorável Alfa - Capítulo 6 - VI. It's All About Being With You

É Tudo Sobre Estar com Você

— Conheço sim, esse é o Sasuke, meu vizinho — respondeu, tomando o lugar de Karin e rodeando os braços do Uchiha ao redor do seu pescoço. — O que foi que aconteceu com você, em ômega? — sussurrou, sentindo o seu coração apertado com a preocupação.

{ … }

Naruto sentia que iria explodir. 

Suas mãos estavam tremendo enquanto tentavam manter-se firmes ao colocar o corpo desengonçado do ômega sobre o sofá de sua casa. Seus olhos azuis não desviavam-se do Uchiha, este que sustentava em seu rosto um olhar fundo e triste; ele estava frio, sua pressão parecia ter abaixado e o Uzumaki estava com muito medo do que poderia ter acontecido naquele maldito jantar. Sua cabeça pensava em mil e uma coisas.

Deidara despediu-se de forma educada da garota, esta deu-lhe o seu telefone, para caso precisassem de algo. 

— Vem, senta aqui, Sasuke — Naruto pediu, fazendo assim o moreno sentar-se no local indicado. 

Sasuke respirou fundo, mas não parecia estar muito disposto a conversar.

O alfa puxou todo o ar que podia para seus pulmões para então se abaixar na frente do Uchiha, fazendo com que os olhos negrumes do mesmo o encarasse; Naruto nunca havia o visto assim, tão vazio, tão triste. Seu coração voltou a titubear dentro de seu peito e aquela sua necessidade de vê-lo feliz alastrou-se por seu ser, fazendo arrepios e uma angústia enorme lhe preencher. 

— O que aconteceu, Sasuke? — perguntou, sua voz saiu arrastada. Deidara aproximou-se, parando detrás das costas do sofá, observando a cena com preocupação. — Foi o Neji? Ele fez algo com você? Ele disse algo? Ele tocou em você? Porque se ele tiver feito algo contigo eu não sei o que eu… 

Antes de terminar o que estava falando, Naruto teve seu corpo puxado para cima pelos braços finos de Sasuke, fazendo com que o seu físico recaísse sobre o do ômega, este que rodeou o pescoço do alfa com os braços e a cintura do mesmo com as pernas. Sasuke o agarrou como se aquilo fosse tirar todos aqueles sentimentos ruins, como se estar ali, abraçado ao Uzumaki, fosse fazer com que tudo sumisse.

Naruto ficou sem reação. Seu corpo paralisou no instante em que foi abraçado; seus olhos escorregaram para o lado encarando o irmão com uma surpresa e vergonha evidente, Deidara apenas sorriu abobado com aquela situação trágica e fofa. 

Os olhos de Sasuke encheram-se de lágrimas mais uma vez, estas que não demoraram para escorregar de seus olhos e molharem a camisa do Uzumaki; sua respiração começou a ficar desregulada e seu coração batia acelerado em seu peito. Portanto, Naruto ao ver aquela situação, colocou suas mãos na cintura do ômega com força e o levantou daquele sofá, segurando-o em seu colo, logo voltando a se sentar, mas desta vez com Sasuke aninhado em cima de si. 

O moreno colocou sua cabeça sobre o ombro do alfa e rodeou seus braços na cintura do mesmo. Naruto levou uma de suas mãos até os fios negrumes do mais baixo, onde afagou levemente o local, e, com a sua destra livre, ele acariciou as costas do Uchiha.

Eu quero te ajudar, Sasuke — Naruto murmurou, olhando para o rostinho vermelho e molhado do ômega, que estava cuidadosamente abraçado a si.

Fica aqui comigo, isso já vai me ajudar — sibilou baixinho pela primeira vez, fazendo o coração do Uzumaki aquecer-se com as suas palavras. 

— Estarei aqui sempre, não se preocupe — balbuciou, afagando os lisos fios de Sasuke. 

— Bom… Eu vou… — Deidara começou, fazendo os olhos do alfa desviarem-se na direção do irmão, tendo assim suas bochechas coradas no mesmo instante. — Vou terminar as panquecas… — terminou, fazendo Naruto apenas assentir com a cabeça. 

O alfa tornou a olhar para baixo, visualizando o rostinho do Uchiha com afeição, seu coração estava agitado e quentinho dentro de seu peito. Sentia-se feliz pelo fato de Sasuke ter recorrido a si quando precisou, mas também ficou angustiado por não saber muito o que fazer para ajudá-lo naquele momento delicado. 

Por mais que o moreno estivesse com sua maquiagem borrada, cabelos levemente bagunçados, ainda tinha o dom de continuar lindo. Era incrível a forma como apenas algumas palavras proferidas por ele, conseguiam aquecer o coração do Uzumaki como ninguém conseguia fazer há quase três anos. 

— Naruto… — os olhos azuis arregalaram-se ao serem chamados depois de minutos no silêncio. 

— Diga, ômega — ditou, calmo e tentando passar conforto para Sasuke. 

Não posso voltar para casa — sussurrou, sua voz era carregada de medo e uma angústia latente.

— O que aquele maldito fez a você? — questionou, franzindo o seu cenho numa raiva crescente. — Eu juro que eu vou acabar com aquele desgraçado, se ele tiver tido a ousadia de tocar apenas um…

Shiu— Sasuke sibilou, tampando os lábios do alfa com o seu dedo indicador. Naruto corou. — Estou com dor de cabeça, fala baixinho tá? — sussurrou, pressionando seus olhos. 

— Tá bom, desculpe — o alfa falou, desta vez num tom mais baixo. Ele estava tentando manter a calma. — Mas o que ele te fez? Você vai me falar? Eu preciso saber… — insistiu, ainda tentando controlar o tom de voz. 

— Você vai saber, depois, mas vai — respondeu, apertando ainda mais o corpo do Uzumaki com seus braços e puxando-o inconscientemente para mais perto de si. Naruto estava quentinho e isso o fazia ficar bem. 

— Se quiser, pode ficar aqui em casa — Naruto falou, sem parar com as carícias que fazia. 

— Obrigado — pronunciou, respirando fundo. — Na verdade, obrigado por tudo que tem feito e desculpa ficar te enchendo com os meus problemas…

— Não se desculpe por nada, tá me ouvindo? — o loiro pressionou o corpo alheio em um afago mais apertado, como se tentasse exprimir todas as sensações ruins do corpo do mais baixo. — Eu estarei sempre aqui para tudo que você precisar, cuidar de você não é um nunca vai ser um incômodo… 

Naruto sentiu mais algumas lágrimas molharem sua camiseta, o que resultou em um suspiro fugindo de seus lábios. O que quer que Neji houvesse feito com o Uchiha, o alfa iria descobrir e com toda certeza o maldito não sairia impune de fazer Sasuke ficar daquela forma; se fosse preciso socaria a cara do imbecil até não sobrar nada além de uma face desfacelada. 

Claro, aquilo seria errado. Mas estava com tanto ódio, mais tanto ódio, que só pensava em acabar com a raça daquele víbora que ousou ferir o pequeno ômega. 

— Naruto. — O alfa torceu seu rosto para o lado, vendo Deidara parado próximo ao lado do sofá. — Porque você não o leva para tomar um banho? Talvez com um banho gelado e roupas limpas ele se sinta melhor — inferiu, fazendo o Uzumaki mais novo assentir brevemente com a cabeça. 

— Sasuke — chamou, voltando o seu olhar para o ômega aninhado em seu colo. Este que respondeu com um sonolento e cansado “hum?”. — O que acha de subir comigo e tomar um banho? Você vai se sentir melhor depois que molhar um pouco a cabeça… 

Sasuke suspirou baixinho como se quisesse criar forças para aceitar o pedido do alfa. 

— Você me… carrega? — perguntou manhoso, fazendo o rosto de Naruto que já estava vermelho, ficar ainda mais rubro. 

— Ca-carrego sim — respondeu, xingando-se mentalmente por ter gaguejado. 

Naruto, portanto, colocou-se de pé com o ômega em seus braços, girando seus calcanhares e indo em direção às escadas da casa. Sem muitas dificuldades ele subiu para o andar de cima, prosseguindo até seu quarto e entrando dentro do banheiro, onde colocou o Uchiha no chão novamente. Sasuke demorou alguns segundos para se acostumar com o próprio peso, sua vista estava turva e seu estômago revirou; céus, ele vomitaria?

Rapidamente o moreno virou-se para trás em busca do vaso sanitário, ao encontrá-lo ele se lançou ao chão, abrindo a tampa em seguida; deu tempo apenas de se posicionar, pois foi abrindo a tampa e o vômito saindo de sua boca. De forma abrupta, Naruto se ajoelhou ao lado do ômega, pegando seus cabelos e segurando-os para trás, passando a sua mão livre nas costas do mesmo. 

— Calma, calma — o alfa falou, vendo que o Uchiha – além de estar vomitando – também estava chorando e praguejando tudo que aconteceu. — Vai ficar tudo bem, eu estou aqui com você… 

— Eu odeio, odeio tudo isso! — grunhiu, logo sendo impedido de continuar reclamando por outra onda de ânsia. — Argh! — resmungou.

Não demorou muito para que o ômega se acalmasse, ele se sentou no chão do banheiro e desviou seu olhar na direção do Uzumaki. 

— Eu só queria sumir, Naruto — confessou, tendo novamente seus olhos cheios de lágrimas. 

— Eu estou aqui com você, Sasuke. O que quer que esteja acontecendo nós daremos um jeito, tá bom? Confie em mim — inferiu, enquanto se levantava do chão e estendia a mão para ajudar o Uchiha a se erguer. — Agora vem, vamos tomar um banho geladinho, vestir uma roupa quentinha e descansar — falou, fazendo Sasuke assentir. 

Naruto então levou suas duas mãos até a gargantilha que o ômega usava, tirando-a no mesmo instante. Depois, ele voltou a se abaixar, desabotoando a fivela do salto alto que Sasuke calçava. O moreno para ajudar – depois de já estar descalço – levou suas mãos até o zíper do seu vestido, que era bem nas suas costas, abrindo-o um pouco, porém não conseguiu abrir por completo. 

O alfa voltou a se pôr de pés, vendo o Uchiha virar-se de costas para si, insinuando que era para o mesmo terminar de abrir o zíper de seu vestido. Naruto sentiu suas bochechas se ruborizarem violentamente, ele mordiscou seu lábio inferior e balançou a cabeça negativamente, tentando despistar qualquer tipo de pensamento, logo abrindo o maldito feiche. 

Sasuke levou suas mãos até as alças do vestido, deslizando-as para o lado e deixando que o mesmo caísse sobre os seus pés. 

Naruto abaixou-se mais uma vez, pegando o vestido e colocando-o em seu antebraço, pegando também o par de sapatos do ômega e sua gargantilha, virando-se assim de costas em direção a porta de saída do toalete. 

— Toma banho direitinho, qualquer coisa é só me chamar, certo? — pronunciou, girando seus calcanhares para trás e olhando o ômega seminu, vestido apenas com uma cueca box preta. Naruto engoliu em seco e desviou seus olhos. — Vou separar a roupa pra você… 

— Certo, obrigado, alfa — falou, fazendo o Uzumaki sentir um calafrio percorrer por sua espinha. 

O ômega o chamando de alfa havia – nesse exato momento – se tornado a sua coisa preferida. 

{ … }

Sasuke respirou fundo, saindo do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura. 

A passos largos e meio tontos ele adentrou o quarto do Uzumaki, mas estava cansado demais para se ater a algum detalhe daquele lugar. Seus olhos estavam ardidos, provavelmente ficariam muito inchados na manhã seguinte, seu corpo estava moído, sentia cada parte de si quase se soltando – se isso fosse possível. 

Ao chegar em frente à beira da cama, viu um pijama laranja posto ali em cima. Seus olhos varreram o local em busca de Naruto, mas o cômodo estava vazio. Novamente ele suspirou, desta vez dando lugar para um bocejo demorado e uma dor latente em sua cabeça. 

Sasuke procurava não pensar muito no que Neji estava fazendo e muito menos no que faria depois de ter ouvido tanta coisa. Tentava também não imaginar se caso o seu esposo – se é que ainda pode se chamar assim – estivesse de fato falando a verdade sobre mudar, sobre ser uma pessoa melhor e lutar pelo bem do casamento. Mas o ômega também sabia que já era tarde demais. Tarde demais para reatar aquele cônjuge. 

Sem demora o moreno terminou de se enxugar, colocando a toalha sobre a cama e pegando o pijama. Primeiro ele vestiu a calça moletom preta, logo depois vestindo a blusa de manga longa e de algodão de cor alaranjada. Ele caminhou até o armário branco que havia ali, abrindo-o e vendo um frasco de desodorante, passando-o em si; Sasuke olhou-se brevemente no espelho ali ao lado, soltando um suspiro. 

Antes que pudesse sair do quarto, o mais baixo ouviu um bater na porta e a mesma logo foi aberta. Era Naruto, ele enfiou sua cabeça pela fresta da limiar com um sorrisinho tímido nos lábios. 

— Ah, já terminou? Que bom — falou, entrando de vez dentro do cômodo. 

O alfa carregava em suas mãos um copo com água, um prato com talheres e uma possível panqueca com mel, além de algo enrolado em um guardanapo ao lado da comida. Sasuke tomou a liberdade de pegar a toalha e voltar ao banheiro, onde a estendeu no box, logo retornando em direção ao quarto. 

Naruto girou os calcanhares indo até a pequena cômoda ao lado da cama, onde colocou o que estava segurando; ele se sentou na beirada do colchão, chamando assim o Uchiha para perto de si. 

— Trouxe comida, caso esteja com fome — falou quando o moreno aproximou-se de si. — Também trouxe um remédio para ajudar na ressaca… 

Sasuke assentiu. 

— Bom… — Naruto suspirou. — Acho que vou deixar você ficar aqui e descansar — inferiu sorrindo, colocando-se de pé mais uma vez. 

— Naruto — chamou, fazendo o Uzumaki olhá-lo nos olhos novamente. — Obrigado de novo por me deixar ficar aqui e por tudo que você tem feito… E-eu nem sei como… — falou, com a voz embargada enquanto mexia suas palmas de forma ansiosa. 

— Sasuke — ditou o alfa, colocando suas mãos nos ombros do moreno, fazendo-o encará-lo nos olhos. — Já disse que não precisa se preocupar com isso, não é incômodo estar com você, muito menos ajudá-lo com tudo que precisar… — sorriu acalentador, fazendo Sasuke sorrir pela primeira vez desde que chegou.

— Você é… — suspirou ainda sorrindo, desta vez com as bochechas completamente coradas. — Um bobão — fez bico e arrancou uma risadinha do outro. 

— Você realmente é muito orgulhosinho pra me elogiar, não é, ômega? — Naruto riu, apertando a pontinha do nariz alheio com os seus dedos. — Mas eu sei que você gosta muitão de mim e me acha um máximo — disse sorrindo ladino e fazendo as bochechas alheias corarem ainda mais. 

O alfa antes de sair de vez do quarto, abaixou-se minimamente e deu um selinho estalado no todo da cabeça do Uchiha, fazendo os olhinhos do mesmo se arregalarem. Naruto riu, passando assim adiante do corpo alheio e saiu do cômodo. Sasuke ainda ficou alguns segundos processando e logo ele riu bobo, cruzando os braços e olhando para o lado. 

— Idiota — murmurou, mordendo levemente o seu lábio inferior. — O pior é que você realmente é um máximo — disse para si mesmo, balançando a cabeça negativamente logo depois. 

 

Os raios solares batiam contra o seu rosto, esquentando sua pele e fazendo com que pouco a pouco tornasse a consciência. O ômega, mesmo com dificuldades, abriu suas orbes escuras, enquanto espreguiçava-se. 

Ao abrir completamente seus olhos e acostumar-se com a claridade do cômodo, Sasuke se viu atordoado por não saber exatamente onde ele se encontrava, varrendo assim o aposento com apreensão. Ele estava dentro de um quarto comum, tinha vários posters de bandas – que o moreno nunca ouviu falar –, algumas roupas espalhadas por cima de uma escrivaninha e um guarda-roupa branco que estava fechado. 

Sasuke respirou fundo, olhando para o seu corpo. Este que estava coberto por um cobertor fofinho de cor alaranjada e vestindo uma roupa de dormir na mesma tonalidade. Ele pressionou os seus olhos com força na tentativa de aliviar um pouco da tensão de sua cabeça, suas mãos foram erguidas e pararam ao lado da sua face, onde com seus dedos o ômega massageou suas têmporas. Estava com muita dor de cabeça. 

Aos poucos as lembranças do que de fato aconteceu na noite passada começaram a invadir sua mente como enormes flashes de luz, o que resultou em um latejar ainda mais insistente. Sasuke voltou a abrir suas orbes, olhando para o teto do quarto em busca da vontade de se levantar daquele colchão, de enfrentar o mundo e os problemas que o cercavam. 

Ele virou-se para o lado, aninhando-se na coberta e no travesseiro abaixo de sua cabeça. Um suspiro profundo fugiu de seus lábios. Estava tão esgotado de tudo que sequer sentia ser a mesma pessoa, parecia que pedacinhos de si haviam sido retirados à força e agora, tudo que havia restado era uma casca vazia. Um ser humano vazio, angustiado e que sinceramente, não tinha mais vontade de levantar da cama. 

Fugir dos problemas

Por muito tempo essa tinha sido a sua solução, afinal fingir que nada está acontecendo era o seu método infalível para não ter que se preocupar em como resolver alguma coisa. Mas, agora, tudo parecia ter explodido de uma vez – o que é mil vezes pior. Se tivesse cuidado aos poucos de tudo que sobreveio sobre si, talvez, só talvez, as coisas não teriam tomado esse mesmo rumo. 

A única certeza que tinha é que estava exausto. Mentalmente, fisicamente e tudo que tem ente no final.

Todavia, não poderia se deixar abalar, não agora que estava no ponto clímax da questão. Daria um jeito de resolver as coisas, sendo essas “coisas” em questão o seu casamento com Neji Hatake. Por mais que estivesse com medo de encará-lo no rosto ou ter que entrar em algum diálogo com ele, não poderia nem cogitar a ideia de deixar as coisas como estão. 

Sasuke respirou fundo antes de se sentar sobre a cama e se por sobre os seus pés. Ele virou-se na direção do colchão e dobrou as cobertas, deixando-as minimamente organizadas, logo pegando as louças sujas da comida de ontem e saindo do quarto. A passos lentos e silenciosos, o ômega desceu as escadas, olhando para os lados quando chegou ao térreo e avistando a cozinha. Ele deixou o prato, talheres e o copo na pia, girando seus calcanhares em seguida e andando em direção a sala. 

O ômega achegou-se ao sofá, vendo assim Naruto, que estava enrolado em uma coberta fina e sem travesseiro. Com toda certeza aquele móvel não era confortável o suficiente para proporcioná-lo uma noite de sono decente; Sasuke suspirou, o Uzumaki havia dormido no estofado por sua causa, ele o tinha expulsado de sua própria cama. Sentia-se mal por isso.

Meio sem jeito o moreno arrodeou o divã, abaixando-se na frente do mesmo e deixando seu rosto rente ao do alfa, encarando-o. 

— Naruto — chamou baixinho. — Naruto… 

O loiro não demorou para remexer-se ao som da voz alheia, fazendo careta e murmurando alguns: “estou dormindo” ou “deixa eu dormir”. Sasuke riu da forma sonolenta e manhosa na qual o Uzumaki cochichou; precisava conversar com ele, mas talvez aquela não fosse a hora certa, acordá-lo seria ainda mais inconveniente, já não bastava tê-lo feito ter uma noite de sono ruim? 

Sasuke voltou a pôr-se de pé, indo até a cozinha onde começou a fuçar os armários. Fazer ao menos o café da manhã – e tinha que ser um bom – seria o seu presente de pedido de desculpas. Afinal, precisava compensar o alfa pelo o que ele estava fazendo por si. 

 

Por volta de meia hora, o ômega já tinha tudo feito. 

Torradas com manteiga e queijo, panquecas com mel e banana, ovos fritos com farofa, calabresa, bacon frito e café com leite e chantilly. Sasuke provou tudo o que cozinhou e sinceramente, conseguiu se lembrar do porque o seu restaurante era o melhor, ele cozinhava muito bem, a sua comida era magnífica. E isso não é narcisismo, apenas um fato. 

Quando enfim terminou de arrumar o balcão, com os pratos, xícaras e talheres para tomarem café, o Uchiha ouviu um barulho vindo das escadas. Seus olhos instantaneamente viraram-se para o lado, vendo assim quase uma fotocópia de Naruto, se não fosse pelo cabelão com toda certeza seriam idênticos. Este homem – que pelo cheiro Sasuke descobriu ser um ômega – caminhou em sua direção. 

— Bom dia — falou ao chegar perto do Uchiha, este que apenas conseguiu sorrir minimamente e olhar para o chão envergonhado. — Como você está? Se sente melhor? — perguntou tranquilo, sorrindo. 

— E-estou bem, obrigado — respondeu, ainda olhando para seus pés e mexendo com suas mãos inquieto na frente de sua barriga. — Fiz o café — inferiu, virando-se abruptamente na direção da comida exposta em cima do balcão. 

— Percebi. Foi por isso que acordei, o cheiro está maravilhoso — elogiou, fazendo as bochechas do moreno corarem. 

— Obrigado — suspirou. — Se provar vai achar ainda melhor, certeza — afirmou, arrancando um sorrisinho do Uzumaki mais velho. 

— Tenho certeza que sim. — Deidara pegou apenas uma fatia de bacon frito e melou a mesma com chantilly, logo levando a boca e provando. — Hmmm — murmurou ao saborear. 

Sasuke apenas riu ao ver a situação. Ele apoiou seus cotovelos sobre o balcão e ficou observando o local com certa curiosidade, tentando não pensar muito em quem que era aquele homem quase idêntico ao alfa. 

— Você e o Naruto são muito próximos. — O Uchiha questionou se aquilo era uma pergunta ou uma afirmação, mas, pelo o tom usado descobriu que o ainda desconhecido ômega não estava perguntando aquilo para si. 

— Eu não diria… próximos — retrucou, mordiscando seu lábio inferior, tendo suas bochechas rosadas. Deidara apenas riu. 

— Então o que é ser próximos, para você? — ele riu, fazendo o Uchiha fazer um bico envergonhado nos lábios. — Ah, me desculpe, não quero ser intrometido, eu tenho esse probleminha… 

Sasuke não respondeu, na verdade nem sabia o que responder naquela situação. 

— Você e ele são…? — perguntou, deixando a pergunta no ar, com medo do que poderia ser respondido.

— Eu e o Naruto? — riu novamente. — Somos irmãos, não precisa ter ciúmes…

— Ci-ciúmes? — arregalou os olhos, encarando o outro ômega completamente envergonhado. — Não estava com… E-eu não…

Deidara gargalhou alto, colocando suas mãos sobre os ombros do mais baixo e negando com a cabeça.

— Tudo bem, tudo bem, não precisa se desesperar — falou, fazendo um franzir de cenho surgir no rosto do Uchiha que logo fez careta. — Ah, e eu sou o Deidara, e você é o Sasuke, certo? — o moreno apenas assentiu.

— Do que estão conversando? — uma voz sonolenta interrompeu, fazendo os dois ômegas olharem na da direção sala, vendo o alfa caminhando meio desengonçado enquanto se espreguiçava.

— Nada demais, estava apenas cumprimentando meu futuro cunhado — Deidara brincou, completamente sem filtro algum. 

Naruto e Sasuke arregalaram os olhos no mesmo instante, ficando totalmente vermelhos com o comentário indecente do Uzumaki mais velho.

— Deidara! — o alfa repreendeu o irmão, desviando suas orbes na direção do mesmo. 

— O que? — ele riu. — Não falei nada demais, foi apenas uma brincadeirinha… 

Os irmãos agora se fuzilavam com os olhos, Naruto parecia que iria explodir de vergonha e Deidara apenas estava rindo internamente da situação do mais novo.

— Eu fiz o café… — Sasuke desconversou, olhando para a mesa, trazendo o olhar dos Uzumaki para si. 

— E é por isso que irei me retirar. Vou tomar um banho maravilhoso e ligar pro meu e-boy tatuado pra dar uns cheiro virtual. Bom café pra vocês — falou o ômega mais velho, andando rapidamente em direção às escadas. — Não façam nada que eu não faria, em?! — gritou quando chegou no andar de cima. 

Naruto sorriu, levando uma de suas mãos até a nuca. Seu irmão não tinha jeito mesmo, era um caso perdido.

— Uau, você fez bastante coisa — disse ao olhar para o balcão recheado, pegando um dos pratos que estavam ali em cima. — Estou tendo a honra de ter uma comida feita pelo melhor chef da região, sou muito sortudo — gabou-se, fazendo o Uchiha soltar uma risadinha e revirar os olhos com o comentário.

— Sem querer parecer arrogante, mas tá uma delícia — ditou, soltando um sorriso e levando uma de suas mãos até os pratos. — Espero que também ache isso… — falou, olhando o rosto bronzeado do alfa por alguns segundos antes de desviar suas orbes das dele.

— Irei gostar sim, seria impossível desgostar de algo feito por você, ômega. 

No instante em que o Uzumaki proferiu aquelas palavras, suas mãos se tocaram levemente ao irem pegar os talheres para fazerem a refeição. Seus rostos foram erguidos e suas orbes se fixaram uma na outra, nada foi dito, eles apenas ficaram estatísticos, sentindo o calor de suas mãos tocando uma na outra. Em uma fração de segundos, Sasuke já havia se afastado, com o rosto vermelho e continuou a se servir; o alfa fez o mesmo.

— Ehr… — o ômega começou. — Sobre ontem…

— Se você não quiser falar sobre isso, tá tudo bem, não quero forçar você a nada… Sabe?

Ambos giraram seus calcanhares e caminharam em direção a mesa da cozinha, já com seus pratos feitos, onde se sentaram um na frente do outro. Sasuke mordiscou seu lábio inferior com força, alternando seu olhar entre seu prato de comida e o rosto do alfa.

— Na verdade eu quero sim falar — proferiu, seu tom era baixo e nervoso, mas passava certeza no que dizia. — Me sinto confortável perto de você, não seria estranho conversar sobre ontem…

— Fico feliz que se sinta assim — Naruto falou, sorrindo levemente bobo. — Quero ser… — ele começou, mas balançou a cabeça negativamente ao pensar direito no que diria. Seu rosto ficou vermelho. — Quero ser alguém que você confie — disse após reformular a frase. 

— Você já é, alfa — Sasuke retrucou, sorrindo leve, pegando um pouco de comida com seu talher e levando a boca, onde mastigou com rapidamente. 

Naruto sentiu sua barriga borbulhar quando mais uma vez foi chamado de alfa, pelo mais baixo. 

— Ontem no jantar — o ômega começou, seu rosto agora retraía-se em angústia, ele parecia lembrar de tudo com muita aflição. — Eu bebi demais, como você sabe, mas… Quando eu bebo, acabo tendo um pouco mais de coragem, se é que me entende… — seu olhar olhou na direção do Uzumaki, este que apenas assentiu. — Acabei falando muita coisa que estava entalada na garganta e… Bom, cheguei a uma conclusão, uma coisa que neguei bastante por muito tempo mas que agora, ela faz muito sentido.

— E o que seria? — o alfa perguntou ao ver o pequeno Uchiha titubear nas palavras. 

— Irei pedir o divórcio, Naruto. 

Os olhos do Uzumaki se arregalaram e por mais que aquele fosse um assunto triste e trágico – afinal era um casamento indo por água abaixo –, internamente Naruto não conseguia ficar triste com a notícia. Não sabia dizer o que era exatamente, mas ele estava feliz. E por um momento ele lembrou-se de algo…

— Mas… Desculpa a pergunta estranha… Você não é… Sabe? Tipo… Ele nunca te… — Por mais que quisesse concluir a pergunta, o loiro simplesmente não conseguia. Estava vermelho e nervoso demais para querer saber a resposta.

— Se eu sou um ômega marcado? — Sasuke sorriu, nervoso, porém achando engraçado a dificuldade que o Uzumaki tinha para perguntá-lo aquilo. O alfa apenas assentiu. — Não, não sou marcado. 

Aquela resposta fez o mundo interno de Naruto entrar em uma festa eterna, eram um turbilhão de coisas que ele sentiu que nem sabia explicar ou externalizar em palavras. Seus olhos brilharam e não conseguiram se desviar das orbes negras de Sasuke.

— Não vai ser algo fácil… Até porque o Neji odeia quando as coisas não são como ele quer, e eu também estou com muito medo de tudo que pode acontecer, afinal é um divórcio e tudo tão… Também sei que não posso te pedir para ficar ao meu-

O ômega parou de falar quando sentiu a sua mão ser segurada com força pela de Naruto. Suas esferas ergueram-se, fitando assim o rosto sério e calmo do alfa, que parecia saber exatamente o que fazer naquela situação; Sasuke sentiu-se melhor ao ver seu rosto tão sincero e passando calmaria, soltando um suspiro logo em seguida e sorrindo nervoso. 

A costa de sua mão começou a ser acariciada pelo polegar do Uzumaki, que olhou-a por alguns segundos antes de voltar seus olhos azuis para o ômega. 

— Estarei com você, o tempo que precisar, Sasuke — inferiu, direto e com a maior certeza do mundo. — Já disse que ficarei sempre com você, não importa a situação. Sei bem como os divórcios são complicados, mas se depender de mim aquele nojentinho do seu esposo não chegará nem perto de você, não se preocupe…

— Não posso te pedir isso, eu não…

— Você não está me pedindo, ômega, eu quero fazer isso, eu quero estar com você, quero te ajudar… 

— E porque? — perguntou, erguendo a cabeça na direção do alfa, seus olhos estavam marejados e suas bochechas estavam vermelhas. 

— E-eu… — Naruto gaguejou, corando no mesmo instante, logo sorrindo. — Eu não sei.

Eles ficaram em silêncio, apenas olhando um para o outro como se procurassem a resposta para aquilo. Fosse o que for, não importava muito naquele momento. Tinham muitas coisas para se preocuparem e a resposta para aquela pergunta surgiria depois; o importante agora era dar um fim naquele casamento falido e procurar se estabilizar novamente. 

Tudo que sabiam é que gostavam de ficar perto, e que, se dependesse de ambos, não se desgrudariam tão cedo.

{ … }

A passos largos e raivosos, Neji adentrava a sua sala em pleno sábado. Ele fedia a álcool, estava com suas roupas completamente amassadas e sujas, e ainda por cima com seus punhos todos cortados e inchados. 

O alfa respirou fundo, tirando o seu blazer e colocando sobre a sua mesa, onde tirou também a gravata borboleta que usava e desabotoou alguns botões de sua camisa social branca. Neji girou seus calcanhares, indo até ao pequeno barzinho que tinha montado em seu escritório e encheu um copo com uísque. Logo, ele bebericou todo o líquido de uma vez; era com raiva. 

Céus, Neji, você está mais que péssimo, você está horrendo. 

Os olhos perolados desviaram-se na direção da porta, visualizando assim uma mulher de vestido tubinho de cor vermelha, brincos esmeraldas que combinavam com seus olhos verdes e saltos altos. Fora a maquiagem e jóias adornando seu pulso e dedos. 

— Nem começa, Sakura… 

— Além de acabado está de mau humor — suspirou, caminhando até parar em frente ao homem. — Então, querido, como foi o jantar com seu esposinho, em? — ela sorriu maquiavélica, rodeando seus braços ao redor do pescoço alheio, roubando um selinho demorado.

— Filho da puta — murmurou, pressionando os olhos com força ao se lembrar da noite passada.

— Pelo seu estado imagino que tenha sido um desastre total, mas… Quero ouvir de você, gatinho, vai me falar, não vai? — inferiu, olhando o rosto do Hatake com fixação, sem deixar que ele tirasse seus olhos de si.

— Não estou com vontade de falar, Sakura — sussurrou, roubando um beijo demorado. Ele largou o copo vazio sobre o balcão do pequeno barzinho, levando assim suas mãos vazias até a cintura fina da garota, onde apertou com força, puxando-a para mais perto. — Estou com você de fazer outra coisa… — disse entre o beijo de forma baixa. 

— Mas e… E o nosso plano? Como ficou? — Sakura perguntou ofegante entre o ósculo, sempre tentando se afastar dos toques alheios para conseguir pronunciar sua fala. — Neji! — grunhiu, forçando o alfa a parar de beijá-la no pescoço e encará-la nos olhos. 

— Está tudo sob controle, Sakura, não se preocupe, todo o legado Uchiha será nosso, teremos o dinheiro e o poder daquela família não importa como, agora dá pra você ficar quietinha e aproveitar um pouco comigo? — ele ditou, sorrindo malicioso e arrancando uma risadinha sapeca da rosada. 

— É claro, amor, podemos aproveitar bastante, afinal se está tudo sob controle, então não há nada com que se preocupar — falou, desta vez quem iniciou o ósculo foi a Haruno, agarrando-se ainda mais ao corpo do alfa. 

— Exatamente — disse sorrindo largo ao ver a mulher se ajoelhar em sua frente. — Sasuke não perde por esperar... 


Notas Finais


Então, o que acharam? 😳
Admito sim, que eu vim atualizar isso aqui que nem o flash e nem eu to acreditando. PORQUE JURO PRO CÊS, eu escrevi quase três mil palavras sem nem sentir e quando chegou no final eu nem acreditei, sério mesmo, sei nem o que dizer para essa inspiração que bateu do além.

Fora isso, eu quero aqui mais uma vez, AGRADECER TODOS VOCÊS CHEIROSOS LINDOSOS MARAVILHOSOS que comentaram, favoritaram e que estão surtando junto comigo, pq sinceramente eu não posso ser a única que já tá tipo: CARALHO CASAL PERFEITO SE BEIJEM CASEM TENHAM FILHOS AAAAAAAAAA BOIOLAS DEMAIS- admito que amei escrever esse capítulo cheio de boiolagem 😔🤲🏻❤️.

E......... TAMDAM, finalmente a amante do Neji apareceu e não é que vocês tinham razão? O víborazinha não tinha se arrependido 🧐🤬. Quero deixar claro que amo os personagens (Neji e Sakura) e amo também o shipp, mas na minha história, eles não são do bem 😞.

Enfim, enfim, o que vocês acharam do capítulo em? Elogios, críticas construtivas, surtos, opiniões? QUERO SABER TUDO!! Podem me contar, eu me explodo de rir com alguns comentários e fico extremamente boiola :).

No mas, acho que já falei bastante, um beijo pra quem quiser (tem alguma pessoa no yt que fala isso mas eu esqueci quem é), e até o dia que nem eu sei 🏃🏼🏃🏼🏃🏼🏃🏼🏃🏼🏃🏼.


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