História Adorável Babá - Fillie - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 140
Palavras 1.557
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 1 - Manhã caótica


— Millie, já são nove da manhã. —Maddie, minha melhor amiga, gritou entrando alarmada no meu quarto. Eu gemi e apertei meus olhos. "Quem em nome do Papa acorda nessa hora da manhã?". Virei-me aconchegando no meu cobertor... Tão quentinho...

— Millie! Você vai se atrasar para as entrevistas de emprego! —ela gritou novamente e puxou meu cobertor. Me levantei num pulo e me coloquei em frente a ela. —Não olha para mim, queridinha! A primeira é daqui a meia hora.

Corri para dentro do banheiro, joguei minhas roupas para todos os lados na esperança de poupar tempo. A blusa do meu pijama caiu dentro da privada no meio de todos os arremessos. "Ah, era a única coisa de marca que eu tinha". Me penalizei mentalmente enquanto tirava a peça molhada de lá com a ponta dos dedos, era extremamente nojento, mas era seda não podia simplesmente abandona-la ali. Joguei-a dentro do cesto de roupas sujas, quando chegasse em casa daria um jeito.

Pulei para dentro do chuveiro, a água caiu queimando minha pele, dei um pulo e gritei de dor.

Aquilo daria uma queimadura de milésimo grau.

Me afastei soprando a região que havia ficado avermelhada. A água estava tão quente que o vapor instantaneamente inundou meu banheiro.

— Meu Deus! — eu abri completamente o registro para a água esfriar e pulei novamente quando neve caiu. Talvez eu estivesse exagerando quanto a neve, mas a água fria me assustou.

Consegui achar um meio termo entre o inferno e o polo norte. Banhei-me rapidamente, apenas o suficiente para despertar-me.

Por sorte minha toalha estava pendurada no gancho ao lado do espelho. "Obrigada, senhor". 

Pelo menos eu não teria que sair pelada e acabar me resfriando. Sem contar que Maddie riria da minha cara por um século. Como sempre.

De novo, para poupar tempo corri em direção ao meu quarto, mas por força da gravidade derrapei antes de chegar na porta do meu guarda-roupas e caí com a bunda no chão. Soltei um gritinho de dor. “Ok, universo eu já entendi! Nada de tentar economizar tempo.”

— Está tudo bem, Aurora? — Maddie gritou da cozinha. Petulante nunca atrasada.

— Estou. — Respondi enquanto me  levantava. “Ótimo, agora faria todas as entrevistas com dor na bunda.” Praguejei enquanto afagava a região dolorida. Me coloquei em frente as minhas roupas. Mentalmente fiz uma lista das entrevistas que tinha, as duas eram formais, mas eu não tinha nada tão careta. Vesti minhas melhores peças íntimas, afinal de contas uma lingerie bonita deixa uma mulher secretamente mais confiante. Optei por uma calça jeans preta, uma blusa branca e um blazer vinho.

Olhei-me no espelho, meu cabelo estava amassado e arrepiado, gemi internamente. E passei o pente para deixa-lo mais alinhado, mas acabou gerando o efeito contrário. Rosnei e puxei os fios para um rabo de cavalo tentando deixa-lo

impecável. Dessa vez fui mais bem-sucedida na minha missão. Sorri triunfante para minha pequena vitória. Millie 1 x 0 Cabelo. Comemorei comigo mesma satisfeita.

Lembrei-me que estava gravemente atrasada e corri novamente, dessa vez em direção aos sapatos.

Com o meu desequilíbrio matinal saltos estavam fora de cogitação, escolhi as sapatilhas pretas de verniz que Maddie havia me dado no último aniversário. Voltei para frente do espelho, estava bonitinha. Meus olhos castanhos, a coisa mais legal que eu tinha no meu corpo, estavam radiantes, bati os cílios tentando parecer adorável o suficiente para que me dessem ao menos um emprego.

Puxei minha bolsa da minha escrivaninha e sai correndo em direção a cozinha. Sara estava sentada bebericando seu café suavemente. Ergui uma sobrancelha, ela devia estar no trabalho. Olhei para o relógio em formato de pinguim em cima de nossa velha geladeira, não passavam das sete. Gemi me jogando exausta na cadeira. A desgraçada havia mentido para mim para que eu acordasse, um golpe sujo demais para uma garota tão adoravelmente demoníaca.

— Maddie, por que? —eu gemi e coloquei meu rosto entre minhas mãos, agora eu passaria o dia todo feito um zumbi.

—Você precisava de um choque de adrenalina para enfrentar o dia. — Ela respondeu sem ao menos olhar-me nos olhos enquanto lia concentrada seu jornal. Se Maddie não fosse minha melhor amiga, naquele momento eu teria avançado em seu magro pescoço e cravado minhas unhas nele.

— Agora eu vou precisar de muita cafeína. — Eu reclamei e ela deu de ombros. A cafeteira estava em cima da mesa, puxei minha xícara da pia atrás de mim e a enchi de café fumegante. Dei um grande gole enquanto olhava para a postura serena de minha quase irmã.

Nossa vida nos últimos anos estava sendo muito difícil. Terminamos a faculdade juntas, ela fazia administração e eu em letras, nós nos formamos com honras, mas de repente a vida adulta batia em nossas portas. Por sorte antes de terminar o curso, graças a um estágio, ela já tinha um emprego de secretária pessoal do dono de uma empresa no ramo tecnológico. Eu não tive a mesma benção, me formei e não consegui emprego fixo em lugar nenhum, fazia pequenos trabalhos esporadicamente, mas agora minhas economias estavam no final, Maddie mantinha a casa praticamente sozinha e sem família, eu não tinha a quem recorrer.

—Então, senhorita, pode me contar quais são os planos para hoje? —perguntei furtivamente ela sorriu e revirou os olhos. —Ah qual é! Deve haver algo divertido para duas modelos internacionais solteiras.

—Para modelos eu não sei, mas para duas reles mortais a lista é longa. Eu vou passar o dia todo ajeitando a agenda no meu chefe, preparando reuniões, está tudo uma bagunça graças ao simpósio de tecnologia! E você vai arranjar um emprego muito bom. A noite podemos pedir pizza para comemora a sua vitória, o que acha desse dia maravilhoso?

—Argh, sinto saudades da faculdade nesse quesito, tínhamos muitas festas e animação. Me sinto uma senhora de oitenta anos. —Fiz biquinho e ela revirou os olhos.

—Eu preciso me arrumar, pode lavar a louça para mim? —ela perguntou e eu assenti. Levei as duas xícaras à pia, haviam pratos e talheres da noite anterior, ergui minhas mangas e lavei tudo rapidamente

Logo Maddie voltou trajando um terninho preto e uma camisa azul de seda. O cabelo louro amarrado num coque profissional, maquiagem na medida certa, tudo valorizando seus traços finos e olhos azuis impactantes. Sara era uma pontada na autoestima de qualquer mulher. Claro que eu não estava imune a toda a beleza dela, mas não podia inveja-la, minha amiga era merecedora de sua beleza e todo talento que possuía. Abri a boca teatralmente, ela corou e revirou os olhos. Não podia inveja-la, mas podia deixa-la envergonhada constantemente, suspeitava até que essa era minha missão na terra e a fazia com gosto.

—Sua primeira entrevista é perto do meu trabalho, quer uma carona? —Carona, meus olhos certamente brilhavam para aquela palavra, andar de metrô era um dos meus maiores pesadelos, táxi no meu orçamento estava fora de questão, então sempre que Maddie me oferecia carona meu dia estava completo e feliz. 

— Quero sim, vou escovar meus dentes, volto já. —Eu disse correndo pelo nosso minúsculo apartamento. "Apertamento você quer dizer" minha vadia interior contestou enquanto eu entrava no banheiro. Escovei meus dentes rapidamente e dei uma última olhada no espelho, estava tudo bom o suficiente.

Logo estávamos dentro do pequeno celta de Maddie, o trânsito estava caótico e de repente entendi o motivo pelo qual ela saia tão cedo de casa, era quase impossível andar, em certo momento achei que estávamos andando a -10 km/h. O congestionamento era enorme, minha vontade era de a qualquer momento sair de dentro do carro e ir andando até as duas entrevistas. Acabei pegando no sono durante o percurso.

— Millie! Millie! —as mãos macias de Maddie me balançaram de um lado para o outro. Hum parecia que ela estava me ninando. — Levanta essa bunda daí! Vai se atrasar de verdade. Acorda! —a voz dela parecia nervosa. 

Acordei sobressaltada e acabei batendo minha testa no painel do carro. "Como se já não bastasse o sono agora terei que enfrentar o dia com um galo na testa" minha vadia interior e eu reclamamos.

Puxei minha bolsa para meu ombro e saltei para fora do carro —Boa sorte! — Maddie gritou abaixando o vidro do carona.

—Obrigada! —eu agradeci e ela acelerou.

Peguei dentro da minha bolsa a agenda onde estavam anotados os endereços exatos das minhas entrevistas, andei lendo-as distraidamente. Hoje haveriam duas grandes entrevistas, uma de manhã em uma editora mediana e tarde em uma pequena, a que mais me entusiasmava era a primeira. Eu podia empenhar-me na primeira entrevista, fazer uma pausa para um almoço com Maddie e voltar com todo gás para a segunda.

Foi quando tropecei em um senhor a minha frente, em sua mão havia um copo do Starbucks e todo o café contido nele veio parar na minha blusa.

Dei um pulo quando o líquido quente queimou toda a pele dos meus seios até minha barriga. Mas a dor era o de menos, o mais preocupante era a marca monstruosa que o liquido deixará na minha blusa.

—Olha por onde anda, menina! —o velhote brigou se afastando e resmungando e eu gemi amaldiçoando-o eternamente. Como eu iria enfrentar entrevistas de emprego toda manchada e cheirando a café?

Aquele não era definitivamente meu dia de sorte.



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